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Três Lagoas
domingo, 5 de abril de 2026
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Imposto de Renda Solidário: Saiba como destinar parte do valor ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente de TL

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Foto: Divulgação

Todo ano, milhares de brasileiros tem o dever de contribuir com o Imposto de Renda e ficar em dia com suas obrigações fiscais. Em 2026, o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) ocorre entre os dias 23 de março e 29 de maio, e os contribuintes de Três Lagoas têm a oportunidade de converter parte do imposto em doação para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUNCAD).

Essa ação solidária é destinada ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Três Lagoas, com o objetivo de financiar projetos sociais, ajudando na proteção e no desenvolvimento de crianças e adolescentes do município.

COMO FAZER A DOAÇÃO

O processo de doação é simples e sem custos adicionais para o contribuinte. Pessoas físicas podem destinar até 3% do imposto devido ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. Para contribuintes que decidem fazer a doação, o valor é abatido do imposto a pagar ou somado à restituição.

Se você estiver fazendo a doação no momento de preencher a declaração (até 3% do imposto devido), o programa da Receita Federal já possui a lista completa e atualizada:

  1. Abra sua declaração no modelo Completo;
  2. Vá na ficha “Doações Diretamente na Declaração”;
  3. Clique em “Criança e Adolescente” e depois em “Novo”;
  4. Selecione o tipo de fundo (Municipal), escolha o Estado (MS) e o Município (Três Lagoas);
  5. O CNPJ aparecerá automaticamente no campo correspondente.

Vale ressaltar que a doação só pode ser feita por aqueles que optam pelo modelo “Completo”, pois a opção “Simplificado” não permite a doação para o fundo.

RESULTADOS DA ARRECADAÇÃO EM 2025

Em 2025, os valores arrecadados por meio das doações foram significativos, chegando em R$ 111.801,90 destinados ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). A expectativa para este ano é receber um número ainda maior de doações.

Para dúvidas e demais informações, entre em contato pelo telefone 67 98139 – 3312.

Residência Inclusiva: Três Lagoas abre vagas para instituições especializadas

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas abriu processo de credenciamento de clínicas e instituições especializadas para prestação de serviço ao projeto Residência Inclusiva. A ideia, vinculada à política de Assistência Social, é levar apoio a jovens e adultos com deficiência que precisam de ajuda constante nas atividades do dia a dia.

O serviço integra a Proteção Social Especial de Alta Complexidade e ao todo, poderão ser ofertadas até 30 vagas, que serão preenchidas por pessoas que terão mais qualidade de vida e dignidade, em um espaço de acolhimento com estrutura adequada e acompanhamento profissional.

O QUE É RESIDÊNCIA INCLUSIVA?

Residência Inclusiva é uma casa onde pessoas com deficiência recebem cuidados todos os dias. Pensada principalmente para pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes não tem suporte familiar, o projeto tem como objetivo oferecer moradia digna e proporcionar um ambiente seguro, acolhedor e com estrutura adequada.

O serviço deve garantir:

  • Atendimento humanizado e integral (24 horas ininterruptas);
  • Inclusão na vida comunitária, proporcionando um ambiente familiar e sociável;
  • Desenvolvimento de habilidades para autonomia;
  • Acesso a serviços de saúde, educação e qualificação profissional;
  • Acompanhamento técnico com planos individuais

SOBRE O CREDENCIAMENTO

As clínicas e instituições especializadas que tenham interesse em prestar seus serviços para a Residência Inclusiva, podem se cadastrar a partir das 8h do dia 14 de abril de 2026, na sede da Prefeitura Municipal, localizada na Av. Antônio Trajano, 30 – Centro.

As inscrições são válidas durante todo ano, podendo futuramente, novos interessados realizarem o cadastro.

Ao investir em residências inclusivas, o município não apenas amplia a oferta de serviços, mas também reafirma o compromisso com a inclusão, a cidadania e o respeito à diversidade.

Para mais informações, acesse o edital abaixo:

Defesa Civil faz alerta de perigo: Três Lagoas pode continuar com chuva intensa e ventos de até 100 km/h

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Foto: IA/ Divulgação

A Defesa Civil emitiu no final da tarde desta quarta-feira (25), um alerta laranja (perigo) para o município de Três Lagoas devido à previsão de chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes ao longo do dia e da noite.

De acordo com o aviso, o alerta teve início às 9h30 e segue válido até às 23h59, período em que a população deve redobrar a atenção diante dos riscos.

A previsão indica chuvas entre 30 a 60 mm por hora, podendo chegar a até 100 mm ao longo do dia, além de ventos intensos que podem atingir até 100 km/h.

Riscos e possíveis danos

Com o cenário climático adverso, há risco de:
– Alagamentos em diferentes pontos da cidade
– Queda de árvores
– Interrupção no fornecimento de energia elétrica
– Danos em estruturas e residências
Diante disso, a Defesa Civil reforça a importância de medidas preventivas para evitar acidentes.

Orientações à população

Entre as recomendações estão:

– Evitar áreas alagadas e não atravessar enxurradas
– Não se abrigar debaixo de árvores
– Manter distância de postes e estruturas metálicas
– Redobrar a atenção com telhados e objetos que possam ser arremessados pelo vento
O órgão também orienta que a população acompanhe atualizações por meio dos canais oficiais.

Em caso de emergência

Situações de risco devem ser comunicadas imediatamente à Defesa Civil pelo telefone:
(67) 98139-0285

A orientação é clara: prevenção e atenção podem evitar acidentes em um cenário de risco elevado.

Por: Pollyanna Eloy

O Brasil que cresce fora do eixo tradicional

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Por: Sidnei Ramos

Recentemente, escrevi sobre Três Lagoas e a transformação impulsionada pelo desenvolvimento industrial. Hoje, retomo o tema para reforçar a vocação de Mato Grosso do Sul para os negócios de base florestal e a indústria de celulose, algo cada vez mais evidente em cidades como Ribas do Rio Pardo e Inocência.

Estive em Ribas na última quinta-feira (19), desta vez não apenas de passagem pela BR-262, a caminho de Campo Grande, mas para participar da Expo Ribas. O evento, neste ano, também abriu espaço para lideranças do setor industrial discutirem temas centrais para a região, como as oportunidades no mercado de trabalho.

O que encontrei foi uma cidade em ritmo acelerado: avenidas amplas, bairros bem estruturados e uma expansão visível, mesmo em pleno feriado municipal.

Esse é o retrato de um desenvolvimento ordenado, planejado e sustentável, características que acompanham a indústria de celulose. Engana-se quem acredita que as oportunidades se concentram apenas nos períodos de obra, com contratações em massa. O desenvolvimento se sustenta ao longo dos anos, com avanço contínuo da infraestrutura, formação de profissionais mais qualificados e remunerações mais competitivas. É um movimento que eleva o padrão local e impulsiona desde as necessidades mais básicas até as opções de lazer.

Volto a reforçar: essa região de Mato Grosso do Sul avança de forma consistente há pelo menos duas décadas. E os olhares mais atentos não apenas acompanham esse movimento, eles se posicionam para fazer parte dele.

A demanda por profissionais cresce, oferece boas condições e favorece quem está disposto a olhar além do eixo tradicional dos grandes centros urbanos.

(*) Executivo de Comunicação | Reputação Corporativa e Institucional | Relações com a Imprensa

Fiems destaca oportunidades para a indústria de MS durante Congresso de Inovação da Indústria

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Foto: Divulgação/Sistema Fiems

A Fiems marcou presença no 11º Congresso de Inovação da Indústria, um dos principais fóruns nacionais voltados à discussão de estratégias para o avanço da inovação e da competitividade no setor industrial brasileiro. O evento, promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o Sebrae, começou nesta quarta-feira (25/03) e segue até quinta-feira (26/03), em São Paulo.

Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o encontro representa um ambiente estratégico para aproximar as demandas regionais das iniciativas nacionais. “A Fiems está presente em grandes debates, como o da inovação aqui em São Paulo. Entendemos que também estamos discutindo, hoje, recursos financeiros que podem atender às demandas da indústria de Mato Grosso do Sul neste momento. A avaliação é muito positiva do encontro, que vem cada vez mais integrando as nossas demandas regionais”, afirmou.

Sobre o evento

O Congresso de Inovação da Indústria reúne lideranças empresariais, especialistas e instituições para debater temas como financiamento à inovação, políticas públicas e desenvolvimento tecnológico.

Dentro da programação do evento, foi lançado o movimento “Juntos pela Indústria”, iniciativa de convergência estratégica que reúne o Sistema Indústria em conjunto com o Sebrae. A proposta é estruturar um portfólio unificado de soluções voltadas ao desenvolvimento tecnológico e sustentável da indústria, ampliando o acesso das empresas a serviços, conhecimento e instrumentos de apoio.

Realizado bianualmente, o Congresso de Inovação da Indústria conta com a participação de instituições públicas e privadas, além do apoio de organizações estratégicas, consolidando-se como um dos principais espaços de articulação nacional para o fortalecimento do setor.

IFMS leva inovação ao centro do debate ambiental

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Estudantes do IFMS apresentam trabalhos no corredor central da UFMS. (Foto: Osvaldo Sato/Ascom)

Nesta semana, estudantes e servidores apresentam projetos e oferecem palestras em evento da UFMS que faz parte da COP15

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) marca presença, nesta semana, na COP15 POP, evento promovido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que faz parte da COP15, convenção internacional realizada em Campo Grande para tratar da conservação das espécies migratórias de animais selvagens.

Durante toda a semana, estudantes e servidores do Instituto Federal propõem debates e apresentam projetos no corredor central da UFMS, aproximando o conhecimento científico da sociedade. 

O estande do IFMS fica aberto à visitação sempre no período da manhã, com protótipos e soluções desenvolvidos em laboratórios e iniciativas da cultura maker, como impressões 3D e tecnologias voltadas à sustentabilidade.

A reitora Elaine Cassiano, que esteve presente nas cerimônias de abertura da COP15 e da COP15 POP destaca a importância da participação do IFMS em um evento estratégico do ponto de vista da preservação do planeta.

“A participação do IFMS na COP15 POP é extremamente significativa, especialmente neste momento em que Campo Grande respira os ares da COP15, com debates que podem impactar diretamente o futuro dos ecossistemas e das espécies. Ao participarem deste evento, estudantes e servidores reforçam o papel da divulgação científica como ponte entre o conhecimento produzido nas instituições e a sociedade”, enfatiza.

Para a dirigente, todas as atividades apresentadas evidenciam a importância das universidades e institutos como fontes de saber e de produção científica voltados à conservação da biodiversidade.

“Além disso, essa presença se fortalece pela parceria com a UFMS e demais instituições por meio do CRIE-MS [Conselho de Reitores de Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul], integrando diferentes áreas do conhecimento, e se concretiza na atuação do IFMS durante o evento, com palestras, apresentação de trabalhos e a mostra de projetos, aproximando ainda mais a ciência das pessoas”, completa.

Biodiversidade 

Um dos destaques do IFMS na COP15 POP foi a palestra ‘Do Pantanal ao território nacional: formação de especialistas em conservação e gestão da biodiversidade’, apresentada na segunda-feira, 23, por Gabriel Faggioni e Michele Recalde, do Campus Corumbá. O trabalho aborda a experiência da pós-graduação em Estratégias de Conservação da Natureza, que reúne estudantes de todo o país e promove momentos de imersão no Pantanal.

Segundo o pesquisador, a localização do IFMS em Corumbá amplia a responsabilidade com a conservação ambiental. Ele explica que o Pantanal é um bioma único e altamente conectado a outros sistemas, como Amazônia, Cerrado e Chaco, o que reforça a importância de formar especialistas dentro desse contexto. A proposta do curso, segundo Faggioni, vai além da natureza e inclui as dimensões sociais da região, como as comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

“Quando tanta gente de fora vem até aqui para entender nossa realidade, isso não só legitima o que vivemos, como também amplia nossa capacidade de diálogo e de ação. O Pantanal deixa de ser visto como um problema local e passa a ser compreendido como parte de um sistema que impacta o mundo inteiro, inclusive em temas como as aves migratórias”, analisa Faggioni sobre a realização da COP15 em Mato Grosso do Sul.

O pesquisador acredita que o evento poderá ter um um efeito transformador. “Pois fortalece quem atua na ponta, gera troca de conhecimento e deixa um legado que continua depois que o evento acaba. Acredito que haverá um antes e um depois, porque as pessoas voltam mais mobilizadas, mais conscientes e mais dispostas a provocar mudanças”, finaliza.

Espécies Migratórias 

Outro destaque do primeiro dia da COP15 POP foi a apresentação de uma pesquisa de mestrado sobre peixes migratórios do Rio Dourados. O estudo, feito pelo técnico de laboratório do Campus Aquidauana do IFMS, Rener da Silva Nobre, catalogou espécies e analisou como cheias, secas e diferentes habitats influenciam a distribuição dos peixes. Os dados chamam atenção para a importância de rios sem barragens para a manutenção dessas espécies.

Na palestra, o pesquisador abordou ainda o cenário internacional de conservação e destacou a baixa presença de peixes de água doce nas listas da convenção sobre espécies migratórias. Entre as espécies estudadas em Mato Grosso do Sul que podem ganhar mais visibilidade estão a piracanjuba, o pacu e o jaú, além do pintado, proposto pelo Brasil para inclusão na lista da COP15.

Outros Trabalhos 

Na segunda-feira, 23, o IFMS participou de outras atividades no Complexo Multiuso da UFMS. Entre elas, a mesa ‘Palavras importam: termos, conceitos e cosmovisões no diálogo com povos indígenas’, conduzida por Makchwell Coimbra Narcizo e Heloisy Silva de Souza, do Campus Corumbá, que trouxe reflexões sobre linguagem, cultura e a importância do respeito às diferentes formas de compreensão do mundo.

A pedagoga do IFMS Glaucia Lima Vasconcelos, ministrou o minicurso ‘Educação ambiental crítica inspirada na poesia de Manoel de Barros’, propondo uma abordagem sensível e interdisciplinar da educação ambiental, unindo literatura e formação cidadã. Na sequência, o professor Marcio Pache, do Campus Aquidauana, apresentou o trabalho ‘Classificação de Mamíferos Terrestres do Pantanal com Fusão de Dados Visuais e Tabulados’, destacando o uso de tecnologia e análise de dados no monitoramento da fauna pantaneira.

No período da tarde, o professor Mario Ney Rodrigues Salvador, do Campus Coxim, conduziu a discussão ‘Tecnologias, povos originários e efeitos climáticos: como (re)existir frente às complexidades contemporâneas?’, com um debate sobre mudanças climáticas, inovação e os saberes tradicionais. No mesmo horário, o professor Alexandre Honig Gonçalves, do Campus Nova Andradina, apresentou o projeto ‘Olhos na Pista, Cuidado com a Vida’, que trata da educação ambiental e do monitoramento de fauna atropelada em rodovias do estado.

Na terça-feira, 24, o professor Fernando Giovannetti de Macedo, do Campus Naviraí, abriu as atividades com o tema ‘Produção de Lenhas ecológicas a partir de resíduos orgânicos’, apresentando alternativas sustentáveis para reaproveitamento de materiais. Já o professor Guilherme Botega Torsoni, também de Naviraí, abordou o tema ‘Segurança e Sustentabilidade: Conexões entre Mudanças Climáticas, Agricultura e Inovação Tecnológica’, sobre os impactos ambientais e as soluções tecnológicas aplicadas ao setor produtivo.

À tarde, professor Fábio Faria, do Campus Campo Grande, realizou a atividade ‘Negritude em debate 2025 – Furnas do Dionísio’, com exibição, debate e apresentação cultural, ampliando o debate sobre território, identidade e sustentabilidade.

Confira a programação completa da COP15 POP

COP15 

A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) foi oficialmente aberta no domingo, 22, em Campo Grande, em cerimônia com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, além de representantes de outras nações que defendem a cooperação entre países para a proteção da biodiversidade.

O evento é realizado entre 23 e 29 de março, no Bosque Expo, espaço oficial da ONU também chamado de Blue Zone, com acesso restrito a delegações governamentais, representações credenciadas e organismos internacionais.

Com o tema ‘Conectando a natureza para sustentar a vida’, a COP15 tem foco na necessidade de preservar não apenas os locais onde os animais vivem, mas também os caminhos que percorrem ao longo de suas migrações.

Realizada a cada três anos, a COP é um tratado ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne 133 países de todo o mundo para debater a proteção de espécies que atravessam fronteiras, como aves, peixes e mamíferos.

O evento tem a participação de cientistas, organizações internacionais e sociedade civil, que juntos definem prioridades, metas e recursos para a conservação das espécies migratórias em escala mundial. Na convenção, os países avaliam o estado de conservação dos animais, atualizam listas de espécies ameaçadas e firmam acordos e ações conjuntas para proteger habitats e rotas migratórias, que são essenciais para a sobrevivência dessas espécies.

“Tá nervosa, é TPM?”: frase comum pode levar à prisão com nova lei da misoginia

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Foto: IA/ Divulgação

Uma frase dita com frequência no dia a dia, muitas vezes em tom de deboche pode deixar de ser vista como “brincadeira” e passar a ser tratada como crime no Brasil.

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (24), um projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de preconceito e discriminação. A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato e relatada pela senadora Soraya Thronicke, prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

Na prática, isso significa que atitudes que expressem ódio, desprezo ou desqualificação das mulheres, como comentários do tipo “tá nervosa, é TPM?”, usados para invalidar emoções ou opiniões, podem ser enquadradas como conduta criminosa, dependendo do contexto.

Quando o “comentário” vira violência

A nova proposta define misoginia como qualquer comportamento que exteriorize aversão ou ódio contra mulheres. Isso inclui não apenas agressões físicas, mas também falas, atitudes e manifestações que reforcem a inferiorização feminina.

Entre os exemplos que podem ser enquadrados estão:

– Questionar a capacidade de uma mulher com base em estereótipos
– Ridicularizar emoções femininas
– Fazer piadas que reforcem inferioridade
– Ofensas e ataques nas redes sociais
– Tentativas de silenciamento em ambientes profissionais ou pessoais

De falas a crimes graves

A mudança na legislação busca enfrentar um problema estrutural. Segundo dados citados no Senado, o Brasil registrou quase 7 mil tentativas de feminicídio apenas em 2025, evidenciando um cenário preocupante de violência contra mulheres.

A autora da proposta, Ana Paula Lobato, também reforçou que a medida busca garantir respeito e dignidade.

“O Brasil está cansado de enterrar mulheres. A misoginia não pode ser tratada como detalhe”, declarou.

Realidade que também atinge o interior

Embora o debate seja nacional, os reflexos da violência de gênero são sentidos em todo o país. Em Três Lagoas, por exemplo, ao menos um caso de feminicídio foi registrado em fevereiro deste ano, reforçando a urgência do tema.

O que muda agora

Atualmente, condutas misóginas são tratadas, em muitos casos, como injúria ou difamação, com penas mais brandas. Com a nova proposta, passam a ter enquadramento mais rigoroso, sendo incluídas na Lei do Racismo.

O projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Um novo limite

A proposta deixa claro que o limite entre opinião e crime está diretamente ligado ao respeito. O que antes era naturalizado como “comentário comum” passa a ser questionado sob a ótica da dignidade e da proteção às mulheres.

Mais do que punir, a nova lei busca mudar comportamentos e reforçar que palavras também podem ferir, excluir e, em casos extremos, abrir caminho para a violência.

Por: Pollyanna Eloy

Mato Grosso do Sul traça novo eixo em energia renovável com avanço de planta de biometano da Atvos

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Foto: Mairinco de Pauda

Mato Grosso do Sul traça seu novo eixo de desenvolvimento, reforçando sua posição como referência nacional na transição energética com a implantação da primeira planta de biometano da Atvos no Estado. O projeto, localizado em Nova Alvorada do Sul, representa um investimento superior a R$ 350 milhões e marca uma nova etapa na diversificação da matriz energética sul-mato-grossense.

Durante a Expocanas, principal vitrine tecnológica do setor sucroenergético no Estado, o governador Eduardo Riedel, acompanhado do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, visitou a unidade industrial e acompanhou de perto o andamento das obras e o início das etapas operacionais do empreendimento.

A planta terá capacidade estimada de produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra, a partir do aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro — reforçando o conceito de economia circular e agregação de valor à produção. Isso representa menos 25 milhões de litros de diesel ao ano.

Para o governador Eduardo Riedel, o projeto está alinhado à estratégia estadual de descarbonização e desenvolvimento sustentável. “Esse projeto reforça o papel do Mato Grosso do Sul como protagonista na transição energética no Brasil. Estamos avançando na geração de energia limpa com base em soluções que agregam valor à nossa produção e impulsionam o desenvolvimento regional”, afirmou o governador.

O secretário Jaime Verruck destacou que o avanço do biometano no Estado está diretamente conectado à política de bioenergia e à estratégia de neutralidade de carbono. “O Mato Grosso do Sul estruturou uma política consistente de bioenergia, baseada na diversificação de matérias-primas e no aproveitamento integral da biomassa. O biometano surge como uma solução estratégica, que amplia a competitividade do setor sucroenergético, reduz emissões e fortalece a agenda de carbono neutro do Estado”, afirmou Verruck.

Além do impacto ambiental, o projeto também traz ganhos logísticos e operacionais. O biometano será utilizado principalmente para abastecer a frota da própria companhia, substituindo o diesel nas operações. A meta da empresa é converter ao menos 50% do consumo das unidades Eldorado, Santa Luzia e Conquista do Pontal para o uso de gás renovável.

“Trata-se de um projeto inovador de transição energética para o biometano para 28 milhões de metros cúbicos que vão substituir 25 milhões de litros de diesel ao ano. A empresa vai substituir todos seus caminhões de diesel pata biometano. É assim que se faz transição energética. Com inovação, novas tecnologias, desenvolvimento econômico. É o MS fazendo seu eixo de desenvolvimento na transição energética”, ressaltou.

A iniciativa integra um movimento mais amplo de inovação no setor. A Atvos já iniciou testes com caminhões movidos a biogás e firmou parceria com a Scania para renovação da frota pesada. A substituição do diesel pode reduzir entre 40 e 50 mil toneladas de CO₂ por ano.

A empresa também projeta expansão. Nos próximos anos, há potencial para implantação de outras sete unidades de biometano no país, o que pode elevar a produção para até 137 milhões de metros cúbicos por safra e reduzir em até 88,3% as emissões associadas ao uso de diesel.

Bioenergia e política de carbono neutro

Parte da produção de biometano poderá, futuramente, atender municípios do entorno, contribuindo diretamente para a política de descarbonização e para a meta de carbono neutro de Mato Grosso do Sul até 2030.

O Estado já se consolidou como um dos principais polos de bioenergia do país, com forte crescimento do etanol de milho e da cogeração de energia a partir da biomassa da cana, ampliando sua relevância na matriz energética nacional.

Atualmente, a Atvos opera três unidades industriais em Mato Grosso do Sul — em Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e Costa Rica — gerando mais de 11 mil empregos diretos e indiretos.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc

PRF e PM apreendem 616 kg de maconha em Nova Andradina

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Foto: Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar (PM) apreenderam 616 quilos de maconha, nesta quarta-feira (25), em Nova Andradina. 

Durante uma ação conjunta, as equipes realizaram buscas de um VW/Virtus, suspeito de estar transportando ilícitos. O veículo foi localizado pela Força Tática da Polícia Militar de Nova Andradina, na área urbana do município. 

Os policiais apreenderam os tabletes de maconha e descobriram que o automóvel utilizava placas falsas. O motorista e uma passageira foram presos e encaminhados à Polícia Civil em Nova Andradina.

PRF apreende 289 kg de maconha em Dourados

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Foto: Arquivo/PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 289 quilos de maconha, nesta quarta-feira (25), em Dourados. 

O flagrante ocorreu durante a abordagem a um VW/Polo, na BR-163. Ao descer do veículo, o motorista confessou que transportava maconha no porta-malas do veículo. Após vistoria, a equipe encontrou os tabletes de maconha e 300 gramas de haxixe no painel do automóvel. 

O condutor, que estava acompanhado por uma passageira, disse ter pego a droga em Coronel Sapucaia (MS) e que viajaria até Hortolândia (SP). Os presos foram encaminhados à Polícia Civil em Dourados, juntamente com o ilícito.

MS projeta safra recorde de etanol e reforça protagonismo na bioenergia durante a Expocanas

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Foto: Mairinco de Pauda

Com 52 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moídas na safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul deve alcançar uma produção recorde de 5 bilhões de litros de etanol e 2,1 milhões de toneladas de açúcar. O Estado já responde por 13,5% da produção nacional de etanol, com destaque para o etanol de milho, que representa 44% do total produzido.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (25), durante a 4ª Expocanas, considerada a maior vitrine tecnológica da cultura da cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, realizada em Nova Alvorada do Sul até sexta-feira. O município, reconhecido como o maior produtor de cana do Estado, sedia o evento, que reúne cerca de 120 expositores e tem expectativa de público de aproximadamente 10 mil visitantes.

A feira foi aberta no Pavilhão da Bioenergia e contou com a presença do governador Eduardo Riedel, do secretário de Estado Jaime Verruck (Semadesc), do secretário-adjunto Artur Falcette e dos secretários executivos Rogério Beretta (Desenvolvimento Sustentável) e Esaú Aguiar (Qualificação), além do prefeito José Paleari e de autoridades do setor produtivo.

Na ocasião, foi apresentado o balanço da safra 2025/2026 e as perspectivas para o setor de bioenergia, que segue em expansão no Estado. Consolidada como o principal evento do setor sucroenergético em Mato Grosso do Sul, a Expocanas se destaca como um importante espaço para geração de negócios, difusão de tecnologia e fortalecimento da cadeia produtiva.

De acordo com a Biosul, o Estado ocupa posições de destaque no cenário nacional: é o 4º maior produtor de cana-de-açúcar, 4º maior produtor de etanol, 2º maior produtor de etanol de milho, 5º maior produtor de açúcar e o 4º maior exportador de bioeletricidade, consolidando-se como um dos principais polos de energia renovável do Brasil. O setor sucroenergético é responsável pela geração de mais de 34 mil empregos diretos no Estado.

Para o secretário Jaime Verruck, a Expocanas reforça a relevância estratégica do setor para o desenvolvimento econômico regional. “A cadeia sucroenergética é uma das bases do nosso crescimento, com forte capacidade de geração de emprego, atração de investimentos e agregação de valor. Quando falamos em bioenergia, estamos falando de um setor que coloca Mato Grosso do Sul na vanguarda da transição energética, com sustentabilidade e competitividade”, destacou.

Rosana Siqueira, Semadesc

Cadeia do amendoim avança e atrai novos investimentos para Mato Grosso do Sul

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Foto: Divulgação

O amendoim dividiu protagonismo com a cana durante a programação da Expocanas em Nova Alvorada do Sul. No evento foi assinado termo de acordo de isenção fiscal para a implantação da indústria de beneficiamento de amendoim da empresa MS Grãos Nuts, no município.

O empreendimento prevê investimento de aproximadamente R$ 30 milhões e a geração de cerca de 60 empregos diretos, com início de operação estimado para janeiro de 2029. O projeto conta com apoio do poder público, por meio da concessão de área e incentivos fiscais, reforçando a política de atração de investimentos no Estado.

O anúncio ocorre em um momento de forte expansão da cultura do amendoim em Mato Grosso do Sul. Na safra 2024/2025, o Estado consolidou-se como o segundo maior produtor nacional, com produção superior a 56 mil toneladas — crescimento de 176,37% em relação à safra anterior — e participação de cerca de 7% no total do país.

A área plantada também apresentou avanço expressivo, superando 203% de crescimento e alcançando 21,26 mil hectares. Esse desempenho é impulsionado pelo uso de tecnologia, manejo qualificado e pela utilização estratégica de áreas de renovação de canaviais.

Os municípios de Santa Rita do Pardo, Nova Andradina, Inocência, Paranaíba e Angélica concentram mais de 70% da produção e da área cultivada, evidenciando o potencial de expansão e a consolidação da cultura como alternativa de diversificação agrícola no Estado.

Para o secretário Jaime Verruck, o avanço da cadeia do amendoim representa um movimento estratégico de diversificação produtiva aliado à agregação de valor. “Estamos estruturando uma nova cadeia no Estado, com base tecnológica e integração com a indústria. A chegada de uma planta de beneficiamento fortalece esse processo, gera empregos e permite que Mato Grosso do Sul avance na industrialização da produção, ampliando sua competitividade e atraindo novos investimentos”, finalizou.

Texto: Rosana Siqueira
Fotos: Mairinco de Pauda

Cursinho gratuito em Escola Estadual amplia chances de acesso ao Ensino Superior

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Foto: arquivo escolar

Parceria amplia horizonte de oportunidades para estudantes da Rede Estadual

A Escola Estadual Marechal Rondon, em parceria com a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), deu início a um cursinho preparatório gratuito para o ENEM e vestibulares, ampliando as oportunidades de acesso ao Ensino Superior, em Nova Andradina.

Aula inaugural marca início do projeto

A aula inaugural reuniu estudantes, professores e representantes das instituições, marcando o começo de uma ação voltada à democratização do acesso à Universidade.

Estiveram presentes a diretora da EE Marechal Rondon, Silvana Polizel; o professor e gerente da UEMS/Nova Andradina, Sonner Arfuz; a professora e chefe do Setor de Formação Educacional da UEMS, Mônica Aparecida; e o professor e supervisor da Educação Profissional na unidade, Alan Pereira.

O cursinho atende, prioritariamente, alunos da escola, mas também está aberto a estudantes de outras unidades e pessoas que já concluíram o Ensino Médio e desejam ingressar no Ensino Superior.

Educação acessível e compromisso coletivo

As aulas acontecem na própria Escola, às terças e quintas-feiras, garantindo um ambiente acessível e acolhedor para os participantes.

Um dos diferenciais da iniciativa é o engajamento dos professores, que atuam de forma voluntária, compartilhando conhecimento e contribuindo diretamente com a formação dos estudantes.

União que transforma trajetórias

Durante o lançamento, a diretora Silvana destacou a importância da parceria entre as instituições.

“A união entre Escola e Universidade amplia o horizonte de oportunidades para nossos estudantes e representa um passo importante na construção de novos caminhos”, ressaltou.

Cursinho gratuito em Escola Estadual amplia chances de acesso ao Ensino Superior
Alan Pereira, Silvana Polizel, Sonner Arfuz, Mônica Aparecida. (Foto: arquivo escolar)

Educação como ponte para o futuro

Para o gerente da UEMS/Nova Andradina, Sonner Arfuz, a iniciativa vai além da preparação para provas.

“Ao incentivar sonhos e preparar os estudantes para novos desafios acadêmicos, o projeto fortalece o papel da Educação Pública como instrumento de inclusão, mobilidade social e construção de futuro”, afirmou.

Gilberto Junior, SED

HRD transforma alta hospitalar em momento de celebração para crianças da pediatria

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Foto: HRD

O HRD (Hospital Regional de Dourados) tem adotado uma iniciativa que vem tornando o momento da alta hospitalar ainda mais especial para os pequenos pacientes: a entrega do Certificado de Coragem. A ação é voltada às crianças atendidas na pediatria e reconhece, de forma simbólica, a força e a superação demonstradas durante o período de internação.

A entrega dos certificados acontece desde o início do funcionamento do serviço de pediatria na unidade, em janeiro deste ano. Desde então, aproximadamente 60 crianças já foram homenageadas, recebendo o documento no momento da alta, em um gesto que busca transformar a experiência hospitalar em algo mais leve e acolhedor.

De acordo com a gerente multiprofissional do hospital, Laryssa Hoff, ações como essa fazem parte de uma abordagem mais ampla de cuidado. “A pediatria exige um olhar atento não apenas para a condição clínica, mas também para o aspecto emocional das crianças e de suas famílias. O Certificado de Coragem é uma forma de valorizar esse momento de superação, tornando a alta hospitalar mais positiva e acolhedora”, destacou.

Mais do que um reconhecimento simbólico, a iniciativa contribui para aproximar a equipe de saúde dos pacientes e seus familiares, fortalecendo vínculos e promovendo um ambiente mais humanizado dentro da unidade.

(*) Comunicação SES
* Com informações do HRD

Regional de Ponta Porã fortalece assistência no Mutirão da Saúde da Mulher e amplia acesso a procedimentos

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Foto: HRPP

O HRPP (Hospital Regional de Ponta Porã) integrou, no último fim de semana, o Mutirão da Saúde da Mulher — ação promovida pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), em parceria com o Governo Federal. A iniciativa mobilizou hospitais em todo o país para ampliar o acesso a procedimentos e contribuir para a redução da demanda reprimida.

Referência para a região sul do Estado, o hospital reorganizou fluxos internos e escalas assistenciais, com foco nas especialidades de Ginecologia e Cirurgia Geral. A mobilização contemplou pacientes previamente agendadas pelo sistema de regulação do SUS (Sistema Único de Saúde), assegurando agilidade, segurança e qualidade na assistência.

Com planejamento e integração das equipes multiprofissionais, o hospital obteve resultados expressivos durante a ação. Foram realizados 42 diagnósticos por imagem ― 12 ultrassonografias e 30 tomografias ― e onze procedimentos ― 7 histerectomias, 2 colpoperineoplastias e 2 cirurgias para retirada de vesícula.

Humanização e agilidade reconhecidas pelas pacientes

O impacto positivo da iniciativa foi destacado pelas próprias usuárias. A paciente Maria Célia Lupes Benitez, de 51 anos, comemorou a realização do procedimento aguardado há meses. “Estou muito feliz; já esperava há algum tempo e tudo aconteceu com muita rapidez. O atendimento foi excelente e sou muito grata a toda a equipe”, afirmou.

Marli Rosa Pinheiro, de 46 anos, também ressaltou a importância de ações voltadas à saúde da mulher, destacando a relevância de políticas públicas que garantam dignidade, acesso e cuidado especializado.

Compromisso com a eficiência e o acesso

Para o diretor técnico da unidade, o médico Antonio Sergio Martinussi, o desempenho da equipe demonstra o compromisso institucional com a eficiência e a ampliação do acesso à saúde pública.

“Com organização e empenho técnico, conseguimos otimizar cada etapa do processo para levar o SUS a quem mais precisa. É uma satisfação ver Ponta Porã inserida nesta iniciativa federal, contribuindo para agilizar diagnósticos e reduzir o tempo de espera”, destacou.

O Hospital Regional de Ponta Porã é referência em saúde pública para mais de 200 mil habitantes da região sul de Mato Grosso do Sul. A unidade pertence ao Governo do Estado do Mato Grosso do Sul e é gerenciada pelo Instituto Social Mais Saúde desde agosto de 2025, por meio de um contrato de gestão firmado com a Secretaria de Estado de Saúde.

O hospital possui 117 leitos e realiza serviços de urgência e emergência, internações, cirurgias e atendimento ambulatorial nas especialidades de clínica médica, ginecologia-obstétrica, pediatria e ortopedia, além de dispor de amplo suporte diagnóstico com exames de imagem e de laboratório.

(*) Comunicação SES
* Com informações HRPP

Polícia Militar realiza prisão de autor de tráfico de drogas em Três Lagoas

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Foto: 2º BPMMS

Nesta quarta-feira (25), o 2º Batalhão de Polícia Militar realizou a prisão de um autor de tráfico de drogas Três Lagoas.

Uma guarnição da Força Tática do 2º BPM, ao tomar conhecimento de denúncias relatando a comercialização de entorpecentes na rua João Silva, intensificou o patrulhamento e abordagens nas imediações, quando por volta das 12h, realizou a abordagem policial do indivíduo delatado, logo após ele ter entregue uma porção de maconha a um usuário.

Durante busca na residência que era utilizada como ponto de venda, os policiais vieram a localizar uma porção de maconha pesando 154 gramas.

Diante dos fatos, após ser dada voz de prisão o detido, um homem de 27 anos, foi apresentado na Delegacia de Polícia, juntamente com a droga apreendida.

Serviço

Denuncie! O cidadão pode colaborar com a Polícia Militar de Três Lagoas, em caso de EMERGÊNCIA ligue para o 190 (gratuito) ou (67) 99217-3241. Denúncias use o aplicativo WhatsApp 3919-9700. Não precisa se identificar!

Havan e Luciano Hang apertam o cerco contra Facebook Brasil para barrar anúncios falsos

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Divulgação

A Havan e o empresário Luciano Hang ingressaram na Justiça com pedido de novas medidas contra o Facebook Brasil para impedir a veiculação de anúncios falsos que utilizam o nome da empresa e do dono da varejista em todas as plataformas da companhia.

Uma decisão do Judiciário catarinense, de setembro de 2024, no processo movido pela empresa contra a plataforma já havia determinado a retirada desse tipo de conteúdo. A ordem, no entanto, não vem sendo cumprida. Mais de 600 descumprimentos já foram registrados, com multa acumulada que ultrapassa R$ 13 milhões.

“O que a gente vê é um verdadeiro desrespeito. Existe uma decisão judicial, mas ela não está sendo cumprida. E isso prejudica não só a empresa, mas milhares de pessoas que acabam sendo enganadas e lesadas por anúncios falsos”, afirma Luciano Hang.

O caso de um idoso na inauguração da megaloja de número 190 em Curitiba (PR) exemplifica o cenário. Ele procurou o empresário para entregar R$ 6 mil em espécie e aderir a um suposto investimento anunciado em redes sociais. O anúncio utilizava a imagem de Hang com a promessa de dobrar o valor aplicado. Como não concluiu a transação pela internet, o homem buscou o atendimento presencial, momento em que descobriu a fraude e evitou o prejuízo.

O empresário aponta motivação financeira para o descumprimento. “É simples: para eles, compensa não cumprir. O faturamento com anúncios é muito alto e a multa não faz diferença”, diz.

Hang afirma que, em 2024, a empresa responsável pelas plataformas teria faturado bilhões com anúncios fraudulentos. Em poucos minutos, o valor arrecadado já superaria o montante de multas aplicadas no processo ao longo de quase dois anos.

“Hoje não existe nenhum fator que obrigue o cumprimento da decisão. Se nada mudar, fica a mensagem de que é possível desrespeitar a Justiça brasileira porque o lucro compensa”, afirma.

Em novo pedido, a Havan e o empresário requerem medidas mais rígidas. Entre elas, a nomeação de um administrador judicial para atuar na operação das plataformas no país, com o objetivo de garantir o cumprimento da decisão.

Também está no pedido a proibição de anúncios pagos em todas as plataformas gerenciadas pela empresa no território nacional até que a determinação judicial seja integralmente atendida.

Providências também foram tomadas contra o presidente da empresa no Brasil, Conrado Leister, com abertura de processo criminal por desobediência.

“Não é só sobre a Havan. É sobre respeitar o Brasil, respeitar o consumidor e cumprir decisões judiciais. Não dá para aceitar que uma empresa desse tamanho ignore regras básicas”, diz Hang.

Após mais de uma década sem registros, Selvíria tem feminicídio e sai de lista em MS; Três Lagoas tem 1 caso em 2026

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Conforme dados da Sejusp-MS, 11 cidades integravam lista de municípios que, há 10 anos, não registravam crimes de feminicídios

Por: Nathália Santos

Selvíria, município localizado a 74 km de Três Lagoas, deixou de integrar o grupo de cidades de Mato Grosso do Sul que não tinham registros de feminicídio na última década. O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (23) com a morte de Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos.

O principal suspeito é o sobrinho da vítima, Maurício da Silva, de 21 anos, que foi preso em flagrante. Conforme relato à polícia, ele agrediu a tia com golpes na cabeça utilizando objetos como panelas e uma serra mármore. Após o crime, fugiu do local.

O jovem foi localizado às margens do Córrego Rio Doce, onde tentava remover o sangue do corpo. Inicialmente, ele negou envolvimento e disse que encontrou a tia já sem vida, afirmando que o sangue seria resultado de uma tentativa de socorro. No entanto, diante das provas reunidas, acabou confessando o homicídio.

ÁLCOOL E DROGAS

Em depoimento, Maurício declarou que havia consumido álcool e drogas antes de ir até a casa da vítima durante a madrugada. Segundo ele, houve uma discussão por motivos considerados banais. O suspeito afirmou que Fátima teria pegado uma faca, momento em que reagiu com agressões. Após a queda da vítima, ele deixou o local.

Ainda de acordo com o relato, ele teria avisado o filho da vítima e depois tentou limpar o sangue em um posto de combustível, mas não conseguiu. Em seguida, seguiu para o córrego, onde foi encontrado pela polícia.

PRIMEIRO CASO EM MAIS DE UMA DÉCADA

Segundo dados do Monitor de Violência Contra a Mulher, do Poder Judiciário em parceria com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Selvíria, com cerca de 8,1 mil habitantes, não havia registrado feminicídios desde 2015, quando o crime passou a ser tipificado.

Em fevereiro deste ano, a morte de Janete Feles Valores, de 45 anos, chegou a ser investigada como possível feminicídio. No entanto, após perícia e análise da Polícia Civil, concluiu-se que se tratava de suicídio. O marido da vítima chegou a ser preso, mas foi liberado dias depois.

Outra cidade que saiu recentemente da lista foi Paranhos, após o assassinato de Ereni Benites, de 44 anos, morta pelo ex-marido no dia 8 de março. A vítima teve a casa incendiada e morreu carbonizada.

Com isso, o número de municípios sem registros desse tipo de crime caiu de 11 para 10.

Permanecem na lista cidades como Bodoquena, Brasilândia, Corguinho, Guia Lopes da Laguna, Jaraguari, Jateí, Paraíso das Águas, Rio Negro, Taquarussu e Vicentina.

DADOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM SELVÍRIA

Ainda conforme o monitor, Selvíria registrou 11 ocorrências de violência doméstica nos primeiros 81 dias de 2026. Historicamente, o ano com maior número de casos foi 2017, com 75 registros. Em seguida aparecem 2023, com 72, e 2020, com 71. Em 2025, foram contabilizados 58 boletins de ocorrência relacionados a esse tipo de crime.

CASO EM TRÊS LAGOAS EM 2026

Três Lagoas também registrou um feminicídio em 2026. Um dos casos mais recentes foi o de Beatriz Benevides, de 18 anos, assassinada no dia 25 de fevereiro. O crime reforça o cenário preocupante da violência contra a mulher na região.

FEMINICÍDIOS REGISTRADOS EM MS EM 2026

Com a morte de Fátima Aparecida da Silva, Mato Grosso do Sul chega a oito casos de feminicídio em 2026. As vítimas são:

* Josefa dos Santos, 44 anos, morta em 16 de janeiro em Bela Vista

* Rosana Candia Ohara, 62 anos, morta em 24 de janeiro em Corumbá

* Nilza de Almeida Lima, 50 anos, morta em 22 de fevereiro em Coxim

* Beatriz Benevides, 18 anos, morta em 25 de fevereiro em Três Lagoas

* Liliane de Souza Bonfim Duarte, 51 anos, atacada em 3 de março em Ponta Porã, com morte confirmada em 6 de março em Dourados

* Leise Aparecida Cruz, 41 anos, morta em 6 de março em Anastácio

* Ereni Benites, 44 anos, morta em 8 de março em Paranhos

* Fátima Aparecida da Silva, 58 anos, morta em 23 de março em Selvíria

Aprendizagem profissional como alavanca de jovens talentos

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Foto: Divulgação

Número de jovens aprendizes inseridos no mercado de trabalho brasileiro teve recorde histórico em 2025

Em um cenário de crescente busca por qualificação e inclusão produtiva de jovens, a aprendizagem profissional se destaca como uma das principais e primeiras portas de entrada para o mercado de trabalho no Brasil. No ano de 2025, entre os meses de janeiro a novembro, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego do Governo Federal, o país registrou mais de 118 mil novos contratos ao longo do ano, marca histórica que evidencia o avanço dessa política pública e o engajamento do setor privado na contratação de jovens.

A aprendizagem une formação teórica e prática, permitindo que jovens desenvolvam habilidades técnicas e comportamentais ao mesmo tempo em que têm sua primeira experiência profissional formal. O Centro de Integração Empresa-Escola — CIEE atua há 62 anos sendo ponte integradora entre jovens aprendizes, empresas e organizações contratantes, e apenas no ano passado foi responsável por inserir 73.085 aprendizes no mercado.

Com a transformação acelerada do mercado de trabalho no Brasil e no mundo e o avanço de novas tecnologias, a aprendizagem se mostra uma estratégia não apenas social, mas também econômica, consolidada como um dos pilares para o desenvolvimento sustentável do país. Os jovens, ao serem empregados, conseguem se qualificar e desenvolver habilidades exigidas no mundo profissional atual; além de estarem inseridos em um modelo de trabalho formal e com garantia de seus direitos trabalhistas.

Para Humberto Casagrande, CEO do CIEE, a aprendizagem é benéfica para a sociedade como um todo: “Investir na aprendizagem é também investir no futuro. Empresas que fomentam a abertura de vagas contribuem para a formação de uma mão de obra mais qualificada, diversa e preparada para os desafios do mercado. Além de cumprir um papel social relevante, as organizações conseguem formar profissionais alinhados à sua cultura e às demandas do negócio desde o início da carreira.”

A aprendizagem no Brasil é regulada pela Lei 10.097/2000, que completou 25 anos em 2025 e estabelece a contratação de jovens entre 14 e 24 anos incompletos. Trata-se de um contrato CLT especial, com duração de até dois anos, que combina formação teórica e prática profissional. A legislação também determina que empresas com sete ou mais funcionários mantenham entre 5% e 15% de seus quadros compostos por aprendizes, garantindo uma importante porta de entrada para o mercado de trabalho.

CIEE 62 anos: Imparável

Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola — CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à capacitação profissional de jovens e adolescentes. A instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.

Mato Grosso do Sul tem 482 laboratórios e 17 falhas registradas em análises clínicas, aponta ANVISA

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47% dos exames do SUS são realizados por laboratórios privados e projeto de lei quer fortalecer o diagnóstico no Brasil.

Cerca de 47% dos exames laboratoriais realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com os últimos dados da ABRAMED (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) de 2023 são realizados por laboratórios privados, um dado que evidencia a forte dependência do sistema público da rede complementar para garantir diagnósticos à população. Em um cenário de alta demanda por exames e desafios de acesso em várias regiões do país, especialistas defendem a criação de diretrizes nacionais para fortalecer o setor.

É nesse contexto que ganha destaque o Projeto de Lei nº 5.478 de 2025, atualmente em debate no Congresso Nacional. A proposta busca estruturar e fortalecer os serviços de diagnóstico laboratorial no país, ampliando o acesso da população a exames e aumentando a segurança das decisões médicas no sistema de saúde.

O diagnóstico laboratorial é considerado um dos pilares da medicina moderna. Estudos indicam que cerca de 70% das decisões clínicas dependem de exames laboratoriais, utilizados na prevenção, detecção precoce de doenças, monitoramento de tratamentos e acompanhamento de pacientes.

Cenário de exames laboratoriais 

A demanda por exames no Brasil é expressiva. Somente em 2023, cerca de 2,3 bilhões de exames diagnósticos foram realizados no país, sendo aproximadamente 1,1 bilhão no âmbito do SUS.

Ao mesmo tempo, a estrutura para coleta e realização de exames ainda apresenta limitações na atenção básica. De acordo com o Censo Nacional das Unidades Básicas de Saúde de 2024, o Brasil possui 44.938 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). No entanto, apenas 21% dessas unidades possuem sala destinada à coleta de exames laboratoriais, o que evidencia a necessidade de ampliar a capacidade diagnóstica dentro da própria rede pública.

O Mato Grosso do Sul conta atualmente com 606 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que funcionam como principal porta de entrada da população no sistema público de saúde. Apesar da capilaridade da rede assistencial, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) apontam que 17 falhas foram registradas, entre os 482 laboratórios clínicos ou de patologia existentes no estado em 2025. Este número pode ser ainda maior devido à subnotificação.

No país, o número chega a 4.342 ocorrências, relacionadas a notificações de serviços laboratoriais. Os registros evidenciam os desafios para garantir qualidade e segurança nos processos de diagnóstico, etapa fundamental para a tomada de decisões clínicas e para a segurança do paciente.

Paciente seguro 

Para especialistas, ampliar a rede de laboratórios e fortalecer a infraestrutura diagnóstica é essencial para garantir mais eficiência ao sistema de saúde e maior segurança aos pacientes.

A Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) destaca que o acesso a exames confiáveis tem impacto direto na qualidade da assistência e na segurança do paciente. “O diagnóstico laboratorial é a base de decisões clínicas seguras. Sem acesso rápido e confiável a exames, aumentam os riscos de diagnósticos tardios, tratamentos inadequados e eventos evitáveis para os pacientes”, afirma a presidente da SOBRASP, Paola Andreoli.

A entidade também ressalta que políticas públicas voltadas ao fortalecimento do diagnóstico são fundamentais para melhorar o cuidado em saúde. “Fortalecer a rede de diagnóstico laboratorial significa fortalecer a segurança do paciente. Quanto maior o acesso a exames de qualidade, maiores são as chances de diagnósticos precoces e de decisões médicas mais seguras”, complementa Paola.

Cenário dos laboratórios no Brasil 

O setor de diagnóstico laboratorial também tem peso relevante na economia e na estrutura do sistema de saúde brasileiro. Dados da ABRAMED revelam que o país possui mais de 18 mil laboratórios, responsáveis por cerca de 301 mil empregos diretos altamente qualificados e por movimentar aproximadamente US$ 5,8 bilhões por ano, o que representa cerca de 4,5% do mercado global de diagnóstico laboratorial.

“A criação de diretrizes nacionais para os laboratórios clínicos é um passo essencial para reduzir desigualdades regionais e garantir mais segurança ao paciente. Com regras claras e padronização da qualidade dos exames, será possível ampliar o acesso ao diagnóstico, integrar melhor as informações clínicas no SUS e fortalecer a capacidade tecnológica do país”, destaca o diretor de Relações Institucionais da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, Wilson Shcolnik.

A importância dessa estrutura ficou ainda mais evidente durante a pandemia de COVID-19. Entre 2017 e 2022, a produção de exames pela rede pública de laboratórios de saúde aumentou cerca de 700%, demonstrando o papel estratégico do diagnóstico para responder a emergências sanitárias.

Para Shcolnik, iniciativas como o Projeto de Lei nº 5.478/2025 podem representar um passo importante para transformar o diagnóstico laboratorial em uma política estruturante do sistema de saúde brasileiro — garantindo mais acesso, mais qualidade e mais segurança para milhões de pacientes atendidos pelo SUS.

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