27/03/2012 11h17 – Atualizado em 27/03/2012 11h17

Da Redação*

Dois setores que crescem rápido, geram empregos e exigem investimentos. Na segunda reportagem da série Força Econômica, o Bom Dia MS fala da indústria e do comércio.

Em Ribas do Rio Pardo, a 92 km de Campo Grande, a cidade conhecida como terra do boi começa a experimentar novas possibilidades. A indústria têxtil chegou à região no fim do ano passado. E com a novidade, veio também a necessidade. Foi preciso contratar pessoas que até então não tinham experiência nessa área.

Projetos públicos e privados aquecem setor da construção civil em MS
Atualmente 51 funcionários trabalham na linha de produção de uma fábrica de uniformes escolares. As peças, quando estão prontas, são enviadas para alunos da rede pública de ensino do interior de São Paulo.

A unidade de Ribas do Rio Pardo trabalha de forma integrada com outras fábricas do grupo, instaladas em São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

Os incentivos oferecidos pelo município e as vantagens estratégicas foram fatores importantes para a decisão dos executivos de instalar a empresa em Mato Grosso do Sul. Além do ICMS reduzido, a empresa não paga aluguel e teve o barracão cedido pela prefeitura.

O setor industrial cresce rápido no estado. Cinco anos atrás, havia 7.615 empresas. A projeção é fechar 2012 com 10 mil. O número de empregos também evolui com velocidade. Em 2007, eram quase 91 mil trabalhadores no setor industrial. A Federação das Indústrias (Fiems) calcula chegar aos 130 mil empregos até o fim do ano.

Comércio

Investidores de várias partes do país estão de olho em Mato Grosso do Sul. O grupo que constrói o terceiro shopping de grande porte em Campo Grande vem do Nordeste. O novo empreendimento fica na saída norte da cidade, e até a conclusão da obra, no fim do ano, serão aplicados R$ 150 milhões no projeto.

O grupo responsável pela construção do shopping só decidiu fazer o investimento depois de um levantamento nacional. Uma pesquisa de viabilidade em várias capitais e municípios pelo país. O que pesou na decisão foi o desenvolvimento econômico do estado e o tamanho da área disponível para o empreendimento. Além disso, o PIB per capita – a renda média por pessoa – em Campo Grande triplicou em apenas três anos.

Uma loja de roupas em Campo Grande usou de ferramentas estratégicas para fazer crescer o volume de negócios. A empresa fez uma pesquisa de mercado e definiu o público alvo. O sucesso foi rápido: em pouco mais de dois anos, já são oito lojas espalhadas pela cidade.

Todos os anos, o Sebrae-MS atende em média 50 mil pessoas. A maioria busca informações sobre o procedimento para abrir um negócio. Para auxiliar os empreendedores, o órgão mapeou 21 municípios do estado para revelar onde estão as melhores oportunidades em cada setor.

“Estamos levantando qual o impacto das grandes empresas, das compras da prefeitura, como nós conseguimos incluir a pequena empresa. As pessoas perguntam: o que está dando dinheiro? Não sabemos o que está dando dinheiro, mas sabemos o que está faltando em cada um dos municípios”, aponta o superintendente do Sebrae-MS, Cláudio George Mendonça.

(*) Com informações do G1/MS

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