27/06/2019 09h26

Ricardo Ojeda

Quando vejo um empresário do calibre de Carlos Mestrine, dono da Klin, a maior indústria de calçados infantis do Brasil, fazer um apelo desesperador como esse do vídeo acima, preocupa-me e muito.

Infelizmente essa situação (que já não era boa) é causada pelos reflexos da queda de braço entre o executivo e o legislativo (presidência da República e o Congresso Nacional). A irresponsabilidade dos nossos congressistas, aliada ainda com a sanha vingativa dos parlamentares esquerdopatas, está levando o Brasil para o fundo do poço.

Enquanto os nobres parlamentares perdem tempo ouvindo um pseudojornalista esquerdista, que ao invés de receber voz de prisão por utilizar e divulgar conteúdo adquirido de forma ilícita, fazem o contrário, gastando um dia para ouvir o meliante em uma comissão do Congresso.

É triste ver comportamentos doentios como esse, movidos por ideologias retrógradas, atrasando um país que tem pressa de crescer. E com isso a economia, ao invés de seguir em frente, fica estagnada à mercê dessa gente que não tem compromisso com quem gera empregos e renda, no caso os empresários.

O Brasil só vai voltar a andar em passos firmes quando as reformas forem aprovadas, incluindo aí a da Previdência, essa sim, a mãe de todas as reformas.

O presidente Jair Messias Bolsonaro foi eleito legitimamente por mais de 53 milhões de votos. Ele foi escolhido pelos brasileiros pelo seu estilo e promessas de mudanças. Porém os congressistas, acostumados com a política do “toma lá, dá cá”, engessaram as ações do presidente o transformando em uma autêntica Rainha da Inglaterra. Somos um regime presidencialista, porém os senhores, Rodrigo Maia e Alcolumbre, com suas ações, levaram o país ao regime parlamentarista.

Além disso, outro poder faz de tudo para atrapalhar a administração, no caso o STF. Com suas ações irresponsáveis e tresloucadas, lideradas pelos ministros Gilmar Mendes e Lewandowski, são empecilhos para a nação trilhar o caminho do desenvolvimento. Exemplo disso foi o desespero de ambos em liberar Lula antes do recesso do mês de julho. Para esses dois a liberdade do meliante que foi o autor do maior escândalo de corrupção já registrado na nação é mais valiosa do que a recuperação da economia. Para ter uma ideia, Lewandowski levou quase um ano para decidir colocar na pauta de votação o processo que autoriza a venda de empresas como a UFN3 que há anos está com as obras paradas em Três Lagoas, onde bilhões de reais em equipamentos estão parados no tempo.

Então, todos esses fatores promovem a insegurança para o mercado. Hoje, as indústrias do país já lidam com os reflexos disso, provocando uma reação em cadeia que se algo de urgente não for feito, o pior acontecerá.

Quem viver, verá!

(*) Ricardo Ojeda



Comentários