15/01/2019 13h29

São 29 territórios que ainda não foram homologados. Mudança da demarcação para a pasta da agricultura e declarações do presidente Bolsonaro preocupam indígenas

Redação

Em todo o Brasil há 238 processos de demarcação de terras indígenas, de diferentes etnias, que ainda não tiveram uma conclusão. Mato Grosso do Sul, que abriga a 2ª maior população indígena do Brasil, também contempla o 2º maior número de territórios em processo de demarcação, segundo dados da Funai (Fundação Nacional do Índio). Agora, estão ameaçados.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que já mudou a responsabilidade de demarcar terras indígenas, antes com a Funai, para o Ministério da Agricultura, também declarou “que não haverá mais 1 cm de terra para índios” e, recentemente, afirmou que todos as terras homologadas nos últimos 10 anos seriam revistas. As declarações deixam comunidades em territórios ainda não homologados em estado de apreensão.

Em Mato Grosso do Sul são 16 territórios em estudo, 4 delimitados e 9 declaradas, o último processo antes da homologação. Dos 9 territórios declarados, reivindicam demarcação 4 etnias: Terena, Guarani Kaiowá, Ofayé-Xavante e Guarani Nhandeva.

Comunidade internacional – Uma das terras declaradas é a dos Terena, Cachoeirinha, em Miranda, a 201 km de Campo Grande. São 36.288 hectares declarados, mas os indígenas, pouco mais de 7 mil, ocupam uma reserva de 2688 hectares. Uma das lideranças locais, Lindomar Terena, afirma que a comunidade já recorreu até a Justiça para a conclusão do processo.

Cacique Tito Vilhalva da terra indígena Guyraroká, , em Caarapó ((Tânia Caliari/Agência Pública)

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