15/05/2019 10h45

Trabalhadores da educação e estudantes de Três Lagoas aderem às manifestações nacionais contra o corte de verbas do MEC

UFMS, IFMS e sindicatos ligados à área fizeram atos com cartazes e passeatas em vários pontos da cidade

 
Gisele Berto
Manifestantes em frente à UFMS, no início desta manhã. Foto: Victor Gabriel Manifestantes em frente à UFMS, no início desta manhã. Foto: Victor Gabriel

Educadores e estudantes de Três Lagoas aderiram nesta quarta-feira, 15, à greve nacional contra o corte de verbas anunciado pelo Ministério da Educação.

Em vários pontos da cidade foram vistas passeatas e manifestações. Alunos e professores da Universidade Federal saíram em passeata da frente do Campus II, na Ranulpho Marques Leal. Os manifestantes foram acompanhados pela Polícia Militar, que não permitiu o fechamento da rodovia. Apesar da lentidão, o trânsito fluia nos dois sentidos.

Após o abraço simbólico promovido no Instituto Federal ontem, estudantes e docentes do IFMS também saíram em marcha.

A Polícia Militar acompanhou à distância para garantir que a rodovia não fosse interditada. Foto: João Vitor. A Polícia Militar acompanhou à distância para garantir que a rodovia não fosse interditada. Foto: João Vitor.

ESCOLAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS

No centro da cidade, uma passeata promovida pelo Sinted reuniu cerca de 500 pessoas. Escolas de ensino fundamental e médio da cidade também aderiram ao movimento. Mais do que manifestarem-se contra o corte de verbas, os professores e funcionários pediam respeito à categoria.

A funcionária administrativa da escola estadual Dom Aquino Corrêa, Vanessa Lopes Ferreira Viana, explica que a situação dos administrativos está precária. "Nosso salário é muito pouco e estamos sobrecarregados com a falta de funcionários. Nós somos essenciais dentro de uma escola e também somos os mais massacrados. Deveríamos ter, pelo menos, um reconhecimento como salário digno, plano de carreira, melhores condições de trabalho e a incorporação do abono".

A maioria das escolas municpais também parou. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, apenas quatro escolas não aderiram à paralisação: General Nelson Custódio, Flausina de Assunção Marinho e Antônio Camargo Garcia, e o Centro de Educação Infantil do Interlagos.

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