23/03/2012 18h53 – Atualizado em 23/03/2012 18h53

Assessoria do senador rebate matéria divulgada, afirmando que atendeu pedido dos estudantes

Segundo nota divulgada pela assessoria, os argumentos foram considerados relevantes por contribuir para o aprendizado de alunos de baixa renda, bolsistas da Faculdade

Assessoria de Comunicação

O senador Waldemir Moka (PMDB) nega que tenha feito autopromoção ao fazer a doação de livros ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Faculdade de Direito da PUC em Campinas.

O senador disse que apenas atendeu pedido da direção dos estudantes. Em ofício encaminhado ao gabinete de Moka em 22 de fevereiro deste ano, o DCE informa que o material seria distribuído entre universitários bolsistas, de baixo poder aquisitivo.

“O centro acadêmico XVI de abril, entidade de representação discente da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, vem à presença de Vossa Excelência solicitar o envio das quantidades abaixo especificadas de códigos de lei, com vistas ao atendimento dos anseios de alunos bolsistas desta Faculdade: 100 Códigos Civis, 100 Códigos Penais e 50 Constituições Federais”, diz trecho do documento.

No ofício, o DCE esclarece que “apesar de se tratar de Instituição Privada, muitos não possuem acesso aos instrumentos de estudo de um acadêmico de Direito, fator este que influi diretamente em sua formação intelectual”.

A direção dos alunos conclui o pedido afirmando que “diante do problema e visando o melhor para os alunos desta casa, o Centro Acadêmico XVI de Abril, sabendo de vossa presteza espera poder contar com tal auxílio”.
A assessoria informa que os argumentos foram considerados relevantes por contribuir para o aprendizado de alunos de baixa renda, bolsistas da Faculdade. “As publicações foram impressas observando-se, rigorosamente, as normas internas do Senado Federal”, ressalta.

Também destaca que, na medida do possível, o senador tem procurado atender a estudantes de baixa renda de todo o país. “Ao invés de usar a cota de que dispõe para imprimir inutilidades, o senador prefere aplicá-la em publicações de grande valor acadêmico e social, como códigos, estatutos e a Constituição Federal”, explica.

ABSURDO

Por meio de sua assessoria, Moka disse que em nenhum momento pretendeu promover-se à custa do material por ser representante de Mato Grosso do Sul, sem nenhum vínculo eleitoral com o Estado de São Paulo e a cidade de Campinas. “Isso é um absurdo. Qual é o interesse do senador em se promover fora de sua base eleitoral?”, questiona.

A assessoria também considerou equivocada a informação de que o senador tenha utilizado verba pública para imprimir informativo durante as prévias do PMDB em fevereiro de 2010. “É outro absurdo. O Ministério Público sequer abriu investigação porque não constatou qualquer irregularidade na confecção dos jornais”, esclarece.

A assessoria informa que em 30 anos de vida pública Moka nunca respondeu a processo judicial, seja na justiça comum, seja na Justiça Eleitoral. “São oito mandatos seguidos. Uma carreira limpa, sem mancha”, conclui.

Moka considerou absurda a acusação de autopromoção:

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