26/04/2018 16h58

Willams Araújo

Maquiagem

A campanha sequer começou e alguns pré-candidatos, talvez motivados por resultado de pesquisas de intenções de voto, começam a desfilar pela mídia demonstrando a velha estratégia do “já ganhou”, subestimando assim a maioria dos adversários. Isso tem sido notado principalmente na disputa pelas duas vagas a que Mato Grosso do Sul tem direito no Senado. Além do mais, alguns institutos de pesquisa têm debochado na cara do eleitor, apresentando um cenário fora da realidade que só lá na frente, quando as urnas se abrirem, é definitivamente poderá ser atestado por todos.

Apagão

A vice-governadora Rose Modesto (PSDB) parece ter dado uma trégua em sua pré-campanha à Câmara dos Deputados, cargo também desejado pelo deputado estadual e presidente regional do PSDB, Beto Pereira, que, aliás, é o preferido da cúpula tucana e governamental para conquistar a vaga em outubro. Pelo menos, as aparições políticas do parlamentar e seu desempenho no Poder Legislativo estão dando-lhe mais visibilidade.

Pelas costas

Considerado um dissidente na legenda, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi convidado para o encontro com o presidente Temer, na terça (24), mas não compareceu. Por causa da ausência, foi criticado pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS). “Ele falta à reunião, a uma reunião como esta, mas não falta a inaugurações, não falta a solenidades de assinatura de contratos e convênios. “Essa hipocrisia é que entristece a gente que faz política com a verdade, sem hipocrisia e com seriedade”, disparou o xiita, ligado ao ex-governador André Puccinelli (MDB).

Regabofe

A reunião convocada por Temer, realizada no Palácio da Alvorada, contou com a participação de dirigentes de diretórios do MDB em São Paulo, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Acre, Rio Grande do Norte e Roraima. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, também compareceu. Dois outros encontros desse tipo deverão ocorrer nas próximas semanas. A definição sobre a chapa ocorrerá em junho, de acordo com Marun. O principal, segundo ele, é que o candidato do MDB, seja quem for, defenda o “legado do governo Temer”.

Contra tudo

Aliás, Marun também é dentro do MDB sul-mato-grossense a voz que destoa do desejo da maioria do partido que defende a reconciliação do grupo com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), até como uma forma de sobrevivência política. Enquanto isso, a bancada emedebista na Assembleia Legislativa, liderada pelo presidente da Mesa Diretora da Casa, Júnior Mochi, trabalha forte em favor da coligação. Para analistas, se não sair acordo, quem sai ganhando é o PDT do juiz aposentado Odilon de Oliveira, com seu discurso manjado contra tudo e contra todos.

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