15/04/2019 09h13

Mabel fecha fábrica de Três Lagoas e comunica demissões

Inaugurada em 1998 e adquirida em 2011 pela PepsiCo, indústria empregava cerca de 300 funcionários

 
Gisele Berto
Fábrica da Mabel fecha as portas nesta segunda-feira. Foto: Ricardo Ojeda Fábrica da Mabel fecha as portas nesta segunda-feira. Foto: Ricardo Ojeda

A Mabel, uma das primeiras indústria de linha de produção de Três Lagoas, fechou suas portas nesta segunda-feira, 15.

Inaugurada em 1998 e adquirida pela multinacional PepsiCo em 2011, a empresa detém as marcas Mabel, Elbi's, Kelly e Skiny. Já a PepsiCo é detentora das marcas Elma Chips, Quaker, Toddy e Toddynho.

Em Três Lagoas, a empresa empregava cerca de 300 funcionários, segundo informado por Rose Pimentel, da equipe de comunicação da PepsiCo.

O anúncio do fechamento da fábrica pegou os três-lagoenses de surpresa. Neste momento acontece uma reunião entre o secretário de desenvolvimento de Três Lagoas, José Aparecido de Moraes, com os representantes da indústria, mas a decisão, tomada corporativamente, parece irreversível.

 
Comunicado entregue aos funcionários hoje de manhã. Clique para ampliar. Comunicado entregue aos funcionários hoje de manhã. Clique para ampliar.

Em comunicado divulgado entre seus colaboradores nesta manhã, a empresa afirma que a empresa concentrará sua produção de biscoitos nas plantas de Sorocaba, Aparecida de Goiânia e Itaporanga D'Ajuda (Sergipe).

Ainda segundo o comunicado, "esta decisão tem como base a estratégia da companhia de promover um reequilíbrio estratégico de seus recursos, redirecionando a eficiência em sua cadeia operacional para um melhor aproveitamento da capacidade produtiva das plantas que produzem biscoitos no Brasil".

A PepsiCo afirma que auxiliará os ex-funcionários a se recolocarem, oferecendo "pacote financeiro adicional às verbas rescisórias legais, de acordo com os anos trabalhados, e todo o suporte necessário neste momento de transição, incluindo ações como workshops sobre empreendedorismo, planejamento financeiro e preparação de currículos, que inclusive serão distribuídos para outras empresas da região".

Durante o anúncio dos resultados globais, divulgados pela companhia em fevereiro, a marca tinha anunciado a reestruturação com a previsão de gerar uma economia anual de até US$ 1 bilhão até 2023. O plano levava em conta a demissão de funcionários e o fechamento de fábricas. Segundo o anúncio, o processo deve gerar despesas de aproximadamente US$ 2,5 bilhões até 2023. Em 2019, os gastos devem atingir US$ 800 milhões.

A gigante de alimentos e bebidas registrou um lucro líquido de US$ 6,85 bilhões no quarto trimestre de 2018, resultado bem diferente do aferido no ano anterior. Em 2017, a PepsiCo amargou prejuízos de US$ 710 milhões.

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