15/11/2018 06h34

MS deve perder 114 médicos cubanos com fim de acordo

Governo de Cuba informou ontem que irá sair do programa Mais Médicos

 
Redação
Cuba decidiu retirar seus médicos do Brasil - Foto: Arquivo / Correio do Estado Cuba decidiu retirar seus médicos do Brasil - Foto: Arquivo / Correio do Estado

O governo de Cuba informou ontem, 14, que irá sair do programa Mais Médicos. O país manda profissionais para atuar no Brasil desde o início do programa, em 2013, em meio a polêmica sobre diploma e salários. O acordo teve início quando a então presidente Dilma Rousseff criou o programa para atender regiões carentes de cobertura médica.

O motivo da decisão, segundo o governo cubano, são "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras" feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) com relação à presença dos médicos de Cuba no Brasil. "O Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim comunicou à diretora da Organização Pan-Americana de Saúde [Opas] e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam a iniciativa", diz a nota do governo caribenho.

O comunicado não informa a data em que os médicos cubanos deixarão de trabalhar no programa. A Opas disse apenas que foi comunicada da decisão, sem dar mais detalhes. Na campanha, Bolsonaro afirmou que expulsaria médicos cubanos com base na prova Revalida. Nesta quarta-feira, afirmou que ‘ditadura cubana’ demonstra ‘irresponsabilidade’ e explora seus cidadãos.

PREJUÍZO

Em Mato Grosso do Sul, 114 profissionais cubanos fazem parte do programa e devem ser afetados pela decisão, no entanto, não há informações pontuais quanto aos prejuízos para a população.

(*) Correio do Estado

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