12/11/2006 15h49 – Atualizado em 12/11/2006 15h49

Terra

Pelo menos 65 pessoas morreram em uma série de ataques neste domingo no Iraque, dos quais 35 eram recrutas iraquianos que se encontravam em um centro de alistamento da polícia quando foram alvo de um atentado suicida.

“Dois camicases fizeram explodir sua carga quando recrutas estavam reunidos em um centro de alistamento da polícia nacional”, em al Qadissya, bairro do oeste da capital, informou uma fonte de segurança. Trinta e cinco pessoas morreram e outras 60 ficaram feridas, segundo o último balanço.

As forças de segurança iraquianas, tanto policiais quanto militares, são alvos freqüentes dos rebeldes armados que desafiam a autoridade do Estado.

No total, 310.000 iraquianos estão a serviço das forças de ordem, um número que os Estados Unidos esperam aumentar e treinar de forma acelerada.

Paralelamente, quatro civis morreram e outros dez ficaram feridos na explosão simultânea de um carro-bomba e de uma bomba artesanal em um bairro do centro de Bagdá.

Em Radwaniya, no subúrbio da capital iraquiana, três pessoas faleceram na explosão de um artefato artesanal na passagem de um veículo civil.

Outras três pessoas morreram e 15 ficaram feridas em um atentado em Yussufiya, ao sul de Bagdá.

Um carro-bomba explodiu no centro da cidade em um atentado que deixou sete feridos, enquanto um artefato escondido explodiu depois, na chegada de uma patrulha da polícia, matando um dos agentes.

Outros ataques deixaram novas vítimas mortais na capital, onde a violência se multiplica apesar da presença de dezenas de milhares de policiais iraquianos e militares americanos.

Três soldados americanos morreram num confronto na província de Al Anbar, oeste do Iraque, e quatro soldados britânicos também morreram quando sua embarcação patrulhava no canal de Shatt al Arab, perto de Basra, e foi atacada.

Por outro lado, fontes de segurança iraquianas revisaram para baixo o balanço de vítimas de sábado, ao registrar um morto e uma dúzia de seqüestrados, ao invés de doze mortos e dezenas de raptados.

Os números deixam em evidência a dificuldade de se instaurar a ordem no país e aumentam a pressão sobre o presidente americano, George W. Bush, por uma mudança de estratégia, sobretudo após a derrota republicana nas eleições legislativas de terça-feira passada.

No sábado, Bush insinuou que haverá uma nova política para o Iraque, ao qualificar seu novo secretário de Defesa, o ex-diretor da CIA Robert Gates, de “agente da mudança”.

Em seu discurso semanal de rádio, o presidente mostrou sua determinação a combater o terrorismo e destacou que o Iraque se mantém como a “frente central desta guerra”.

De qualquer forma, mostrou-se aberto às idéias que os democratas e um grupo independente de personalidades lhe apresentarão na segunda-feira na Casa Branca para fazer frente à instabilidade no país do Golfo.

Bassam Ridha, conselheiro do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, disse no sábado à AFP que seu governo acompanha de perto as conversações entre os responsáveis americanos e que espera que seu impacto seja positivo para o Iraque.

Por sua vez, Howard Dean, líder do Partido Democrata dos Estados Unidos, avaliou no sábado que nas eleições “os americanos disseram claramente que querem um novo rumo no Iraque e na guerra contra o terrorismo”.

“Disseram também claramente que queriam uma nova política de Defesa, firme e inteligente”, acrescentou.

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