08/11/2018 10h20

Presidente da Mangueira é um dos presos de operação da PF

O dirigente da verde e rosa é investigado pelo suposto recebimento de propinas mensais.

 
DÉBORA SÖGUR HOUS E ITALO NOGUEIRA / FOLHAPRESS
Chiquinho da Mangueira. Foto: Reprodução do site do deputado. Chiquinho da Mangueira. Foto: Reprodução do site do deputado.

SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Entre os presos da Operação Furna de Onça, deflagrada nesta quinta-feira (8) no Rio de Janeiro, está Chiquinho da Mangueira, presidente da escola de samba Estação Primeira de Mangueira e deputado estadual reeleito pelo Partido Social Cristão (PSC-RJ).

De acordo com informações da Polícia Federal, o dirigente da verde e rosa é investigado, ao lado de outros nove companheiros de Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), pelo suposto recebimento de propinas mensais.

Quem acusa os deputados é o ex-gerente de propina de Sérgio Cabral e economista Carlos Miranda, e que disse, em colaboração -que tenta suavizar sua pena-, que Chiquinho e colegas receberiam suborno -chamado pela PF de mensalinho da Alerj- para aprovar projetos do interesse de Sergio Cabral.

Na Alerj, Chiquinho era um deputado corregedor, isto é, ele era responsável por fiscalizar os colegas.

Para a imprensa, a procuradora Renata Baptista afirmou que Chiquinho da Mangueira recebeu no total R$ 3 milhões. Segundo ela, parte desses recursos tiveram como finalidade custear o Carnaval da escola de samba Mangueira.

"Houve um desvio de verba pública para custear o Carnaval", disse ela em entrevista coletiva.

Chiquinho da Mangueira não foi preso no Morro da Mangueira, ele foi detido às 7h25 em sua casa na Barra da Tijuca.

Três dos parlamentares elencados nos pedidos de prisão já estão presos: Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi -todos do MDB. Eles foram presos em novembro do ano passado, quando a PF deflagrou a Operação Cadeia Velha. Na ocasião, Chiquinho votou pela revogação da prisão dos deputados.

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