22/10/2015 09h11 – Atualizado em 22/10/2015 09h11

Teve de tudo no Morumbi: falta de luz, cachoeira na arquibancada, gol anulado, dedo na cara do rival, bola na trave… E o Santos deu um banho de eficiência no São Paulo

Da Redação

O São Paulo melhorou em relação às últimas partidas. O Santos não jogou tão bem como faz na Vila Belmiro. Como explicar, então, a vitória alvinegra por 3 a 1? Nem a análise mais profunda seria mais ilustrativa do que os cinco gols incrivelmente perdidos pelos donos da casa no Morumbi. Justamente os pés em que a torcida, teoricamente, deve confiar, jogaram longe as chances tricolores de chegar à final da Copa do Brasil. Luis Fabiano, Ganso e Alan Kardec perderam oportunidades cristalinas e inocentaram as falhas santistas.

Já do outro lado… Gabriel – que ultrapassou Neymar e chegou a 14 gols em Copas do Brasil, tornando-se o principal goleador santista no torneio –, Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel foram impiedosos com a frágil defesa do São Paulo. À exceção de um vacilo de Lucão no primeiro tempo e uma bola na trave de Neto Berola no segundo, o Peixe não perdoou absolutamente nada. A capacidade de decisão de jogadores das duas equipes
determinou o futuro da semifinal.

APAGÃO

Tudo parecia bem até os refletores do Morumbi se apagarem antes do primeiro minuto da partida se completar. Foram 22 minutos de paralisação, os primeiros embalados pelas luzes dos celulares nas arquibancadas. Espetáculo que teria sido ainda mais bonito se o estádio do São Paulo tivesse recebido mais do que 26.434 torcedores.

CATARATAS DO MORUMBI

Não eram cataratas, mas sim as canaletas do estádio do Morumbi jorrando água no fosso que fica em volta do gramado. Foi um dilúvio que tornou o gramado impraticável a ponto de o segundo tempo só começar depois que o alagamento diminuísse. Ainda assim, os últimos 45 minutos foram disputados com total influência das poças d’água.

BANHEIRA

Ganso cobrou falta e Luis Fabiano fez de cabeça, mas o assistente, com chuva e tudo, enxergou muitíssimo bem o corpo do centroavante inclinado à frente da linha de zaga santista. Justamente o bandeirinha Rogério Zanardo, que teve sua escalação criticada pela diretoria do Peixe, anulou corretamente o gol do camisa 9 tricolor, que diminuiria o placar para 3 a 2 naquele momento. O lance foi uma das 27 bolas levantadas pelo time de Doriva. O Santos fez isso duas vezes.

@#$[%&!

Esquentou o clima entre o santista Lucas Lima e o são-paulino Thiago Mendes. Depois de o meia reclamar pênalti em dividida na área, o volante encarou: teve dedo na cara, palavrão…

NA TRAVE!

Neto Berola entrou quase no fim, no lugar de Marquinhos Gabriel, e teve chance de fazer o quarto gol. Seria goleada, mas um leve desvio de Rogério Ceni e a trave impediram que o Peixe fechasse com chave de ouro sua grande vitória. A bola ainda voltou nas costas do goleiro e caprichosamente passou por toda a área.

(*) Globo Esporte

Teve de tudo no Morumbi: falta de luz, cachoeira na arquibancada, gol anulado, dedo na cara do rival, bola na trave (Foto:Reprodução)

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