04/08/2017 16h05

Achismos e suposições norteiam as redações de alguns veículos de comunicação que noticiam factoide sobre a negociação da Eldorado Brasil, que continua produzindo sem diminuir o quadro de colaboradores

Ricardo Ojeda

O tão aguardado anúncio da venda da Eldorado Brasil para a chilena Arauco ainda não aconteceu. O acordo de confidencialidade celebrado entre as duas gigantes do setor de celulose expirou a meia-noite do dia 3 e o mercado já dava como certo a transferência dos ativos da companhia dos irmãos Batista à empresa chilena, porém ainda não foi desta vez o desfecho.

Procurada pela reportagem do Perfil News, a assessoria de Comunicação enviou nota informando que “a J&F não comenta sobre a venda de ativos além das informações públicas já divulgadas e reitera que o processo segue de acordo com os trâmites usuais para negócios dessa natureza.”

Por outro lado, a reportagem conseguiu falar em “Off” com um representante dos irmãos Batista que reiterou que a negociação é “entre os donos” e qualquer informação fora deles é mera especulação. Ele disse ainda que a empresa é extremamente procurada para negociação.

GRANDE MÍDIA

Logo nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, veículos considerados da “grande mídia” divulgaram matéria enfatizando que as duas empresas, Arauco e J&F Investimentos (detentora da Eldorado), não conseguiram fechar acordo e, com isso, a concorrência pela empresa estaria aberta para outros interessados.

O jornal Valor Econômico divulgou que a Fibria, a indonésia April e a própria Arauco passariam a disputar os ativos.

Ocorre que a Fibria, por meio de nota distribuída por sua assessoria, enfatizou que avalia e monitora constantemente oportunidades de crescimento por meio de aquisições de ativos estratégicos. Apesar do interesse, até o momento não se vinculou de forma alguma a uma operação de compra dos ativos da Eldorado Celulose S/A.

ACHISMO E SUPOSIÇÃO

Diante dessa indefinição, a expectativa aumenta em diversos segmentos, que acompanham atentamente o desenrolar. Inclusive alguns veículos da mídia local resolveram apostar no ‘achismo e suposição’ publicando factoides que em nada contribuíram para o bom andamento das negociações, bem como informar precisamente a sociedade.

Uma notícia inequívoca foi sobre a insegurança que o processo de venda estaria provocando nos colaboradores. Atualmente, empresa possui um quadro de 4 mil trabalhadores diretos, número compatível com a necessidade operacional da fábrica.

De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo Perfil News, novas vagas estão sendo abertas pela empresa, porém alguns veículos de comunicação falam de demissões. “É completamente improcedente”, reiterou um diretor da Eldorado.

PRODUÇÃO ACIMA DA MÉDIA

Enquanto a negociação não se concretiza, a operação da Eldorado Brasil segue em ritmo normal, inclusive com alto nível de produção. Atualmente, a fábrica opera em ritmo de 1,7 milhão de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano. “Desse total produzido, 90% são exportados aos principais mercados consumidores do mundo”, informou Carlos Monteiro, diretor Técnico Industrial e de Suprimentos da Eldorado. Monteiro enfatizou ainda que o que a empresa tem de excepcional é o seu quadro de colaboradores.

Quem comprar a Eldorado vai assumir uma fábrica de ponta, que bate recorde de produção e leva ainda o projeto de ampliação que está com as obras de terraplanagem 100% concluída (Foto: Assessoria)

Enquanto alguns veículos de comunicação divulgam notícias inconsistentes sobre demissão,a empresa anuncia a contratação de novos colaboradores (Foto: Assessoria)

A produção da Eldorado é direcionada ao mercado externo, exportando 90% da celulose (Foto: Assessoria)

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