03/04/2018 08h15

Willams Araújo

Mesma tecla

Faz tempo que a política nacional não é pautada por outros temas, a não ser o suposto envolvimento do presidente Temer em corrupção ou a prisão do ex-presidente Lula, fato lamentável diante da necessidade da aprovação de assuntos mais importantes, como reformas estruturais. E isso, felizmente ou infelizmente, tem colocado o ministro sul-mato-grossense, Carlos Marun (Secretaria de Governo) como peça central das discussões. Se isso é bom ou não para a política local, só o tempo dirá.

Tamanduá

Aliás, depois de se reunirem com o presidente Temer, no Palácio do Jaburu, no domingo, líderes da base aliada do governo e o ministro Marun (MDB-MS), mostraram discurso alinhado sobre a possibilidade de a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentar uma terceira denúncia contra o emedebista. “Não existe terceira denúncia. Seguimos governando e não trabalhamos com a hipótese da terceira denúncia”, disse antes de minimizar a possibilidade da investigação contra Temer contaminar os trabalhos no Congresso.

Novela

Desde dezembro do ano passado que os prefeitos esperam o chamado AFM (Auxílio Financeiro aos Municípios) do governo federal no valor de R$ 2 bilhões, dos quais, os municípios de Mato Grosso do Sul têm direito a pouco mais de R$ 29 milhões. Ocorre que parte do dinheiro já foi empenhada, mas a burocracia e a falta de interesse do governo Temer só contribuem para o insucesso de um acordo firmado com o Planalto durante a Macha a Brasília do ano passado, lembrando que o próximo movimento municipalista será no mês que vem.

Portas abertas

Agora sem espaço para postular a reeleição, a deputada estadual Grazielle Machado deve procurar abrigo no PMB (Partido da Mulher Brasileira), atualmente nas mãos do superintendente do Ibama-MS, Dorival Betini, fiel escudeiro do ex-deputado Londres Machado, que perdeu o comando do PR em Mato Grosso do Sul. Aliás, do jeito que a coisa anda a legenda nanica deve ser a tábua de salvação para muitos pré-candidatos que ficaram a ver navios com a rasteira dada pela cúpula nacional republicana por influencia (quem diria) de Edson Giroto, investigado pela Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal.

Fogo amigo

No núcleo do governo estadual são notórios confrontos internos por espaços daqueles que têm interesse em cargos eletivos. De olho na Câmara dos Deputados, por exemplo, a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) anda mais do que notícia ruim em busca de apoio à sua candidatura, principalmente no interior, já que a Capital é a sua base eleitoral mais robusta. Do outro lado, o deputado estadual Beto Pereira, presidente regional do PSDB, trabalha na tentativa de ser uma dos mais votados em outros. Nessa disputa, o espírito de companheirismo passa distante.

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