10/09/2003 10h40 – Atualizado em 10/09/2003 10h40
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados, Clóvis de Oliveira, neste Dia da Imprensa, confirma no vestibular de novembro, na Unigran, o início de um sonho que há muito era esperado por profissionais de imprensa, por jovens na busca de mais uma opção e por toda comunidade.
Oliveira é sócio fundador do Sindicato dos Jornalistas desde dezembro de 1979. Cícero Faria ocupou a primeira presidência; José Henrique Marques ficou no cargos por duas vezes; Antônio Viegas ocupou o cargo na quarta gestão passando o posto para Clovis de Oliveira.
Paulista de Santa Izabel, Oliveira, está enraizado em Dourados desde os 6 anos de idade. Tendo participado ativamente do processo de desenvolvimento do município, seja como líder estudantil ou militante político.
Começou sua atividade como repórter na Rádio Clube de Dourados.
Agora MS–Qual os desafios que a profissão enfrenta em nível local?
Oliveira-O desafio que a imprensa enfrenta hoje é o da qualidade. Porque o público ouvinte, o telespectador, o leitor, o internauta todos aqueles segmentos que procuram a imprensa, procuram a qualidade e competência, procuram saber a notícia; o que está acontecendo.
Não se pode dar notícias mais puxando para um lado só. Tem que ter compromisso com a ética, com a verdade com a responsabilidade. Fazer a notícia por inteiro. Quem tem que fazer as conclusões são os leitores, ouvintes, telespectadores.
Agora MS–Recentemente o prefeito Laerte Tetila fez graves denúncias com relação a comportamento de alguns profissionais. Classificando os pejorativamente de “jabazeiros”, como se xplica isso?
Oliveira-É uma questão polêmica. A imprensa não pode ser a dona da verdade. Ao mesmo tempo, ela não pode ser também a culpada por tudo que acontece. Porque têm pessoas que preferem dizer que você está errado ao invés de admitir o seu próprio erro.
Então eu acredito que o prefeito Laerte Tetila, no momento que fez essa reclamação da imprensa acabou generalizando. É a mesma coisa que eu dizer que todos os políticos são corruptos. Estaria dizendo inclusive que o prefeito Laerte Tetila é corrupto.
Eu não posso dizer isso. Então eu acho que as pessoas têm que medir as palavras antes de dizer o que está dizendo e se você tem provas, você tem que apresentá-las.
Na época inclusive o Sindicato, soltou uma nota pedindo que o prefeito apresentasse nomes dos “jabazeiros”, para que o Sindicato tomasse as devidas providências.
Da mesma forma como hoje o Congresso Nacional e as câmaras municipais cobram responsabilidades dos administradores públicos.
Criam-se CPIs e Comissões Processantes e a gente vê que no meio político é muito mais difícil da coisa aparecer, por que eles criam uma espécie de uma casca grossa onde não aparecem os defeitos.
Agora MS–O Sindicato tem conhecimento se alguns integrantes sócios) tentam tirar proveito de situações?
Oliveira-Oficialmente não. Nós temos diretores em todos os órgãos de imprensa na cidade exatamente par inibir e, ao mesmo tempo, acompanhar a postura dos profissionais. Também orientamos esses profissionais a forma de trabalhar matérias, produzir notícias.
Mas na verdade o jornalista era meio idolatrado. O povo via no apresentador de rádio, televisão, repórter, uma espécie de artista. Isso se a pessoa não estiver preparada, pode subir à cabeça.
Eu digo isto porque sei, estou na área há muito tempo, comecei minhas atividades na Rádio Clube de Dourados, uma verdadeira escola em nossa cidade.
Então se não tiver auto-afirmação você acaba se achando um artista. Achando estar por cima da carne seca, sendo que o profissional de imprensa é um ser humano como outro qualquer.
Agora MS–O Curso de Jornalismo quando chega a Dourados?
Oliveira-Estamos preparando o vestibular de novembro na Unigran nessa área. A primeira Faculdade que vai qualificar jovens de toda Grande Dourados. Mas tomara que o ensino público também possa oferecer opções, principalmente para pessoas que não têm condições de baixo poder aquisitivo.
Entendemos que o custo do ensino superior apesar de ser o mais barato do Brasil em Dourados ainda é um dos maiores desafios para quem está saindo do Ensino Médio.
Fonte:Agora MS