02/05/2018 08h18

SEMEA e moradores do Assentamento Pontal do Faia estudam criação de cooperativa de ovos caipira

A ideia partiu das mulheres do assentamento e beneficia a produção agrícola local com produto 100% saudável

Gisele Berto

Uma equipe da Diretoria de Agronegócio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA) esteve na última quinta-feira (26) em uma reunião no Assentamento Pontal do Faia para atender à solicitação dos agricultores da localidade.

De acordo com o coordenador de gestão de políticas públicas, Célio Lopes de Barros, os moradores procuraram a Diretoria para apoio na criação de uma cooperativa de ovos caipiras no assentamento.

O presidente da Associação de Agricultores Familiares Orgânicos do Pontal do Faia, Jair Pinto, reuniu cerca de 20 assentados para tirar dúvidas com a equipe e expor o projeto. Conforme o presidente, a ideia da granja partiu das mulheres dos sitiantes, tendo então 100% de mão-de-obra feminina.

A veterinária da SEMEA, Andréia Santana Silveira, acompanhou a reunião e aprovou o projeto. “Existe a possibilidade de dar certo a cooperativa, mesmo porque, os agricultores têm o espaço para criação e as galinhas. A diretoria de agronegócio firma parceria dando suporte técnico e esclarecimentos para que a granja se torne realidade e fortalecendo o produtor local”, disse.

Segundo o coordenador Célio, o projeto consiste em instalar um laboratório e um galpão (minifábrica) para analisar os ovos, selecionar, armazenar e embalar para expedição. Cada associado será responsável pela criação das galinhas e colheita dos ovos. A SEMEA vai inspecionar o produto.

PROJETO EM ANDAMENTO

A Diretoria de Agronegócio estuda agendar uma visita com os assentados em uma propriedade rural em Terenos – MS, onde funciona uma cooperativa de ovos caipira. O objetivo é ter o conhecimento de trabalho e mercado, manejo das galinhas e produção dos ovos. A partir daí, a associação buscará parcerias para financiar os custos do projeto.

Atualmente, uma dúzia desses ovos custa de R$ 8 a R$ 10 reais. Com a instalação dessa cooperativa a tendência é que o alimento chegue ao mercado com preço menor e contribua para com a saúde consumidor, já que a produção é caseira, 100% saudável e de procedência.

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