Apesar de não haver evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia do medicamento, que é objeto de análise, ele deverá ser testado em pacientes com o quadro mais grave de coronavírus

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul anunciou a compra de 4050 comprimidos de hidroxicloroquina, solicitada pela Comissão de Controle de Infecção da unidade hospitalar. Além disso, o Ministério da Saúde autorizou o envio de 5 mil comprimidos de difosfato de cloroquina (150 mg) para a Secretaria de Estado de Mato Grosso do Sul.

O medicamento, objeto de análise de estudos científicos, deverá ser testado em pacientes com o quadro mais grave de coronavírus. “Toda a equipe multiprofissional busca cotidianamente referências científicas e comprovadas para proporcionar o tratamento mais eficaz para a população”, afirma a diretora-presidente do HRMS, Rosana Leite de Melo.

Medida nacional

O Ministério da Saúde fará a distribuição de 3,4 milhões de unidades dos medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina para uso em pacientes com formas graves da Covid-19. É importante ressaltar que a medida ainda é fruto de estudos promissores, e que não há evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia do medicamento para casos de coronavírus.

De acordo com as informações do Ministério da Saúde, o protocolo prevê cinco dias de tratamento e é indicado apenas para pacientes hospitalizados. A cloroquina e hidroxicloroquina irão complementar todos os outros suportes utilizados no tratamento do paciente no Brasil, como assistência ventilatória e medicações para os sintomas, como febre e mal-estar.

Tanto a cloroquina e a hidroxicloroquina não são indicadas para prevenir a doença e nem tratar casos leves.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ainda existem poucas evidências sobre o medicamento, porém, o Ministério da Saúde irá deixar ao alcance do profissional médico caso ele entenda que o paciente grave possa se beneficiar com o uso.

*Portal MS

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