Segundo comunicado, situação é “a mais grave desde o começo da pandemia”

O Ministério Público emitiu hoje, 26, um alerta à população, classificando a situação de Três Lagoas em relação à Covid como “extremamente grave”.

No comunicado, assinado por três procuradores e um procurador do trabalho, o MP lista as razões pelas quais julga a situação atual de emergência.

De acordo com números levantados pelo MP, “quase 1000 casos foram
registrados entre o fim de janeiro e o fim de fevereiro, ou seja, praticamente um
sexto dos casos em apenas um mês, demonstrando uma evidente e desenfreada
aceleração da doença na cidade”.

Além disso, o aumento no número de casos estaria levando a um aumento na taxa de ocupação de leitos, chegando a 95% do total de leitos de UTI SUS ocupados. O MP pondera, ainda, sobre as novas variantes, mais contagiosas, que, “consequentemente, também fazem subir as taxas de transmissão entre a população, o que certamente contribuirá para uma maior lotação dos leitos hospitalares”.

Apesar da gravidade do cenário, o MP alerta que a cidade percebe de um cenário de “relaxamento da população em geral quanto ao uso correto da máscara, na
proibição de aglomerações em locais públicos e privados”, e cita os eventos de carnaval como exemplos de aglomerações.

“As autoridades sanitárias têm notado, também, que os jovens da cidade ainda
não respeitam totalmente as normas de contenção da Covid-19, e isso está
contribuindo em muito para o aumento desenfreado de casos, ao passo que se contaminam na rua, mas levam o vírus para dentro de suas casas e transmitem
para os demais familiares, que acabam sendo internados muitas vezes em
estado grave, vindo até a falecer”, continua o alerta.

Ainda de acordo com o comunicado, a situação é “extremamente grave” e “a mais grave desde o começo da pandemia!”. Por isso, o Ministério Público alerta que é necessário que a população “cumpra o uso obrigatório de máscaras, em locais públicos e privados, inclusive na rua. Não podemos aglomerar em nenhum lugar, seja em locais públicos, seja nas residências e ranchos!”. E continua: “Evite ao máximo sair de casa e, se precisar sair, use sempre máscara. Mantenha distância segura de outras pessoas e aumente as medidas de higiene. Não faça qualquer tipo de aglomeração, mesmo em casa com familiares e vizinhos”.

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