26/04/2014 11h48 – Atualizado em 26/04/2014 11h48

A decisão foi tomada em assembleia realizada em Campo Grande e a paralisação deve ocorrer a partir do último dia deste mês

Léo Lima com informações

Operários da construção pesada, que atuam nas obras de rodovias em Mato Grosso do Sul, devem encorpar o movimento paredista dos trabalhadores da construção civil, que estão há três dias em greve.

De acordo com informações, a decisão foi tomada em assembleia geral na tarde de sexta-feira (25). Depois dos canteiros de obras, é a vez daqueles que trabalham em projetos de grande porte, como rodovias, cruzarem os braços.

Segundo Walter Vieira dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de MS, oito mil trabalhadores representam a categoria, e prestam serviços para 50 empreiteiras do Estado. Ele elenca pelo menos cinco rodovias estaduais cujas obras serão paralisadas, todas do MS Forte. Entre as vias federais, está a BR-163.

“As obras do governo, que estão a todo vapor para terminar no final do ano, terão todo o cronograma atrasado”, ameaça Santos.

REIVINDICAÇÃO

Os trabalhadores pedem reajuste de 30% no piso salarial do Estado, que hoje é de R$ 1.135. “Além de ser o menor piso do país, muitas empresas de fora, que hoje atuam em obras do Estado, pagam bem acima do que recebemos. Acabamos trabalhando, às vezes, em um mesmo projeto, lado a lado, mas recebemos bem menos. O trabalhador não pode ser injustiçado. E a mão de obra vai pular para onde estiver pagando mais”, alerta Walter.

O sindicato realizou assembleia geral na sexta-feira (25). O resultado oficial ainda não foi definido, mas, conforme Santos, 98% dos presentes já se mostravam a favor da greve. Oficializada, a paralisação deve ter início a partir da próxima quarta-feira (30). (Com CG News)

As obras em pelo menos cinco estradas estaduais e outras federais deverão ser paralisadas por conta da greve (Foto: CG News)

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