15/10/2002 15h31 – Atualizado em 15/10/2002 15h31
O dólar comercial opera estável nos negócios nesta última hora de negociação no mercado interbancário. Às 16h09m, a cotação da moeda era de R$ 3,845 na compra e R$ 3,850 na venda, a mesma cotação do fechamento de segunda-feira. A Bovespa enfrenta alguma volatilidade nesta tarde, mas continua operando em alta. Às 15h31m, o Índice Bovespa tinha 8.497 pontos, com alta de 0,55%. O volume financeiro era de R$ 293 milhões, considerado fraco para este horário.
Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, sobe 0,78%. As ações da Petrobras mantêm a valorização, depois das fortes quedas de ontem, provocadas pelo abalo na plataforma P-34. Petrobras ON e PN sobem 1,34% e 1,56%, respectivamente.
Os negócios são bastante escassos neste final de dia, e as atenções estão concentradas no dia de amanhã, véspera do vencimento da dívida pública cambial de US$ 3,6 bilhões. A Ptax (média das cotações do dólar) de amanhã vai remunerar os recursos que serão resgatados pelos investidores. Do montante vincendo, 53,5% foi renegociado, por meio de rolagem ou antecipação de vencimentos. Resta cerca de US$ 1,67 bilhão.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em novembro foi cotado no último negócio a R$ 3,803, com alta de 1%.
O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou estável, cotado a R$ 3,60 na compra e R$ 3,70 na venda. No Rio, o document.write Chr(39)blackdocument.write Chr(39) caiu 1,36%, cotado a R$ 3,40 na compra e R$ 3,60 na venda. O dólar turismo de São Paulo também não oscilou, terminando o dia a R$ 3,45 e R$ 3,75 na compra e venda, respectivamente.
A notícia mais importante desta tarde é que o Banco Central (BC) recusou todas as propostas dos bancos e não vendeu nenhum dos 10.800 contratos de swap cambial com vencimento em 2 de dezembro deste ano. A autoridade monetária ofertou os contratos para renovar mais uma parte da dívida de US$ 3,6 bilhões que vence na quinta-feira. No entanto, não aceitou as altas taxas de remuneração pedidas pelos bancos.
Até agora, 53,5% do montante foi renegociado, mas nos últimos dias o BC teve de recorrer a contratos de swap de curtíssimo prazo, considerados pelo mercado como de menor risco. Nesta terça-feira, nem mesmo contratos curtos foram vendidos. Com isso, quase metade da dívida (46,5%) está sem renegociação, o que significará mais reais em circulação na economia a partir do dia 17.
Em contrapartida, nesta quarta-feira os bancos já começam a se enquadrar nas novas medidas do BC para enxugar a liquidez do mercado. Neste dia 16, o limite de exposição do patrimônio ao câmbio será reduzido de 60% para 30%.
O BC também ofereceu nesta terça-feira pela manhã 6.200 contratos de swap cambial sem atrelar os ativos à dívida pública. As ofertas pelos contratos, que serviriam como document.write Chr(39)document.write Chr(39)hedgedocument.write Chr(39)document.write Chr(39) (proteção), também foram recusadas. A autoridade monetária também vendeu US$ 40 milhões ao setor exportador, além das tradicionais vendas diretas às mesas de operação.
Juros futuros – A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic de 18% para 21% ao ano continuou produzindo efeitos no mercado, principalmente no de juros futuros. Nos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as taxas voltaram a disparar, atingindo o limite máximo de oscilação permitido pela bolsa.
Às 13h, o Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2003, o mais negociado, estava em 23,608% ao ano, ainda no limite de 10% de oscilação. O DI de novembro, que projeta os juros de outubro, tem taxa de 22,90% ao ano, quase dois pontos percentuais acima da taxa Selic vigente. Isso reforça a tese de que o mercado não descarta novas altas dos juros ainda este mês, já que o Copom tem sua reunião ordinária marcada para os dias 22 e 23.
Risco Brasil – Os índices de confiança externa no Brasil continuam apresentando piora nesta tarde. Por volta das 15h36m, o principal indicador de percepção do risco-Brasil, o EMBI+, subia 0,75% frente ao fechamento de ontem ( 2.264 pontos). O indicador agora atinge 2.281 pontos. As informações são do Valor Online.
O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, recuava há pouco 1,14%, sendo negociado nos mercados internacionais a 48,60% de seu valor de face.
Fonte: Globo News