29/08/2014 16h56 – Atualizado em 29/08/2014 16h56

Dentre as seis propostas contidas na Carta Compromisso está a que apoia o projeto de lei de iniciativa popular que determina que o governo federal repasse pelo menos 10% das receitas correntes brutas da União para aplicar na saúde

Assessoria

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PMDB, Nelsinho Trad, fez um relato na noite de quinta-feira (28) a 65 conselheiros estaduais e municipais de saúde do que pretende fazer pelo setor, caso seja eleito governador. Além de entregar ao Conselho Estadual de Saúde seu Plano de Governo detalhando todas as ações propostas, Nelsinho assinou Carta Compromisso garantindo que irá acatar seis propostas feitas pelo Conselho. Os candidatos do PT e do PSDB, que elencam a saúde como prioridade, não compareceram e enviaram representantes, embora tenham sido convidados.

Dentre as seis propostas contidas na Carta Compromisso assinada por Nelsinho, está a que apoia o projeto de lei de iniciativa popular que determina que o governo federal repasse pelo menos 10% das receitas correntes brutas da União para aplicar na saúde. Esta é uma das bandeiras de Nelsinho que ele tem defendido por onde anda no Estado.

“O governo Federal é contrário a esse projeto. A União não repassa nem R$ 4 bilhões para a saúde e jogou nas costas de prefeitos e governadores a responsabilidade de gerir a saúde”, criticou Nelsinho. Se o projeto for aprovado, a União deverá repassar cerca de R$ 45 bilhões para que prefeitos e governadores melhorem os serviços prestados à população.

SITUAÇÃO CRÍTICA

Nelsinho Trad, disse que uma pesquisa mostrou que a saúde é a principal preocupação no Brasil com 58% das opiniões e no Centro-Oeste este índice sobe para 66%. Para reforçar ainda mais os motivos pelos quais a saúde atravessa uma situação crítica em todo o País, Nelsinho relatou que de 2000 para 2011, o governo Federal reduziu o custeio da saúde de 60% para 44,7%. Já aos Estados cabe o custeio de 25,7% e aos municípios 29,6%.

“Hoje, mais de 90% das cidades aplicam mais do que o teto constitucional, que é de 15% da receita para os municípios. Quando fui prefeito em Campo Grande, cheguei a aplicar 33% do orçamento”, destacou Nelsinho. Conforme dados mostrados aos conselheiros, de 2005 a 2012, período em que foi prefeito da Capital, os recursos aplicados por Nelsinho na saúde aumentaram 175%. Passaram de R$ 79,6 milhões para R$ 219 milhões. “Em média, aplicamos na saúde 27% do orçamento”, informou.

Também faz parte do Plano de Governo de Nelsinho, a construção de três hospitais regionais em Três Lagoas, Dourados e Corumbá – totalmente equipados -, além da construção de cinco centros para a realização de exames em Campo Grande, Ponta Porã, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.

Nelsinho explana a conselheiros de saúde o que pretende fazer pelo setor, caso seja eleito governador (Foto: Divulgação)

Aos conselheiros de saúde, Nelsinho disse que uma de suas metas é obrigar o governo federal a repassar pelo menos 10% das receitas brutas da União para o setor (Foto: Divulgação)

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