11/11/2006 11h16 – Atualizado em 11/11/2006 11h16

Dourados News

A Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorin Costa, em Dourados, recebeu nesta noite mais 15 detentos oriundos da cadeia de Miranda. Com esses, a Máxima de Dourados soma 1.244 detentos em um espaço construído inicialmente para 538 presos. Após a destruição parcial da penitenciária no dia 14 de maio deste ano, quando um motim orquestrado entre quatro estados, incluindo as quatro penitenciarias do Mato Grosso do Sul (Três Lagoas, Corumbá, Dourados e Campo Grande) a situação carcerária na PHAC piorou. Se antes já faltava espaço para acomodar os detentos, agora, durante reforma das alas do presídio, é que a situação está mais complicada. No último dia 4, por conta de um motim na Cadeia Pública de Rio Brilhante, 30 detentos foram transferidos para a Máxima de Dourados. No dia 31 de outubro, outros 20 detentos foram transferidos para a Máxima, o que faz da cadeia, com mais que o dobro da sua capacidade, cada dia mais superlotada. Um dos motivos que ocasionaram o motim que destruiu grande parte da Phac no dia 14 de maio deste ano, foi a superlotação. Naquela ocasião, dia de visita, assim como hoje, a Phac também estava superlotada e a rebelião que durou mais de trinta horas, deixou detentos feridos, agentes penitenciários feridos, um inclusive com traumatismo craniano , reféns desesperados e policiais de toda a região em alerta. Após o motim, a Phac se transformou em verdadeiro caos. A reconstrução da Penitenciaria não foi concluída o que deixa a situação da superlotação ainda mais delicada.

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