10/05/2017 07h53

O nome do ex-governador André Puccinelli segue firme no cenário político de Mato Grosso do Sul ao ser lembrado dentro do PMDB para enfrentar o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nas eleições de 2018, mesmo pesando contra si graves acusações. O deputado federal Carlos Marun (PMDB), por exemplo, acha que o fato de seu correligionário ter sido citado nas delações da empreiteira Odebrecht, no âmbito da operação Lava Jato, não vai interferir na campanha eleitoral do ano que vem.

Delação

Na verdade, o peemedebista ignora a delação premiada da empreiteira gigante que, depois de tudo que fez com o dinheiro público, promete entregar muitos envolvidos. Marun insiste dizendo que seu padrinho André é a única opção do PMDB para as eleições de 2018. “Enquanto não houver prova e acusação, isso não quer dizer nada. André continua sendo a nossa única opção”, disse na segunda ao participar de agenda pública com o prefeito Marquinhos Trad (PSD), em Campo Grande.

Caminho livre

A absolvição da prefeita Hilda Machado (PR), de Fátima do Sul, pode abrir caminho no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) para outros agentes públicos em situações semelhantes, segundo avaliação de analistas políticos sul-mato-grossenses. A leitura que eles fazem é que os advogados que cuidam desses processos vão usar os mesmos argumentos dos juízes para afirmar que tudo não passou de armação política.

Sentença

Eles recordam que, por muito menos, em 2010, o ex-prefeito Fauzi Suleiman (PMDB), de Aquidauana, ganhou, mas acabou não levando. Embora tivesse vencido por maioria esmagadora de votos seu adversário, foi impedido pela Justiça Eleitoral de comandar pela segunda vez consecutiva o município. Com isso, o segundo colocado, sem apoio popular, teve dificuldades para administrar a cidade e acabou desistindo da reeleição quatro anos depois. É como se diz o ditado: “cada juiz uma sentença”.

Olho vivo

Alguns analistas acham que a Lava-Jato só começará a perder força se a Justiça conseguir colocar Lula na cadeia. Caso contrário, terá tantas fases quantas forem necessárias até chegar a esse objetivo. É que, apesar de todo desgaste, o petista sempre sai na frente nas pesquisas, tal qual durante sua reeleição à presidência, em 2016, quando o escândalo do ‘Mensalão’ estava em evidência. Lógico, pesquisa é uma coisa e eleição é outra totalmente diferente. Particularmente, não acredito que o sábio povo brasileiro tenha coragem de reeditar a mesma bandidagem liderada pelo líder xiita.

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