17/10/2013 09h32 – Atualizado em 17/10/2013 09h32

Padrasto é preso pela Polícia Civil de Bonito acusado de estupro de vulneráveis

As menores foram molestadas pelo padrasto em diversas oportunidades. Os fatos ocorriam no interior da residência da família e, em uma oportunidade, em uma construção próxima à Prefeitura Municipal de Bonito/MS

Da Redação

A Polícia Civil de Bonito/MS concluiu o inquérito policial que apurava crimes de estupro envolvendo padrasto e duas enteadas. As menores foram molestadas pelo padrasto em diversas oportunidades. Os fatos ocorriam no interior da residência da família e, em uma oportunidade, em uma construção próxima à Prefeitura Municipal de Bonito/MS. Os abusos consistiam em relações sexuais assim como em atos libidinosos.

Conforme investigações, o autor é casado com a genitora das vítimas há treze anos e no mês de janeiro do corrente ano, o padrasto foi até a Praça da Liberdade em companhia da vítima menor e ali permaneceu consumindo bebidas alcoólicas. No local ainda estavam algumas amigas da vítima que também ingeriram bebidas. Ressalta-se que todas são menores de idade e que as bebidas foram adquiridas e servidas pelo indiciado.

Em determinado momento a vítima afirmou que iria ao banheiro e o investigado aproveitou para indicar uma casa que seria de um familiar. Após o uso, o acusado disse à vítima que desejava “transar” com ela, no entanto, ela recusou as investidas do padrasto que ainda passou as mãos nas pernas da menor e insistia no desejo de se relacionar sexualmente com ela. Diante da negativa da menor o autor deixou o local nervoso e retornaram à praça, inclusive com ingestão de bebida alcoólica.

Como a vítima passou mal devido ao excesso de bebida alcoólica, o investigado a levou embora e durante o trajeto, na Rua das Flores, nas proximidades da construção de um mercado, a vítima foi abusada pelo padrasto mesmo após ter desmaiado. O acusado ainda confessou à menor no dia seguinte que as dores abdominais que ela sentia eram decorrentes da relação sexual mantida com a menor enquanto ela estava desmaiada.

O acusado ainda continuou a procurar a vítima e de maneira constante e ainda oferecia objetos em troca de nova relação sexual, o que era negado pela menor. Mesmo com a menor fugindo do padrasto, este ainda conseguiu passar a mão em suas pernas uma vez, no entanto, alegando querer conversar, o acusado trancou a vítima no quarto e, a força, manteve relações sexuais.

Após estes fatos a vítima nunca mais ficou sozinha com o autor e passou a namorar um rapaz e engravidou, fato este que fez o acusado acreditar que o filho era seu e, por isso, sugeriu à vítima que realizasse um aborto, porém, esta se negou a praticar tal conduta.

A conduta criminosa do acusado não se resume a esta menor, uma vez que o investigado também abusou sexualmente de outra vítima menor de idade.

Conforme relato desta vítima, quando tinha 14 (catorze) anos o autor lhe chamou para o quarto e ali se relacionaram sexualmente. A vítima afirma que não desejava a relação, porém, não sabia que podia negar uma vez que o autor também era seu padrasto. Ademais, a vítima afirma que frequentou psicólogos em razão do trauma que teve por estes fatos assim como menciona que deixou de residir com a mãe porque sempre que estava sozinha, o padrasto lhe procurava para nova ralação sexual.

Os fatos somente vieram à tona em razão da primeira vítima ter contado à diretora de sua escola que, por sua vez, noticiou os fatos ao Conselho Tutelar que encaminhou a vítima à Delegacia de Polícia para o registro da ocorrência policial. A segunda vítima foi submetida a exame de corpo de delito que foi juntado no inquérito e atesta que a vítima não é mais virgem.

No inquérito policial foram ouvidas as Conselheiras Tutelares, testemunhas, vítimas e mãe das menores onde todas narram os fatos acima descritos.

A Autoridade Policial representou pela prisão preventiva do acusado, a qual foi deferida pelo Poder Judiciário e, com isso, os policiais civis do Setor de Investigações prenderam o padrasto, que encontra-se recolhido em uma das celas da Delegacia de Polícia Civil, à disposição da Justiça Pública.

O inquérito policial segue para o Poder Judiciário e em seguida, ao Ministério Público que terá cinco dias para oferecer denúncia. O crime de estupro de vulnerável encontra-se disposto no artigo 217-A do Código penal cuja pena é de reclusão de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.

(*)Com informações de Policia Civil

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