11/11/2006 07h58 – Atualizado em 11/11/2006 07h58

Terra

A Aeronáutica realizou em 2005 um levantamento entre os controladores de vôo brasileiros e constatou que menos de 3% deles têm um conhecimento mínimo de inglês. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o diagnóstico foi feito entre 2.683 controladores civis e militares em todo o País e 70 tinham os conhecimentos mínimos da língua. A Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) é quem dita as regras sobre o conhecimento mínimo exigido dos controladores. Em 2008 devem entrar em vigor as novas normas da entidade, que deixarão o controle de tráfego aéreo do Brasil com 2,6% dos seus operadores dentro dos requerimentos mínimos. Segundo o jornal, a preparação por que passam os controladores hoje na Divisão de Capacitação e Treinamento Profissional do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) consiste em decorar uma série de frases usadas no jargão profissional. O grande medo dos controladores é quando alguma coisa foge do padrão. A deficiência com o idioma ganhou visibilidade após o acidente com o Boeing da Gol. O avião chocou-se no ar com o jato Legacy, matando 154 pessoas, em 29 de setembro. Uma das linhas de investigação é de que tenha havido um mal-entendido entre o piloto do jato e a torre de controle de São José dos Campos. A deficiência da comunicação teria levado o piloto do Legacy a manter a altitude que o levou a colidir com o Boeing.

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