19/11/2018 07h29

Outro ponto positivo no trabalho sustentável foi a redução do volume de descarga externa de lixo. O resultado só foi possível após o processo seletivo de dejetos de papéis, metais e lixos orgânicos realizado pelos internos

Redação

Em tempos que sustentabilidade é palavra de ordem para o desenvolvimento do planeta, o Estabelecimento Penal de Corumbá (EPC), localizado na região do Pantanal sul-mato-grossense, dá exemplo com ações que vão desde reaproveitamento de madeiras na confecção de móveis à fabricação de lixeiras a partir de filtros de óleo de combustível, descartados de veículos pesados de uma multinacional da região.

Essas e outras iniciativas realizadas no presídio, com a produção de materiais ecologicamente corretos, além de contribuírem para o meio ambiente, beneficiando diretamente toda a população, impactam também na redução da reincidência criminal, já que oportuniza a ressocialização de detentos.

Dentro do setor de marcenaria no EPC existe utilização de madeira de demolição na confecção de mobílias e de trabalhos artesanais. Outro produto reaproveitado são os ‘pallets’, tipo de estrado de madeira, utilizados na fabricação de caixas térmicas, camas e casas para cães. Todos os produtos podem ser adquiridos pela população em geral, encomendados ao Setor de Trabalho do estabelecimento prisional.

Outro ponto positivo no trabalho sustentável foi a redução do volume de descarga externa de lixo. O resultado só foi possível após o processo seletivo de dejetos de papéis, metais e lixos orgânicos realizado pelos internos. Já as sobras de legumes da cozinha e a serragem da serralheria, serão utilizados futuramente na implantação de um minhocário, com objetivo de acelerar o processo de decomposição e enriquecimento do solo para plantações de verduras e legumes, com intuito de preservar o meio ambiente.

Na serralheria da unidade prisional, os internos trabalham na confecção de grades, alambrados e portões para uso interno do presídio. Ferros doados pela Mineradora Vale, após preparo e readequação, foram colocados no teto do solário do pavilhão 2, local onde estão as celas dos internos que estudam dentro da unidade.

No setor também são confeccionadas cadeiras de rodas e bicicletas para pessoas com necessidades especiais.

(*) Portal do MS

Todos os produtos podem ser adquiridos pela população em geral, encomendados ao Setor de Trabalho do estabelecimento prisional (Foto/Portal do MS)

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