De acordo com dados do Caged, no ano de 2020 foram admitidos 213.034 trabalhadores no mercado de trabalho formal em MS, sendo 76.930 mulheres

O protagonismo feminino cada vez mais se expande e as mulheres ocupam espaços no mercado de trabalho que em épocas passadas eram permitidos somente aos homens. Atualmente as mulheres estão na construção civil, na indústria, agropecuária e em vários outros setores. Um exemplo dessa realidade foi o envio de mais mulheres indígenas para atuarem na colheita de maçãs no Sul do país. 

Desde 2015 a Fundação do Trabalho de MS (Funtrab) realiza a intermediação de mão de obra indígena na colheita de maçãs em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, por meio de uma parceria entre Governo do Estado, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MS). 

Até 2020 somente homens eram recrutados para exercerem o trabalho principal nos pomares, colheita e seleção das maçãs. As mulheres eram contratadas apenas para embalar os frutos e representavam apenas 5% das contratações.

Na safra 2020/21 foram encaminhados 7 mil indígenas, e as mulheres tiveram a participação ampliada para 10%. Assim como os homens elas estão na linha de frente dos trabalhos de colheita e seleção dos frutos. Cabe ressaltar que as mulheres indígenas têm pomares exclusivos. 

Em visita técnica às plantações de maçãs no sul do Brasil no mês passado, a coordenadora da Coetrae, Rosália Ferreira da Silva, destacou o diferencial da participação feminina nas fazendas. “O aumento da demanda em conjunto com a capacidade para executar as tarefas com capricho, prezando pela qualidade e agilidade, são fatores que contribuíram para a participação feminina, o percentual ainda é pequeno, mas há grande possibilidade de aumento para a safra do próximo ano,” avaliou.  

Caged 

De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no ano de 2020 foram admitidos 213.034 trabalhadores no mercado de trabalho formal em MS, com 76.930 mulheres contratadas, o que representa 36,11% das admissões no ano passado.  

O setor de serviços é o que tem a maior participação feminina, com 36.920 admissões, em segundo aparece o comércio com 25.459, na indústria foram 12.348, construção civil (1.109) e na agropecuária (1.094).  

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