19/01/2013 08h24 – Atualizado em 19/01/2013 08h24

MP manda direção de hospital em MS desafogar pronto-socorro

Hospital Regional tem pacientes nos corredores e falta de vagas em UTI. Direção informou que foram investidos R$ 30 mi na reforma de setores.

Da Redação

O Ministério Público Estadual (MPE) vistoriou, nesta sexta-feira (18), o Hospital Regional (HR), em Campo Grande, e constatou várias irregularidades. Na unidade, pacientes em corredores à espera de uma vaga em dos quartos e falta de vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que deveria receber todos os paciente em estado grave.

Quando os pacientes são transportados para fazer exames, o corredor fica congestionado. Com problema renal e aos 72 anos, a mãe da vendedora Rosimery Pinto de Lino espera há três dias por um quarto. “É inaceitável isso, fora de controle. A gente tem que ter todo uma força pra poder passar força para eles. Inaceitável isso”, disse a vendedora.

O catador de recicláveis Adair de Souza vive um drama parecido. O pai dele, de 86 anos, tem problemas cardíacos e já está há quatro dias no corredor. “Tempo todo corre o risco de infecção, com trânsito de gente que entra de fora, que visita, passam tudo pelo corredor”, afirmou.

Os funcionários também reclamam do atendimento precário. “Isso me incomoda muito, eu sofro com isso, mas eu não tenho como resolver. Eu sempre digo para todos que estão aqui se você perguntar vocês estão mal acomodados, mas vocês não estão desassistidos”, disse Marli Arruda Caxias, coordenadora do Pronto Atendimento Médico.

Além dos corredores, outra situação crítica no HR é a da sala de emergência, conhecida entre os profissionais como sala amarela. Hoje há 18 pacientes em um espaço que comporta apenas dez. São pacientes em estado grave que aguardam uma vaga de internação na UTI.

A UTI do Regional, que deveria abrigar os pacientes da sala amarela, atualmente atende duas outras especialidades: a quimioterapia e a hemodiálise. Por causa disso, das 40 vagas existentes, só 20 são destinadas para emergência.

A promotora de Justiça Paula Volpe cobrou providências da direção do hospital e estipulou prazo para desafogar o pronto-socorro.

“Agora a gente faz um relatório de vistoria na promotoria, no qual a gente detecta quais as irregularidades que precisam ser sanadas. Se preciso for, a gente manda uma equipe para fazer uma perícia técnica e verificar se essas irregularidades são sanadas em um prazo estipulado com a direção do hospital”, afirmou a promotora.

O diretor-presidente do HR, Ronaldo Queiroz, informou que foram investidos R$ 30 milhões na reforma de alguns setores. Entre eles, o novo pronto-socorro, que deve entrar em funcionamento em maio e terá capacidade para atender 80 pessoas na emergência.
“Lógico que não é o ideal. Nós trabalhamos diuturnamente e o tempo todo para poder colocar os leitos à disposição da população. Mas o importante é que todos são acolhidos e tratados, estamos salvando vidas”, disse Queiroz.

(*) Com informações de G1 MS

Quando os pacientes são transportados para fazer exames, o corredor fica congestionado (Foto: Google)

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