18/11/2006 13h32 – Atualizado em 18/11/2006 13h32

Midiamax News

O rastreamento de mensagens eletrônicas via Messenger ou MSN auxiliou os policiais da DECO (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) a prenderem, na manhã do dia 12 de novembro, em Amambai, na fronteira com Paraguai, Alessandro Sarmento Charnoski, 28 anos, autor dos crimes de extorsão mediante seqüestro de Néris de Jesus Lopes Dutra e de Luiz Carlos, o “Neguinho”, ocorridos na cidade em maio de 2002. O caso ficou famoso na fronteira em razão do valor do resgate – US$ 500 mil – e pelo fato de os responsáveis pelo seqüestro estarem supostamente relacionados ao mega-traficante Luiz Fernando da Casta, o “Fernandinho Beira-Mar”.

 

Alessandro Charnoski vinha sendo procurado pela Justiça há quatro anos, desde o desaparecimento do empresário Néris Dutra, dono de hotel na cidade. Segundo as informações da Polícia, ele, que ainda não tem condenação no episódio, foi preso no interior da própria residência, situada no centro da cidade em Amambai, depois que as equipes da DECO rastrearam, com autorização judicial, as mensagens eletrônicas que ele trocava vai Messenger.

 

Alexandre Charnoski está preso no EPAM (Estabelecimento Penal de Amambai), onde também está cumprindo pena de 15 anos e 2 meses de reclusão o pai dele, o empresário Waldir Charnoski, que foi condenado pelo mesmo crime e aguarda a progressão do regime fechado para o regime semi-aberto. Além de Alessandro Charnoski e do pai dele, também estavam envolvidos com o seqüestro os policiais militares Edílson de Melo Torezan e Juberfélis Ferreira Lima e o policial civil Olívio Andrade Bittencourt, sendo que os três foram condenados a 16 anos e 4 meses de prisão.

 

As equipes da DECO investigavam o caso há quatro meses e com a prisão do seqüestrador espera esclarecer outros crimes na região de fronteira com relação à quadrilha. Essa foi a primeira vez que a Polícia consegue elucidar um crime se beneficiando da tecnologia disponibilizada pela Internet.

 

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