25/01/2019 16h39

Protesto acontece neste sábado a partir das 8h da manhã na Praça Ramez Tebet e quer atrair, inclusive, quem já assinou o abaixo-assinado virtual para formalizar o documento físico que será entregue aos órgãos competentes; Elektro divulga datas e local do mutirão para esclarecer a cobrança da conta de luz

Gisele Berto

Em protesto contra o aumento considerado abusivo nas contas de energia elétrica dos últimos meses representantes da sociedade civil organizada de Três Lagoas planejam para amanhã, às 8h, uma manifestação na Praça Ramez Tebet.

Mais que protestar, o objetivo é colher assinaturas para o abaixo-assinado contra o abuso na conta de luz. Mais de sete mil pessoas já assinaram a versão virtual, mas a ideia é que as pessoas assinem o documento “em papel” para que ele seja encaminhado, juntamente com uma carta de repúdio, ao Ministério Público, à Aneel e à Câmara de Deputados.

Uma das organizadoras do movimento, Andréia Umbelina, afirma que as pessoas que quiserem podem pegar folhas do abaixo assinado e levar para seus bairros. “Depois juntaremos todas as assinaturas e, junto com a carta de repúdio, enviaremos aos órgãos competentes”, afirmou.

MUTIRÃO

A Elektro divulgou o local onde realizará o mutirão de atendimento aos consumidores que têm reclamações e dúvidas a respeito dos valores cobrados na conta de luz.

Segundo nota enviada pela concessionária, o mutirão funcionará na semana que vem, de terça (29) a sexta (1) no auditório da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas, na rua Wilson de Carvalho Viana, nº 519, das 8h às 17h.

Ainda de acordo com a Elektro, “os clientes receberão uma avaliação sobre o histórico de consumo, explicações sobre a composição da conta e orientações técnicas que irão colaborar com a redução do consumo”.

O mutirão funcionará até sexta-feira, dia 1.

A concessionária alega que, devido às altas temperaturas, o consumo de energia em Três Lagoas aumentou 11% em dezembro de 2018, comparado ao mesmo período de 2017. “Dependendo do volume de energia consumido pelo cliente, a alíquota do imposto ICMS, que é definida de acordo com leis estaduais, pode sofrer alteração, o que implica em variação da conta de energia”, diz em nota.

O ICMS é escalonado, ou seja, quem usa mais, paga mais. Até 50 kWh o consumidor é isento. De 51 até 200 kWh, a alíquota é de 17%; de 201 a 500 kWh, 20% e, na última faixa, acima de 500 kWh, o ICMS é de 25%.

Banner de divulgação do Movimento Popular. Foto: Reprodução

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