05/04/2016 12h06 – Atualizado em 05/04/2016 12h06

Água de Três Lagoas está dentro dos critérios de qualidade do Ministério da Saúde para consumo humano

Assessoria

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde Pública, desenvolve um trabalho de análise de qualidade da água para consumo humano. O trabalho relacionado à qualidade da água recebe o nome de VIGIAGUA. Realizado pela Vigilância em Saúde, consiste em desenvolver ações contínuas para garantir à população o consumo da água de qualidade, assegurando que seja compatível com o padrão de potabilidade estabelecido na legislação vigente, para promoção da saúde.

De acordo com a Bióloga responsável, Gisleine Tabox Saiar, o trabalho consiste na análise bacteriológica da água, crescimento de bactérias heterotróficas, (análises microbiológica) e análise físico-química, relacionada à turbidez, ou seja, medição da resistência da água à passagem de luz que é provocada pela presença de partículas flutuando na água; temperatura e Potencial Hidrogeniônico – PH (quantidade de prótons H+) ideal, que segundo a Portaria 2.914, de 12 de dezembro de 2011, a água para consumo humano deve ter entre 6 e 9,5 de PH e Três Lagoas se mantém dentro desse parâmetro.

A Vigilância em Saúde faz a coleta da água em um recipiente específico, percorrendo os bairros durante todo o ano, e destina ao Laboratório de Análise de Água Municipal, localizado no segundo andar do prédio do Hemonúcleo, no Centro.

Existe uma meta anual de 668 coletas que são realizadas diretamente do cavalete de cada residência analisada. “Todos os anos conseguimos bater a meta de mostras. Após análise, o diagnóstico é registrado no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano. As principais análises do sistema referem-se, à turbidez, quantidade correta de Fluoreto e Cloro e análise de Coliformes Totais (se há ausência de bactérias)”, ressalta.

A bióloga deixa claro que, o município é responsável pela análise da água que chega até o cavalete nas residências, depois disso é responsabilidade do cidadão. “Por isso sempre orientamos as pessoas filtrarem a água e realizem a limpeza da Caixa D’ Água a cada seis meses, bem como limpeza e manutenção do encanamento da residência”, explica Gisleine.

Ainda assim, caso seja encontrada alguma irregularidade na água, a equipe notifica a empresa responsável pelo abastecimento de água da cidade, no caso de Três Lagoas a Sanesul, e ela deve adequar-se para resolver o problema. “Anteriormente sempre tínhamos problemas com a chamada água do Palmito, mas com muito empenho da administração pública conseguimos resolver esse problema, e, portanto, toda água do município atualmente é considerada apta para consumo humano. Esta é uma das ações preventivas da saúde e Três Lagoas é uma das poucas cidades do Estado que possui o laboratório de análise que dispõe de estrutura fornecida pelo município e Ministério da Saúde”, informa a bióloga.

VIGIAGUA

O programa é do Ministério da Saúde e implementado nos estados, municípios e Distrito Federal. A implantação e estruturação da Vigilância em Saúde Ambiental no Estado de Mato Grosso do Sul iniciou em 2004 e foi regulamentada através do Decreto Normativo nº. 12.375, de 19 de julho de 2007, que situa a Coordenadoria de Vigilância da Saúde Ambiental (CVA) sob a Diretoria de Vigilância em Saúde.

PORTARIA Nº 518

A Portaria Nº 518, de 25 de março de 2004, estabelece que o controle da água, deve ser realizado pela empresa de quem oferece o abastecimento coletivo ou de quem presta serviços alternativos de distribuição. Porém, cabem as autoridades de saúde pública a missão de verificar se a água consumida pela população atende as normas dessa portaria, inclusive no que se refere aos riscos que os sistemas e soluções alternativas de abastecimento de água representam para a saúde publica.

(*) Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Três Lagoas

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