22/02/2012 12h56 – Atualizado em 22/02/2012 12h56

Reforma da ponte Mauricio Joppert será concluída e entregue em novembro deste ano

Obras têm causado aborrecimentos aos usuários que aguardam mais de meia hora na fila, enquanto comerciantes reclamam dos prejuízos. Fila de veículos forma mais de 10 quilômetros

Ricardo Ojeda, com informações

A obra de reforma da ponte Professor Maurício Joppert, que liga os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, interligando Bataguassu (MS) à Presidente Epitácio (SP) já vem causando aborrecimentos aos usuários e prejuízos aos comerciantes que possuem estabelecimentos às margens da rodovia.

DATA DE INÍCIO DAS OBRAS

Segundo informações obtidas junto ao site do (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) Dnit, a obra de restauração do pavimento tinha data para ser iniciada no dia 16 de março do ao passado, mas devido às fortes chuvas que caíram na região, foi adiada para o dia 24 de março, já começando com atraso de uma semana. No mesmo portal informa ainda que o custo da obra está orçado em R$ 24 milhões, com prazo de 720 dias (dois anos) para conclusão.

DADOS

A ponte professor Maurício Joppert começa no km zero da rodovia federal BR-267, na junção com a estadual SP-270. Por ela passam em média cinco mil veículos/dia. Do lado de Mato Grosso do Sul o município mais próximo é Bataguassu e de São Paulo, Presidente Epitácio.

A Obra de Arte Especial com 2.550 metros de extensão sobre o rio Paraná está sendo toda recuperada. As intervenções vão desde a superestrutura (tabuleiro e do pavimento), a mesoestrutura (pilares) e a infraestrutura (tubulões). Os serviços começam pela superestrutura e vão interferir no tráfego de veículos durante o período de um ano. A empreiteira responsável pela obra é a Croncrejato Serviços Técnicos de Engenharia. Segundo informou o engenheiro Milton Rocha Marinho, chefe da Unidade Local de Três Lagoas, cerca de 174 operários estão trabalhando na obra.

DENTRO DO CRONOGRAMA

Marinho reiterou ainda que a reforma será concluída e entregue em novembro deste ano. Ele disse ainda que os trabalhos estão dentro do cronograma, já que 58 por cento da obras já estão prontas. “Se fosse pela previsão inicial, o prazo de entrega seria para janeiro de 2013, mas estamos trabalhando diuturnamente para antecipar a inauguração da obra”, enfatizou.

Para quem passa pelo local imagina que a obra é apenas sobre o pavimento da ponte, e devido a isso tem a impressão que o cronograma está atrasado. De acordo com o engenheiro do Dnit, a reforma compreende o pavimento e a fundação da ponte. Neste último, os trabalhos foram iniciados bem antes do fechamento de uma via da ponte.

HISTÓRIA

A ponte foi inaugurada em 21 de agosto de 1965 e desde então não passou por nenhuma reforma completa, a não ser a conservação do pavimento. Depois de reformada a ponte terá uma durabilidade de mais de 30 a 40 anos, garantiu Marinho.

TEMPO DE ESPERA NA FILA

Devido o fechamento de uma via da ponte, o tempo médio de espera na fila é de aproximadamente 30 minutos, situação que pode demorar mais de uma hora quando está aplicando a concretagem. A idéia inicial era paralisar o trânsito no período noturno para fazer a concretagem, mas diante dos prejuízos que esse procedimento acarretaria aos usuários, foi preterida, optando por fechar a via por mais tempo durante aplicação do concreto.

RECLAMAÇÃO E PREJUIZOS

Se por um lado a ponte depois reformada aumentará a demanda de usuários, – situação que pode movimentar o comércio local, por outro alguns comerciantes já reclamam da situação. O empresário Wilson Baldo, dono do Posto e Restaurante da Ponte, localizado no lado paulista disse que quando forma a fila de espera prejudica seu movimento. Já no lado de Mato Grosso do Sul, o empresário Carlos Casaril, que possui posto e churrascaria às margens da BR 267 disse à reportagem que seu movimento caiu cerca de 15 por cento.
Enquanto esses comerciantes reclamam da situação, outros “empresários informais” lucram vendendo sucos, sorvetes, picolés, CDs piratas e até lembrancinhas aos motoristas que aguardam a liberação da via da ponte.

ROTAS ALTERNATIVAS

De acordo com Carlos Marinho, há alternativas para os usuários não terem que aguardar na fila, mas o tempo é relativamente curto para o motorista optar para outras vias. As alternativas são a ponte Brasilândia/Paulicéia, que e pela barragem da usina hidrelétrica Sérgio Motta, além da BR 262, que passa pela barragem da hidrelétrica de Jupiá, em Três Lagoas. Marinho ressalvou que antes de optarem por essas rotas alternativas, é preciso se informar da distância percorrida ao destino final. “Afinal a espera na fila é de apenas meia hora, quando não uma hora, e ao desviar para uma dessas rotas a viagem pode durar e custar mais”, explicou.

ABORRECIMENTO

Além das reclamações dos empresários, a fila tem causados aborrecimentos aos usuários também chiam com a demora. Tem momento que o fechamento de uma via da ponte tem causado fila de veículos de até 10 quilômetros, principalmente quando se aplica a croncretagem. Com uma pista ainda interditada, os usuários precisam ter paciência, pois cada espera do sistema “pare e siga” pode durar até uma hora.

Segundo um caminhoneiro, “aguardar meia hora na fila você perde uns 40 quilômetros que deixa de rodar”, reclamou o profissional. Outros menos estressados aguardam a liberação tirando fotografias, jogando futebol e fazendo novas amizades com os demais motoristas.


Fila de espera tem duração de meia horas, mas pode ampliar para mais de uma hora durante aplicação da concretagem (Foto: Ricardo Ojeda)

As vezes o tempo de espera na fila causa aborrecimentos e prejuízos aos usuários (Foto: Ricardo Ojeda)

Imagem da ponte professor Maurício Joppert que mede 2.550 metros de extensão e foi inaugurada em 21 de agosto de 1965 e desde então não passou por nenhuma reforma completa (Foto: Arquivo/ Ricardo Ojeda)

Ambulante aproveita a demora na fila para faturar vendendo água e sucos (Foto: Ricardo Ojeda)

Usuários tem que aguardar mais meia hora na fila (Foto: Ricardo Ojeda)

Uma via da ponte o serviço de croncretagem já está quase concluído (Foto: Ricardo Ojeda)

Indiferente ao perigo, pescadores dividem espaço da ponte com veículos (Foto: Ricardo Ojeda)

Motoristas na fila do lado de Mato Grosso do Sul ficam impacientes aguardando a liberação da via (Foto: Ricardo Ojeda)

Posto fiscal de Porto XV de Novembro em Bataguassu entrada de acesso ao Estado de MS, por onde passam diariamente milhares de caminhões (Foto: Ricardo Ojeda)

https://youtube.com/watch?v=JHUBX7xBLqk

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