11/10/2002 13h34 – Atualizado em 11/10/2002 13h34
A candidata a governadora do PSDB, deputada federal Marisa Serrano, previu ontem à noite, durante comício em Aquidauana, que o governador Zeca do PT ficará sozinho no segundo turno das eleições. Marisa referiu-se às lideranças políticas, que antes eram aliados de Zeca, e que agora optaram em apoiá-la nessa segunda fase da disputa.
Antes de participar do primeiro comício depois do primeiro turno, a deputada desfilou em carro aberto pelas ruas centrais de Aquidauana e Anastácio. A candidatada do PSDB disse que as adesões a sua candidatura representam credibilidade, sobretudo, a iminente mudança que o Estado precisa para retomar o caminho do desenvolvimento.
Esta semana, Marisa recebeu o apoio dos candidatos ao governo Moacir Kohl (Frente Trabalhista), Carlos Marun (Frente Ampla) e Cláudio Anache (PTC). Também anunciaram apoio a candidata tucana a ex-secretário de Justiça do Estado, Luiza Ribeiro (PPS), vice de Kohl, do ex-vereador Ataíde Nery, que concorreu ao Senado, além lideranças políticas do PTB, PFL e PST.
Depois de agradecer os votos recebidos do eleitorado de Aquidauana no primeiro turno, Marisa pediu esforço redobrado para que a coligação Prá Frente MS (PSDB,PMDB,PRTB) possa consolidar o projeto de chegar ao comando do Estado em 2003.
“Na carreata de hoje senti que o povo de Aquidauana e Anastácio está conosco, que a população acreditou em nossas propostas de promover as mudanças que Mato Grosso do Sul tanto precisa, agora preciso novamente do seu voto, do seu apoio no segundo turno”, discursou.
A deputada reafirmou o compromisso de fazer um governo municipalista, voltado a parcerias com os prefeitos. No governo, quero ajudar mais o prefeito Felipe Orro (PSDB), com o apoio do deputado Roberto Orro na Assembléia, a trazer os investimentos que Aquidauana precisa”.
Dentre as propostas citadas pela deputada, estão a construção de casas populares em todo o Estado. Marisa afirmou que durante o seu governo, as comunidades indígenas também serão contempladas com projetos habitacionais.
Frigoríficos – Marisa criticou o governo do PT por permitir que um grupo de frigoríficos deixe de recolher um total de R$ 500 milhões de impostos. Segundo ela, esse tipo de privilégio prejudica as finanças do Estado.
“Portanto, o que nós deixamos de arrecadar de um grupinho de frigoríficos, equivale a tudo que nós estamos gastando com a educação em Mato Grosso do Sul, isso é um despropósito, é um absurdo”, disparou.
Ela criticou ainda o fato de o governador ter enviado à Assembléia Legislativa, no mês de julho deste ano, mensagem isentando do pagamento de imposto as pessoas que comprarem um carro zero. Para compensar isso na arrecadação, o governador, segundo ela, aumentará o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da carne.
“Isso significa dizer que nós vamos pagar mais caro a carne que vamos comprar para comer (…), dá para desconfiar que deve ter alguma mutreta por trás disso, porque é impossível que um governador acredite que a prioridade do povo de nosso Estado é o carro zero e não a comida na nossa mesa”, disse.
Fonte: MS Notícias