31/10/2019 09h28

Operação Halloween cumpriu mandados de prisão e busca em várias cidades do MS e envolveu a polícia paulista; de acordo com as autoridades policiais, a quadrilha era majoritariamente formada por mulheres. Érica pode ter sido assassinada como vingança por ter abusado sexualmente de uma criança

Thais Dias

Policiais civis e militares deflagaram, na manhã de hoje, 31, a Operação Halloween, com o objetivo de cumprir mandados de busca, apreensão e prisão relacionados ao sequestro e assassinato de Érica Ribeiro, cujo corpo foi encontrado na Cascalheira no início de setembro.

Ao todo 10 mandatos de busca e apreensão foram cumpridos em Três Lagoas e região. Um homem que residia no bairro São Carlos já deve seu mandato de prisão cumprido e duas mulheres foram detidas na rua Paranaíba, próximo a Lagoa Maior.

Além destes suspeitos a polícia também cumpre mandatos de busca nas cidades de Tupi Paulista (SP), Campo Grande, Bataguassu, e Nova Andradina. Segundo informações da polícia os suspeitos participavam de uma organização criminosa onde teriam conduzido um “tribunal do crime” contra Érica.

Em coletiva de imprensa realizada no início desta manhã, autoridades policiais confirmaram que a liderança do grupo criminoso que executou Érica era prioritariamente feminino. A mentora do crime seria uma mulher de codinome Maju, conhecida por Viúva Negra. Ela está presa em Tupi Paulista. Além dela, outros 10 mandados de prisão envolvendo mulheres foram emitidos e oito deles já foram cumpridos.

Apesar de trabalhar com a hipótese de que Érica teria sido morta devido a uma dívida com o tráfico de drogas, durante as investigações a polícia recebeu informações de que ela pode ter sido assassinada por ter violentado sexualmente uma criança. Parentes da vítima estariam entre os executores de Érica. No entanto, de acordo com a polícia, a família não teria registrado queixa e não havia investigação corrente sobre esse caso de abuso.

Ainda segundo os delegados o caso ainda não está fechado e é possível que outras prisões sejam desencadeadas em razão das investigações.

RELEMBRE O CASO

Antes da Operação Halloween, seis pessoas já haviam sido presas por envolvimento no assassinato de Érica. Dois veículos usados no crime também foram apreendidos.

Érica foi morta com cerca de 40 golpes de faca. O corpo dela foi localizado no dia 3 de setembro às margens do Rio Sucuriú.

Segundo relato de familiares, na noite anterior ao crime quatro pessoas, sendo dois homens e duas mulheres, estiveram na residência da vítima,

Depois das mulheres conversarem com a vítima na frente da casa, uma delas simulou que queria um copo de água e, no momento em que a mãe de Érica foi até o interior da casa a vítima foi agarrada e colocada à força no interior do veículo.

A partir daí, iniciadas as diligencias, numa ação conjunta entre o S.I.G. e 1º DP foram identificados e localizados D.S.A., vulgo “Magrelinho”, 22 anos; S.F.S., vulgo “Kenia ou Platinada PCC”, 31 anos; e L.P.A., vulgo “Mizuno ou Atentadinho”, 22 anos. Todos tiveram suas prisões temporárias decretadas pela 1ª Vara Criminal local.

Em seguida foi identificado M.B S., 30, responsável pelo local em que a vítima foi levada antes de ser morta. Ele também teve sua prisão temporária decretada. No dia 23 de setembro outro envolvido, A.F.S, 35, vulgo Gordo, também foi preso.

Autoridades policiais chamaram a imprensa na manhã de hoje para dar detalhes sobre a investigação. Foto: Gisele Berto

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