15/03/2019 10h19

Inspeções de transporte de passageiros devem levar em conta itens de segurança e manutenção

Técnico de empresa de Três Lagoas ensina a ver se um veículo está bom para circular e diz que prazo de inspeção da Agepan é muito longo

 
Gisele Berto

Além dos ônibus municipais, "de linha", que transportam passageiros dentro da cidade, trafegam pela cidade de Três Lagoas dezenas de ônibus de fretamento, que transportam funcionários que trabalham nas empresas dentro e fora do perímetro urbano.

Segundo a engenheira mecânica Laura Tosta, da TL Inspeções Técnicas, as empresas que circulam pela cidade têm obrigação de manter seus ônibus, independentemente de onde eles rodem e quantos quilômetros façam por dia, com a manutenção em dia - freios, iluminação, emissão de gases.

Entretanto, não é o que se vê, até com regularidade. É comum ver empresas cujos ônibus param na estrada, a caminho de Campo Grande, com problemas de manutenção, e até mesmo veículos que circulam com pouca iluminação externa.

Para o técnico em inspeção da TL, Jonathan Melo, o prazo entre as inspeções pedidas pela Agepan (seis meses) deveria ser mais curto. "É um período muito longo para conferir itens essenciais, como freios e pneus. Nesse tempo, o desgaste é muito grande. Estamos falando de transporte de pessoas".

Justamente devido ao desgaste, os freios são o item mais observado durante as inspeções. Como a empresa atua exclusivamente com ônibus de fretamento e o trajeto dos veículos que transportam os funcionários até as fábricas é em torno de 60km, ida e volta, o desgaste do freio é maior e, por isso, demanda inspeção mais criteriosa.

Inspetor faz teste de luzes em ônibus no pátio da TL Inspeções Técnicas. Foto: Ricardo Ojeda Inspetor faz teste de luzes em ônibus no pátio da TL Inspeções Técnicas. Foto: Ricardo Ojeda

Além dos pneus e freios, vários itens na parte interna dos ônibus são observados: cinto de segurança, saídas de emergência com lacre e martelinho para quebrar o vidro em caso de emergência. É necessário ter duas saídas de emergência nas laterais e uma no teto. Os bancos precisam estar firmes, sem folga, e sem problemas ou travas para reclinar. O bagageiro não pode ter peças soltas, o ar condicionado precisa estar limpo, sem poeira, e as cortinas, íntegras.

Os cintos de segurança não são sempre obrigatórios. Em ônibus urbanos, em que se pode andar em pé, a exigência do uso do cinto não consta em Lei. A possibilidade de andar em pé nos ônibus precisa estar identificada em placas na área interna.

O motor também não pode ter vazamento, até mesmo pela questão de meio-ambiente. O Código Brasileiro de Trânsito classifica como infração grave circular com o veículo produzindo gases tóxicos em quantidade excessiva. O equipamento para medir o nível de emissão de fumaça de chama opacímetro.

Caso uma pessoa queira denunciar um ônibus que esteja em más condições de manutenção, o telefone da Agepan é 0800-600-0506.

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