16/08/2018 10h48

"Será uma festa, um show para todo mundo cantar junto do início ao fim"

O Perfil News conversou com Tato, vocalista da Falamansa, que adiantou o que as pessoas podem esperar da apresentação da banda no próximo sábado, na Festa do Folclore

 
Redação
A Falamansa fará, na Festa do Folclore, uma celebração de seus 20 anos de estrada, com sucessos próprios e de grandes mestres do forró. Foto: Divulgação. A Falamansa fará, na Festa do Folclore, uma celebração de seus 20 anos de estrada, com sucessos próprios e de grandes mestres do forró. Foto: Divulgação.

No próximo sábado, 18, às 21h, Três Lagoas recebe a banda Falamansa, atração principal da Festa do Folclore, que começou ontem, no Galpão da NOB.

O Perfil News conversou com o vocalista da banda, Tato, para que ele adiantasse um pouco as expectativas da banda para o show e para que nos contasse o que o público pode esperar da apresentação.

"Com esse show estamos comemorando nossos 20 anos. O bacana é que o show acaba virando uma festa, onde a gente consegue colocar nossa história, todas as músicas que as pessoas conhecem", disse Tato.

Para ele não será um show para apresentar novos trabalhos. "Não é um show para as pessoas conhecerem músicas novas, é para as pessoas relembrarem os grandes sucessos e cantarem junto do começo ao fim", prometeu.

Além da fila de sucessos da banda, a Falamansa ainda vai homenagear os grandes mestres do forró. As pessoas podem esperar sucessos de Gonzagão, Dominguinhos, Elba Ramalho, Alceu Valença. Todos estarão lá. "Eles foram nossos precursores e nos levaram a conhecer o forró. E todas as músicas serão conhecidas do público, para cantar junto. Eu diria que desses 20 anos de banda é o show mais participativo da nossa história".

A banda mantém a mesma formação há 20 anos. Foto: Divulgação A banda mantém a mesma formação há 20 anos. Foto: Divulgação

No setlist, uma fila de hits da banda: estarão lá Xote dos Milagres, Rindo à Toa, Xote da Alegria, Asas, Confidências, Lá da Alma, Chuva, Falamansa Song, Avisa, Solução e Cem Anos.

No Tributo, a Falamansa deve trazer pérolas de Gonzagão, como Vida de Viajante, Asa Branca e Pagode Russo, além de clássicos do forró, como Seja Como Flor, de Dominguinhos e Gonzaguinha, Lamento Sertanejo, Isso Aqui Tá Bom Demais, Banho de Cheiro, Festa do Interior, Morena Tropicana e Esperando na Janela.

Para o músico tocar na Festa do Folclore será um presente. "Isso tem tudo a ver com a gente. Quando a gente faz eventos típicos, que lidam com a cultura, isso só soma mais ainda à nossa comemoração, porque isso faz parte da gente. É um presente! Para nós será uma comemoração em dobro – pelo nosso aniversário e por fazer parte de um festival tão bacana".

O vocalista Tato promete que a apresentação da Falamansa na Festa do Folclore será uma festa. Foto: Divulgação. O vocalista Tato promete que a apresentação da Falamansa na Festa do Folclore será uma festa. Foto: Divulgação.

Do Mackenzie ao Grammy

Nascido em São Paulo, Tato foi estudante de publicidade, DJ de forró, teve uma banda de rock e foi parar na Alemanha, onde tocava MPB em barzinhos.

Como já tinha algumas músicas autorais, decidiu inscrever Asas no Festival de Música do Mackenzie, em 1998. O problema é que ele precisava dizer o nome do conjunto. Só que Tato ainda não tinha nem dado nome à banda. Aliás, nem banda ainda existia! "Quietinho, entreguei a ficha de inscrição junto com uma fita cassete, agradeci e virei as costas. Quando estava saindo, ouvi: Espera aí, falta o nome da banda! Com toda aquela bagunça, eu não pensei duas vezes e respondi: é Falamansa!"

Desde então, a banda continua de maneira ininterrupta, com a mesma formação: Tato (voz e violão), Dezinho (triângulo percussão), Alemão (zabumba e percussão) e Valdir do Acordeon, acompanhados por Renato Guizelini (guitarra e violão), Marcelo Calderazzo (baixo) e Carlos Ramon Montagner (bateria).

Hoje a banda tem mais de 8 milhões de discos vendidos, 11 álbuns, 3 DVDs e 1 Grammy Latino, além de muitas outras premiações ao longo da carreira.

Para Tato, sair do forró universitário e virar uma banda com Grammy foi consequência de trabalhar com pessoas que acreditam na mesma coisa. "Grande parte disso se deve a gente ter acreditado muito no que a gente faz. Nosso som não limita ninguém de ouvir. Nosso objetivo sempre foi fazer uma música que não limitasse ninguém de ouvir. Isso fez com que, mesmo o estilo de música passando, não passasse a nossa presença. A gente fez uma música que a criança pode ouvir, o cara que não gosta de forró pode ouvir. O rockeiro, o reggaeiro, o sertanejo, todos podem gostar de ouvir. E a gente nunca saiu desse objetivo".

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