27/09/2003 09h28 – Atualizado em 27/09/2003 09h28
A metade dos britânicos acha que seu primeiro-ministro, Tony Blair, deveria apresentar a demissão, segundo uma pesquisa publicada hoje, sábado, pelo jornal Financial Times. A enquete, feita pela empresa Mori de 11 a 17 de setembro, perguntou a dois mil adultos do Reino Unido se “é hora de Tony Blair se demitir e dar o lugar para outra pessoa”.
Cinqüenta por cento dos indagados se mostraram propícios à renúncia do primeiro-ministro, contra 39% que apóiam a continuidade do chefe do Governo trabalhista.
Segundo o jornal econômico, estes dados não têm precedentes desde a chegada de Blair ao poder em 1997 e demonstram que o “primeiro-ministro perdeu a confiança pública pela guerra no Iraque e o fracasso do Executivo para reformar a Saúde britânica”. A sondagem também reflete a crescente popularidade do ministro da Economia, Gordon Brown, para suceder Blair, com quem mantém uma relação ruim por suas aspirações em ser o primeiro-ministro deste país.
A enquete mostra que se acontecessem agora eleições gerais e Blair fosse candidato, 40% dos eleitores votariam no Partido Trabalhista, contra 31% que escolheriam o Partido Conservador. No entanto, a vantagem dos trabalhistas em relação aos conservadores aumentaria se Brown fosse candidato nas eleições, pois 46% dos britânicos votariam no partido governamental, segundo a sondagem.
O Financial Times afirma que o estudo mostra resultados “deprimentes” para Blair, às vésperas de começar amanhã o congresso anual dos trabalhistas em Bournemouth (sul da Inglaterra). Além disso, a conferência trabalhista acontece sob a sombra da investigação judicial sobre a morte do cientista David Kelly, o especialista em armas do Ministério da Defesa britânico que se suicidou em 17 de julho.
A enquete do jornal coincide com a publicação de outra pesquisa no jornal The Guardian, que entrevistou 108 dos 409 deputados que representam o Partida Trabalhista na Câmara dos Comuns. Segundo este último estudo, 24% dos indagados afirmaram que Blair deveria apresentar a demissão, enquanto apenas 29% expressaram seu apoio incondicional ao governante trabalhista.
Fonte:Agora MS



