18/09/2003 09h31 – Atualizado em 18/09/2003 09h31
A Katalogo trouxe ao Brasil o NeroMix, primo próximo do famoso software de gravação Nero. O NeroMix é uma versão um pouco mais light e vem acompanhado de um cabo P2-RCA. A idéia é utilizar o produto para transformar vinis antigos em CDs. O NeroMix pode servir para esse propósito, mas foi outra novidade bacana que mostrou o melhor do produto: gravação de streaming.
O NeroMix pode apresentar alguma hesitação no Windows 98. A instalação do produto no Windows XP, no entanto, ocorreu sem problemas. O software é bastante estiloso e as visualizações tipo “aqua” o programa enche os olhos. O mesmo não se pode dizer, infelizmente, do estilo do equalizador. Um dos pontos mais importantes em um software de gravação, o equalizador tem de ser profissional e fácil de manejar. O equalizador do NeroMix tem uma visualização bastante precária, pouco integrada ao design do programa em geral e não muito avançada para as funções a que o programa se propõe.
Para transformar vinil em CD com o NeroMix, é necessário muito sacrifício. Comparamos a gravação de um vinil com o SoundForge 6.0 e o Nero 5.5 e apenas com o NeroMix. A dupla de programas ultrapassou o desempenho do NeroMix em todos os aspectos. O problema é que passar áudio de vinil para CD é bem mais que simplesmente utilizar o cabo RCA que acompanha o NeroMix. Ligar uma saída phono na entrada line do PC não resolve porque o som aparece carregado nos agudos, sem graves e com sinal muito baixo. Por isso há uma entrada separada para phono e line-in na maioria dos amplificadores: a entrada de toca-discos faz essa correção através de um circuito.
Para corrigir este excesso de agudos o usuário pode usar o equalizador mas ele precisa de um ouvido excelente e intimidade com esse tipo de equipamento. O trabalho seria simplificado se houvesse uma opção pré-programada de “correção de phono”. Um usuário iniciante poderia lucrar muito com opções de equalização já definidas.
Um tratamento de ruído adicional, que removesse os cliques e pops e o chiado dos vinis, como os que existem no Clean da Steinberg, no Sound Forge ou no Cool Edit, seria também essencial num programa que se propõe a ser um conversor de vinis para MP3. Importante também seria uma opção que permitisse gravar o disco inteiro de uma vez para depois fatiá-lo em MP3 separados.
Gravação de rádio é mina de ouro
Apesar da conversão para vinil não ser tão apurada, é na gravação de rádio que o NeroMix impressiona. Com um assistente auto-explicativo, o NeroMix permite gravar rádio da Internet detectando a placa de som do PC. O áudio pode ser gravado em MP3 e AIFF, entre outros formatos.
A gravação em MP3 é codificada no formato MP3 Pro, mais leve e de melhor qualidade. As diversas skins do programa também tornam o NeroMix um atrativo extra para festas regadas a MP3.
O NeroMIX oferece filtros de importação e exportação para todos os grandes formatos de arquivos de áudio e comandos especiais para edição musical (como a inclusão de textos nas faixas gravadas e a adição de efeitos de fade).
O NeroMIX permite também “ripar” CDs diretamente e queimar CDs usando um queimador de CDs existente no PC, função na qual a Ahead Software tornou-se famosa: o Nero 5.5, irmão mais parrudo do NeroMIX é, de longe, o software mais usado por estúdios para queimar CDs no PC. O programa é, portanto uma boa opção para quem faz suas próprias compilações e quer usar uma ferramenta só.
Apesar de forte em vários aspectos e de ser um bom programa que vale o que custa, é curioso, portanto, que ele seja fraco principalmente naquilo que o fabricante propõe como seu uso principal: transformar vinis em CDs.
Fonte:Terra