A Receita Federal em Mato Grosso do Sul recebeu, até as 16 horas da última segunda-feira (23), 14 mil declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). O prazo de entrega teve início às 7 horas.
A expectativa do órgão é de que aproximadamente 650 mil declarações sejam enviadas até o fim do prazo, em 29 de maio.
O maior volume de envios foi registrado logo na abertura do sistema, entre 7h e 8h. Nesse intervalo, foram entregues 1.930 declarações, média de 32 por minuto.
De acordo com o delegado-adjunto da Receita Federal em Campo Grande, Henry Tamashiro de Oliveira, a tendência é que os contribuintes antecipem o envio.
“O pagamento das restituições segue uma lista de prioridades, e um dos critérios é justamente a entrega antecipada da declaração”, explicou.
A meta da Receita Federal é que, até o pagamento do segundo lote de restituições, previsto para maio e junho, ao menos 80% dos contribuintes já tenham sido contemplados.
Na tarde desta segunda-feira (23), a equipe do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Ribas do Rio Pardo, cumpriu mandado de prisão em desfavor de S.A.L.S., 27 anos, na área urbana do município.
A prisão decorre de mandado expedido pela 2ª Vara de Execução Penal do Interior, em razão de condenação definitiva com trânsito em julgado pelo crime previsto no art. 217-A do Código Penal (estupro de vulnerável).
Após diligências investigativas, a autora foi localizada e capturada pela equipe policial, sendo posteriormente encaminhada para as providências legais cabíveis e colocada à disposição do Poder Judiciário.
As Polícias Civis do Mato Grosso do Sul e da Bahia, por meio da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e do Núcleo Operacional da DIRPIN Leste efetuaram, na tarde da última segunda-feira (23), o cumprimento de mandado de prisão preventiva em desfavor do nacional J.A.O.F., no município de Feira de Santana (BA).
A ordem judicial foi expedida pela Vara Especializada em Crimes contra a Criança e ao Adolescente da Comarca de Campo Grande, em razão da prática, em tese, do crime de violação sexual mediante fraude, previsto no art. 215, §1º, do Código Penal.
De acordo com as investigações, o indivíduo é suspeito de praticar crime de natureza sexual contra adolescente, sendo considerado foragido da Justiça até o momento de sua localização. Após diligências investigativas e trabalho de inteligência da DEPCA, as equipes da DIRPIN Leste conseguiram êxito em localizar o investigado, efetuando sua captura no bairro Muchila, em Feira de Santana.
No momento da prisão, foi apreendido um aparelho celular em posse do conduzido, o qual será submetido à análise, podendo contribuir para o aprofundamento das investigações e eventual identificação de outras circunstâncias relacionadas ao fato.
O custodiado foi conduzido à unidade policial competente para a adoção das medidas legais cabíveis, permanecendo à disposição do Poder Judiciário, devendo ser posteriormente encaminhado ao sistema prisional.
De acordo com Anne Karine Sanches Trevizan Duarte, Delegada de Polícia Titular da DEPCA, “a ação evidencia a integração entre unidades da Polícia Civil e reforça o compromisso institucional no combate a crimes graves, especialmente aqueles que atentam contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, garantindo a efetividade da Justiça e a proteção das vítimas”.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) realiza na próxima quarta-feira (25), audiência pública para debater as necessidades de investimento e distribuição e fornecimento de energia elétrica que vem apresentando desde oscilações até curtos apagões em diferentes regiões do Estado.
A audiência propsta pelo deputado Pedro Caravina (PSDB) deve reunir especialistas, representantes do da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), União das Câmaras, Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Procon, Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agems), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ministério de Minas e Energia, Semadesc, Assuleite (Associação dos Produtores de Leite). Também está confirmada a participação de técnicos das concessionárias Energisa e Elektro.
As principais queixas envolvem a demora na realização de manutenções, especialmente em casos de interrupções no fornecimento provocadas por eventos climáticos ou outros fatores. De acordo com o parlamentar, essas falhas têm causado prejuízos a comerciantes, pequenos produtores e à população em geral, que muitas vezes fica sem energia por períodos prolongados.
As oscilações no fornecimento de energia têm gerado prejuízos diretos a produtores de leite e derivados, além de impactar a cadeia de engorda de frangos e suínos. Muitos produtores têm sido obrigados a investir na compra de geradores de energia como forma de mitigar perdas e garantir a continuidade da produção. “A audiência pública será um espaço de diálogo entre a população, representantes políticos e os envolvidos no setor elétrico, com o objetivo de discutir soluções e avaliar possíveis medidas para enfrentar o problema”, comenta Caravina.
Durante a audiência também será possível apresentar propostas e as empresas concessionárias terão oportunidade de detalhar seus projetos, investimentos e ações em andamento para melhorar o serviço.
Serviço
A audiência pública será realizada no Plenário Deputado Júlio Maia, na ALEMS, a partir das 13h30. A reunião contará com cobertura jornalística da Comunicação Institucional da ALEMS, com transmissão ao vivo pela TV ALEMS (Canal 7.2 e canal 9 da Claro NET TV) e matérias veiculadas pelo site oficial e pela Rádio ALEMS. O encontro também será transmitido em tempo real pelo YouTube e Facebook.
O governador Eduardo Riedel participou nesta segunda-feira (23) da cerimônia de posse da nova diretoria da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande. Durante o evento reafirmou o apoio à instituição na produção de pesquisa, tecnologia e desenvolvimento da pecuária. Ainda lembrou que o Estado promove uma série de programas de incentivos para impulsionar diversas cadeias produtivas.
“Temos uma grande missão pela frente que é pensar nos modelos de incentivos, em todas as cadeias produtivas do Estado. Mato Grosso do Sul talvez seja o estado que mais aplique recursos buscando eficiência competitiva, seja no suíno, frango, agricultura, leite, peixe, com o único objetivo de deixar o produtor mais eficiente. Ainda com a meta de sermos carbono neutro em 2030”, afirmou.
Fotos: Álvaro Rezende/Secom MS
Riedel também citou que Mato Grosso do Sul está bem posicionado nas principais agendas globais, tendo a Embrapa como parceria importante neste processo, que a pesquisa e desenvolvimento colaboram para tomada de decisões.
“Existem hoje três agendas globais que dizem respeito diretamente a nós, que a transição energética, segurança alimentar e sustentabilidade. Mato Grosso do Sul está posicionado no coração delas. Ele vem se colocando estrategicamente neste lugar que somos competitivos, atraindo capital privado para gerar oportunidades as pessoas, com emprego e renda”, completou.
Fotos: Álvaro Rezende/Secom MS
Inovação
A cerimônia de transmissão de cargo da nova chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, Mariana de Aragão Pereira, traz uma inovação e marco para a instituição e para a pesquisa agropecuária no país, já que ela é a primeira mulher a assumir a chefia da unidade em mais de 50 anos.
A pesquisadora Mariana de Aragão Pereira assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2026, após processo de seleção, para um mandato de dois anos, renovável por igual período. A Embrapa Gado de Corte, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), se tornou referência nacional no desenvolvimento de tecnologias para a pecuária brasileira, completando 50 anos de história em 2025.
“Este também é um momento simbólico, pela primeira vez uma mulher assume a liderança dessa unidade. Recebo esse fato não como uma conquista individual, mas como um sinal da evolução da própria instituição que se fortalece sempre quando traz essa diversidade. Precisamos desta oportunidade para mostrar também que temos muito para contribuir. Assumo esse desafio com profunda gratidão e com um grande senso de responsabilidade”, descreveu a nova presidente.
O governador fez questão de prestigiar a posse da nova diretoria e enaltecer a importância da instituição para o desenvolvimento do Estado. “A contribuição da Embrapa é histórica, ela é a base na formação da competitividade da pecuária de corte em nosso Estado e no Brasil. Estando na vanguarda do conhecimento, trabalhando em rede com as universidades, empresas, tendo várias ações de produtividade que transformam o futuro da nossa atividade econômica. Então reiteramos neste evento o nosso compromisso com a instituição”.
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas (SEGP), informa aos candidatos inscritos no Processo Seletivo nº 001/2026 que as provas objetivas serão realizadas neste domingo, 29 de março, em dois períodos: manhã e tarde, conforme a função escolhida no ato da inscrição.
De acordo com o edital retificado, os portões serão abertos e fechados nos seguintes horários:
Período da manhã (nível técnico e superior): Abertura dos portões às 7h e fechamento impreterivelmente às 8h (horário local);
Período da tarde (nível fundamental e médio): Abertura dos portões às 13h e fechamento impreterivelmente às 14h (horário local).
A aplicação das provas terá início cerca de 15 minutos após o fechamento dos portões, com duração total de 3 horas, incluindo o preenchimento da folha de respostas.
A SEGP reforça que não será permitida a entrada de candidatos após o horário de fechamento dos portões, sendo fundamental que todos compareçam com antecedência mínima de 60 minutos.
Para realizar a prova, é obrigatório apresentar:
Documento oficial de identificação com foto;
Cartão de Informação do Candidato, disponível para impressão no site www.avalia.org.br;
Caneta esferográfica transparente de tinta azul ou preta.
O local de prova deve ser consultado previamente no Cartão de Informação do Candidato. A responsabilidade pela verificação do horário e local é exclusivamente do participante.
A Prefeitura orienta que os candidatos se programem com antecedência, evitando imprevistos e garantindo uma participação tranquila no processo seletivo.
Projeto inclui ramal privado de até 47 km, com operação prevista para 2027 e foco em sustentabilidade e redução do impacto nas rodovias
A Arauco está construindo um ramal ferroviário privado de aproximadamente 45 km a 47 km em Inocência (MS) para interligar o “Projeto Sucuriú” à Malha Norte, operada pela Rumo. Com investimento de cerca de R$ 2,4 bilhões, a ferrovia será responsável pelo escoamento de até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano até o Porto de Santos, com previsão de início das operações no fim de 2027.
SOLENIDADE DE ENTREGA
Ao todo, a estrutura logística contará com 26 locomotivas e 721 vagões. Desse total, cinco locomotivas já foram entregues em solenidade realizada na sede da fábrica em Minas Gerais, com a presença de Carlos Alberto Altimiras Ceardi, diretor-presidente da Arauco Brasil.
Com mais de 20 anos de experiência no setor de celulose e papel, Altimiras é peça-chave na condução do Projeto Sucuriú, que dará origem à maior fábrica de celulose do mundo, em construção no município de Inocência. A iniciativa reforça o posicionamento da empresa como referência em sustentabilidade e inovação na produção de celulose.
LOGÍSTICA
O projeto ferroviário prevê ainda a implantação de 48 quilômetros de trilhos, além da construção de uma ponte de 269 metros e dois viadutos, consolidando uma infraestrutura robusta para atender à operação.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a construção e exploração do ramal ferroviário por um período de 99 anos. A expectativa é manter o escoamento anual de até 3,5 milhões de toneladas de celulose ao longo desse período.
MEDIDAS MITIGATÓRIAS
A licença ambiental do empreendimento estabelece uma série de medidas de mitigação, incluindo a instalação de dispositivos para reduzir atropelamentos de fauna, o monitoramento periódico de animais silvestres e a recomposição das áreas impactadas pelas obras.
O CEO da Arauco esteve em Contagem (MG) para receber oficialmente as primeiras unidades que integrarão a logística da empresa. “Hoje recebemos as cinco primeiras locomotivas que irão compor a estrutura logística da nossa futura fábrica de celulose, em Inocência (MS). Esse avanço reforça o nosso compromisso com a construção de soluções que, de maneira técnica e responsável, ampliam a competitividade do setor”, publicou em suas redes sociais.
PARCERIAS
A Wabtec foi selecionada para o fornecimento das locomotivas, trazendo sua expertise global em tecnologia ferroviária. Já a Rumo será responsável pela operação, conectando o ramal à principal malha logística do país. As parcerias reforçam a busca conjunta por eficiência, qualidade e evolução contínua.
A Wabtec Corporation mantém forte presença industrial em Minas Gerais, especialmente em sua unidade de Contagem, que atua como polo de produção e engenharia global. A empresa é líder na fabricação de locomotivas de alta potência, atendendo grandes operadoras ferroviárias como Vale, VLI e MRS Logística.
PRIMEIRA SHORTLINE PRIVADA
As locomotivas fazem parte da implantação da EF A35, ferrovia própria com cerca de 45 km de extensão e conexão direta com a Malha Norte. Trata-se da primeira shortline privada desenvolvida no Brasil após o novo marco regulatório do setor ferroviário.
A nova ferrovia será fundamental para garantir eficiência, segurança e sustentabilidade logística, permitindo que o transporte da produção de celulose até o Porto de Santos seja realizado majoritariamente por trem. Com isso, a Arauco reduz significativamente a dependência do transporte rodoviário, contribuindo para aliviar uma malha já saturada pelo tráfego de veículos pesados, além de diminuir emissões e impactos ambientais.
O projeto consolida um modelo de logística moderna, integrada e de longo prazo, alinhado ao compromisso da Arauco com a sustentabilidade e com o desenvolvimento responsável da infraestrutura no Brasil.
Com maior fábrica de celulose do mundo em construção em Inocência, empresa amplia apoio ao sistema de saúde regional impactado por cerca de 10 mil trabalhadores do empreendimento
Três Lagoas será palco de duas importantes ações nesta terça-feira (24) que evidenciam o papel estratégico da Arauco no fortalecimento da saúde pública do município. As iniciativas estão diretamente ligadas ao impacto regional do Projeto Sucuriú, que prevê a construção da maior fábrica de celulose do mundo no município de Inocência, a pouco mais de 120 quilômetros de distância.
Apesar da localização da nova planta industrial, é em Três Lagoas que se concentram parte significativa dos reflexos do empreendimento, especialmente na área da saúde. Atualmente, cerca de 10 mil colaboradores envolvidos nas obras utilizam a rede pública do município, com destaque para o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, referência para toda a região.
A primeira agenda do dia acontece às 14h, no próprio hospital regional, com a entrega de novos equipamentos destinados a reforçar o atendimento aos pacientes. Entre os itens estão monitores multiparâmetros, ventiladores pulmonares mecânicos, bombas de infusão, camas hospitalares elétricas, carrinhos de emergência, macas de transporte, oxímetros portáteis e aparelhos de bisturi elétrico.
EFICÊNCIA E CONDIÇÕES DE TRABALHO
A modernização da estrutura representa um avanço importante na capacidade de atendimento da unidade, garantindo mais eficiência, segurança e melhores condições de trabalho para as equipes de saúde, além de impacto direto na qualidade do serviço prestado à população.
Já às 16h, a empresa participa da assinatura do Termo de Doação à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com a Prefeitura de Três Lagoas. A iniciativa prevê a ampliação da oferta de exames, consultas e procedimentos médicos, contribuindo para reduzir a demanda reprimida no sistema público.
A cerimônia será realizada no Gabinete da Prefeitura, com a presença de autoridades municipais e representantes da Arauco.
As duas ações reforçam o compromisso da empresa com o desenvolvimento regional e evidenciam a importância da parceria entre o setor público e privado diante dos desafios gerados por grandes empreendimentos. No caso de Três Lagoas, o apoio da Arauco tem sido fundamental para equilibrar os impactos provocados pelo crescimento acelerado da região, especialmente na área da saúde.
O diretor de relações institucionais e governamentais da Fiems, Robson Del Casale, representando o presidente da instituição, Sérgio Longen, participou, nesta segunda-feira (23), da abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), em Campo Grande. É a primeira vez que o Brasil sedia o evento promovido pela Organização das Nações Unidas.
Além de reforçar a presença do país como agente ativo no cenário ambiental e ecológico internacional, a escolha da cidade para sediar a Conferência posiciona o Pantanal como território simbólico e político da agenda global de conectividade ecológica.
Foto: Divulgação
Para Del Casale, a participação no evento representa mais um compromisso da indústria de Mato Grosso do Sul com a agenda global de sustentabilidade. “Após quatro meses de realização da COP30, em Belém, aqui em Campo Grande acontece a COP15, focada em espécies migratórias. É importante a Federação das Indústrias estar presente, participando da discussão e marcando uma posição firme para reforçar a ideia de produção com sustentabilidade, olhando de forma muito especial para o Pantanal sul-mato-grossense”.
O bioma é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e uma das principais rotas migratórias das Américas.
Durante a abertura, o governador Eduardo Riedel destacou que os pilares da gestão dialogam com o propósito da COP15. “Colocamos Mato Grosso do Sul no centro de uma discussão que está muito atrelada à nossa estratégia para o crescimento e a prosperidade em atividades agropecuárias de processamento, indústrias e serviços, com sustentabilidade. Acho que isso está chamando a atenção do mundo, porque são duas agendas globais, energia e segurança alimentar, que temos colocado como prioritárias para o Estado”.
A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climática, Marina Silva, a realização do evento demonstra o forte compromisso do governo do Brasil com a sustentabilidade e com o multilateralismo.
“Precisamos conectar nações, políticas, ciência e saberes tradicionais para garantir que as espécies migratórias sigam seu caminho. A vida é travessia, o encontro e continuidade. Proteger essas rotas é alimentar a esperança de que o planeta permaneça vivo e diverso. Vivemos um tempo de urgência. O relatório divulgado pela CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres) mostra que 49% das espécies apresentam declínio populacional e 24% já se encontram ameaçadas de extinção. Fatores de pressão como a crise climática, a degradação dos ecossistemas, a perda de biodiversidade e poluição impactam, não só as espécies migratórias, mas também a segurança alimentar, a qualidade da água e o equilíbrio da vida no planeta”.
Já a vice-diretora executiva do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Elizabeth Mrema, ressaltou que os desafios ambientais exigem resposta global. “Nenhum país consegue agir sozinho. A sobrevivência depende de todos nós, em uma ação internacional coordenada”, afirmou.
A secretária executiva da CMS (Convenção sobre Espécies Migratórias), Amy Fraenkel, destacou a importância do tema desta edição, “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, no sentido de conectividade ecológica para o futuro do planeta. “Ela não é essencial apenas para as espécies migratórias, mas sustenta toda a vida na Terra, incluindo nossas economias, nossa saúde e nosso futuro”.
Desde 1979, quando foi criada, a CMS é o único acordo global especializado no tema, sendo a Conferência das Partes (COP) a principal instância decisória do organismo ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). A reunião dos 132 países membros, além da União Europeia, ocorre a cada três anos e debate ações de cooperação internacional, atualização das listas de espécies protegidas pelo acordo, orçamento do Secretariado da CMS e resoluções que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo.
Nesta edição da Conferência, são esperadas mais de 2 mil pessoas, entre representantes de governos, organismos internacionais, especialistas, sociedade civil, povos indígenas e comunidades tradicionais. Além das 133 partes signatárias da CMS, outros 28 países participam de acordos e memorandos específicos da Convenção. A COP15 será realizada até o dia 29 de março, no Expo Bosque, e Campo Grande.
Estratégia fortalece a Atenção Primária, reduz filas e agiliza identificação de casos de câncer de pele em MS
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) realizou, nesta última quarta-feira (18), em Campo Grande, uma capacitação voltada à ampliação da teledermatologia no SUS (Sistema Único de Saúde), reunindo médicos, enfermeiros e gestores de 20 municípios do Estado. A iniciativa integra a política de fortalecimento da saúde digital e tem como objetivo qualificar o atendimento na APS (Atenção Primária à Saúde), ampliando o acesso com novos pontos de telediagnóstico em dermatologia.
Participaram da capacitação profissionais dos municípios de Paranhos, Dourados, Rio Negro, Itaquiraí, Maracaju, Sidrolândia, Ivinhema, Aral Moreira, Nioaque, Laguna Caarapã, Bodoquena, Guia Lopes da Laguna, Pedro Gomes, Rio Verde de MT, Bandeirantes, Japorã, Jaraguari, Ribas do Rio Pardo, Nova Alvorada do Sul e Novo Horizonte do Sul.
Participaram também da sensibilização profissionais dos municípios de Campo Grande, Cassilândia, Corumbá, Eldorado, Deodápolis, Itaporã, Ponta Porã, Coxim e Costa Rica, para melhor conhecer a ferramenta e otimizar o aproveitamento da oferta de teledermatologia.
Fortalecimento da saúde digital no SUS
Realizado no auditório da Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser, o evento apresentou o fluxo completo do telediagnóstico em dermatologia, desde a solicitação do exame até a emissão do laudo por especialistas, além de oferecer treinamento teórico e prático para os profissionais participantes.
Com a capacitação, todos os médicos e enfermeiros dos municípios convocados estão aptos a operar a ferramenta, podendo estabelecer o fluxo de atendimento tanto para demandas reguladas quanto espontâneas.
O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou que a iniciativa representa um avanço estratégico para o SUS no Estado. “Estamos investindo em inovação e tecnologia para fortalecer a Atenção Primária e garantir mais acesso e resolutividade à população. A teledermatologia é uma ferramenta que encurta distâncias, reduz filas e assegura que o paciente receba o cuidado certo, no tempo oportuno”, afirmou.
A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, reforçou o papel da estratégia dentro da política de saúde pública. “A ampliação da Telessaúde em Mato Grosso do Sul é um caminho sem volta. Estamos estruturando uma rede mais eficiente, que integra tecnologia ao cuidado e amplia a capacidade de resposta dos serviços, especialmente na Atenção Primária”, destacou.
Atualmente, Mato Grosso do Sul já conta com 29 municípios com teledermatologia implantada, totalizando 44 pontos de atendimento na Atenção Primária. A estratégia possibilita ao médico acessar suporte especializado remoto, com devolutiva estruturada que orienta a condução do caso diretamente na unidade, sempre que possível.
A superintendente de Saúde Digital da SES, Márcia Tomasi, destacou que a teledermatologia tem papel estratégico na ampliação do acesso e na qualificação do cuidado ofertado à população. Trata-se de uma ferramenta consolidada no Estado desde 2019, que vem fortalecendo a resolutividade da Atenção Primária ao permitir que o profissional solicite a avaliação de lesões de pele e receba, em tempo oportuno, o laudo com orientações de conduta. Isso agiliza o diagnóstico, antecipa intervenções e possibilita a condução de muitos casos na própria unidade, evitando deslocamentos e encaminhamentos desnecessários, afirmou.
Segundo ela, além de ampliar o acesso ao especialista, a teledermatologia contribui para a organização do fluxo assistencial. Quando há necessidade de encaminhamento, o paciente é inserido na regulação de forma mais qualificada e assertiva, o que reduz o tempo de espera e garante maior prioridade aos casos mais complexos, otimizando o uso dos serviços especializados, completou.
Segundo ela, quando há necessidade, o paciente é encaminhado via regulação, de forma mais assertiva. “Isso reduz o tempo de espera e garante que os casos mais complexos tenham prioridade no atendimento especializado”, completou.
Capacitação e organização do fluxo assistencial
A coordenadora do Núcleo Telessaúde MS, Rosângela Dobbro, destacou que o evento teve como foco principal a qualificação dos profissionais que atuam diretamente no atendimento à população. “O objetivo foi capacitar médicos e equipes de enfermagem tanto na solicitação quanto na execução do telediagnóstico, especialmente na captura adequada de imagens, além de preparar os municípios para organizar o fluxo de atendimento”, explicou.
Segundo ela, a proposta inclui a ampliação da ferramenta para mais 20 municípios, fortalecendo a atuação preventiva da Atenção Primária, com foco no rastreamento precoce do câncer de pele. “Com isso, conseguimos reduzir e até zerar as filas de espera por consultas em dermatologia, além de tornar mais ágil o atendimento dos casos que realmente necessitam de avaliação presencial”, afirmou.
Rosângela também ressaltou o impacto na regulação. “O telediagnóstico permite a classificação de risco e a qualificação da fila, tornando o sistema mais eficiente e garantindo prioridade para os casos mais graves. A meta é expandir o serviço para todo o Estado no menor prazo possível, com engajamento de gestores e profissionais”, disse.
Referência nacional e impacto no cuidado ao paciente
A professora da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Maria Cristina Calvo, destacou que a teledermatologia já é uma estratégia consolidada e com resultados comprovados. “O modelo permite que apenas cerca de 40% dos casos sejam encaminhados para a especialidade. Isso reduz filas, evita deslocamentos desnecessários e melhora significativamente o prognóstico dos pacientes, especialmente nos casos de câncer”, afirmou.
Ela ressaltou que Santa Catarina é referência nacional na área e que a experiência já vem sendo compartilhada com outros estados. “Sempre que implantamos essa estratégia, iniciamos apoiando com laudos e organização do fluxo, mas o objetivo é transferir conhecimento para que os estados tenham autonomia”, explicou.
Segundo a professora, estudos já apontam redução de cerca de 40% no tempo e nos custos de internação em casos graves, além de impactos positivos na redução de deslocamentos e até de emissões de carbono. “Muitos pacientes deixam de precisar sair de seus municípios. Mesmo deslocamentos relativamente curtos já representam um custo alto, especialmente para idosos e pessoas em situação de maior vulnerabilidade”, destacou.
Mais acesso, menos filas e diagnóstico precoce
Além da capacitação, o evento também marcou a entrega de kits de dermatoscopia para municípios selecionados, fortalecendo a estrutura local para identificação precoce de lesões de pele.
O voo das aves, o deslocamento silencioso de mamíferos e as longas jornadas marinhas que atravessam continentes ganham, a partir desta segunda-feira (23), um novo ponto de convergência: o debate global. Começa hoje, em Campo Grande, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15 CMS), encontro promovido pela Organização das Nações Unidas.
Com o lema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, a conferência reforça a urgência de integrar esforços globais para garantir a sobrevivência das espécies migratórias e a manutenção dos ecossistemas.
Organizada pelo Governo Federal, a conferência reúne cerca de 2 mil representantes de 133 países, entre governos, cientistas, ambientalistas, povos indígenas, comunidades locais, lideranças ambientais e integrantes da sociedade civil de diversas partes do mundo. O objetivo é discutir estratégias de proteção das espécies migratórias, com foco na preservação dos habitats que compõem suas rotas ao redor do planeta.
Em conversa com a imprensa durante a abertura da COP, o governador Eduardo Riedel destacou o papel estratégico de Mato Grosso do Sul no debate climático global, com ênfase na preservação e no potencial do Pantanal.
“Quando a gente fala da importância desse evento para o mundo e olha para Mato Grosso do Sul, estamos falando de um Estado que tem muito a contribuir para as respostas que a COP precisa dar ao planeta, especialmente em relação ao Pantanal.”
O governador ressaltou que o bioma já ocupa posição central nas discussões internacionais, especialmente após agendas recentes com autoridades e representantes estrangeiros. “Ontem, em reuniões de alto nível, isso ficou muito claro. Em conversas com o Ministério do Meio Ambiente e com embaixadores de diversos países, o Pantanal apareceu como um verdadeiro centro de atenção global.”
Riedel enfatizou a riqueza ambiental da região, apontando sua relevância para a biodiversidade e para a preservação de espécies migratórias. “Estamos falando de um dos biomas mais ricos do mundo. São mais de 190 espécies, cerca de 600 espécies de aves apenas no Pantanal. Essa diversidade traduz a dimensão da sua importância ambiental.”
Fotos: Saul Schramm/Secom MS
Ao abordar o desenvolvimento econômico do Estado, o governador ponderou que crescimento e sustentabilidade caminham juntos em Mato Grosso do Sul. “Quando apresentamos nossas políticas de preservação e mostramos como o Estado cresce de forma responsável — avançando rumo ao carbono neutro e garantindo a biodiversidade. E isso chama atenção. Crescer 5% ou 6% ao ano é relevante, mas crescer assegurando esses princípios é ainda mais significativo.”
Ele também evidenciou iniciativas concretas já em andamento, que fortalecem a política ambiental estadual. “Já estamos executando o pagamento por serviços ambientais, apoiando brigadas e ações de conservação. O Fundo Pantanal começa a operar, e o Pacto pelo Pantanal avança com melhorias em infraestrutura e educação. É um conjunto consistente de ações.”
Por fim, o governador projetou a COP como um marco para a inserção científica e institucional do Estado no cenário internacional. “A COP deve sintetizar esse esforço e consolidar, de forma definitiva, a conexão entre a ciência produzida em Mato Grosso do Sul e o restante do mundo. Nossas universidades estão aqui, firmando parcerias, com alunos indo para o exterior. Estamos ampliando a dimensão global do Pantanal.”
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou também o compromisso do Brasil com a agenda ambiental e o fortalecimento da cooperação internacional. “Realizar este encontro poucos meses após a COP30 do clima demonstra o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e com o multilateralismo.”
A ministra ressaltou o simbolismo do evento em território brasileiro, especialmente pela escolha de Mato Grosso do Sul e do Pantanal como cenário central das discussões. “Estar aqui, nesta região que abriga o Pantanal, é vivenciar uma terra de encontros. Onde rios se transformam, onde a natureza se entrelaça e onde diferentes formas de vida coexistem. Essa visão deve inspirar os trabalhos desta conferência.”
Ao enfatizar a necessidade de integração entre diferentes áreas do conhecimento, Marina defendeu uma atuação conjunta entre países, ciência e saberes tradicionais. “Precisamos conectar nações, políticas públicas, ciência e conhecimentos tradicionais para garantir que as espécies migratórias continuem seu percurso. A vida é travessia, é continuidade, e proteger essas rotas é preservar o futuro do planeta.”
A ministra também alertou para o cenário crítico enfrentado pela biodiversidade global, com base em dados recentes. “Vivemos um tempo de urgência. Relatórios indicam que 49% das espécies migratórias estão em declínio populacional e 24% já se encontram ameaçadas de extinção. A crise climática, a degradação dos ecossistemas e a poluição afetam não apenas essas espécies, mas também a segurança alimentar e o equilíbrio da vida.”
Diante desse cenário, Marina Silva defendeu que a conferência avance em medidas concretas de proteção ambiental e cooperação internacional. “Esta COP precisa trazer avanços importantes, ampliando a proteção das espécies, promovendo novas iniciativas de cooperação internacional e fortalecendo ações em temas como conectividade ecológica e mudança do clima.”
Fotos: Saul Schramm/Secom MS
Por fim, Marina Silva destacou o papel do Brasil como articulador global e convocou os participantes a assumirem compromissos efetivos. “Ao sediar esta COP, o Brasil quer reacender a chama do multilateralismo em tempos desafiadores. Que esta conferência seja um passo decisivo para garantir que as espécies continuem a voar, nadar e caminhar pelo planeta. O futuro depende da nossa coragem de agir agora.”
Já a secretária-executiva da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), Amy Fraenkel, reforçou a necessidade de cooperação internacional para garantir a proteção das espécies e de seus habitats. “A proteção das espécies migratórias depende de sistemas eficazes de conservação. Precisamos identificar, proteger e, sobretudo, conectar habitats em escala internacional.”
A secretária alertou para o avanço das pressões humanas sobre os ecossistemas, destacando os impactos diretos sobre a biodiversidade. “Quando os ecossistemas são fragmentados, as espécies ficam mais vulneráveis. A degradação dos habitats aumenta os riscos e compromete a sobrevivência dessas populações.”
Ela também chamou atenção para as consequências das atividades humanas sobre áreas naturais, ampliando conflitos e ameaças ilegais. “À medida que as atividades humanas avançam sobre esses territórios, aumentam os conflitos entre humanos e fauna, além da caça ilegal e do comércio ilegal de espécies.”
Apesar dos desafios, Amy Fraenkel demonstrou confiança na capacidade de articulação global presente na conferência. “Sinto-me inspirada ao ver representantes de governos, agências das Nações Unidas, convenções de biodiversidade, cientistas, especialistas em conservação, organizações da sociedade civil, povos indígenas e comunidades locais reunidos com um objetivo comum.”
Segundo a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, em mais de 100 pontos da agenda, os negociadores irão debater ameaças que refletem toda a amplitude dos impactos das atividades humanas sobre a natureza: caça ou captura ilegal e insustentável de espécies, captura acidental, destruição e fragmentação de habitats, mineração em águas profundas, poluição luminosa, sonora e química, impactos da infraestrutura e a aceleração das mudanças climáticas.
Os negociadores irão analisar propostas para incluir 42 espécies adicionais no tratado, incluindo animais emblemáticos como a coruja-das-neves, o tubarão-martelo e a hiena-listrada.
Por fim, a secretária-executiva destacou o papel da união entre diferentes setores para o avanço das metas ambientais. “Juntos, estamos à altura desse desafio. Agradeço pela dedicação, pela experiência e pelo compromisso com a proteção das espécies migratórias. Desejo a todos uma COP15 produtiva e bem-sucedida.”
Brasil amplia proteção ambiental e cria novas unidades de conservação
Como demonstração concreta desse compromisso, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou no domingo (22), em Campo Grande, durante o segmento de alto nível da COP15, a ampliação do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e da Estação Ecológica do Taiamã, além da criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas. Ao todo, mais de 148 mil hectares passam a ser protegidos.
A iniciativa, liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, fortalece a proteção da biodiversidade e dos recursos hídricos, amplia a conectividade ecológica e valoriza os modos de vida das comunidades tradicionais.
No campo das políticas públicas, o Brasil conta ainda, desde 2023, com a chamada Lei do Pantanal, proposta pelo Governo de Mato Grosso do Sul, que estabelece diretrizes para conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável do bioma.
Fotos: Saul Schramm/Secom MS
Potência da biodiversidade, Brasil projeta o Pantanal ao centro da agenda ambiental global
Signatário da CMS desde 2015, o Brasil é reconhecido como o país com maior biodiversidade do planeta e abriga biomas como a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, o Cerrado, o Pampa e o Pantanal. O Governo do Brasil está à frente da organização do encontro, que é presidido pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco.
A escolha da capital sul-mato-grossense como sede da primeira COP da CMS no Brasil está diretamente ligada à relevância do Pantanal, bioma compartilhado por Brasil, Bolívia e Paraguai, com cerca de 70% de sua área em Mato Grosso do Sul. De acordo com o presidente designado da COP15, João Paulo Capobianco, trata-se de uma oportunidade estratégica de dar visibilidade internacional à região.
Segundo ele, apesar da singular biodiversidade, da beleza natural e da riqueza cultural preservada, o Pantanal ainda é pouco conhecido fora do país, mesmo sendo ponto de parada para mais de 190 espécies migratórias. “Queremos aproveitar a presença de grandes autoridades mundiais para conhecer o bioma de perto e colocá-lo em evidência”, afirmou.
Fotos: Saul Schramm/Secom MS
A Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) é um tratado ambiental das Nações Unidas que estabelece uma plataforma global para a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas de deslocamento ao longo de toda a sua área de distribuição.
Em vigor desde 1979, reúne governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais, sociedade civil e especialistas em vida silvestre para enfrentar desafios relacionados à conservação da fauna migratória em escala global. Atualmente, 133 países da África, das Américas Central e do Sul, da Ásia, da Europa e da Oceania são signatários da Convenção. Ao todo, são 1.189 espécies, distribuídas entre 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 répteis e 1 inseto.
O único inseto listado oficialmente nos anexos da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, ou Convenção de Bonn) é a Borboleta-Monarca (Danaus plexippus).
Após a cerimônia de abertura, durante visita ao estande do Governo do Estado na COP15, o governador Eduardo Riedel recebeu oficialmente o Anuário Estadual de Políticas Climáticas, elaborado pelo Centro Brasil no Clima.
“O anuário traz informações importantes que nos ajudam e transmitem para a sociedade a validade daquilo que a gente tem feito enquanto diretriz de políticas públicas, com a crença de que precisamos focar cada vez mais no desenvolvimento com responsabilidade ambiental, tanto na biodiversidade quanto no balanço de carbono.”
Mato Grosso do Sul é o único estado da Federação que cumpre todos os critérios de governança climática entre os entes subnacionais. O estudo reúne dados, indicadores e análises sobre o estágio das políticas climáticas nos estados brasileiros.
O Estado elaborou e implantou a Política Estadual de Mudanças Climáticas, também implantou o Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e realizou dois encontros para levantar, debater e propor soluções aos temas, em abril e novembro de 2024, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Governo de Mato Grosso.
De acordo com o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, houve a entrega ao governador do eixo Mato Grosso do Sul, com todos os indicadores socioeconômicos do Estado.
“Acho que a primeira questão é que houve um destaque muito grande na criação do Fundo Clima, tanto do Fundo Clima Pantanal como do Fundo Clima. Mato Grosso do Sul é o único estado do Brasil que tem todas as suas estruturas em legislação. Então estamos prontos, do ponto de vista legal, para avançar nos impactos das mudanças climáticas na economia do Estado e também adotar medidas mitigadoras.”
Segundo ele, o anuário oferece não apenas diagnóstico, mas também base concreta para avaliação das políticas públicas.
“O importante desse diagnóstico é que temos uma base para avaliar como as políticas públicas, por meio de indicadores, resultam efetivamente em resultados em relação à mudança climática no nosso Estado.”
Em alusão ao mês da mulher e como parte de uma iniciativa do Ministério da Saúde, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) participou do Mutirão da Mulher, promovendo uma força-tarefa que resultou na realização de aproximadamente 300 procedimentos em apenas dois dias.
A ação mobilizou equipes multiprofissionais do hospital e contemplou mais de 40 cirurgias, abrangendo especialidades como cirurgia plástica, ginecológica, obstétrica e cirurgia geral. Além disso, foram ofertados mais de 200 exames de imagem e diagnóstico, incluindo ressonâncias magnéticas, tomografias e ultrassonografias.
Os atendimentos foram destinados a pacientes previamente regulados pelo CORE (Complexo Regulador Estadual), beneficiando pessoas de diversas regiões de Mato Grosso do Sul e contribuindo para a redução da fila de espera por procedimentos eletivos no SUS (Sistema Único de Saúde).
De acordo com o diretor-geral do HRMS, Paulo Limberger, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com a ampliação do acesso à saúde pública. “O mutirão mobilizou nossas equipes e possibilitou um atendimento mais ágil à população. Com isso, conseguimos não apenas reduzir a demanda reprimida, mas também permitir que muitos pacientes iniciassem ou adiantassem seus tratamentos”, destacou.
Entre os pacientes beneficiados está a jovem Naniara Bianca, de 26 anos, que aguardava há três anos por uma cirurgia. Em acompanhamento ambulatorial pelo serviço de cirurgia plástica do hospital, ela foi chamada para realizar a retirada de uma verruga na pálpebra. “Eu estava na fila há três anos e, de repente, fui chamada para realizar a cirurgia, graças a essa iniciativa. Estou muito ansiosa. É um procedimento delicado, por conta da região, e agradeço ao hospital por disponibilizar a especialista para acompanhar meu caso”, relatou.
No interior de Mato Grosso do Sul, o mutirão promovido pelo Ministério da Saúde contou com a parceria da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e mobilizou 15 municípios, totalizando 5.639 procedimentos entre consultas, exames e cirurgias.
A iniciativa garantiu a ampliação do acesso à atenção especializada para mulheres em diferentes regiões do Estado, contribuindo para a redução do tempo de espera e para a descentralização dos atendimentos.
A secretária-adjunta de Saúde, Crhistine Maymone, ressaltou a importância da parceria e do alcance da ação: “Essa é uma iniciativa fundamental do Ministério da Saúde, que o Estado tem a satisfação de apoiar, porque permite levar os atendimentos com mais rapidez e qualidade para as mulheres. Estamos falando de um esforço conjunto que chega aos municípios e garante que esses procedimentos aconteçam de forma mais ágil e em tempo oportuno”.
Já a superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro, destacou a mobilização da rede: “Conseguimos organizar e mobilizar municípios em todas as macrorregiões, envolvendo prestadores e equipes de saúde para ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias. Essa integração com o Ministério da Saúde fortalece a rede e nos permite avançar na redução das filas e na promoção de um cuidado mais equitativo para as mulheres sul-mato-grossenses”.
A ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, acompanhou o governador Eduardo Riedel, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck e o secretário adjunto Artur Falcette, em visita à Casa do Pantanal, construção erguida dentro do Parque das Nações Indígenas e que está abrigando eventos paralelos da COP15 (Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres). A Casa do Pantanal foi adaptada para a Conferência e passou a comportar um auditório, duas salas menores para reuniões, o Cine Pantanal que projeta vídeos educativos e uma sala de exposições de artes ligadas ao Meio Ambiente.
Fotos: Mairinco de Pauda
A comitiva com a ministra, governador e secretários chegou ao Parque das Nações Indígenas logo após o meio dia dessa segunda-feira. Acompanharam autoridades ligadas ao Ibama (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), técnicos e especialistas. Eles percorreram todos os espaços, enquanto recebiam informações sobre as atividades que ocorrerão no local.
O governador Eduardo Riedel informou a ministra que, após a Conferência, a Casa do Pantanal será transformada em um Centro Estadual de Educação Ambiental, em que serão desenvolvidas diversas atividades educativas e informativas voltadas à população em geral. A ministra elogiou a iniciativa, ponderando que o espaço e a localização são favoráveis.
Fotos: Mairinco de Pauda
A Casa do Pantanal começou a ser construída em 2005 e foi concluída em 2006, em área cedida pelo governo do Estado no Parque das Nações Indígenas, logo abaixo do Aquário do Pantanal. São mais de 1 mil metros de área construída, com espaço interno descoberto.
A obra, na época, teve investimentos superiores a R$ 600 mil oriundos do Programa Turismo Brasil, do Ministério do Turismo e contou com contrapartida financeira da Fundação Manoel de Barros, ligada a uma universidade particular, que acabou devolvendo o imóvel ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) em 2015.
Apesar de ser um projeto de natureza privada, a ZPE conta com apoio do poder público e oferece vantagens logísticas e operacionais relevantes
A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, está se tornando um importante polo de desenvolvimento econômico para a região. Com uma área de 2 milhões de metros quadrados, a ZPE é um espaço de livre comércio com o exterior, onde as indústrias operam com benefícios tributários, cambiais e administrativos, desde que exportem no mínimo 80% da produção.
A ZPE de Bataguassu é um projeto estratégico do Governo Federal para atrair investimentos, gerar emprego e renda, e incrementar as exportações do país. A região é um ponto estratégico de convergência entre Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiânia, Paraguai e Mercosul, o que a torna uma localização ideal para empresas que buscam expandir suas operações na América Latina.
MECANISMO DE ALFANDEGAMENTO
“A ZPE não beneficia só Bataguassu, mas é a única Zona de Processamento e Exportação do Centro-Oeste. Ela é privada, mas tem apoio do Poder Público. Uma das principais vantagens é que a empresa tem uma zona de exportação e importação com alfandegamento. Tem uma rapidez maior para o Porto de Santos, além do Chile e outros países, quando abrir a Rota Biocêanica. Ela cria um mecanismo de alfandegamento muito rápido. Não tenho dúvidas de que, quando a ZPE estiver em operação, vai beneficiar todo o Centro-Oeste”
A ZPE de Bataguassu já está atraindo investimentos significativos, com a instalação de empresas como a Biofaz Sugar, que produzirá xarope de dextrose de mandioca e batata-doce, e a Biotub, que produzirá tubetes biodegradáveis para o plantio de mudas. Além disso, a Bracell, uma das principais empresas de celulose do mundo, também está se instalando na região, com um investimento de R$ 16 bilhões.
A ZPE de Bataguassu tem o potencial de transformar a economia local e regional, gerando empregos e renda para a população. A região está se preparando para o crescimento, com a construção de infraestrutura, como rodovias e vias hidroviárias, e a geração de energia renovável.
“A ZPE vai levar mais indústria e mais movimentação econômica para a região. Eu acredito que Campo Grande vai ser um grande ponto de logística nacional, porque a Rota Bioceânica passa pela cidade. Em Bataguassu terá a ZPE. Tudo está centralizado”, explicou.
No entanto, a região também enfrenta desafios, como a falta de mão de obra qualificada e a necessidade de infraestrutura adequada. Mas com a instalação da ZPE, Bataguassu está se posicionando como um importante polo de desenvolvimento econômico, atraindo investimentos e gerando oportunidades para a população local.
TERMINAL PORTUÁRIO
Armazém construído pelo Governo do Estado às margens do Rio Pardo em Bataguassu e já serviu de terminal portuário para embarque de soja em barcaças (Foto: Perfil News)
Durante a entrevista ao Perfil News, o deputado também comentou a importância do terminal portuário instalado no município para realizar o transporte hidroviário por Bataguassu, através do porto que fica às margens do rio Pardo há aproximadamente 30 quilômetros do rio Paraná.
Caravina explica que o porto foi entregue ao município em meados dos anos 2000 como obra compensatória após o enchimento do lago da Usina de Porto Primavera por parte da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) em benefício ao município, porém, desde sua entrega, o local nunca entrou em operação.
O terminal seria de grande utilidade para promover o transporte de madeira. “A gente olha o porto com tristeza, mas é necessário obras para utilizá-lo. As empresas que estão vindo para Bataguassu constantemente visitam o local. Eu acredito que ele ainda vai ser utilizado pelo setor da celulose. Confio que com a fábrica aqui ela deve usar a hidrovia. A ideia será intensificada”, pontuou.
CRONOGRAMA
Por sua vez, o empresário Germano Augusto Pereira e Silva, diretor-presidente da EGEZPE — empresa gestora da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bataguassu — afirmou ao Perfil News que as obras do empreendimento seguem dentro do cronograma previsto. De acordo com ele, registros realizados no final de fevereiro deste ano, encaminhados em relatório oficial à administração da ZPE, comprovam o avanço das intervenções.
De camisa branca, o empresário Germano Augusto Pereira e Silva, diretor-presidente da EGEZPE — empresa gestora da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bataguassu, conversa com o diretor do Perfil News (Foto: Evaldo Martinez – Boy)
Segundo o dirigente, a fase atual concentra-se na conclusão das estruturas de alfandegamento, etapa essencial para o início das operações. Paralelamente, está em andamento a definição da data para a vistoria técnica das obras, prevista para ocorrer entre o final de abril e o início de maio. A agenda ainda está sendo alinhada junto aos órgãos responsáveis, considerando os trâmites burocráticos e compromissos institucionais ligados ao Ministério do Desenvolvimento.
NEGOCIAÇÕES
Germano destacou também que a empresa já mantém diálogo com grupos internacionais interessados em se instalar no local, incluindo uma companhia do setor de data centers. Além disso, negociações técnicas iniciais vêm sendo conduzidas com um fundo de investimentos norte-americano. Conforme explicou, quando houver avanço para uma etapa mais consolidada, as tratativas serão apresentadas oficialmente ao secretário estadual Jaime Verruck, ao governo de Eduardo Riedel, bem como a lideranças políticas regionais, como o deputado Caravina e a prefeita Wandeleia.
A expectativa, segundo o diretor-presidente, é de que 2026 marque a inauguração da ZPE de Bataguassu. Ele ressalta que o empreendimento terá impacto que ultrapassa os limites do município, posicionando-se como a única Zona de Processamento de Exportação do Centro-Oeste brasileiro.
CONHEÇA A ZPE DE BATAGUASSU NO VÍDEO ABAIXO
VANTAGENS LOGÍSTICAS
Apesar de ser um projeto de natureza privada, a ZPE conta com apoio do poder público e oferece vantagens logísticas e operacionais relevantes, como regime alfandegado próprio e maior agilidade no escoamento da produção. A localização estratégica também favorece o acesso ao Porto de Santos e, futuramente, a mercados internacionais via Rota Bioceânica, ampliando a competitividade das empresas instaladas.
Para Germano, a entrada em operação da ZPE deve impulsionar o desenvolvimento econômico regional, criando um ambiente mais dinâmico para exportações e fortalecendo a integração do Centro-Oeste com o mercado global.
Ação inclui inspeções em veículos oficiais e em locais do evento, com emprego de policiais especializados e de cães farejadores
A Polícia Federal realiza varreduras técnicas em veículos oficiais e nos locais que sediarão a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), como parte das ações de segurança do evento, que ocorrerá entre os dias 23 e 29 de março, em Campo Grande.
Fotos: Divulgação PF
As inspeções têm o objetivo de identificar e de neutralizar possíveis ameaças ocultas, reforçando a prevenção a atos criminosos e garantindo a segurança das autoridades, das delegações estrangeiras, dos trabalhadores envolvidos e da população que circulará nas áreas próximas.
A ação mobiliza dezenas de policiais federais especializados e conta com o apoio de cães farejadores, empregados na detecção preventiva de artefatos e de substâncias ilícitas.
Os veículos inspecionados serão conduzidos por equipes de segurança aproximada da Polícia Federal, responsáveis pelo transporte de Chefes de Estado e demais autoridades durante os compromissos oficiais previstos na programação do evento.
A atuação integra o planejamento estratégico de segurança coordenado pela Polícia Federal para a COP15, reforçando as medidas preventivas adotadas pelo Estado brasileiro na proteção de autoridades nacionais e estrangeiras, de delegações participantes e da população local. As ações seguem protocolos internacionais de segurança e evidenciam o compromisso institucional com a realização de um evento seguro e organizado.
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, através do Batalhão de Choque, realizou a apreensão de explosivos e a prisão de um indivíduo na manhã desta segunda-feira (23). Durante abordagem de rotina a um ônibus intermunicipal na cidade de Ribas do Rio Pardo, uma equipe do Batalhão de Choque localizou, na mochila de um passageiro, diversas granadas defensivas.
O suspeito apresentou contradições quanto à origem e ao destino dos artefatos, citando diferentes estados da federação como ponto de partida, o que reforça a natureza ilícita do transporte. Diante da periculosidade dos artefatos — dispositivos que poderiam ter alta capacidade de letalidade — o BOPE foi imediatamente acionado e a equipe antibombas realizou os protocolos de neutralização para garantir a segurança da área e dos cidadãos.
A ação integra um esforço coordenado das forças especializadas da PMMS, que realizam operações contínuas em diversas cidades do estado para o restabelecimento da ordem e combate ao crime organizado.
No último sábado, 21 de março, atletas três-lagoenses mostraram todo talento e brilharam no 1º Torneio Regional de Natação na cidade de Votuporanga-SP, garantindo medalhas para nosso município.
Nossa cidade foi representada por 17 atletas da equipe APANTL/SEJUVEL, sendo 8 femininos e 9 masculinos, comandados pelos técnicos Rustem Leal Irabi e Weslei Pinheiro Ribeiro. Na competição, Três Lagoas conquistou 35 medalhas, sendo 10 de ouro, 16 de prata e 9 de bronze.
O torneio contou com a presença de atletas de Três Lagoas, Presidente Prudente, Americana, Andradina, Votuporanga, São Paulo, Catanduva, Araçatuba, Rio Preto, Penápolis e Praia Grande.
A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (SEJUVEL), parabeniza nossos atletas pelo empenho e conquistas no torneio de natação e reafirma o compromisso com o esporte do nosso município, que é destaque regional.
Iniciativas tecnológicas que modernizam a gestão pública podem ser inscritas por prefeituras de Mato Grosso do Sul e concorrer ao título que será entregue durante o 4º Congresso Sul-Mato-Grossense de Cidades Digitais e Inteligentes.
Os municípios sul-mato-grossenses que já implementaram soluções tecnológicas inovadoras na gestão pública têm até o dia 17 de abril para se inscrever e concorrer ao Projeto Inovador 2026, título que será entregue durante o 4º Congresso Sul-Mato-Grossense de Cidades Digitais e Inteligentes, nos dias 18 e 19 de junho, no Bioparque Pantanal, em Campo Grande.
O prêmio reconhece iniciativas que promovem avanços concretos na gestão pública, com resultados mensuráveis e impacto direto na qualidade de vida da população. Podem participar projetos desenvolvidos e implementados pelas prefeituras que utilizem soluções tecnológicas inovadoras para modernizar a administração municipal e tornar os serviços públicos mais eficientes. As inscrições devem ser feitas através de edital disponível no site oficial do evento. Clique aqui e acesse o formulário.
Para o diretor da Rede Cidade Digital (RCD), José Marinho, o reconhecimento é uma forma de evidenciar boas práticas que estão contribuindo para uma gestão mais eficiente, humana e conectada. “Mais do que reconhecer o uso da tecnologia, queremos dar visibilidade aos gestores que têm feito a diferença com soluções criativas e eficazes. Esses projetos mostram que é possível inovar mesmo com poucos recursos, gerando resultados reais para a população”, afirma.
Promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) em parceria com a Prefeitura de Campo Grande, o Congresso é o principal evento estadual voltado para tratar de tecnologia para prefeituras, reunindo prefeitos, gestores públicos, servidores, vereadores, especialistas e empresas de inovação.
Durante o congresso, os participantes terão acesso a palestras, debates com especialistas e gestores municipais, além da exposição de soluções tecnológicas oferecidas por empresas como a Gênesis Tecnologia, o Instituto de Gestão Territorial e Geotecnologias (IGTECH) e a Voxcity Tecnologia.
O 4º Congresso Sul-Mato-Grossense de Cidades Digitais e Inteligentes tem o apoio institucional da institucional da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (ASSOMASUL).
Além do Projeto Inovador, a RCD também entregará o título de Prefeito Inovador 2026, reconhecimento concedido aos gestores que se destacam na utilização estratégica da tecnologia para transformar a gestão pública e melhorar a vida da população.
Serviço:
4º Congresso Sul-Mato-Grossense de Cidades Digitais e Inteligentes
Mesmo com cura e tratamento gratuito pelo SUS, a hanseníase ainda registra milhares de novos casos por ano no Brasil e segue como um problema de saúde pública, sobretudo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste
Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a doença atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Quando não é identificada precocemente, pode evoluir para perda de sensibilidade, fraqueza muscular e incapacidades físicas permanentes.
O Brasil continua entre os países com maior número de casos no mundo, cenário que especialistas associam não apenas à transmissão da doença, mas também ao diagnóstico tardio e ao estigma que ainda cerca a hanseníase.
Para o dermatologista Dr. Matheus Rocha, a desinformação continua sendo um dos principais obstáculos para interromper esse ciclo.
“A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. O problema é que muitos pacientes chegam aos serviços de saúde quando a doença já provocou danos neurológicos que poderiam ter sido evitados”, afirma.
Casos no país
A hanseníase tem maior incidência em áreas marcadas por vulnerabilidade social, barreiras de acesso à saúde e dificuldade de diagnóstico. Estados das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste concentram parte importante das notificações, com destaque para Mato Grosso, Pará, Maranhão, Tocantins e Goiás.
Segundo Rocha, a transmissão ocorre principalmente pelas vias respiratórias, em situações de contato próximo e prolongado com pessoas infectadas que ainda não iniciaram tratamento.
“A transmissão ocorre principalmente pelas vias respiratórias, em contatos próximos e prolongados. Mas é importante destacar que a maioria das pessoas possui defesa natural contra a bactéria e nunca desenvolverá a doença”, explica.
Sinais ignorados
Um dos entraves para o controle da doença é que os sintomas iniciais costumam ser pouco valorizados. As primeiras manifestações geralmente aparecem como manchas na pele com alteração de sensibilidade, que podem ser esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas.
Como essas lesões muitas vezes não provocam dor nem coceira, é comum que sejam confundidas com alterações dermatológicas mais simples. Também podem surgir dormência ou formigamento em mãos e pés, sensação de choque em braços e pernas, perda de força nas mãos, redução da sensibilidade ao calor ou à dor, além de ressecamento da pele e diminuição de pelos nas áreas afetadas.
“A perda de sensibilidade é um sinal muito importante. Quando uma pessoa tem uma mancha na pele e percebe que ali não sente calor ou dor da mesma forma, isso deve ser investigado”, alerta o dermatologista.
Evolução e tratamento
A evolução da hanseníase costuma ser lenta. Entre o contágio e o aparecimento dos primeiros sinais, podem se passar meses ou até anos, o que contribui para o atraso no diagnóstico.
Sem tratamento, a inflamação dos nervos pode provocar fraqueza muscular, deformidades em mãos e pés e lesões crônicas em áreas que perderam sensibilidade. Segundo Rocha, boa parte dessas complicações pode ser evitada quando a doença é identificada cedo.
“Quando diagnosticada cedo, a hanseníase tem tratamento simples e grande chance de evitar sequelas. O desafio é reconhecer os sinais antes que ocorra dano permanente aos nervos”.
O tratamento é feito com poliquimioterapia, combinação de antibióticos fornecida gratuitamente pelo SUS. A duração varia conforme a forma clínica da doença: em quadros mais leves, costuma durar cerca de seis meses; nos casos mais extensos, pode se estender por 12 meses ou mais.
Foto: Divulgação
Logo após o início da medicação, o paciente deixa de transmitir a doença, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais relevante do ponto de vista individual e coletivo.
“Isso mostra que o diagnóstico e o início rápido do tratamento são essenciais não apenas para o paciente, mas também para interromper a cadeia de transmissão”, afirma Rocha.
Além do desafio clínico, a hanseníase ainda enfrenta uma barreira social importante. O histórico de preconceito em torno da doença faz com que muitos pacientes demorem a procurar ajuda, o que favorece o agravamento do quadro.
Para o especialista, ampliar a informação e reduzir o medo em torno do diagnóstico é parte fundamental do enfrentamento da doença.
“Hoje sabemos que a hanseníase tem tratamento eficaz e cura. O maior inimigo ainda é o desconhecimento”, diz o dermatologista.
Campanhas de orientação e busca ativa de casos seguem entre as principais estratégias para reduzir a incidência da doença e evitar sequelas associadas ao diagnóstico tardio. Para Rocha, observar alterações na pele e procurar avaliação médica ao menor sinal de dúvida ainda é a melhor forma de prevenir complicações.
“Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de tratamento simples e recuperação completa”.
Sobre o Dr. Matheus Rocha
Dermatologista com atuação em cirurgia dermatológica e tratamento do câncer de pele. Dedica sua prática clínica ao diagnóstico precoce, planejamento cirúrgico e manejo de tumores cutâneos, com foco em dermato-oncologia. Além do atendimento a pacientes, atua na formação de médicos e cirurgiões dermatológicos, contribuindo para a ampliação do diagnóstico adequado da doença. Parte de sua atuação inclui atendimento gratuito a pessoas com câncer de pele que não possuem condições financeiras ou que não conseguem aguardar a fila do sistema público de saúde.
Larvas de mosquito transmissor da chikungunya encontradas em Dourados (Foto: Flávio Verão/Divulgação)
Saúde pública avalia que doença já está em nível alarmante em diversos bairros e mobiliza população
Boletim divulgado nesta segunda-feira (23) pela Vigilância Epidemiológica mostra que o município de Dourados já contabiliza 648 casos confirmados de chikungunya, cenário considerado preocupante pela saúde pública.
São 1.426 notificações e 576 exames ainda aguardando resultado. Até o momento, quatro pessoas morreram em decorrência de complicações da doença, todas na Reserva Indígena, onde a epidemia começou, mas já atinge índices alarmantes em alguns bairros do perímetro urbano.
Diante do cenário que levou o prefeito Marçal Filho (PSDB) a decretar situação de emergência na semana passada, autoridades de saúde reforçam o pedido para que a população participe ativamente do combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya e da dengue.
Conforme a prefeitura, a principal orientação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, já que os ovos do mosquito podem permanecer viáveis por até um ano, aguardando apenas condições favoráveis para eclodir.
No sábado (21), representantes do município, do Estado e da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) que estão em Dourados concederam entrevista coletiva para pedir apoio na conscientização dos moradores. Uma força-tarefa da Secretaria Municipal de Saúde também está em andamento na Reserva Indígena e nos bairros.
Ainda nesta semana chegam a Dourados as EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida). Segundo o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, os dispositivos atuam de forma inteligente no controle do mosquito.
“O instrumento atrai as fêmeas do Aedes aegypti para colocar ovos e, ao pousar, elas se contaminam com o larvicida. Depois, ao visitarem outros criadouros, acabam levando o produto e impedindo o desenvolvimento das larvas”, explicou.
Segundo ele, as ações contra o inseto dependem diretamente da colaboração da população. “Se olhar 10 minutos por semana a sua residência, consegue eliminar o vetor. Se tem mosquito na nossa casa, o foco está na nossa casa. Precisamos de uma grande mobilização para olhar os quintais”.
Jardim dos Estados (região norte), Novo Horizonte (região oeste) e Jóquei Clube (região leste) estão entre os locais com maior incidência de focos na cidade, além das aldeias Jaguapiru e Bororó, onde o avanço da doença é ainda mais preocupante, segundo a Vigilância Epidemiológica.
Emergência
Considerado uma das maiores referências no país sobre a doença, o infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, que chegou a Dourados na semana passada, chama atenção para a gravidade da chikungunya, especialmente em comparação com outras arboviroses (doenças virais transmitidas pela picada de mosquitos infectados).
“A pessoa com dengue vai uma ou duas vezes à unidade de saúde. Já quem tem chikungunya pode ir cinco, oito, até dez vezes. Isso gera uma sobrecarga enorme no sistema”, disse ele. “Pessoas com problemas articulares, idosos ou com doenças como diabetes, hipertensão ou doenças autoimunes podem desenvolver formas mais graves da doença”, completou.
O infectologista elogiou a decisão do prefeito de decretar emergência em saúde pública no município. “Foi super correta a decisão em decretar a emergência antes do colapso da rede de saúde, ou seja, quando ainda existe tempo suficiente para evitar o caos na cidade”.
Fonte: Campo Grande News (por Helio de Freitas, de Dourados)