22/02/2018 08h48

Deputado estadual foi um dos denunciados por corrupção passiva pelo MP-MS no processo que terminou com a cassação do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, em março de 2014. Julgamento foi suspenso porque um desembargador pediu vista

Redação

ito desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) rejeitaram, nesta quarta-feira (21), a denúncia contra o deputado estadual Paulo Siufi (PMDB) na operação Coffee Break. O parlamentar foi um dos denunciados por corrupção passiva pelo Ministério Público estadual (MP-MS) no processo que terminou com a cassação do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, em março de 2014.

O julgamento foi suspenso porque o desembargador Sérgio Fernandes Martins pediu mais tempo para analisar o processo, já que voltou de férias no dia 15 de fevereiro.

Outros sete desembargadores acompanharam o voto do relator Júlio Roberto Siqueira Cardoso, que rejeitou a denúncia por falta de provas ou indícios da autoria do crime. São eles: Vladimir Abreu da Silva, Claudionor Miguel Abss Duarte, João Maria Lós, Carlos Eduardo Contar, Dorival Renato Pavan, Fernando Mauro Moreira Marinho e Manoel Mendes Carli.

Mesmo que o voto de Sérgio Fernandes Martins seja a favor da denúncia, Paulo Siufi já está livre do julgamento no Tribunal de Justiça. A investigação do MP-MS apurou que houve um esquema de compra de votos para afastar Alcices Bernal da chefia do Executivo campo-grandense.

O caso de Paulo Siufi foi julgado pelos desembargadores porque hoje ele é deputado estadual e tem foro privilegiado. Os outros 22 acusados serão julgados na 1ª instância.

“Na verdade não existe nenhuma prova, o Ministério Público não trouxe nada nesse processo a não ser um processo midiático. Então o tribunal analisou com profusão as provas, tanto que teve votos longos, que não se comprovou nenhum crime. Na realidade, o processo é um nada, um zero. O Ministério Público não provou nada, foi só por ouvi dizer, ouvi falar”, afirmou o advogado de defesa, Renê Siufi.

A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) informou que vai aguardar o fim do julgamento para se manifestar e, se for o caso, recorrer.

*G1

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