05/03/2003 18h30 – Atualizado em 05/03/2003 18h30
Neste ano, a participação popular no Carnaval, promovido pela Prefeitura de Três Lagoas, com entrada gratuita, nas quadras poliesportivas da Lagoa Maior, superou as expectativas de público, nas cinco noites e nas duas matinês.
Segundo estimativas da Polícia Militar, mais de seis mil pessoas participaram da folia carnavalesca, em média por noite. Além de pequenas brigas, que logo eram dispersadas por uma equipe de segurança, a denominada Força Especial, formada com 25 agentes, nada de mais sério ocorreu.
O Carnaval foi oficialmente aberto ao público, na noite de sexta-feira (28), pela gerente geral de Qualidade de Vida e gerente interina de Finanças, Isabel Fares.
Os foliões contaram com a animação da Banda Som Livre, recentemente formada por músicos da Banda do Brancão, de Três Lagoas. Com variados e animados ritmos carnavalescos, o grupo soube muito bem manter “o agito da galera”, com o mesmo ânimo, das 23 horas às 4 horas.
COMÉRCIO DE BEBIDAS
Nas imediações da Lagoa Maior, o comércio informal de bebidas tomou conta da rua. Cervejas, refrigerantes e bebidas alcoólicas eram comercializadas em barracas improvisadas. No interior do recinto, apenas duas entidades foram credenciadas pela Prefeitura para explorar o comércio de bebidas e lanches: a APAE – Associação de Pais e Amigos do Excepcional; e a creche Dona Clementina Carrato, que atende gratuitamente crianças de famílias de baixa renda.
O que mais chamou à atenção foi o incansável grupo de catadores de alumínio, que procuravam disputar cada uma das latinhas que eram jogadas ao chão.
Segundo José de Oliveira Dias, um dos catadores, a oportunidade “não era de se jogar fora, porque não é sempre que a gente tem assim tanta latinha para recolher”. Segundo ele, são necessárias 70 latinhas para completar o peso de 1 kg, vendido a R$ 2, no depósito de ferro velho.
“Numa noite, que nem esta, recolho mais latinhas que num mês inteiro”, disse ele, satisfeito com o movimento do Carnaval.
FANTASIAS
Além de algumas máscaras, eram raras as fantasias nos bailes do Carnaval Popular. No entanto, alguns foliões fizeram de tudo para chamar à atenção. Num chapéu de palha, aparentemente fora do contexto carnavalesco, o folião escreveu: “Baiano?…a Mãe…”.
Uma outra, ostentando musculatura incomum feminina, mandou o seguinte recado: “Paraíba, sim sinhô… e daí?…”
Um dos blocos mais animados, presentes em todas as noites do Carnaval, foi “Os Burrecas”. Na camiseta do uniforme, a longa mensagem, usando as mais famosas marcas de cerveja: “Depois que eu saí da Skol, vou cair na Bohemia. Então vê se não me em Brahma e descongela minha Antárctica. Se Malt pergunto, por a Kaiser você bebe?…”