13/05/2003 15h34 – Atualizado em 13/05/2003 15h34
RIO DE JANEIRO (CNN) — Utilizado pelo Banco Central como base para a meta de inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou para 0,97 por cento em abril, de acordo com o cálculo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação a março, quando a taxa havia sido de 1,23 por cento, o índice caiu 0,26 ponto percentual.
Apesar da queda em abril, o IPCA acumula alta de 6,15 por cento, ou seja, já está 1,35 ponto percentual abaixo da meta fixada pelo Banco Central para todo 2003.
O IPCA acumulado até o fim de abril também é bem mais alto do que o registrado pelo IBGE no mesmo período de 2002, quando se situou em 2,3 por cento.
Nos últimos 12 meses, a alta é de 16,77 por cento, também superior aos 12 meses imediatamente anteriores (16,57 por cento).
O grupo que mais influenciou o recuo da inflação pelo IPCA em abril foi Alimentos, que havia subido 1,66 por cento em março e, no mês passado, teve alta de 1,01 por cento.
O tomate, que havia sido o grande vilão da inflação em março, subindo quase 60 por cento, desta vez teve alta de 17,58 por cento.
Além dos Alimentos, contribuíram, com menor crescimento de preços, para a redução do IPCA de abril os Remédios (de 4,58 por cento para 2,73 por cento), Artigos de limpeza (de 3,80 por cento para 2,71 por cento) e de higiene pessoal (de 2,20 por cento para 1,40 por cento).
Já os combustíveis tiveram variações negativas: o preço da gasolina caiu 0,79 por cento (contra –0,31 por cento em março) e o do álcool, 2,05 por cento (contra alta de 2,57 por cento no mês anterior).
Entre as principais altas destacaram-se a energia elétrica (de 0,15 por cento em março para 3,28 por cento em abril), com peso de 0,13 ponto percentual no total do IPCA, e o gás de cozinha (de 0,91 por cento para 4,13 por cento).
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.
Para cálculo do IPCA de abril foram comparados os preços coletados no período de 29 de março a 29 de abril (referência) com os preços vigentes no período de 26 de fevereiro a 28 de março (base).
O maior índice regional foi registrado em Recife (2,03 por cento), seguido por Fortaleza (1,59 por cento), Rio de Janeiro (1,36 por cento), Porto Alegre (1,26 por cento), Belo Horizonte (1,22 por cento), Belém e Goiânia (0,98 por cento).
Quatro áreas apresentaram índices regionais abaixo da média nacional, com o menor sendo verificado em São Paulo (0,58 por cento), seguido de Salvador (0,75 por cento), Curitiba (0,84 por cento) e Brasília (0,96 por cento).