30/04/2013 10h06 – Atualizado em 30/04/2013 10h06

Jovem foi recapturado no Paraguai e levado para delegacia em Ponta Porã. Rapaz fugiu em março; Justiça havia determinado internação psiquiátrica.

Da Redação

O jovem, de 21 anos, conhecido como Maníaco da Cruz permanece detido na 2ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã, a 346 km de Campo Grande. Ele foi entregue às autoridades brasileiras no início da noite de segunda-feira (29) na cidade de Pedro Juan, fronteira do Paraguai com o Brasil em Mato Grosso do Sul. O rapaz havia fugido no dia 3 de março da Unidade Educacional de Internação (Unei).

Em entrevista ao G1, o delegado Alexandre Amaral Evangelista afirmou que aguarda uma decisão judicial, que deve ser dada nesta nesta terça-feira (30), que determine para onde o Maníaco da Cruz será encaminhado. “Até que a decisão seja expedida, ele ficará isolado na delegacia”, disse o delegado.

O rapaz ganhou o apelido após matar três pessoas em 2008. Ele cumpriu três anos de medida socioeducativa na Unidade Educacional de Internação (Unei) de Ponta Porã, mas permaneceu no local por mais um ano. No período passou por perícia psiquiátrica que atestou que ele apresentava distúrbios e que poderia voltar a matar. O maníaco fugiu da Unei no dia 3 de março deste ano. Após a fuga, a Justiça de Mato Grosso do Sul expediu um mandado de busca e apreensão contra ele.

O superintendente de Assistência Socioeducativa do estado, Hilton Villasanti, destacou que o jovem deve ser encaminhado para uma instituição psiquiátrica. Ele destacou ainda que, até que o local seja determinado, maníaco não não deve voltar para a Unei. “Ele encerrou o tratamento de medida socioeducativa. A Unei não é o local apropriado para esse tipo de tratamento”.

PRISÃO

O Maníaco da Cruz foi preso pela Polícia Nacional do Paraguai no sábado (27), na cidade de Horqueta, no Departamento de Concepción. Segundo a Polícia Civil, o jovem não tem registro de crimes no Paraguai. Ele foi detido porque estava em situação irregular no país vizinho e depois foi deportado para o Brasil.

CASO

Aos 16 anos, o jovem matou três pessoas na cidade de Rio Brilhante, a 160 km de Campo Grande. Segundo informações da Polícia Civil, antes de serem mortas, as vítimas eram obrigadas a responder uma série de perguntas sobre o comportamento sexual delas. O jovem assassinava aquelas que ele julgava como “impuras”. Ele ficou conhecido como Maníaco da Cruz porque, após o crime, colocava os corpos em sinal de crucificação.

Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o período máximo de detenção ao qual um adolescente está sujeito é de três anos. Quando o jovem completou 19 anos, a Justiça determinou que ele continuasse na Unei até passar por uma perícia psiquiátrica. O laudo constatou que o suspeito apresenta distúrbios de conduta e que é incapaz de conviver em sociedade, pois poderia voltar a matar.

Desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinaram, no dia 1º de março de 2012, que ele fosse encaminhado a uma instituição psiquiátrica, o que ainda não foi viabilizado. Foi estabelecido que, caso o governo não tenha uma instituição adequada para abrigá-lo no estado, deve pagar pela sua internação em uma clínica particular.

(*) Com informações de G1 MS

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