03/01/2019 08h29

Em Mato Grosso do Sul, dos 7.140 pacientes notificados com esses sintomas no ano passado, a maioria se concentrou na região do município de Três Lagoas

Redação

Balanço divulgado até 19 de dezembro mostra que os números de notificações por dengue em 2018 estão entre os mais baixos em nove anos. Foram 7.140 notificações pontuadas pelo Departamento de Epidemiologia da Secretaria Estadual de Saúde, o 2º menor balanço durante o período.

Apesar disso, quando comparado a 2017, o levantamento revelou um aumento de 939 casos da doença no Estado, antes do balanço final.

A dengue é uma doença tropical transmitida pelo mosquito aedes aegypti. Ela causa dores em várias regiões do corpo, febre, fadiga, manchas avermelhadas e em casos mais graves pode também haver hemorragias intensas, resultando em morte em algumas situações.

Em Mato Grosso do Sul, dos 7.140 pacientes notificados com esses sintomas no ano passado, a maioria se concentrou na região do município de Três Lagoas. Por lá foram 3.086 notificações, um percentual de 43,2% do balanço total no Estado.

Além disso, o município também foi palco para as duas mortes pela doença contabilizadas no ano. Uma foi de um adolescente de apenas 13 anos e a outra de uma professora no dia 18.

Dourados foi um dos municípios que registraram baixa incidência, classificada por 100 casos a cada 100 mil habitantes. Por aqui foram 127 registros efetuados, 44 a menos do que em 2017 quando foram contabilizadas 171 notificações.

EPIDEMIAS

Em oito anos, este foi o 2° menor balanço da doença. Durante esse período, três anos foram classificados com os mais epidêmicos, sendo 2010 com 82.597 notificações, 2013 com 102.026 e 2016 com 58.874.

Segundo a bióloga Rosana Alexandre da Silva, coordenadora do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Dourados, janeiro é um mês propício para a proliferação da doença decorrente à maior incidência de chuvas.

Além disso, muitos imóveis acabam ficando sem manutenção por conta dos proprietários estarem ausentes em viagens.

A orientação da especialista é que a população contribua mantendo sempre recipientes sem acúmulo de água, como aquelas garrafas de vidro que costumam ficar expostas no quintal de casa. Vasos de plantas sempre umedecidos com areia ao invés de água. Piscinas sem uso devem ser esvaziadas e caixas d’água precisam de tampa. Outra orientação é manter o quintal de casa sempre limpo, sem acúmulo de matagal.

Ela contou ao Dourados News que durante o recesso na Prefeitura, os trabalhos de controle do vetor foram mantidos no CCZ para garantir que não surjam novos aumentos da doença.

“Estamos visitando imóveis, fazendo um trabalho bem alinhado com as notificações e buscando conscientizar as pessoas de que a responsabilidade no combate ao aedes não é apenas do CCZ e sim de todos”, afirmou.

Outra forma de contribuição destaca pela coordenadora é a denúncia anônima ao órgão. Populares que identificarem riscos de proliferação da doença podem acionar o telefone 3411-7753 a qualquer dia e horário.

“Trabalhamos alinhados a outras secretarias e o nosso maior parceiro é o próprio cidadão. Ao encontrar pontos de risco o CCZ deve ser acionado e vamos encaminhar uma equipe para atender o local. O combate a dengue não para”, concluiu.

(*) Informações Dourados News

Foto: Arquivo/Assecom

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