16/04/2019 13h50

Organização criminosa é acusada de peculato, fraude em processos licitatórios e falsidade ideológica

Campo Grande News

A operação “Negócio de Família”, deflagrada nesta terça-feira (dia 16) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), apura desvios que podem chegar a R$ 900 mil na Câmara Municipal de Água Clara.

O alvo é uma organização criminosa acusada de peculato (crime de funcionário público contra a administração), fraude a licitações e falsidade ideológica. Ao todo, a Justiça de Água Clara expediu oito mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e três medidas cautelares diversas da prisão.

A ação foi realizada em Campo Grande, Três Lagoas, Água Clara e Paraíso das Águas. A promotoria de Água Clara apurou desvio de verba pública na Câmara Municipal da cidade por meio de processos licitatórios fraudulentos para a contratação de assessoria em diversas áreas da gestão pública.

Para a investigação, o desvio do dinheiro público acontecia com licitações na modalidade carta convite, direcionadas a empresas pré-determinadas. Desta forma, a empresa que vencia a licitação não prestava o serviço, porém recebia todos os valores, que, posteriormente, eram repassados aos agentes públicos envolvidos. A operação também apreendeu armas de fogo.

O Campo Grande News apurou que foram alvos da operação o vereador Vicente Amaro (PDT), que já estava afastado da presidência da Câmara, e o ex-vereador Valdeir Pedro de Carvalho, o Biroca (MDB).

Foto: MPMS

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