Após denúncia de moradores a respeito de uma possível infestação de animais peçonhentos, equipes da Vigilância Sanitária e do CCZ recolheram vários escorpiões, inclusive da espécie mais perigosa

Equipes da Vigilância Sanitária e do Controle de Zoonoses realizaram, nesta semana, um mutirão para encontrar animais peçonhentos em prédios do Residencial Novo Oeste.

O mutirão foi realizado após denúncias de moradores, que teriam encontrado esses animais nos apartamentos e em áreas comuns.

Os agentes vistoriaram 160 apartamentos. Onde não havia moradores no local foi deixado aviso e panfletos educativos com orientações práticas de como prevenir acidentes com animais peçonhentos, mais especificamente, os escorpiões.

Durante a inspeção, as equipes encontraram baratas, muita sujeira, entulhos e lixo de toda a espécie. Com o ambiente propício à proliferação de animais peçonhentos, a equipe também encontrou vários escorpiões da espécie Tityus Serrulatus – conhecido como “escorpião amarelo” e uma das espécies mais perigosas , segundo o veterinário Christovam Bazan Tabox, que participou das buscas.

“Cada escorpião destes, quando prenhe, pode reproduzir de 20 a 30 filhotes a cada quatro meses, sem necessidade de macho”, informou.

Livre-se das baratas!

Segundo os técnicos da Vigilância Sanitária, a maneira mais eficaz de manter o escorpião longe é manter os quintais e as residências sempre limpos, livres de entulhos de materiais de construção, madeiras, blocos e outros. “É essencial conservar os locais sempre limpos para evitar a proliferação de baratas, alimento preferido dos escorpiões”, explicou a diretora de Vigilância em Saúde e Saneamento, entomologista e bióloga Georgia Medeiros de Castro Andrade.

Os escorpiões capturados foram encontrados em locais onde também existia um alto índice de infestação de baratas do tipo “paulistinha” (pequenas) e do tipo “blatella germânica” (baratonas).

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