O Governo de Mato Grosso do Sul publicou decreto que regulamenta a lei estadual nº 6.488/2025 e estabelece as regras operacionais do Programa de Recuperação de Empresas – Recupera-MS. A iniciativa cria condições especiais para que empresas em recuperação judicial, falência ou liquidação possam regularizar débitos tributários, com reduções expressivas de multas e juros, além de prazos ampliados para pagamento ou parcelamento.
O programa é voltado a empresários e sociedades empresárias que estejam em processo de recuperação judicial ou com falência decretada, bem como a sociedades cooperativas em liquidação. Também estão incluídas empresas que, mesmo após cumprirem as obrigações vencidas nos dois anos seguintes à concessão da recuperação judicial, ainda possuam obrigações vincendas previstas em seus planos de recuperação.
Podem ser incluídos no programa débitos de ICMS vencidos até o último dia do mês anterior ao pedido, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa, inclusive aqueles já ajuizados ou em discussão administrativa. O Recupera-MS também alcança créditos formalizados por Auto de Lançamento e de Imposição de Multa (ALIM), Auto de Cientificação (ACT), valores declarados na Escrituração Fiscal Digital (EFD) e contribuições vinculadas ao Fundersul, quando relacionadas a benefícios ou diferimentos fiscais.
Condições de pagamento e descontos
O decreto detalha as modalidades previstas em lei, oferecendo alternativas que se ajustam à capacidade financeira das empresas:
Pagamento à vista:
Redução de 95% das multas
Redução de 65% dos juros de mora
Parcelamento de 2 a 12 vezes:
Redução de 90% das multas
Redução de 60% dos juros
Parcelamento de 13 a 120 vezes:
Redução de 80% das multas
Redução de 55% dos juros
Parcelamento de 121 a 180 vezes:
Redução de 70% das multas
Redução de 50% dos juros
Nas modalidades parceladas, a parcela mínima é de 10 UFERMS, com incidência de juros conforme a legislação vigente. O decreto também permite a quitação antecipada do saldo devedor até 31 de dezembro de 2026, aplicando-se, nesse caso, os mesmos descontos máximos do pagamento à vista.
Como fazer a adesão
O ingresso no Recupera-MS ocorre exclusivamente por iniciativa do contribuinte e deve ser solicitado em até 90 dias a partir da publicação do decreto, prazo que se encerra em 16 de março de 2026.
O pedido deve ser formalizado por meio da plataforma e-Fazenda, no módulo e-SAP – Sistema Administrativo de Processo Eletrônico, selecionando o serviço “Recupera-MS – Ingresso no Programa”. O contribuinte deverá indicar os débitos que pretende incluir, a modalidade de pagamento escolhida e, se houver, depósitos judiciais relacionados.
A documentação exigida varia conforme a situação da empresa e inclui, entre outros:
Comprovante do deferimento do processamento da recuperação judicial;
Plano de recuperação judicial e aditivos, quando houver;
Sentença de decretação da falência;
Ata de assembleia ou decisão judicial que determine a liquidação, no caso de cooperativas.
Nos casos de débitos inscritos em dívida ativa, o pedido deve ser protocolado junto à Procuradoria-Geral do Estado (PGE), conforme orientações disponíveis no site oficial.
O ingresso no programa implica o reconhecimento dos débitos e a desistência de ações judiciais ou administrativas relacionadas aos valores incluídos.
Prazos e regras de manutenção
O pagamento à vista ou, no caso de parcelamento, da parcela inicial, deve ocorrer em até 150 dias contados da publicação do decreto. O não pagamento de três parcelas ou o atraso superior a 60 dias em qualquer prestação resulta no rompimento do acordo e na perda dos benefícios concedidos.
O decreto também prevê hipóteses de rompimento em caso de fraude, esvaziamento patrimonial, concessão de medida cautelar fiscal ou não homologação da recuperação judicial.
Reabertura de prazos e efeitos jurídicos
Além das condições de parcelamento, o Recupera-MS reabre prazos para pagamento de créditos formalizados por ACT, débitos declarados na EFD e contribuições ao Fundersul. Quando quitados ou parcelados dentro das regras do programa, esses débitos podem tornar sem efeito autos de infração, inscrições em dívida ativa e ações judiciais, desde que observadas as condições legais.
No caso do Fundersul, o pagamento restaura o direito à aplicação de diferimentos e benefícios fiscais vinculados às operações, reforçando a segurança jurídica dos contribuintes.
Orientação ao contribuinte
A Secretaria de Estado de Fazenda reforça que o Recupera-MS é uma oportunidade excepcional para empresas em situação econômico-financeira delicada regularizarem sua situação fiscal, retomarem a conformidade tributária e reorganizarem suas atividades com previsibilidade.
Dúvidas podem ser esclarecidas junto à Unidade de Cobrança e Controle de Créditos Tributários (UCOBC), pelo telefone (67) 3389-7803 ou pelo e-mail [email protected].
Insulinas, anticoncepcionais e canetas injetáveis estão entre os mais medicamentos mais sensíveis
Nos meses mais quentes do ano, um detalhe pode definir o sucesso de um tratamento: a temperatura em que o medicamento é armazenado. O calor, tão comum durante grande parte do ano, pode alterar substâncias presentes em muitos remédios. Alguns são tão sensíveis que poucos minutos acima do recomendado já bastam para comprometer o efeito. Em um país de altas temperaturas, cuidar da conservação dos medicamentos deixa de ser um gesto técnico e passa a ser um hábito de proteção cotidiana.
A professora Denise Basílio, coordenadora do curso de Farmácia da Estácio, explica que a eficácia depende diretamente de como o produto é armazenado. “Cada medicamento tem sua faixa segura de temperatura. Quando ultrapassamos esse limite, a substância ativa pode se degradar e deixar de funcionar, mesmo que o comprimido, a solução ou a caneta pareçam exatamente iguais”, afirma.
Entre os que mais exigem atenção estão as insulinas — como NPH, Regular, Lispro, Aspart e Glargina — e as canetas injetáveis usadas para controle glicêmico e emagrecimento. Semaglutida e liraglutida, por exemplo, precisam de refrigeração antes do uso e podem perder potência rapidamente se expostas ao calor intenso. “Esses medicamentos são extremamente sensíveis. Uma falha na conservação pode levar ao descontrole glicêmico e gerar riscos imediatos ao paciente”, reforça Denise. Anticoncepcionais orais, antibióticos líquidos, colírios, soluções orais e cremes dermatológicos também podem sofrer alterações quando aquecidos além do ideal.
Quando a temperatura interfere na estrutura do medicamento, a perda de eficácia não é apenas possível, mas muito provável. A degradação reduz o efeito esperado e pode até gerar substâncias irritantes. Em muitos casos, o problema passa despercebido: o paciente continua tomando tudo corretamente, mas o organismo não responde. “Esse é o cenário mais perigoso. A pessoa acredita estar protegida ou tratando a doença, mas o medicamento já não atua como deveria”, explica a farmacêutica.
O que fazer
Viagens, deslocamentos prolongados e atividades ao ar livre aumentam a chance de exposição inadequada. Um carro fechado, por exemplo, alcança rapidamente temperaturas extremas, e qualquer medicamento esquecido no porta-luvas, no banco traseiro ou em bolsas sob o sol pode perder estabilidade. Por isso, recomenda-se manter produtos sensíveis em bolsas térmicas e, sempre que possível, transportá-los na bagagem de mão em viagens de avião ou ônibus, onde a temperatura é mais controlada.
Para Denise, a conservação adequada é essencial. “O paciente costuma se preocupar apenas com a dose e o horário, mas a forma como o remédio é guardado é tão importante quanto. Um medicamento mal conservado pode simplesmente não fazer efeito, e isso pode trazer consequências sérias”, afirma.
Sinais como mudança de cor, odor ou textura, além de turvação e formação de partículas, podem indicar que o medicamento foi prejudicado. Insulinas amareladas ou com pequenos pontos suspensos também exigem atenção. Mesmo assim, nem sempre há alterações visíveis: muitas vezes a perda de eficácia ocorre silenciosamente. Em caso de dúvida, o mais seguro é interromper o uso e procurar orientação profissional.
A Reunião do Conselho de Governadores do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), realizada nesta segunda-feira (16), em Curitiba, marca a transferência da presidência do bloco do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, para o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, além da apresentação de uma proposta de planejamento estratégico até 2040, com projetos cooperados e o balanço da gestão do bloco sob a liderança de Riedel, que destacou o fortalecimento institucional do conselho e a capacidade de atuação conjunta dos estados. O Codesul é composto pelos três estados da Região Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de Mato Grosso do Sul.
De forma remota, Riedel destacou que os principais avanços envolvem ações conjuntas nas áreas de cultura, esporte, agricultura, direitos humanos, políticas para mulheres, educação, assuntos jurídicos e planejamento regional, além da consolidação de uma agenda estratégica de longo prazo com horizonte até 2040.
Segundo o governador, a integração demonstrada ao longo da gestão reflete preparo técnico e alinhamento político para enfrentar temas estratégicos comuns. “O trabalho que foi feito traduz muito bem aquilo que nós almejamos, que é bem-estar para a sociedade, eficiência na gestão pública e desenvolvimento sustentável, pilares que estão consolidados na nossa Visão Regional 2040”, afirmou Riedel.
Durante a plenária, foi apresentado o balanço da gestão 2024–2025, período em que a secretaria-executiva do Codesul atuou de forma integrada com os estados-membros, priorizando projetos cooperados e entregas objetivas. Entre os principais avanços estão ações conjuntas nas áreas de cultura, esporte, agricultura, direitos humanos, políticas para mulheres, educação, assuntos jurídicos e planejamento regional, além da consolidação de uma agenda estratégica de longo prazo.
Entre as deliberações formalizadas estão a assinatura de aditivo ao convênio de conjugação de esforços e recursos para cooperação em proteção e defesa civil, a prorrogação do protocolo de intenções da Aliança Láctea Sul-Brasileira e o protocolo de intenções do projeto Codesul Seguro, voltado à área de segurança pública.
Na área cultural, foi estruturado o Festival de Cinema do Codesul, viabilizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, com início previsto para janeiro. No esporte, houve a regulamentação de políticas com foco na destinação de recursos estaduais e a organização dos Jogos Integrados e dos Jogos Escolares Integrados dos estados do Sul. Na agricultura, avançou a cooperação no âmbito da Aliança Láctea.
Os estados também registraram avanços em direitos humanos, com ações conjuntas nas áreas de imigração, segurança alimentar na infância, políticas de cuidado e população em situação de rua. Houve ainda o fortalecimento das políticas para mulheres, com a entrega do Banco de Boas Práticas e a ampliação da cooperação interestadual.
Na educação, foram discutidos temas como o piso do magistério, a integração de cursos profissionalizantes entre os estados e o início da construção da Visão Regional 2040, que estabelece diretrizes de longo prazo para o desenvolvimento integrado da região. Também estiveram em pauta projetos estratégicos nas áreas de clima, ferrovias, energia, segurança pública e planejamento territorial.
A transferência da presidência foi registrada formalmente ao final da plenária, reafirmando o compromisso do Codesul com a cooperação federativa e a atuação conjunta entre Mato Grosso do Sul e os três estados da Região Sul, consolidando o conselho como instrumento de articulação regional voltado ao desenvolvimento sustentável e à integração institucional.
O encontro, realizado no Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense, contou com a presença do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. Assim como Riedel, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, participou de forma remota.
Ainda durante o evento, foi apresentado o desempenho do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), com destaque para a expansão da carteira de crédito, o fortalecimento patrimonial e os resultados financeiros da instituição. Atualmente, a carteira de crédito do banco soma 23,6 bilhões de reais, crescimento expressivo em relação aos 13,6 bilhões registrados há quatro anos. O dado evidencia a ampliação das operações, o fortalecimento do patrimônio e o cumprimento da missão institucional do BRDE.
Em 2025, o total de contratações alcançou 5,1 bilhões de reais, com resultado líquido de 557 milhões de reais até novembro, considerado o maior da história da instituição. O desempenho reflete o crescimento das operações de crédito, os processos de recapitalização promovidos pelos controladores e a ampliação da atuação do banco nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Um dos destaques apresentados foi a diversificação das fontes de recursos. Além das linhas tradicionais, como BNDES e organismos internacionais, o BRDE passou a captar recursos diretamente no mercado. Somente em 2025, as captações a mercado somaram 1 bilhão de reais, destinados ao financiamento das operações de crédito. Com isso, o banco atingiu um total de ativos de 28,9 bilhões de reais, patamar considerado histórico, assim como o crescimento do patrimônio líquido, que ultrapassou 5 bilhões de reais.
Mesmo com a rápida expansão em um curto período, a instituição mantém índices de risco controlados, o que reforça a solidez da gestão e a aplicação saudável dos recursos.
Os dados apresentados aos governadores, secretários, diretores e convidados também demonstram a evolução dos resultados anuais do banco ao longo da última década, desde 2016 até novembro de 2025, evidenciando crescimento consistente não apenas em patrimônio e carteira de crédito, mas também em rentabilidade e sustentabilidade financeira.
O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, apresentou durante a reunião do Codesul duas propostas voltadas ao fortalecimento das políticas de segurança pública de forma integrada entre os estados do bloco. A primeira trata da criação de um projeto de lei para instituir um cadastro estadual de condenados por crimes de pedofilia, estupro e feminicídio, com aplicação comum aos estados que integram o Poder Sul.
Segundo o secretário, a proposta prevê, inicialmente, a criação do cadastro em âmbito estadual, com definição de critérios para a inclusão dos condenados, estabelecimento de dados mínimos para composição das informações e restrições específicas quanto ao acesso e à utilização desses registros, respeitando os parâmetros legais.
Na sequência, Videira apresentou os resultados de uma operação integrada realizada no início deste mês pelos quatro estados, destacando o impacto da atuação conjunta das forças de segurança. Em apenas três dias de operação, foram registrados 3.295 boletins de ocorrência, instaurados 1.277 inquéritos policiais, relatados 725 inquéritos, efetuadas 297 prisões em flagrante, cumpridos 282 mandados de busca e apreensão e executados 241 mandados de prisão.
Já a procuradora-geral de Mato Grosso do Sul, Ana Carolina Ali Garcia, apresentou aos governadores e representantes do Codesul uma análise sobre as perdas enfrentadas pelos estados na distribuição dos royalties do petróleo e do gás natural. A exposição teve como foco os impactos do atual modelo de repartição e a necessidade de reequilíbrio do pacto federativo.
Ana Carolina explicou que o Codesul já atua formalmente como terceiro interessado no processo, com pedido protocolado nos autos, ainda pendente de decisão. Além disso, os estados buscam, de forma conjunta, a realização de audiências institucionais com o Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de obter uma sinalização sobre um cronograma de trabalho no âmbito do núcleo de conciliação da Corte.
Para a procuradora-geral, a discussão ultrapassa interesses regionais e envolve diretamente o equilíbrio do federalismo fiscal brasileiro. Segundo ela, um eventual reordenamento na distribuição dos royalties do petróleo e do gás natural tem impacto direto não apenas nos estados do Codesul, mas na federação como um todo.
Também participaram da reunião, de forma virtual, o secretário-executivo do Codesul por Mato Grosso do Sul, Jader Rieffe Julianelli Afonso, e o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Para aperfeiçoar o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar em Mato Grosso do Sul, promover maior eficiência e celeridade na apuração dos crimes contra a mulher e ainda fortalecer o sistema de proteção, o Governo do Estado intensificou o trabalho e aperfeiçoou as ações na área, durante o ano de 2025.
Em uma das principais frentes de atuação, a Polícia Civil, por meio do GT DEAM (Grupo de Trabalho da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), avançou de forma significativa na estruturação e celeridade dos inquéritos policiais relacionados a crimes de violência contra a mulher.
O resultado do trabalho foi apresentado nesta terça-feira (16), durante coletiva de imprensa com a presença do vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), a secretária Viviane Luiza (SEC), delegado-geral Lupércio Degerone (DCPG), além da equipe de delegadas da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e representantes do Grupo de Trabalho.
“Para a prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas no Estado, nós pensamos em políticas públicas de curto, médio e longo prazo. E acreditamos muito que a formação é a base e o princípio para que a gente mude as coisas. Lamentamos muito cada perda que nós temos, mas precisamos muito de toda a sociedade. E a gente não vai conseguir romper os ciclos da violência se não tiver a união de todos”, afirmou a secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza.
A partir do primeiro trimestre do ano foi realizada a organização da metodologia de análise dos procedimentos, ampliação da infraestrutura operacional necessária para o andamento das atividades, reforço do efetivo e estabelecimento de parcerias institucionais.
Fotos: Saul Schramm/Secom
O trabalho avançou na consolidação do novo sistema, integração com instituições parceiras e estruturação de ferramentas que otimizam a apuração desses crimes, inclusive com acolhimento especializado e expansão da rede.
“Tivemos mudanças, com resultados operacionais, melhorias estruturais, inovações tecnológicas. A questão da medida protetiva é um ponto extremamente importante, salva mulheres que buscam amparo do Estado. Dos feminicídios que nós tivemos esse ano em Mato Grosso do Sul, 90% das mulheres não tinham medidas protetivas. Apesar dos inúmeros avanços, temos um grande caminho a ser percorrido”, disse o vice-governador.
Atualmente são 12 delegacias específicas de atendimento à mulher, 57 unidades de Sala Lilás – dez foram inauguradas em 2025 – e dois núcleos integrados de atendimento à mulher. As iniciativas implementadas, para qualificação e agilidade, tiveram resultados operacionais voltados as inovações tecnológicas e estruturais para o aprimoramento do atendimento.
“A transformação digital foi um ponto importante, com a integração do nosso sistema operacional ao do Tribunal de Justiça, isso possibilitou celeridade, por exemplo, nos pedidos de medidas protetivas, que demoravam horas e até dias, agora com essas implementações tecnológicas, basta o que já está pedido pelo Poder Judiciário. E é devolvido pouquíssimo tempo depois, na sequência o oficial de justiça ou aqueles policiais capacitados já podem ir atrás do agressor para a notificação”, explicou o delegado-geral da DGPC.
Fotos: Saul Schramm/Secom
Em Campo Grande, foram registrados mais de 8,3 mil boletins de ocorrência este ano – até novembro – na DEAM, com 6,2 mil inquéritos instaurados no mesmo período. Com aumento do efetivo empenhado para atendimentos dos casos, o GT conseguiu relatar mais de 3,7 inquéritos. “São números expressivos. E vamos continuar o grupo de trabalho, acompanhar o a conclusão dos inquéritos policiais instaurados, até o final o desfecho, que são cerca de 25%, em torno de 1,2 mil”, disse Lupércio.
Entre as ações, foram realizadas oitivas audiovisuais em crimes de perseguição e violência psicológica que garantem maior fidelidade dos depoimentos e segurança à vítima. O registro em meio digital auxilia a cognição do julgador, permitindo a visualização direta da condição emocional da vítima no momento da oitiva.
“Totalizamos 86,1% dos municípios de estado com atendimento especializado. E se considerarmos em números de mulheres por município, a cobertura de proteção do Estado é de 97,3% das mulheres. E ainda, com a criação de um procedimento operacional padrão (OPE), que é para atuação padronizada, qualificada de todas as delegacias especializadas de atendimento. Para o ano que vem teremos mais Salas Lilás e com certeza o custo de capacitação, que foi realizado este ano, vai aprimorar mais o nosso atendimento”, disse a delegada Ariene Murad, coordenadora do NIC (Núcleo Institucional de Cidadania).
Também passaram a ser gravados integralmente os autos de prisão em flagrante, desde novembro todos os flagrantes são registrados em vídeo. Houve reforço das equipes e cada plantão passou a contar com dois escrivães, otimizando o registro e o andamento dos procedimentos. E ainda a adesão ao programa MS ACOLHE, com horas extras e aumento do efetivo nos plantões noturnos e de final de semana, que assegura atendimento ininterrupto.
Fotos: Saul Schramm/Secom
A medida protetiva é 100% digital e integrada ao SIGO, agilizando a emissão, controle e cumprimento das medidas, com comunicação imediata entre as instituições.
“A gente registrou em novembro um número superior a 2,3 mil inquéritos policiais, é bastante positivo. Também foram mais de 900 inquéritos policiais relatados. Isso demonstra uma resposta positiva e inibe qualquer sentimento de impunidade. Além disso o fluxo de trabalho melhorou, as oitivas são de forma individualizada. Assi, o depoimento das vítimas, das testemunhas, é mais fiel. A gente teve em nosso favor a modernização, com a gravação dessas oitivas, que traz agilidade. Então, um depoimento que levava uma hora, já se colhido e reduzido a termo em 10 minutos, mais ou menos”, disse Fernanda Piovano, delegada titular da DEAM.
A nova sede da DEAM com o núcleo de cartórios digitais permite a centralização e digitalização de serviços, liberando capacidade na Casa da Mulher Brasileira para atendimento especializado durante o registro das ocorrências. E ainda as reformas das salas individualizadas de atendimento, onde todas as ocorrências serão gravadas em ambientes isolados, assegurando privacidade e qualidade técnica das oitivas.
Mato Grosso do Sul desenvolveu um conjunto de medidas que marca um novo capítulo no combate à violência contra a mulher no Estado, o que representa um legado histórico de integração institucional, promovendo mudanças estruturais, operacionais e culturais. Além disso, novas tecnologias são constantemente avaliadas para modernizar a gestão e aumentar a eficiência do atendimento, tanto na Capital quanto no interior.
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) torna público o Diagnóstico Situacional da Criança e do Adolescente – 2025, documento técnico de caráter estratégico que servirá de referência para o planejamento, a formulação, o monitoramento e o aprimoramento das Políticas Públicas destinadas à promoção, proteção e garantia dos direitos da criança e do adolescente no âmbito do Município.
O Governo de Mato Grosso do Sul sancionou lei estadual que institui o Fundo Rotativo Penitenciário (FRP), um novo instrumento financeiro voltado ao fortalecimento do sistema penitenciário estadual. Vinculado à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e administrado) pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), ele entra em vigor a partir de janeiro de 2026.
O objetivo central do fundo é garantir recursos próprios e contínuos para atender às necessidades estruturais, operacionais e pedagógicas das unidades prisionais, com foco especial no trabalho prisional e na ressocialização das pessoas privadas de liberdade.
De acordo com a nova legislação, o Fundo Penitenciário será abastecido por diversas fontes, entre elas dotações orçamentárias do Estado, doações e contribuições de pessoas físicas e jurídicas, rendimentos financeiros, além de receitas geradas pela prestação de serviços e pela produção artesanal, industrial e agrícola desenvolvida dentro das unidades prisionais.
Também integram o fundo valores provenientes da comercialização de produtos fabricados no sistema prisional, da remuneração do trabalho do reeducando — conforme autorizado pela Lei de Execução Penal —, de parcerias firmadas com instituições públicas ou privadas e da permissão de uso de espaços prisionais.
Os recursos arrecadados deverão ser aplicados diretamente nas unidades prisionais, preferencialmente naquela responsável pela geração da receita. A lei prevê investimentos em manutenção, reformas, ampliações, aquisição de equipamentos e materiais permanentes, além do custeio de insumos e matérias-primas para atividades produtivas.
Ele também poderá financiar ações de capacitação profissional, atividades educacionais, medidas pedagógicas ligadas ao trabalho prisional, além da manutenção dos serviços penitenciários. Estão previstos ainda recursos para formação e aperfeiçoamento dos servidores penitenciários, escoltas, recambiamentos e despesas com alimentação, transporte e hospedagem de internos em deslocamento.
A legislação veda expressamente a utilização do Fundo para pagamento de despesas com pessoal, e determina que todas as contratações sigam as normas da nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021).
Controle, transparência e fiscalização
A gestão do Fundo Rotativo Penitenciário ficará sob responsabilidade do diretor-presidente da Agepen, que atuará como ordenador de despesas. A lei prevê a possibilidade de criação de uma comissão de fiscalização e estabelece regras rígidas de controle e transparência.
Relatórios trimestrais e anuais detalhando receitas, despesas e saldos financeiros deverão ser encaminhados ao Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF/MS) e aos Juízos da Execução Penal.
A prestação de contas será submetida ao Tribunal de Contas do Estado e aos órgãos de controle interno e externo.
A Agepen poderá firmar parcerias com órgãos estaduais e federais para ampliar as oportunidades de trabalho prisional. Os saldos financeiros ao final de cada exercício serão automaticamente transferidos para o exercício seguinte, garantindo continuidade às ações financiadas pelo Fundo.
Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, com a criação do Fundo Rotativo Penitenciário, o Governo do Estado busca modernizar a gestão do sistema prisional, fortalecer a política de ressocialização e assegurar maior autonomia financeira às unidades, “alinhando eficiência administrativa, responsabilidade fiscal e compromisso social”.
Paralisação dos motoristas pode gerar perdas diárias de até R$ 58 milhões na indústria de transformação da Capital, conforme levantamento da Fiems
A greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus provoca impactos que vão muito além dos transtornos à população e afeta diretamente a atividade econômica de Campo Grande, especialmente a indústria de transformação. Levantamento realizado pelo Observatório da Indústria da Fiems, aponta que as perdas para o setor podem variar de aproximadamente R$ 19 milhões a quase R$ 58 milhões por dia, a depender do percentual de trabalhadores impedidos de chegar ao trabalho por falta de transporte coletivo.
O levantamento foi realizado com base em dados oficiais da Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE, e aponta que, em Mato Grosso do Sul, cada trabalhador da indústria de transformação produz, em média, R$ 3.500 por dia útil. A impossibilidade de deslocamento desses profissionais até seus postos de trabalho resulta em perdas imediatas de produção para o setor industrial.
Campo Grande concentra cerca de 22 mil trabalhadores formais na indústria de transformação, distribuídos em segmentos como confecções, frigoríficos, fabricação de alimentos, vidro, pré-moldados, marcenaria, etc. De acordo com as simulações do estudo, caso 25% desses trabalhadores fiquem impedidos de trabalhar, a perda diária estimada é de aproximadamente R$ 19 milhões. Com 50% de ausência, o prejuízo sobe para cerca de R$ 38,5 milhões, podendo chegar a quase R$ 58 milhões por dia se 75% da força de trabalho não conseguir se deslocar.
Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, os números evidenciam a gravidade da situação. “Quando o trabalhador não consegue chegar à empresa, toda a cadeia produtiva é impactada, com reflexos sobre emprego, renda, arrecadação e competitividade da cidade”, afirmou.
Além da indústria de transformação, outros segmentos industriais também sofrem os efeitos da paralisação, como a construção civil, que enfrenta atrasos no andamento das obras e prejuízos nos cronogramas de entrega.
Estado lidera o país em cobertura vacinal e se consolida como referência em imunização infantil e adulta
Mato Grosso do Sul consolidou-se neste ano como referência nacional em imunização, aplicando mais de 2,5 milhões de doses de vacinas em todo o estado e atingindo nota máxima (100 pontos) no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, conforme levantamento divulgado pelo CLP (Centro de Liderança Pública).
O desempenho reflete o trabalho integrado entre Governo do Estado por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde) envolvendo os municípios e com apoio do Governo Federal, incluindo campanhas planejadas, profissionais capacitados e gestão estratégica, para garantir proteção coletiva e controle de doenças.
“Essa nota máxima em cobertura vacinal é fruto de um trabalho consistente e coletivo. Esse resultado não se explica em um único dado, mas na soma de profissionais preparados, campanhas planejadas com responsabilidade e uma gestão que coloca a saúde pública como prioridade. Cada dose aplicada representa proteção, confiança e futuro para nossa população”, destaca Frederico Moraes, gerente de Imunização da SES.
Diversas frentes de vacinação impulsionaram o desempenho de MS em 2025, evidenciando o esforço coordenado para ampliar a cobertura entre adultos, adolescentes e crianças, além de fortalecer a prevenção contra diferentes doenças. A liderança nacional resulta da convergência de indicadores positivos, com destaque para o desempenho em:
Cobertura vacinal infantil acima da meta: BCG (104,68%), Hepatite B >30d (103,80%), Pneumocócica 10 (96,23%), Rotavírus (93,51%) e a Tríplice Viral D1 (96,28%).
Campanhas sazonais de sucesso: mais de 1 milhão pessoas vacinadas contra Influenza, destas mais de 400 mil em grupos prioritários (crianças, gestantes e idosos).
Vacinas especiais e proteção ampliada: imunização contra dengue com mais de 200mil doses aplicadas, atingindo 100% da meta em 23 municípios do estado;
Introdução da dose zero contra sarampo; oferta da meningocócica ACWY dose de reforço aos 12 meses em todos os municípios; extensão da vacina contra o HPV para jovens e adolescentes não vacinados de 15-19 anos até dezembro de 2025 e dez anos sem casos humanos de febre amarela
Os dados sobre a cobertura vacinal em MS foram extraídos da RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) e são referentes às doses aplicadas até o dia 01/10/25 às 00:00.
Mobilização nas escolas
Em 2025, Mato Grosso do Sul intensificou ações nas escolas por meio da campanha “Aluno Imunizado”, envolvendo alunos, professores e equipes de saúde para ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes.
A participação das escolas permitiu alcançar públicos estratégicos, reforçando a cultura de prevenção e a importância da vacinação desde cedo. A iniciativa contribuiu para consolidar a liderança nacional do estado em imunização, garantindo que mais crianças recebessem vacinas essenciais e fortalecendo a proteção coletiva. No primeiro semestre de 2025, a estratégia possibilitou a oferta de mais de 122 mil doses de vacina aos estudantes.
Mato Grosso do Sul projeta para 2026 a manutenção de um alto patamar de investimento público, reafirmando o equilíbrio fiscal e a solidez das contas estaduais, mesmo em um cenário de retração de receita.
Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, sancionado nesta terça-feira (16) pelo governador Eduardo Riedel, mostra que o Estado segue em trajetória de crescimento, com previsão de receita total de R$ 27,19 bilhões, ante R$ 26,4 bilhões estimados no exercício de 2025, um avanço de 3%.
Alinhado à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e ao Plano Plurianual (PPA) 2024–2027, o documento observa normas federais e estaduais que regem o planejamento público. A proposta detalha os orçamentos fiscal e da seguridade social, estabelecendo receita e despesa total.
O texto também define limites de gastos para os diversos Poderes e fundos estaduais, incorpora o Plano de Contratação Anual (PCA) e prevê a possibilidade de abertura de créditos suplementares, assegurando flexibilidade e governança na execução orçamentária.
Mais do que um instrumento técnico, a LOA expressa o compromisso de Mato Grosso do Sul com uma gestão fiscal responsável e de longo prazo, voltada à eficiência do gasto público e à sustentabilidade financeira.
Do total previsto, aproximadamente R$ 3,44 bilhões serão destinados a investimentos diretos em 2026, valor que mantém Mato Grosso do Sul entre os estados com maior proporção de investimento sobre a receita corrente. O orçamento fiscal representa R$ 18,64 bilhões, enquanto o da seguridade social soma R$ 8,55 bilhões.
A proposta orçamentária demonstra a capacidade do Estado de Mato Grosso do Sul de manter o nível de investimento público, mesmo diante de um cenário de retração da arrecadação.
A queda nas importações de gás natural da Bolívia, que reduziu significativamente o recolhimento do ICMS, e os impactos da quebra de safra impuseram desafios adicionais à receita estadual.
Ainda assim, o Governo do Estado manteve o compromisso com o investimento produtivo e com o atendimento à população, adotando medidas de ajuste fiscal e reduzindo em até 25% o custeio da máquina pública.
Essa decisão foi conduzida com responsabilidade e planejamento, de modo a garantir a continuidade dos investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública.
Um outro ponto de destaque é a decisão do governador Eduardo Riedel de manter a alíquota modal do ICMS em 17%, a menor do país. Enquanto diversos estados elevaram suas alíquotas para enfrentar a queda de arrecadação, chegando a 23% no caso do Maranhão , Mato Grosso do Sul optou por preservar a competitividade econômica, proteger o poder de compra da população e evitar repasses inflacionários.
A medida reforça o modelo de governança fiscal responsável, que privilegia o ambiente de negócios e incentiva o investimento privado.
Segundo dados da LOA, mesmo com a alíquota reduzida, a receita líquida tributária estadual está projetada em R$ 22,3 bilhões, o que demonstra eficiência na arrecadação e confiança na retomada econômica.
Essa política tem reflexo direto no cotidiano do cidadão sul-mato-grossense. O governo mantém isenção ou redução do ICMS para diversos produtos da cesta básica, com alíquotas que variam entre 0% e 7%, bem abaixo da taxa modal, garantindo preços mais acessíveis e alívio no custo de vida, especialmente para as famílias de menor renda.
O resultado dessa estratégia é um orçamento equilibrado e coerente com o cenário econômico, que mantém a capacidade de investimento sem aumentar impostos. O Estado preserva o equilíbrio fiscal junto e segue sendo referência nacional em gestão responsável e planejamento estratégico.
Além dos investimentos do Tesouro, o orçamento das sociedades de economia mista, como a Sanesul, a MSGás e as Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul, totaliza R$ 870,6 milhões, reforçando o papel do setor público estadual como motor do desenvolvimento. A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) responde sozinha por R$ 691,9 milhões desse montante, evidenciando o foco em infraestrutura e qualidade de vida.
Com a Reforma Tributária em fase de transição e regulamentação, o governo estadual adota postura cautelosa na execução orçamentária, preservando margem fiscal para se adequar às novas regras do sistema de arrecadação. A LOA de 2026 já incorpora mecanismos de resiliência e ajustes técnicos que visam preparar o Estado para a implementação do novo modelo de tributação sobre o consumo.
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), iniciou nesta semana a entrega de 4.526 cestas básicas natalinas destinadas às famílias em situação de vulnerabilidade social atendidas pela rede socioassistencial do município.
A ação teve início ontem, segunda-feira, 15 de dezembro, e segue ao longo da semana. Nesta terça-feira, 16 de dezembro, foi realizado mais um dia de entregas, novamente com a presença do Prefeito Dr. Cassiano Maia, da primeira-dama Kelly Abonizio, do secretário municipal de Esporte, Juventude e Lazer, Walter Dias (Hulk), das diretoras da Assistência Social Rosimeire Cardoso, Nayane Gonzaga e Laura Daniela, além dos vereadores Mário Grespan, Sirlene do Arapuá e Fernando Jurado, representando a Câmara Municipal.
As entregas têm início às 7h e seguem até às 17h, conforme cronograma organizado pela SMAS. A ação acontece entre os dias 15 e 19 de dezembro, em locais próximos aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), garantindo mais comodidade às famílias beneficiadas.
As cestas básicas são destinadas às famílias devidamente cadastradas e acompanhadas pelos CRAS, que atendem aos critérios da Política de Assistência Social e estão inscritas no Cadastro Único do Governo Federal. A retirada ocorre mediante apresentação de senha, nos dias, horários e locais previamente definidos.
Além da área urbana, a campanha também contempla famílias do Distrito de Arapuá, do Garcia e da zona rural, reafirmando os valores de responsabilidade social e solidariedade da gestão municipal.
IMPORTANTE
Nos dias de entrega das cestas básicas, não haverá atendimento ao público nas unidades dos CRAS de referência, uma vez que as equipes estarão integralmente mobilizadas para a realização da ação.
AGENDA DE ENTREGA – CAMPANHA NATAL SOLIDÁRIO 2025
Quarta-feira – 17/12 Arapuá / CRAS Ruth Máximo Filgueiras (Equipe Volante) Local: Centro Comunitário do Arapuá Horário: 8h30
CRAS Amélia Jorge de Oliveira Local: Escola Municipal Elson Lote Rigo – Rua Marcílio Dias, 2916 – Jardim Primavera Horário: 7h às 13h
Quinta-feira – 18/12 CRAS Vila Piloto Local: MSMT – Centro Juvenil Jesus Adolescente Endereço: Rua Dom Bosco, 221 – Vila Piloto Horário: 7h às 13h
Sexta-feira – 19/12 CRAS Interlagos Local: SMAS – Av. Aldair Rosa de Oliveira, 1622 – Vila Cardoso Horário: 7h às 13h
Em alusão ao Dezembro Laranja, mês de conscientização sobre o câncer de pele, a Prefeitura de Três Lagoas apoiou a realização do Mutirão Dermatológico na Praça Ramez Tebet. A ação teve como objetivo a detecção precoce de alterações suspeitas, que foram realizadas pelas médicas Dra. Aline e Dra. Lilian, que fizeram cerca de 200 avaliações de lesões cutâneas.
Os pacientes atendidos receberam orientações para procurar as Unidades de Saúde, onde poderão solicitar encaminhamento ao Centro de Especialidades Médicas (CEM) para avaliação com dermatologistas. Para as unidades que dispõem de equipamentos para avaliação dermatológica, o procedimento poderá ser realizado diretamente.
Além disso, o fluxo de atendimento e encaminhamento foi repassado aos médicos da regulação e ao CEM, garantindo a continuidade do cuidado e o acompanhamento adequado dos casos identificados.
Nova tecnologia reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a gestão de resíduos industriais com foco em reaproveitamento
A Eldorado Brasil Celulose iniciou a operação de uma planta inovadora de secagem de lodo biológico, em sua fábrica em Três Lagoas. O marco é mais um dos avanços nas estratégias da empresa na transformação de resíduos em energia e na ampliação da eficiência ambiental de suas operações. O projeto, que utiliza tecnologia fornecida pelo grupo internacional ANDRITZ, consolida o modelo de economia circular adotado pela companhia desde a sua fundação
Com capacidade para processar até 22 toneladas de sólidos secos por dia, a planta foi projetada para secar o lodo biológico gerado a partir do processo do tratamento de efluentes industriais. Após a secagem, o material passa a ser usado como combustível na caldeira de força da fábrica, reduzindo significativamente o volume de resíduos enviados a aterros sanitários, beneficiando o meio ambiente e gerando ganhos energéticos expressivos.
“Temos sustentabilidade e inovação como importantes direcionadores de negócio, na Eldorado. Essa nova planta reforça e consolida nosso compromisso com a redução de impactos ambientais e o uso responsável dos recursos naturais”, diz Franco Picinalli Pereira, Gerente Executivo Industrial de Engenharia da Eldorado Brasil Celulose.
O sistema foi desenvolvido para garantir alta eficiência, segurança operacional e baixos custos de manutenção. A operação é garantida pelo secador de pás, que assegura desempenho superior e estabilidade no processo de secagem. O projeto contempla ainda sistemas completos de manuseio, aspiração de ar, condensação de gases e automação, assegurando um processo limpo e controlado.
Sobre a Eldorado Brasil
A Eldorado Brasil Celulose, empresa do Grupo J&F, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 6 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.
Técnica de entrelaçar fios com o crochê é atemporal e ganha destaque nas passarelas de MS. (Foto: Arquivo Pessoal)
Acompanhado pelo Sebrae/MS, artista Hígor Euzébio profissionalizou a marca e ampliou conexões no mercado criativo
Desde criança, a curiosidade do artista têxtil Hígor Euzébio o levava a rodear as tias, seguindo horas de carreiras de fios entre pontos de crochê. Na pandemia, quando muitos se aventuraram em novos hobbies, o sul-mato-grossense começou a desenvolver peças entrelaçando fios – uma forma de manter o foco e atravessar um período difícil. O que nasceu como memória afetiva logo ganhou contornos de linguagem artística e, com o tempo, estrutura de negócio. Hoje, suas criações já vestem grandes estrelas da MPB.
“Nem passava pela minha mente fazer roupas para vender. Como eu trabalhava muito com desfiles e editoriais, por vir de um processo como cabeleireiro e maquiador, começaram a chegar pedidos. As peças saíram do meu uso pessoal para o comercial”, conta Hígor. Há pouco mais de um ano, ele lançou a marca que leva seu nome para atender demandas de amigos do setor de moda em Campo Grande. Esse movimento marcou o início de uma nova etapa, já acompanhada pelo Sebrae/MS, voltada à organização, posicionamento e profissionalização do empreendimento.
Selecionado para o Festival de Inverno de Bonito em 2024, Hígor viveu um processo de autodescoberta também como empreendedor. Biomédico de formação, precisou aprender a conciliar agenda, produção artesanal e estratégia de marca, alinhando criatividade e gestão. “Meu tempo de produção dura no mínimo três dias. A peça que demorei mais foi a arara [um vestido de crochê que retrata a ave], com três semanas. Exploro diversas técnicas no crochê, sempre com algo a mais: pérolas, pedrarias, metais, arames, sementes. Agora, uso até crochê resinado no próximo lançamento”, detalha.
Esse cuidado com o tempo e os processos dialoga diretamente com os princípios da sustentabilidade e do slow fashion. A marca de Hígor valoriza recursos locais e se contrapõe à lógica da produção globalizada em massa, conceitos que foram sendo aprofundados. “Enquanto o fast fashion descarta, o crochê reduz impactos. As peças duram mais que uma camiseta básica. Já realizo ações como o descarte correto de embalagens e a devolução dos cones de linha à fábrica, além de sempre levantar a bandeira da sustentabilidade”, afirma.
A consolidação da marca de Hígor Euzébio no mercado criativo conta com o apoio do Sebrae/MS, desde a orientação técnica, acesso a conhecimento, participação em eventos e geração de conexões estratégicas. Esse suporte é fundamental para transformar a produção artística em um negócio sustentável, capaz de dialogar com o mercado sem perder identidade.
Segundo a analista-técnica do Sebrae/MS, Penélope Haradon, profissionalizar artistas que estão na base da Economia Criativa exige um trabalho contínuo, que une teoria e prática. “Mentorias com especialistas, consultorias personalizadas e oportunidades de exposição estruturam jornadas criativas. Assim, o criador vira empreendedor, ganha autonomia e se insere no mercado com força e clareza”, explica. Ela destaca ainda que, ao aproximar estilistas, figurinistas, produtores e marcas em um mesmo ambiente, o Sebrae cria pontes que ampliam a visibilidade e aceleram trajetórias. “Esse tipo de conexão transforma carreiras, fortalece a moda local e mostra que o talento de Mato Grosso do Sul tem força para brilhar em qualquer lugar.”
Inserido nesse ecossistema, Hígor passou a compreender com mais clareza o posicionamento da própria marca e a força de sua identidade territorial. “Defino meu estilo como ousado porque minha marca tem muita essência, que vem do Pantanal. Entendi a importância do conceito Made in Pantanal e tomei isso como meta. O papel do Sebrae é fundamental, porque sentar para estudar o negócio é uma ferramenta que faz qualquer empresa prosperar”, reforça.
Foi nesse contexto que uma conexão decisiva aconteceu na última edição do EmpreendeFest 2025, maior festival de empreendedorismo de Mato Grosso do Sul, realizado pelo Sebrae em Campo Grande. Durante o desfile que integrou a programação, uma criação de Hígor chamou a atenção da figurinista Karen Bustolini, convidada pelo Sebrae/MS para ministrar uma palestra sobre mercado da moda e economia criativa no evento. “Ela desceu do palco, procurou a organização para saber de quem era a roupa e quis me conhecer. A partir dali, fizemos uma parceria muito bacana”, relata.
A partir dessa ponte construída dentro do ecossistema Sebrae, a carreira de Hígor ganhou novos contornos. Karen o conectou a artistas de grande visibilidade, ampliando o alcance de sua linguagem estética, musical e espiritual. No clipe “É Terreiro”, Daniela Mercury veste uma criação do artista com franjas que celebram ritmos afro-brasileiros. Inspirada na entidade Maria Padilha, a peça traz o vermelho como protagonista. “Era um vestido que criei para um desfile do Sebrae em 2024, quando o Pantanal estava pegando fogo. Chamei de ‘Pantanal em Chamas’, com degradê do vermelho ao laranja; quando a pessoa gira, parece uma chama”, relembra.
A trajetória internacional também começou a se desenhar. A cantora Juliane Gamboa, indicada ao Grammy Latino 2025 como Artista Revelação com o trabalho JAZZWOMAN, usou uma criação exclusiva de Hígor em Las Vegas. “Conseguimos sentar para conversar e alinhar ideias. Ela trouxe referências de cores e texturas e, a partir disso, criei o vestido ‘Seriema’, com base marrom e franjas douradas que remetem ao animal”, explica.
Brincando com movimento, texturas e comprimentos em vestidos longos, as criações de Hígor chamam a atenção, ao mesmo tempo que enaltecem uma produção manual e tradicional. “Ver meu trabalho ganhar o mundo dentro de uma técnica que estava quase esquecida é muito emocionante. O crochê está sendo resgatado, e tento transformá-lo para que nunca seja esquecido”, finaliza.
Atualmente, o artista vem projetando utensílios de trabalho no Living Lab, laboratório de inovação aberta e prototipagem do Sebrae/MS, desenvolvendo soluções que otimizam a produção artesanal e ampliam a eficiência do processo criativo. Para mais informações sobre as ações do Sebrae, a Central de Relacionamento atende pelo 0800 570 0800, e o portal é ms.sebrae.com.br.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, esclareceu um furto ocorrido em uma residência localizada no Bairro Interlagos, em Três Lagoas, logrando êxito na recuperação da maior parte das joias subtraídas da vítima.
O crime foi registrado após a proprietária do imóvel constatar o desaparecimento de diversas peças de joalheria, avaliadas em significativo valor sentimental e financeiro. No decorrer das investigações, apurou-se que o furto teria ocorrido durante o período em que o imóvel recebeu serviços de limpeza realizados por empresa terceirizada, circunstância que direcionou a linha investigativa adotada.
A partir de diligências, oitivas e levantamento de informações, os policiais civis conseguiram identificar a autora do crime, T.A.O., de 45 anos, bem como localizar e recuperar a maior parte das joias furtadas, as quais serão devidamente restituídas à vítima após a conclusão dos trâmites legais.
Em depoimento, T.A.O. confessou a autoria delitiva, detalhando a dinâmica do crime e indicando, inclusive, o local onde se encontrava a maior parte das joias subtraídas.
As investigações prosseguem com o objetivo de localizar o restante dos bens e assegurar a completa responsabilização dos envolvidos, com o devido encaminhamento do procedimento à Justiça.
A autora responderá pelo crime de furto qualificado, cuja pena, em caso de condenação, pode alcançar até oito anos de reclusão, nos termos da legislação penal vigente.
A Polícia Civil de Três Lagoas reafirma seu compromisso com o combate aos crimes contra o patrimônio, destacando a importância do trabalho técnico e contínuo desenvolvido pelas equipes investigativas para a rápida elucidação dos fatos e a responsabilização dos autores.
A colaboração da comunidade é fundamental. Informações e denúncias podem ser repassadas à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas/MS pelos telefones (67) 3919-1514 ou (67) 9967-2261 (WhatsApp), com garantia de anonimato.
Durante duas semanas, estudantes do IFMS conheceram a cultura canadense (Foto: Acervo Pessoal)
Ações de mobilidade internacional garantem a estudantes vivências no Canadá e trocas culturais com jovens do Quênia
Em sua primeira viagem internacional, a estudante do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Talita Mendonça Marques, teve o sol de Toronto, no Canadá, como cenário de dias inesquecíveis. A jovem, que cursa Licenciatura em Computação no Campus Jardim, foi uma das selecionadas para fazer um intercâmbio na maior cidade canadense.
“A experiência está sendo literalmente mágica, porque tudo era só no campo das ideias, da imaginação. Vivenciar tudo isso é muito divertido”, descreveu a estudante nos últimos dias do intercâmbio.
No Canadá, ao contrário dos países tropicais, os dias são mais longos (em algumas épocas escurece só às dez da noite). E longas também foram as conexões que Talita fez. As descobertas e amizades construídas nas duas semanas de intercâmbio venceram o desafio de se comunicar em outro idioma e diante de uma cultura tão diferente da nossa.
“Se não fosse o apoio do IFMS, eu não teria nenhuma condição de estar aqui. A gente não precisou quebrar a cabeça com a parte burocrática, só está vivendo a experiência, e ela está sendo incrível”, celebrou.
Para que familiares, amigos e curiosos pudessem acompanhar cada passo de Talita no Canadá, a jovem criou um perfil no Instagram onde fez relatos diários das experiências vividas em Toronto.
Giovani Pesoti Feltrin, estudante do curso técnico em Informática do Campus Ponta Porã, viveu sentimento parecido. Outro ‘calouro’ em viagens internacionais, o jovem explicou, ainda em terras canadenses, que todos os momentos da imersão cultural em Toronto foram de aprendizado.
“Estou em situações que me fazem agir de forma diferente, experimentar novas comidas, conhecer lugares que para mim eram estranhos, além de conviver com outras nacionalidades”, comentou na ocasião.
O estudante fez questão de absorver o máximo possível da vivência. “Estou tentando me abrir para uma nova cultura e um novo jeito de pensar, mais do que tentar implementar algo que já estou acostumado”, finalizou.
No total, 13 estudantes e dois servidores do IFMS participaram do intercâmbio de curta duração em Toronto. Entre os dias 22 de novembro e 5 de dezembro, o grupo participou de uma série de atividades com foco no aprimoramento da língua inglesa e na vivência intercultural.
A ação foi organizada pela Assessoria de Relações Internacionais (Asint), ligada à Pró-Reitoria de Extensão (Proex), que selecionou os estudantes por meio do Edital nº 60/2025 e os servidores por meio do Edital nº 70/2025.
Ao todo, o IFMS disponibilizou cerca de R$ 300 mil para custear o intercâmbio para dez estudantes e dois servidores, recurso que foi repassado à instituição pela deputada federal Camila Jara, por meio de uma emenda parlamentar individual. Dois estudantes, um de Campo Grande e outro de Ponta Porã, tiveram as despesas pagas pelos respectivos campi. E um estudante, também do campus da capital, participou da atividade com recursos próprios.
Para Tânia Sasaki, assessora de Relações Internacionais do IFMS, o intercâmbio amplia a formação ao permitir que estudantes vivenciem outras culturas, aprimorem competências linguísticas e fortaleçam a autonomia.
“Essa ação democratiza o processo de internacionalização enquanto estratégia pedagógica, pois beneficia estudantes de baixa renda com alto coeficiente de rendimento. Foi uma ação baseada na crença que a internacionalização pode ser inclusiva evitando que seja privilégio de poucos”.
A assessora destaca que ações de mobilidade internacional fazem parte de uma política institucional que busca preparar estudantes para atuar de maneira crítica, global e colaborativa.
“O IFMS entende que a internacionalização não é apenas um destino, mas um processo contínuo de aprendizagem, que promove estímulos permanentes ao pensamento crítico, à flexibilidade intelectual e à capacidade de analisar e comparar diferentes contextos”.
Para a estudante Talita, as visitas técnicas foram um dos pontos altos da experiência internacional.
“A arquitetura é linda, mas eu amei demais as visitas aos colleges e universidades, para saber os tipos de programas que ocorrem no Canadá. Consigo visualizar nesses lugares tudo aquilo que o próprio IFMS faz, o investimento na educação, na acessibilidade. A parte tecnológica é o que mais me encanta”, analisou a estudante ainda no Canadá.
Giovani avalia que o apoio do IFMS foi decisivo para que o intercâmbio se concretizasse. “Nos foi dado apoio suficiente para a viagem ser executada”. Mas, para ele, o maior aprendizado está na autonomia. “Às vezes você tem que fazer acontecer, independentemente de saber ou não. É isso que estou levando”, afirmou.
Intercâmbio com estudantes do Quênia foi on-line, mas rico de trocas culturais (Foto: Acervo Pessoal)
Desde junho, 40 estudantes — 19 do IFMS, fluentes em língua inglesa, e 21 da instituição queniana — participam de encontros mensais on-line para troca de experiências culturais sobre meio ambiente, educação e cultura. A atividade resultou na produção conjunta de materiais com potencial de publicação e ações nas comunidades locais.
A coordenação da ação no IFMS é das professoras de Língua Inglesa Mariana Nunes, do Campus Jardim, e Mônica Pestana, do Campus Ponta Porã.
O projeto, segundo Mariana, começou com a apresentação dos sistemas educacionais dos dois países e a criação de perfis dos participantes em uma plataforma colaborativa. Nos encontros seguintes, os estudantes compartilharam músicas, culinária típica, fatos históricos e realizaram quizzes e rodas de conversa em pequenos grupos.
Questões éticas e relacionadas à cidadania também foram abordadas, com o debate de temas como violência escolar, meio ambiente e o significado de ser um bom cidadão. O desenvolvimento de atividades criativas buscou estimular a empatia e o pensamento crítico nos participantes.
“Mais do que uma troca acadêmica, o intercâmbio fortaleceu a convivência ética e o respeito intercultural, promovendo a construção de pontes entre realidades diferentes e preparando os estudantes para atuarem como lideranças globais”, explica Mariana.
Ao final, os grupos elaboraram um manifesto coletivo que será publicado na revista mensal da Global Peace Foundation.
Mais informações sobre os intercâmbios realizados pelo IFMS podem ser obtidas pelo e-mail [email protected].
Resultado foi 3% maior em relação ao mesmo período de 2024 e o melhor já registrado para o mês em toda a série histórica
A receita com a exportação de produtos industriais alcançou em novembro US$ 592,9 milhões, crescimento de 3% em relação ao mesmo mês de 2024, garantindo o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica. Os dados fazem parte do levantamento do Observatório da Indústria da Fiems.
Segundo o economista-chefe da Fiems, no acumulado do ano, o total exportado chegou a US$ 7,11 bilhões, um aumento de 15% frente ao mesmo período do ano anterior, quando as vendas ao exterior somaram US$ 6,20 bilhões, o que representa o maior valor já registrado para o período.
“Em termos de participação, em novembro a indústria respondeu por 79% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. No acumulado do ano, essa participação foi de 72%”, destacou Resende.
Grupos industriais que apresentaram maior participação nas receitas de exportação
Os segmentos com maior participação nas receitas de exportação até o momento foram Celulose e papel, Complexo frigorífico e Óleos vegetais e demais produtos de sua extração, que juntos responderam por 81% das exportações do Estado de janeiro a novembro de 2025.
No grupo Celulose e papel, a receita acumulada foi de US$ 2,8 bilhões. O principal produto foi a pasta química de madeira. Entre os principais compradores estão China, Itália, Holanda, Turquia e Estados Unidos.
O Complexo frigorífico somou US$ 1,7 bilhão entre janeiro e novembro. Os principais produtos foram carnes desossadas congeladas e refrigeradas de bovino e peito de frango desossado e congelado. China, Estados Unidos, Chile, México e Holanda lideram entre os importadores.
Já o grupo de Óleos vegetais e demais produtos de sua extração registrou receita de US$ 514,5 milhões. Os produtos mais exportados foram bagaços e resíduos da extração do óleo de soja, farinhas e pellets de soja e óleo de soja bruto. Holanda, Polônia, Indonésia, Índia e Espanha foram os principais destinos.
Equipes de fiscalização vão percorrer as Unidades para inspeção física, registros fotográficos, análise documental, realização de entrevistas e aplicação de questionários
O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, em cumprimento ao seu papel institucional de fiscalizar a gestão e aplicação dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), realiza nesta terça-feira (16), mais uma etapa da II Fiscalização Ordenada da Atenção Primária à Saúde. Desta vez a ação será nas Unidades Básicas de Saúde de Campo Grande, município da jurisdição do conselheiro Osmar Domingues Jeronymo.
Equipes de fiscalização vão percorrer as principais Unidades para inspeção física, registros fotográficos, análise documental, realização de entrevistas e aplicação de questionários.
Os dados coletados vão permitir realizar o diagnóstico situacional das unidades fiscalizadas, estabelecer parâmentos para o monitoramento das eventuais melhorias recomendadas. Além disso, os resultados vão revelar para os gestores as oportunidades de melhorias e os principais gargalos das unidades, permitindo a elaboração de um plano de ação para melhorar os serviços ofertados e assegurar uma prestação de serviço mais eficiente para a população.
A Atenção Primária à Saúde (APS), considerada a porta de entrada preferencial dos usuários no SUS, é responsável por atender a maioria dos problemas de saúde, resolvendo-os diretamente ou encaminhando-os para outros níveis de tratamento. Investir na melhoria da gestão, infraestrutura e acessibilidade das Unidades Básicas de Saúde (UBS) não apenas eleva a qualidade de vida da população, mas também contribui para reduzir a pressão sobre os demais níveis de atenção à saúde.
Fiscalização no interior
A primeira etapa da II Fiscalização Ordenada da Atenção Primária à Saúde foi realizada nos municípios de Jaraguari, Rio Negro, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Camapuã, Rochedo, Corguinho e Rio Verde de Mato Grosso, também da jurisdição do conselheiro Osmar Domingues Jeronymo.
A ação mobilizou 12 auditores e avaliou 40 unidades com foco na infraestrutura, funcionamento, condições sanitárias, atendimento, recursos humanos, equipamentos, disponibilidade de medicamentos, imunização e resolubilidade dos serviços oferecidos à população.
O trabalho identificou as fragilidades que impactam diretamente no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde como falta de informações na entrada das unidades sobre horário de atendimento, nome do responsável pela gestão e mapa de abrangência das equipes; ausência de médicos no momento da fiscalização em algumas UBS; precariedade na infraestrutura; falta de alvará da Vigilância Sanitária e do certificado de licenciamento do Corpo de Bombeiros; armazenamento inadequado de medicamentos e falta de insumos essenciais; uso de geladeiras domésticas para imunização; equipamentos inoperantes ou sem condições de uso para realização de exames e falta de canais formais para reclamações dos usuários.
No último sábado, 13 de dezembro, foi realizada no Ginásio Municipal Cacilda Acre Rocha, a Copa Três Lagoas de Judô, onde reuniu atletas do esporte e população em geral que foram até o local prestigiar as competições. O evento foi realizado pelo Judô Clube Três Lagoas e contou com a parceria da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (SEJUVEL).
Fotos: Prefeitura de Três Lagoas
Ao todo, foram 195 atletas inscritos na competição de cinco cidades diferentes: Campo Grande que foi representada pelas Associação Desportiva Moura, Associação Marrua de Judô, Associação Mifune de Judô, Associação Alicerce, Judô Clube Rocha; Itaporã representada por Associação Yada; Glória de Dourados representada pela Associação Glória de judô Kodokan; Coxim representada pela Associação Mitaykai; e Três Lagoas representada por Judô CEAT e Associação Vital Força de Judô, que tem filiais em Água Clara e Ribas do Rio Pardo.
Fotos: Prefeitura de Três Lagoas
Em um sábado de emoção, os atletas mostraram todo talento e progresso no esporte. Mais um evento esportivo realizado com o apoio da SEJUVEL, que comprova nosso compromisso com o esporte da nossa cidade.
Modernização e ampliação dos terminais portuários T32 e DP World possibilitaram um aumento de 75% da movimentação em relação ao ano anterior
Um ano após concluir a ampliação e modernização de seus terminais no Porto de Santos, a Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, celebra a marca de 5,525 milhões de toneladas de celulose escoadas para o mercado externo, um crescimento de 75% em relação ao período anterior às obras. O resultado também reflete o acréscimo da produção oriunda da Unidade Ribas do Rio Pardo, que entrou em operação em julho de 2024.
“Os resultados das nossas operações nos terminais em Santos refletem o comprometimento da Suzano e de toda a equipe envolvida em garantir operações cada vez mais eficientes e sustentáveis. Atualmente, nossa operação logística foi estruturada para que toda a produção destinada ao Porto de Santos seja transportada por ferrovia, representando um avanço importante na estratégia de redução do uso de combustíveis fósseis e das emissões associadas”, destaca Renan Volpatto, gerente executivo de Logística da Suzano.
Foto: Divulgação
De acordo com Patricia Lascosque, superintendente institucional de Logística da Suzano, unir essa eficiência e proteção do meio ambiente é crucial para a companhia: “Essa aliança entre resultados operacionais e ambientais vem ao encontro de um dos nossos principais direcionadores, que diz que ‘só é bom para nós se for bom para o mundo”.
Investimentos
Do total de investimentos da companhia em novas tecnologias e modernização da logística para o escoamento da produção, R$ 443 milhões foram destinados aos dois terminais portuários em Santos.
No terminal T32, as obras contemplaram a ampliação do armazém de celulose de 21.000 m² para 28.000 m² de área construída, bem como e a modernização em todos os processos, incluindo a implantação de dois Pórticos Rolantes, equipamentos de elevação instalados sobre trilhos que permitem a movimentação de até 48 toneladas cada um. Além deles, foram instalados quatro novos ramais ferroviários de 300 metros de comprimento cada linha.
Os novos equipamentos possibilitam o descarregamento ferroviário de até 44 vagões simultaneamente. O terminal é operado em parceria com a Portocel desde o início do ano.
Já no terminal DP World, construído pela Suzano e operado pela empresa DP World Santos, a companhia investiu na ampliação do armazém de 36.000 m² para 51.000 m² de área construída, ampliando em quase 40% a capacidade estática de armazenamento, que pode chegar a 160 mil toneladas. A capacidade de movimentação de carga anual aumentou de 3,6 milhões para 5 milhões de toneladas.
As obras ainda contemplaram a instalação de mais duas pontes rolantes, com capacidade de 40 toneladas cada uma.
Foto: Divulgação
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br .
Em Bataguassu, a ZPE possui uma área de 2 milhões de metros quadrados localizada na rodovia MS 395, km 2,5 entre o Rio Pardo e a cidade de Bataguassu e está em um ponto estratégico de convergência, entre o Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiânia, Paraguai e Mercosul
A Zona de Processamento de Exportação de Bataguassu (ZPE), de Bataguassu, segue com as obras o mais rápido possível. Com a previsão de começar a operar já no primeiro semestre de 2026, o empreendimento inicia um novo ciclo no município que vai prospectar investidores a partir das obras de alfandegamento e gerar muitos empregos para a cidade.
Área onde a ZPE está sendo construída na saída para Brasilândia, às margens da MS 395, próximo do Rio Pardo (Foto: Perfil News)
Nesta semana, os executivos se reuniram com o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP). A reunião foi muito produtiva e levou ótimas notícias para a região leste do Estado.
O sócio diretor-presidente da EGEZPE, Germano Augusto Pereira e Silva, empresa gestora da ZPE em Bataguassu, conversou com o Perfil News e adiantou como foi o encontro com o governador do Estado. Ele também explicou como estão as obras desse empreendimento tão esperado não só por Bataguassu, mas pelo mundo.
APOIO GOVERNAMENTAL
Durante evento de Citricultura realizado na semana passada em Três Lagoas, o governador Eduardo Riedel e o secretário Jaime Verruck receberam a comissão da ZPE para uma reunião (Foto: Perfil News)
“O governo de Mato Grosso do Sul sempre apoiou a ZPE. Eles são parceiros e pessoas competentes. É notório, basta ver o crescimento do Estado. Um país é forte quando ele exporta mais do que importa, então estamos em uma ZPE para agregar valor no produto brasileiro para a exportação. O mercado mundial é muito competitivo e nós temos uma carga tributária elevada. Com a ZPE, criamos empresas competitivas para exportar para o mercado externo”.
Ainda de acordo com Germano, a ZPE é uma concessão do governo de 20 anos, podendo renovar mais 20 anos, mas com uma segurança jurídica, permitindo ao empresário investir a cada duas décadas, podendo renovar independente da gestão governamental que existir em Brasília.
“A ZPE veio para fortalecer e oferecer segurança ao empresário que quer agregar valor ao produto e exportar. Temos duas empresas aguardando o alfandegamento que será inaugurado pela Receita Federal em fevereiro de 2026. São empresas de alta tecnologia e nenhum tipo de poluição. Duas empresas de alto gabarito estão vindo para Bataguassu. A Rota Bioceânica também vai nos ajudar muito, diminuindo 9 mil quilômetros para exportarmos para o mercado asiático, tanto para ida como para a chegada de produtos importados. É um grande desenvolvimento para o país. O governo do Estado está ajudando a ZPE, os incentivos e trazendo empresas. O secretário Jaime Verruck está fazendo isso de forma espetacular. Mato Grosso do Sul é exemplo de desenvolvimento”, disse.
ALINHAMENTO
Durante visita à Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bataguassu, o secretário-executivo do Conselho Nacional das ZPEs, Fábio Pucci, destacou o alinhamento entre governo federal, Estado e atores locais para a consolidação do empreendimento. A avaliação ocorreu após reunião com o governador e o secretário estadual de Desenvolvimento, em Três Lagoas.
“Ficou evidente o comprometimento do governo estadual em transformar a ZPE em um polo de investimentos, geração de empregos e desenvolvimento econômico. Com experiência no acompanhamento de ZPEs em todo o país, ele afirmou que Bataguassu reúne condições diferenciadas, como infraestrutura rodoviária, potencial da hidrovia e proximidade com a cadeia da celulose e do agronegócio”, disse Pucci.
Outro ponto ressaltado foi a localização estratégica do município na rota bioceânica, que pode ampliar as alternativas logísticas e reduzir custos para empresas que se instalarem na região. Para o secretário, esses fatores fortalecem a capacidade da ZPE de atrair novos empreendimentos e agregar valor à produção local.
Durante a visita às obras, Pucci elogiou o ritmo acelerado dos trabalhos e afirmou que a inauguração deve ocorrer nos próximos meses. “Há seriedade e foco na execução do projeto, com investimentos adequados para que a ZPE comece a operar e, a partir disso, se expanda gradualmente”, concluiu.
REUNIÃO PRODUTIVA
Kleber Gomes Barros, atua como um dos coordenadores da Secretaria Executiva do Conselho Nacional das ZPEs. Ele explica que a reunião com o governador foi muito produtiva. O chefe da governadoria sinalizou de forma positiva durante o encontro.
“Nesse momento estamos falando a mesma língua. As obras estão avançadas e saindo do papel. Queremos que a ZPE prospere e vire a realidade que estamos vivendo. O potencial é grande. Teremos desenvolvimento, geração de emprego, tecnologia. São muitos benefícios e veremos os resultados em breve. Temos o empenho de todos os envolvidos. O potencial é grande em Bataguassu com ótimos projetos. Temos potencial humano e geográfico. Não tem como não dar certo. É um momento feliz, resultado de um trabalho árduo de todos os envolvidos. Levamos um quadro positivo. Melhor do que a fala é ver o resultado. O Brasil é um grande exportador de várias áreas e a facilidade da Rota Bioceânica é mais uma oportunidade. Novos caminhos serão abertos”, disse.
BENEFÍCIOS TRIBUTARIOS
A ZPE é um espaço onde as indústrias operam com benefícios tributários, cambiais e administrativos, com contrapartida de exportar no mínimo 80% da produção.
Em Bataguassu, a ZPE possui uma área de 2 milhões de metros quadrados localizada na rodovia MS 395, km 2,5 entre o Rio Pardo e a cidade de Bataguassu e está em um ponto estratégico de convergência, entre o Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiânia, Paraguai e Mercosul.
A ZPE Bataguassu pretende ser um dos maiores polos industriais para exportação do setor do agronegócio brasileiro, com disposição logística eficiente e barata. O complexo industrial, em sua estrutura completa, contará com lotes ou galpões para locação, avenidas pavimentadas, energia elétrica subterrânea, iluminação pública e polo de serviços compartilhados.
TECNOLOGIA
Murilo Cassis é um dos investidores da ZPE. Representante da Biotub Tubetes Biodegradaveis ele explica que as fábricas de celulose da região foi um dos motivos da empresa se instalar na ZPE de Bataguassu.
“Temos a intenção de implantar uma fábrica com a produção do material tecnológico que temos de insumos, maquinários, o qual já temos um braço inserido nesse setor da sivicultura do ramo da celulose. Pela exportação a ZPE é muito importante. A nossa empresa já tem um cronograma de tecnologia, inclusive de maquinário, com uma produção de máquinas próprias para avançarmos muito a produção no próximo ano que vai atender as empresas locais, mas também a exportação”, explicou Murilo.
ADOÇANTE A BASE DE MANDIOCA
O diretor da Biofaz Sugar, Norail José Rodrigues, ressaltou a inovação do projeto aprovado para a produção e exportação de um adoçante a base mandioca. Um produto novo no mercado, promete ser sucesso com a ZPE.
“Fiquei muito feliz com o que eu vi aqui em Bataguassu. Houve uma mudança radical, tomando corpo de aspecto de instalação de indústria. Espeço teve uma grande evolução. Estamos ansiosos pelo alfandegamento da áera, para que possamos tomar as ações. A nossa instalação é imediata. A ideia é começar assim que conseguirmos as licenças. Aqui é uma região privilegiada e para nossa matéria prima nós já temos um bom fornecimento para início do nosso projeto. Nosso pensamento é aumentar as plantações no decorrer do tempo, principalmente voltadas a agricultura familiar. Aqui é uma região que começou com eucalipto e vamos buscar espaços a áreas menores. Nós teremos pelo menos 100 empregos diretos, mas também teremos os indiretos, as parcerias, como o estímulo e investimentos ao plantio. Estamos sempre antenados as tecnologias. Quremos trazer máquinas, inclusive de fora do Brasil para estimular os agricultores que vai nos oferecer a matéria-prima”, disse.
CRONOGRAMA DA OBRA
Ulisses Galvão, da empresa Galvão Filho Engenharia foi quem deu o pontapé nas obras da ZPE de Bataguassu. Hoje, após um ano e meio de muito trabalho, ele explicou ao Perfil News que a construção já está em fase final.
“Aqui na ZPE, a fase do alfandegamento, da Receita Federal é a primeira fase. Nela temos o prédio administrativo, dos órgãos, como sala do Ministério da Agricultura, Anvisa, a parte do monitoramento, do galpão, portarias para pesagem, iluminação, pavimentação, etc. Concluindo a obra, será realizada uma vistoria da Receita Federal que deve acontecer no primeiro semestre de 2026. Provavelmente em fevereiro ou março. Também existe previsão de um dispositivo de acesso na entrada do empreendimento”, adiantou Ulisses ao Perfil News.
BATAGUASSU NA MIRA DO PROGRESSO
Bataguassu, uma cidade considerada pacata está vendo a rotina de vida mudar, para a melhor nos últimos anos. Além da ZPE, a sexta fábrica de celulose de Mato Grosso do Sul também será instalada na cidade, já tem data para começar suas obras.
A Bracell já confirmou ao governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), que a construção da indústria começa em fevereiro de 2026. O deputado estadual Pedro Caravina, do PSDB, disse, recentemente ao Perfil News que tudo está correndo como previsto.
“Tudo está correndo como planejado e estamos trabalhando para as obras começarem na data prevista. A economia de Bataguassu mudou e muito. Como todo desenvolvimento, existem coisas boas e ruins. Vamos nos organizando conforme os obstáculos vão aparecendo”, disse o deputado.
A empresa pretende investir US$ 4 bilhões na unidade em MS. A unidade terá capacidade produtiva de 2,8 milhões de toneladas de celulose, em uma área localizada a 15 quilômetros do perímetro urbano da cidade. A perspectiva é de gerar 10 mil empregos nas obras e 3 mil na operação.
ECONOMIA E EMPREGO
No vídeo abaixo reportagem especial abordando a implantação da ZPE e a instalação da fábrica de celulose da Bracell que inicia no início do próximo ano
Mesmo antes do governador informar a data em que a construção deve começar, a cidade já está sentindo o impacto econômico da construção da Bracell. Bataguassu é cidade vizinha de Três Lagoas e também faz fronteira com o Estado de São Paulo.
Ao lado do Estado de São Paulo, Bataguassu está logisticamente no ‘campo do negócio’. Com a alta demanda, acaba faltando mão de obra. Algo que já aconteceu em todos os municípios que possuem fábricas de celulose e o que está acontecendo em Inocência e vai acontecer em Bataguassu.
IMPACTOREGIONAL
Inocência, que está sendo a ‘casa’ da construção da Arauco, tinha pouco mais de 8 mil moradores e, no pico da construção da fábrica, a indústria precisa de pelo menos 14 mil funcionários. Ou seja, ultrapassa a quantidade da população. Bataguassu também vai precisar de uma demanda parecida. E se estiver faltando, já imaginou quando as duas estiverem em processo de construção? Muitas vezes, a empresa precisa se deslocar para outras cidades em busca de pessoas que queiram trabalhar.
Com o crescimento, vieram e continuam vindo as oportunidades de emprego. Hoje em dia, só não trabalha quem não quer na região. Diariamente, vagas para trabalho são disponibilizadas para a população que deseja entrar no mercado de trabalho.
Restaurantes, hotéis, lavanderias, bares e vários outros comércios se instalaram nos municípios. Com isso, os empresários precisaram de mais mão de obra e as vagas de emprego foram aumentando.
Além de todo o comércio, as fábricas de celulose são as que mais empregam, mas assim como aconteceu em Três Lagoas e em Ribas do Rio Pardo, Inocência e agora em Bataguassu, também estão enfrentando um obstáculo: a falta de mão de obra.
Apesar de milhares de pessoas estarem buscando a região em busca de trabalho, a demanda é grande e as empresas sempre estão buscando melhorar e aperfeiçoar os seus funcionários.
Logo com o anúncio da instalação da fábrica, muitas pessoas já começaram a procurar a cidade de Bataguassu em busca de melhores condições de vida. Imóveis estão todos alugados, outros estão sendo construídos e mesmo assim, por falta de moradia, os novos moradores buscam municípios próximos.
A Bracell será a 6ª fábrica de celulose instalada no Estado. A cadeia produtiva florestal já conta com quatro fábricas de celulose em operação, tendo iniciado a construção da quinta — da Arauco, em Inocência — e confirmado a sexta (Bracell).
VALE DA CELULOSE
MS já tem reconhecimento nacional como o “Vale da Celulose”, tendo 24% da produção nacional. Assim, o Estado já dispõe da segunda maior área cultivada de eucalipto e é o primeiro na produção de madeira em tora para papel e celulose. Mato Grosso do Sul também aparece como vice-líder em área plantada com árvores, ficando atrás apenas de Minas Gerais.
Mato Grosso do Sul é uma potência mundial da celulose. Três Lagoas é a pioneira no setor, com duas fábricas, sendo uma Suzano e uma Eldorado. Ano passado, Ribas do Rio Pardo foi contemplada com uma Suzano que já está operando. Uma Arauco está sendo construída em Inocência e, em breve, obras da Bracell devem começar em Bataguassu.
Para atender às demandas de uma indústria, comércios são ampliados, além de outros megaempreendimentos que acabam sendo instalados nas cidades. Assim, como Três Lagoas viu o desenvolvimento passando diante dos olhos, o mesmo aconteceu em Ribas do Rio Pardo, está acontecendo em Inocência e em breve, Bataguassu que começou a sentir ‘gostinho do progresso’.
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