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segunda-feira, 6 de abril de 2026
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Mato Grosso do Sul traça novo eixo em energia renovável com avanço de planta de biometano da Atvos

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Foto: Mairinco de Pauda

Mato Grosso do Sul traça seu novo eixo de desenvolvimento, reforçando sua posição como referência nacional na transição energética com a implantação da primeira planta de biometano da Atvos no Estado. O projeto, localizado em Nova Alvorada do Sul, representa um investimento superior a R$ 350 milhões e marca uma nova etapa na diversificação da matriz energética sul-mato-grossense.

Durante a Expocanas, principal vitrine tecnológica do setor sucroenergético no Estado, o governador Eduardo Riedel, acompanhado do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, visitou a unidade industrial e acompanhou de perto o andamento das obras e o início das etapas operacionais do empreendimento.

A planta terá capacidade estimada de produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra, a partir do aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro — reforçando o conceito de economia circular e agregação de valor à produção. Isso representa menos 25 milhões de litros de diesel ao ano.

Para o governador Eduardo Riedel, o projeto está alinhado à estratégia estadual de descarbonização e desenvolvimento sustentável. “Esse projeto reforça o papel do Mato Grosso do Sul como protagonista na transição energética no Brasil. Estamos avançando na geração de energia limpa com base em soluções que agregam valor à nossa produção e impulsionam o desenvolvimento regional”, afirmou o governador.

O secretário Jaime Verruck destacou que o avanço do biometano no Estado está diretamente conectado à política de bioenergia e à estratégia de neutralidade de carbono. “O Mato Grosso do Sul estruturou uma política consistente de bioenergia, baseada na diversificação de matérias-primas e no aproveitamento integral da biomassa. O biometano surge como uma solução estratégica, que amplia a competitividade do setor sucroenergético, reduz emissões e fortalece a agenda de carbono neutro do Estado”, afirmou Verruck.

Além do impacto ambiental, o projeto também traz ganhos logísticos e operacionais. O biometano será utilizado principalmente para abastecer a frota da própria companhia, substituindo o diesel nas operações. A meta da empresa é converter ao menos 50% do consumo das unidades Eldorado, Santa Luzia e Conquista do Pontal para o uso de gás renovável.

“Trata-se de um projeto inovador de transição energética para o biometano para 28 milhões de metros cúbicos que vão substituir 25 milhões de litros de diesel ao ano. A empresa vai substituir todos seus caminhões de diesel pata biometano. É assim que se faz transição energética. Com inovação, novas tecnologias, desenvolvimento econômico. É o MS fazendo seu eixo de desenvolvimento na transição energética”, ressaltou.

A iniciativa integra um movimento mais amplo de inovação no setor. A Atvos já iniciou testes com caminhões movidos a biogás e firmou parceria com a Scania para renovação da frota pesada. A substituição do diesel pode reduzir entre 40 e 50 mil toneladas de CO₂ por ano.

A empresa também projeta expansão. Nos próximos anos, há potencial para implantação de outras sete unidades de biometano no país, o que pode elevar a produção para até 137 milhões de metros cúbicos por safra e reduzir em até 88,3% as emissões associadas ao uso de diesel.

Bioenergia e política de carbono neutro

Parte da produção de biometano poderá, futuramente, atender municípios do entorno, contribuindo diretamente para a política de descarbonização e para a meta de carbono neutro de Mato Grosso do Sul até 2030.

O Estado já se consolidou como um dos principais polos de bioenergia do país, com forte crescimento do etanol de milho e da cogeração de energia a partir da biomassa da cana, ampliando sua relevância na matriz energética nacional.

Atualmente, a Atvos opera três unidades industriais em Mato Grosso do Sul — em Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e Costa Rica — gerando mais de 11 mil empregos diretos e indiretos.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc

PRF e PM apreendem 616 kg de maconha em Nova Andradina

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Foto: Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar (PM) apreenderam 616 quilos de maconha, nesta quarta-feira (25), em Nova Andradina. 

Durante uma ação conjunta, as equipes realizaram buscas de um VW/Virtus, suspeito de estar transportando ilícitos. O veículo foi localizado pela Força Tática da Polícia Militar de Nova Andradina, na área urbana do município. 

Os policiais apreenderam os tabletes de maconha e descobriram que o automóvel utilizava placas falsas. O motorista e uma passageira foram presos e encaminhados à Polícia Civil em Nova Andradina.

PRF apreende 289 kg de maconha em Dourados

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Foto: Arquivo/PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 289 quilos de maconha, nesta quarta-feira (25), em Dourados. 

O flagrante ocorreu durante a abordagem a um VW/Polo, na BR-163. Ao descer do veículo, o motorista confessou que transportava maconha no porta-malas do veículo. Após vistoria, a equipe encontrou os tabletes de maconha e 300 gramas de haxixe no painel do automóvel. 

O condutor, que estava acompanhado por uma passageira, disse ter pego a droga em Coronel Sapucaia (MS) e que viajaria até Hortolândia (SP). Os presos foram encaminhados à Polícia Civil em Dourados, juntamente com o ilícito.

MS projeta safra recorde de etanol e reforça protagonismo na bioenergia durante a Expocanas

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Foto: Mairinco de Pauda

Com 52 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moídas na safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul deve alcançar uma produção recorde de 5 bilhões de litros de etanol e 2,1 milhões de toneladas de açúcar. O Estado já responde por 13,5% da produção nacional de etanol, com destaque para o etanol de milho, que representa 44% do total produzido.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (25), durante a 4ª Expocanas, considerada a maior vitrine tecnológica da cultura da cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, realizada em Nova Alvorada do Sul até sexta-feira. O município, reconhecido como o maior produtor de cana do Estado, sedia o evento, que reúne cerca de 120 expositores e tem expectativa de público de aproximadamente 10 mil visitantes.

A feira foi aberta no Pavilhão da Bioenergia e contou com a presença do governador Eduardo Riedel, do secretário de Estado Jaime Verruck (Semadesc), do secretário-adjunto Artur Falcette e dos secretários executivos Rogério Beretta (Desenvolvimento Sustentável) e Esaú Aguiar (Qualificação), além do prefeito José Paleari e de autoridades do setor produtivo.

Na ocasião, foi apresentado o balanço da safra 2025/2026 e as perspectivas para o setor de bioenergia, que segue em expansão no Estado. Consolidada como o principal evento do setor sucroenergético em Mato Grosso do Sul, a Expocanas se destaca como um importante espaço para geração de negócios, difusão de tecnologia e fortalecimento da cadeia produtiva.

De acordo com a Biosul, o Estado ocupa posições de destaque no cenário nacional: é o 4º maior produtor de cana-de-açúcar, 4º maior produtor de etanol, 2º maior produtor de etanol de milho, 5º maior produtor de açúcar e o 4º maior exportador de bioeletricidade, consolidando-se como um dos principais polos de energia renovável do Brasil. O setor sucroenergético é responsável pela geração de mais de 34 mil empregos diretos no Estado.

Para o secretário Jaime Verruck, a Expocanas reforça a relevância estratégica do setor para o desenvolvimento econômico regional. “A cadeia sucroenergética é uma das bases do nosso crescimento, com forte capacidade de geração de emprego, atração de investimentos e agregação de valor. Quando falamos em bioenergia, estamos falando de um setor que coloca Mato Grosso do Sul na vanguarda da transição energética, com sustentabilidade e competitividade”, destacou.

Rosana Siqueira, Semadesc

Cadeia do amendoim avança e atrai novos investimentos para Mato Grosso do Sul

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Foto: Divulgação

O amendoim dividiu protagonismo com a cana durante a programação da Expocanas em Nova Alvorada do Sul. No evento foi assinado termo de acordo de isenção fiscal para a implantação da indústria de beneficiamento de amendoim da empresa MS Grãos Nuts, no município.

O empreendimento prevê investimento de aproximadamente R$ 30 milhões e a geração de cerca de 60 empregos diretos, com início de operação estimado para janeiro de 2029. O projeto conta com apoio do poder público, por meio da concessão de área e incentivos fiscais, reforçando a política de atração de investimentos no Estado.

O anúncio ocorre em um momento de forte expansão da cultura do amendoim em Mato Grosso do Sul. Na safra 2024/2025, o Estado consolidou-se como o segundo maior produtor nacional, com produção superior a 56 mil toneladas — crescimento de 176,37% em relação à safra anterior — e participação de cerca de 7% no total do país.

A área plantada também apresentou avanço expressivo, superando 203% de crescimento e alcançando 21,26 mil hectares. Esse desempenho é impulsionado pelo uso de tecnologia, manejo qualificado e pela utilização estratégica de áreas de renovação de canaviais.

Os municípios de Santa Rita do Pardo, Nova Andradina, Inocência, Paranaíba e Angélica concentram mais de 70% da produção e da área cultivada, evidenciando o potencial de expansão e a consolidação da cultura como alternativa de diversificação agrícola no Estado.

Para o secretário Jaime Verruck, o avanço da cadeia do amendoim representa um movimento estratégico de diversificação produtiva aliado à agregação de valor. “Estamos estruturando uma nova cadeia no Estado, com base tecnológica e integração com a indústria. A chegada de uma planta de beneficiamento fortalece esse processo, gera empregos e permite que Mato Grosso do Sul avance na industrialização da produção, ampliando sua competitividade e atraindo novos investimentos”, finalizou.

Texto: Rosana Siqueira
Fotos: Mairinco de Pauda

Cursinho gratuito em Escola Estadual amplia chances de acesso ao Ensino Superior

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Foto: arquivo escolar

Parceria amplia horizonte de oportunidades para estudantes da Rede Estadual

A Escola Estadual Marechal Rondon, em parceria com a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), deu início a um cursinho preparatório gratuito para o ENEM e vestibulares, ampliando as oportunidades de acesso ao Ensino Superior, em Nova Andradina.

Aula inaugural marca início do projeto

A aula inaugural reuniu estudantes, professores e representantes das instituições, marcando o começo de uma ação voltada à democratização do acesso à Universidade.

Estiveram presentes a diretora da EE Marechal Rondon, Silvana Polizel; o professor e gerente da UEMS/Nova Andradina, Sonner Arfuz; a professora e chefe do Setor de Formação Educacional da UEMS, Mônica Aparecida; e o professor e supervisor da Educação Profissional na unidade, Alan Pereira.

O cursinho atende, prioritariamente, alunos da escola, mas também está aberto a estudantes de outras unidades e pessoas que já concluíram o Ensino Médio e desejam ingressar no Ensino Superior.

Educação acessível e compromisso coletivo

As aulas acontecem na própria Escola, às terças e quintas-feiras, garantindo um ambiente acessível e acolhedor para os participantes.

Um dos diferenciais da iniciativa é o engajamento dos professores, que atuam de forma voluntária, compartilhando conhecimento e contribuindo diretamente com a formação dos estudantes.

União que transforma trajetórias

Durante o lançamento, a diretora Silvana destacou a importância da parceria entre as instituições.

“A união entre Escola e Universidade amplia o horizonte de oportunidades para nossos estudantes e representa um passo importante na construção de novos caminhos”, ressaltou.

Cursinho gratuito em Escola Estadual amplia chances de acesso ao Ensino Superior
Alan Pereira, Silvana Polizel, Sonner Arfuz, Mônica Aparecida. (Foto: arquivo escolar)

Educação como ponte para o futuro

Para o gerente da UEMS/Nova Andradina, Sonner Arfuz, a iniciativa vai além da preparação para provas.

“Ao incentivar sonhos e preparar os estudantes para novos desafios acadêmicos, o projeto fortalece o papel da Educação Pública como instrumento de inclusão, mobilidade social e construção de futuro”, afirmou.

Gilberto Junior, SED

HRD transforma alta hospitalar em momento de celebração para crianças da pediatria

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Foto: HRD

O HRD (Hospital Regional de Dourados) tem adotado uma iniciativa que vem tornando o momento da alta hospitalar ainda mais especial para os pequenos pacientes: a entrega do Certificado de Coragem. A ação é voltada às crianças atendidas na pediatria e reconhece, de forma simbólica, a força e a superação demonstradas durante o período de internação.

A entrega dos certificados acontece desde o início do funcionamento do serviço de pediatria na unidade, em janeiro deste ano. Desde então, aproximadamente 60 crianças já foram homenageadas, recebendo o documento no momento da alta, em um gesto que busca transformar a experiência hospitalar em algo mais leve e acolhedor.

De acordo com a gerente multiprofissional do hospital, Laryssa Hoff, ações como essa fazem parte de uma abordagem mais ampla de cuidado. “A pediatria exige um olhar atento não apenas para a condição clínica, mas também para o aspecto emocional das crianças e de suas famílias. O Certificado de Coragem é uma forma de valorizar esse momento de superação, tornando a alta hospitalar mais positiva e acolhedora”, destacou.

Mais do que um reconhecimento simbólico, a iniciativa contribui para aproximar a equipe de saúde dos pacientes e seus familiares, fortalecendo vínculos e promovendo um ambiente mais humanizado dentro da unidade.

(*) Comunicação SES
* Com informações do HRD

Regional de Ponta Porã fortalece assistência no Mutirão da Saúde da Mulher e amplia acesso a procedimentos

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Foto: HRPP

O HRPP (Hospital Regional de Ponta Porã) integrou, no último fim de semana, o Mutirão da Saúde da Mulher — ação promovida pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), em parceria com o Governo Federal. A iniciativa mobilizou hospitais em todo o país para ampliar o acesso a procedimentos e contribuir para a redução da demanda reprimida.

Referência para a região sul do Estado, o hospital reorganizou fluxos internos e escalas assistenciais, com foco nas especialidades de Ginecologia e Cirurgia Geral. A mobilização contemplou pacientes previamente agendadas pelo sistema de regulação do SUS (Sistema Único de Saúde), assegurando agilidade, segurança e qualidade na assistência.

Com planejamento e integração das equipes multiprofissionais, o hospital obteve resultados expressivos durante a ação. Foram realizados 42 diagnósticos por imagem ― 12 ultrassonografias e 30 tomografias ― e onze procedimentos ― 7 histerectomias, 2 colpoperineoplastias e 2 cirurgias para retirada de vesícula.

Humanização e agilidade reconhecidas pelas pacientes

O impacto positivo da iniciativa foi destacado pelas próprias usuárias. A paciente Maria Célia Lupes Benitez, de 51 anos, comemorou a realização do procedimento aguardado há meses. “Estou muito feliz; já esperava há algum tempo e tudo aconteceu com muita rapidez. O atendimento foi excelente e sou muito grata a toda a equipe”, afirmou.

Marli Rosa Pinheiro, de 46 anos, também ressaltou a importância de ações voltadas à saúde da mulher, destacando a relevância de políticas públicas que garantam dignidade, acesso e cuidado especializado.

Compromisso com a eficiência e o acesso

Para o diretor técnico da unidade, o médico Antonio Sergio Martinussi, o desempenho da equipe demonstra o compromisso institucional com a eficiência e a ampliação do acesso à saúde pública.

“Com organização e empenho técnico, conseguimos otimizar cada etapa do processo para levar o SUS a quem mais precisa. É uma satisfação ver Ponta Porã inserida nesta iniciativa federal, contribuindo para agilizar diagnósticos e reduzir o tempo de espera”, destacou.

O Hospital Regional de Ponta Porã é referência em saúde pública para mais de 200 mil habitantes da região sul de Mato Grosso do Sul. A unidade pertence ao Governo do Estado do Mato Grosso do Sul e é gerenciada pelo Instituto Social Mais Saúde desde agosto de 2025, por meio de um contrato de gestão firmado com a Secretaria de Estado de Saúde.

O hospital possui 117 leitos e realiza serviços de urgência e emergência, internações, cirurgias e atendimento ambulatorial nas especialidades de clínica médica, ginecologia-obstétrica, pediatria e ortopedia, além de dispor de amplo suporte diagnóstico com exames de imagem e de laboratório.

(*) Comunicação SES
* Com informações HRPP

Polícia Militar realiza prisão de autor de tráfico de drogas em Três Lagoas

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Foto: 2º BPMMS

Nesta quarta-feira (25), o 2º Batalhão de Polícia Militar realizou a prisão de um autor de tráfico de drogas Três Lagoas.

Uma guarnição da Força Tática do 2º BPM, ao tomar conhecimento de denúncias relatando a comercialização de entorpecentes na rua João Silva, intensificou o patrulhamento e abordagens nas imediações, quando por volta das 12h, realizou a abordagem policial do indivíduo delatado, logo após ele ter entregue uma porção de maconha a um usuário.

Durante busca na residência que era utilizada como ponto de venda, os policiais vieram a localizar uma porção de maconha pesando 154 gramas.

Diante dos fatos, após ser dada voz de prisão o detido, um homem de 27 anos, foi apresentado na Delegacia de Polícia, juntamente com a droga apreendida.

Serviço

Denuncie! O cidadão pode colaborar com a Polícia Militar de Três Lagoas, em caso de EMERGÊNCIA ligue para o 190 (gratuito) ou (67) 99217-3241. Denúncias use o aplicativo WhatsApp 3919-9700. Não precisa se identificar!

Havan e Luciano Hang apertam o cerco contra Facebook Brasil para barrar anúncios falsos

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Divulgação

A Havan e o empresário Luciano Hang ingressaram na Justiça com pedido de novas medidas contra o Facebook Brasil para impedir a veiculação de anúncios falsos que utilizam o nome da empresa e do dono da varejista em todas as plataformas da companhia.

Uma decisão do Judiciário catarinense, de setembro de 2024, no processo movido pela empresa contra a plataforma já havia determinado a retirada desse tipo de conteúdo. A ordem, no entanto, não vem sendo cumprida. Mais de 600 descumprimentos já foram registrados, com multa acumulada que ultrapassa R$ 13 milhões.

“O que a gente vê é um verdadeiro desrespeito. Existe uma decisão judicial, mas ela não está sendo cumprida. E isso prejudica não só a empresa, mas milhares de pessoas que acabam sendo enganadas e lesadas por anúncios falsos”, afirma Luciano Hang.

O caso de um idoso na inauguração da megaloja de número 190 em Curitiba (PR) exemplifica o cenário. Ele procurou o empresário para entregar R$ 6 mil em espécie e aderir a um suposto investimento anunciado em redes sociais. O anúncio utilizava a imagem de Hang com a promessa de dobrar o valor aplicado. Como não concluiu a transação pela internet, o homem buscou o atendimento presencial, momento em que descobriu a fraude e evitou o prejuízo.

O empresário aponta motivação financeira para o descumprimento. “É simples: para eles, compensa não cumprir. O faturamento com anúncios é muito alto e a multa não faz diferença”, diz.

Hang afirma que, em 2024, a empresa responsável pelas plataformas teria faturado bilhões com anúncios fraudulentos. Em poucos minutos, o valor arrecadado já superaria o montante de multas aplicadas no processo ao longo de quase dois anos.

“Hoje não existe nenhum fator que obrigue o cumprimento da decisão. Se nada mudar, fica a mensagem de que é possível desrespeitar a Justiça brasileira porque o lucro compensa”, afirma.

Em novo pedido, a Havan e o empresário requerem medidas mais rígidas. Entre elas, a nomeação de um administrador judicial para atuar na operação das plataformas no país, com o objetivo de garantir o cumprimento da decisão.

Também está no pedido a proibição de anúncios pagos em todas as plataformas gerenciadas pela empresa no território nacional até que a determinação judicial seja integralmente atendida.

Providências também foram tomadas contra o presidente da empresa no Brasil, Conrado Leister, com abertura de processo criminal por desobediência.

“Não é só sobre a Havan. É sobre respeitar o Brasil, respeitar o consumidor e cumprir decisões judiciais. Não dá para aceitar que uma empresa desse tamanho ignore regras básicas”, diz Hang.

Após mais de uma década sem registros, Selvíria tem feminicídio e sai de lista em MS; Três Lagoas tem 1 caso em 2026

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Conforme dados da Sejusp-MS, 11 cidades integravam lista de municípios que, há 10 anos, não registravam crimes de feminicídios

Por: Nathália Santos

Selvíria, município localizado a 74 km de Três Lagoas, deixou de integrar o grupo de cidades de Mato Grosso do Sul que não tinham registros de feminicídio na última década. O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (23) com a morte de Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos.

O principal suspeito é o sobrinho da vítima, Maurício da Silva, de 21 anos, que foi preso em flagrante. Conforme relato à polícia, ele agrediu a tia com golpes na cabeça utilizando objetos como panelas e uma serra mármore. Após o crime, fugiu do local.

O jovem foi localizado às margens do Córrego Rio Doce, onde tentava remover o sangue do corpo. Inicialmente, ele negou envolvimento e disse que encontrou a tia já sem vida, afirmando que o sangue seria resultado de uma tentativa de socorro. No entanto, diante das provas reunidas, acabou confessando o homicídio.

ÁLCOOL E DROGAS

Em depoimento, Maurício declarou que havia consumido álcool e drogas antes de ir até a casa da vítima durante a madrugada. Segundo ele, houve uma discussão por motivos considerados banais. O suspeito afirmou que Fátima teria pegado uma faca, momento em que reagiu com agressões. Após a queda da vítima, ele deixou o local.

Ainda de acordo com o relato, ele teria avisado o filho da vítima e depois tentou limpar o sangue em um posto de combustível, mas não conseguiu. Em seguida, seguiu para o córrego, onde foi encontrado pela polícia.

PRIMEIRO CASO EM MAIS DE UMA DÉCADA

Segundo dados do Monitor de Violência Contra a Mulher, do Poder Judiciário em parceria com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Selvíria, com cerca de 8,1 mil habitantes, não havia registrado feminicídios desde 2015, quando o crime passou a ser tipificado.

Em fevereiro deste ano, a morte de Janete Feles Valores, de 45 anos, chegou a ser investigada como possível feminicídio. No entanto, após perícia e análise da Polícia Civil, concluiu-se que se tratava de suicídio. O marido da vítima chegou a ser preso, mas foi liberado dias depois.

Outra cidade que saiu recentemente da lista foi Paranhos, após o assassinato de Ereni Benites, de 44 anos, morta pelo ex-marido no dia 8 de março. A vítima teve a casa incendiada e morreu carbonizada.

Com isso, o número de municípios sem registros desse tipo de crime caiu de 11 para 10.

Permanecem na lista cidades como Bodoquena, Brasilândia, Corguinho, Guia Lopes da Laguna, Jaraguari, Jateí, Paraíso das Águas, Rio Negro, Taquarussu e Vicentina.

DADOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM SELVÍRIA

Ainda conforme o monitor, Selvíria registrou 11 ocorrências de violência doméstica nos primeiros 81 dias de 2026. Historicamente, o ano com maior número de casos foi 2017, com 75 registros. Em seguida aparecem 2023, com 72, e 2020, com 71. Em 2025, foram contabilizados 58 boletins de ocorrência relacionados a esse tipo de crime.

CASO EM TRÊS LAGOAS EM 2026

Três Lagoas também registrou um feminicídio em 2026. Um dos casos mais recentes foi o de Beatriz Benevides, de 18 anos, assassinada no dia 25 de fevereiro. O crime reforça o cenário preocupante da violência contra a mulher na região.

FEMINICÍDIOS REGISTRADOS EM MS EM 2026

Com a morte de Fátima Aparecida da Silva, Mato Grosso do Sul chega a oito casos de feminicídio em 2026. As vítimas são:

* Josefa dos Santos, 44 anos, morta em 16 de janeiro em Bela Vista

* Rosana Candia Ohara, 62 anos, morta em 24 de janeiro em Corumbá

* Nilza de Almeida Lima, 50 anos, morta em 22 de fevereiro em Coxim

* Beatriz Benevides, 18 anos, morta em 25 de fevereiro em Três Lagoas

* Liliane de Souza Bonfim Duarte, 51 anos, atacada em 3 de março em Ponta Porã, com morte confirmada em 6 de março em Dourados

* Leise Aparecida Cruz, 41 anos, morta em 6 de março em Anastácio

* Ereni Benites, 44 anos, morta em 8 de março em Paranhos

* Fátima Aparecida da Silva, 58 anos, morta em 23 de março em Selvíria

Aprendizagem profissional como alavanca de jovens talentos

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Foto: Divulgação

Número de jovens aprendizes inseridos no mercado de trabalho brasileiro teve recorde histórico em 2025

Em um cenário de crescente busca por qualificação e inclusão produtiva de jovens, a aprendizagem profissional se destaca como uma das principais e primeiras portas de entrada para o mercado de trabalho no Brasil. No ano de 2025, entre os meses de janeiro a novembro, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego do Governo Federal, o país registrou mais de 118 mil novos contratos ao longo do ano, marca histórica que evidencia o avanço dessa política pública e o engajamento do setor privado na contratação de jovens.

A aprendizagem une formação teórica e prática, permitindo que jovens desenvolvam habilidades técnicas e comportamentais ao mesmo tempo em que têm sua primeira experiência profissional formal. O Centro de Integração Empresa-Escola — CIEE atua há 62 anos sendo ponte integradora entre jovens aprendizes, empresas e organizações contratantes, e apenas no ano passado foi responsável por inserir 73.085 aprendizes no mercado.

Com a transformação acelerada do mercado de trabalho no Brasil e no mundo e o avanço de novas tecnologias, a aprendizagem se mostra uma estratégia não apenas social, mas também econômica, consolidada como um dos pilares para o desenvolvimento sustentável do país. Os jovens, ao serem empregados, conseguem se qualificar e desenvolver habilidades exigidas no mundo profissional atual; além de estarem inseridos em um modelo de trabalho formal e com garantia de seus direitos trabalhistas.

Para Humberto Casagrande, CEO do CIEE, a aprendizagem é benéfica para a sociedade como um todo: “Investir na aprendizagem é também investir no futuro. Empresas que fomentam a abertura de vagas contribuem para a formação de uma mão de obra mais qualificada, diversa e preparada para os desafios do mercado. Além de cumprir um papel social relevante, as organizações conseguem formar profissionais alinhados à sua cultura e às demandas do negócio desde o início da carreira.”

A aprendizagem no Brasil é regulada pela Lei 10.097/2000, que completou 25 anos em 2025 e estabelece a contratação de jovens entre 14 e 24 anos incompletos. Trata-se de um contrato CLT especial, com duração de até dois anos, que combina formação teórica e prática profissional. A legislação também determina que empresas com sete ou mais funcionários mantenham entre 5% e 15% de seus quadros compostos por aprendizes, garantindo uma importante porta de entrada para o mercado de trabalho.

CIEE 62 anos: Imparável

Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola — CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à capacitação profissional de jovens e adolescentes. A instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.

Mato Grosso do Sul tem 482 laboratórios e 17 falhas registradas em análises clínicas, aponta ANVISA

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47% dos exames do SUS são realizados por laboratórios privados e projeto de lei quer fortalecer o diagnóstico no Brasil.

Cerca de 47% dos exames laboratoriais realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com os últimos dados da ABRAMED (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) de 2023 são realizados por laboratórios privados, um dado que evidencia a forte dependência do sistema público da rede complementar para garantir diagnósticos à população. Em um cenário de alta demanda por exames e desafios de acesso em várias regiões do país, especialistas defendem a criação de diretrizes nacionais para fortalecer o setor.

É nesse contexto que ganha destaque o Projeto de Lei nº 5.478 de 2025, atualmente em debate no Congresso Nacional. A proposta busca estruturar e fortalecer os serviços de diagnóstico laboratorial no país, ampliando o acesso da população a exames e aumentando a segurança das decisões médicas no sistema de saúde.

O diagnóstico laboratorial é considerado um dos pilares da medicina moderna. Estudos indicam que cerca de 70% das decisões clínicas dependem de exames laboratoriais, utilizados na prevenção, detecção precoce de doenças, monitoramento de tratamentos e acompanhamento de pacientes.

Cenário de exames laboratoriais 

A demanda por exames no Brasil é expressiva. Somente em 2023, cerca de 2,3 bilhões de exames diagnósticos foram realizados no país, sendo aproximadamente 1,1 bilhão no âmbito do SUS.

Ao mesmo tempo, a estrutura para coleta e realização de exames ainda apresenta limitações na atenção básica. De acordo com o Censo Nacional das Unidades Básicas de Saúde de 2024, o Brasil possui 44.938 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). No entanto, apenas 21% dessas unidades possuem sala destinada à coleta de exames laboratoriais, o que evidencia a necessidade de ampliar a capacidade diagnóstica dentro da própria rede pública.

O Mato Grosso do Sul conta atualmente com 606 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que funcionam como principal porta de entrada da população no sistema público de saúde. Apesar da capilaridade da rede assistencial, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) apontam que 17 falhas foram registradas, entre os 482 laboratórios clínicos ou de patologia existentes no estado em 2025. Este número pode ser ainda maior devido à subnotificação.

No país, o número chega a 4.342 ocorrências, relacionadas a notificações de serviços laboratoriais. Os registros evidenciam os desafios para garantir qualidade e segurança nos processos de diagnóstico, etapa fundamental para a tomada de decisões clínicas e para a segurança do paciente.

Paciente seguro 

Para especialistas, ampliar a rede de laboratórios e fortalecer a infraestrutura diagnóstica é essencial para garantir mais eficiência ao sistema de saúde e maior segurança aos pacientes.

A Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) destaca que o acesso a exames confiáveis tem impacto direto na qualidade da assistência e na segurança do paciente. “O diagnóstico laboratorial é a base de decisões clínicas seguras. Sem acesso rápido e confiável a exames, aumentam os riscos de diagnósticos tardios, tratamentos inadequados e eventos evitáveis para os pacientes”, afirma a presidente da SOBRASP, Paola Andreoli.

A entidade também ressalta que políticas públicas voltadas ao fortalecimento do diagnóstico são fundamentais para melhorar o cuidado em saúde. “Fortalecer a rede de diagnóstico laboratorial significa fortalecer a segurança do paciente. Quanto maior o acesso a exames de qualidade, maiores são as chances de diagnósticos precoces e de decisões médicas mais seguras”, complementa Paola.

Cenário dos laboratórios no Brasil 

O setor de diagnóstico laboratorial também tem peso relevante na economia e na estrutura do sistema de saúde brasileiro. Dados da ABRAMED revelam que o país possui mais de 18 mil laboratórios, responsáveis por cerca de 301 mil empregos diretos altamente qualificados e por movimentar aproximadamente US$ 5,8 bilhões por ano, o que representa cerca de 4,5% do mercado global de diagnóstico laboratorial.

“A criação de diretrizes nacionais para os laboratórios clínicos é um passo essencial para reduzir desigualdades regionais e garantir mais segurança ao paciente. Com regras claras e padronização da qualidade dos exames, será possível ampliar o acesso ao diagnóstico, integrar melhor as informações clínicas no SUS e fortalecer a capacidade tecnológica do país”, destaca o diretor de Relações Institucionais da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, Wilson Shcolnik.

A importância dessa estrutura ficou ainda mais evidente durante a pandemia de COVID-19. Entre 2017 e 2022, a produção de exames pela rede pública de laboratórios de saúde aumentou cerca de 700%, demonstrando o papel estratégico do diagnóstico para responder a emergências sanitárias.

Para Shcolnik, iniciativas como o Projeto de Lei nº 5.478/2025 podem representar um passo importante para transformar o diagnóstico laboratorial em uma política estruturante do sistema de saúde brasileiro — garantindo mais acesso, mais qualidade e mais segurança para milhões de pacientes atendidos pelo SUS.

Solidariedade que pode virar prêmio: ação do Rotary em Três Lagoas une ajuda humanitária e sorteio de Fiat Toro

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A solidariedade ganhou ainda mais força em Três Lagoas com uma campanha que une o bem ao sonho de ganhar um grande prêmio. O Rotary Club de Três Lagoas Costa Leste está mobilizando a população para arrecadar recursos destinados a ações sociais e humanitárias, tanto no Brasil quanto no exterior.

Com apenas R$ 30,00, os participantes contribuem diretamente com projetos que atendem desde campanhas locais, como o combate à poliomielite e apoio a entidades assistenciais até iniciativas internacionais voltadas a vítimas de conflitos, como os registrados no Oriente Médio e na Ucrânia.

Além de ajudar quem precisa, quem adquirir o cupom também concorre a prêmios de grande valor, incluindo uma Fiat Toro Endurance Turbo 270 Flex, com sorteio pela Loteria Federal. Cada cupom garante dois números para participação, aumentando as chances de ganhar.

A campanha reforça o espírito solidário da comunidade e convida a população a fazer parte dessa corrente do bem.

Os interessados podem adquirir seus cupons por meio de contato direto com os organizadores. O pagamento pode ser realizado via Email Pix:[email protected]
Reinaldo Candido da Silva

Após a confirmação, o participante recebe a foto do cupom com os números cadastrados.

Por: Pollyanna Eloy

61% das indústrias no Brasil inovaram nos últimos três anos, revela CNI

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Foto: Iano Andrade/CNI

Pesquisa é divulgada nesta quarta (25), primeiro dia do 11º Congresso de Inovação da Indústria. Evento em SP reúne governo, academia e setor privado para discutir desafios, tendências e políticas de fomento

Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 61% das indústrias brasileiras realizaram atividades de inovação nos últimos três anos. O foco das empresas tem sido a modernização interna: 69% direcionaram seus esforços para a melhoria de processos produtivos. Como reflexo dessas iniciativas, 38% das indústrias registraram o aumento de produtividade como o principal resultado alcançado, seguido por acesso a novos mercados (21%) e redução de custos (19%).

A pesquisa é divulgada no primeiro dia do 11º Congresso de Inovação da Indústria, que acontece nesta quarta-feira (25) e quinta-feira (26), no WTC, em São Paulo. “O nosso objetivo é fortalecer o ecossistema nacional de ciência e tecnologia, promover um diálogo direto entre o setor público e o privado e propor soluções reais para destravar o acesso aos instrumentos de fomento no Brasil”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Jefferson Gomes.

Um dos principais eventos de inovação industrial da América Latina, o Congresso é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e correalizado pelo Sistema Indústria – que reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) – e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

No Congresso serão debatidos oportunidades e entraves do setor produtivo na busca pela inovação e competitividade, a integração entre práticas sustentáveis e tecnologias digitais, além do reconhecimento de empresas, ecossistemas e pesquisadores que mais se destacaram por melhores práticas por meio do Prêmio Nacional de Inovação

A participação é gratuita e voltada a lideranças empresariais, especialistas e pesquisadores do ecossistema de inovação público e privado, incluindo empresas, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e startups. 

Burocracia é entrave para quem busca incentivo público à inovação

De acordo com a pesquisa, ao acessar instrumentos públicos de apoio à inovação, 36% dos empresários afirmaram que o excesso de burocracia é o maior entrave. A região Nordeste é a que mais sente esse reflexo, com a percepção de 48% dos industriais, enquanto o Sudeste é a região com menos impacto, com 32%.

As dificuldades são seguidas de risco de glosa/penalidades futuras (5%), falta de entendimento das regras (5%), lentidão na análise dos processos (5%) e baixa previsibilidade (3%).

Quatro em cada 10 empresários (42%) afirmam que nem sequer tentaram acessar os instrumentos públicos de apoio à inovação. O índice é maior no Nordeste (45%) e no Sudeste (44%) menor no Norte/Centro-Oeste (29%).

Quase metade das empresas (46%) afirmam que a redução das exigências documentais melhoraria o acesso ao fomento. Em seguida, aparecem a rede de consultores credenciados para MPMEs, com 29%, cadastro nacional único de empresas inovadoras, também com 29%, uso de inteligência artificial na triagem e análise inicial, tornando o processo mais rápido (26%), e acelerar projetos estratégicos, como inteligência artificial e descarbonização (18%).

Para Jefferson Gomes, a indústria brasileira tem vocação e vontade de inovar, no entanto, o excesso de burocracia segura um avanço que poderia ser muito maior. “O excesso de exigências documentais e a lentidão nas análises, que podem levar mais de um ano, são totalmente incompatíveis com a velocidade da tecnologia. Essa complexidade dos editais e o risco constante de punições caso o projeto precise mudar de rota afasta a indústria do desenvolvimento e a obriga a recorrer ao autofinanciamento”, destaca.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao instituto Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding. Foram entrevistados, por telefone, executivos de 1.002 empresas industriais (502 de pequeno porte e 500 de médio e grande porte), distribuídas proporcionalmente por todas as regiões do país. O período de campo ocorreu entre 03 e 25 de fevereiro de 2026.

CNI percorre o país e traça plano para desburocratizar acesso ao fomento tecnológico

Os dados alarmantes sobre os gargalos para inovar no Brasil não são apenas números isolados, mas o reflexo de uma realidade ouvida de perto pela CNI diretamente das indústrias. A nova pesquisa nacional dialoga com os achados da Jornada Nacional da Inovação da Indústria, uma iniciativa inédita da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) em parceria com o Sebrae. Entre julho de 2025 e março de 2026, o movimento itinerante percorreu as cinco regiões do país e realizou 50 encontros com empresários para mapear desafios, oportunidades e inovações com identidade regional.

Durante a Jornada, ficou constatado que a indústria busca a modernização interna para produzir melhor e mais barato, alcançando ganhos de eficiência que vão de 20% a 64% com redução de desperdícios e de consumo de energia. No entanto, a burocracia extrema, a linguagem complexa dos editais e o risco de severas multas caso o projeto inovador precise mudar de rota (pivotar) afastam as empresas dos recursos.

Para reverter este cenário de distanciamento e destravar bilhões de reais disponíveis em linhas de apoio, a Jornada consolidou uma série de propostas de políticas públicas que pautarão as discussões no 11º Congresso de Inovação da Indústria.

Senac MS leva temas como inovação, sustentabilidade e futuro à COP15

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O Senac MS participa com estande de inovação e palestras que conectam o turismo, a criatividade e o mercado, além de provocar reflexões sobre necessidade da construção de soluções alinhadas à sustentabilidade.

Entre os dias 23 e 29 de março, Campo Grande recebe a 15ª Conferência das Partes (COP15), realizada em espaços como o Bosque Expo e a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), reunindo representantes de mais de 130 países em torno da proteção da biodiversidade e da conservação de espécies migratórias. Dentro da programação paralela, o Senac MS participa com palestras que conectam inovação, turismo e sustentabilidade, além de provocar reflexões sobre o papel da criatividade e da economia criativa na construção de soluções para a crise ambiental.

A escolha da cidade não é por acaso. Mato Grosso do Sul abriga biomas estratégicos, como o Pantanal e o Cerrado, e tem papel relevante nas discussões sobre preservação, uso sustentável dos recursos naturais e desenvolvimento econômico alinhado à agenda ambiental.

Nesse cenário, instituições de ensino também entram na conversa, mostrando como a formação contribui com os desafios discutidos no evento. A ideia é aproximar o debate global da realidade local, conectando conhecimento técnico com soluções aplicáveis.

Durante a programação, a consultora de inovação e turismo do Senac MS, Camila Fernandes, destacou que, embora o tema seja pauta há um tempo, o desafio está na ação: incentivar o envolvimento das pessoas e das comunidades, fortalecer a identidade local e prospectando o turismo como vetor de desenvolvimento econômico sustentável. “O turismo depende diretamente de ambientes preservados. Quando a gente fala de inovação nesse setor, estamos falando também de sustentabilidade, de novos modelos que respeitam aquele ambiente, e é isso que transforma uma viagem em experiência, isso agrega valor a todos os envolvidos”.

Na mesma linha, a docente Helena Queiroz reforçou que esse movimento também passa pela criatividade. Para ela, é preciso testar novas ideias e incentivar o fazer, tirar as ideias do papel. “A sustentabilidade só ganha força quando vira ação e quando as pessoas se reconhecem como parte desse processo”, explica Helena.

“Receber a COP15 em Mato Grosso do Sul nos conecta diretamente a uma agenda global que já exige respostas concretas. A educação profissional entra como esse elo, preparando pessoas para transformar esse debate em prática. Ao mesmo tempo, o Senac contribui com soluções que fortalecem a sustentabilidade nos negócios, no comércio e nos serviços do Estado, impulsionando uma educação inovadora, alinhada às novas demandas do mercado e da sociedade”, pontua Jordana Duenha, diretora regional do Senac.

No campo da formação, a vivência prática aparece como um diferencial importante, a participação do Senac se deu também com a visitação dos alunos da Aprendizagem Comercial.

A COP15 reforça um ponto central: os desafios ambientais são globais, mas as soluções passam por ações locais. Conhecimento aplicado e formação de pessoas preparadas para lidar, dentre outros temas complexos, com desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

O Sistema Comércio MS é composto por Fecomércio MS, Sesc MS, Senac MS, IPF e sindicatos empresariais. A entidade é presidida por Edison Araújo e administrada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

Senac Três Lagoas oferece cursos com desconto de até 35% até 27 de março

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As inscrições podem ser feitas presencialmente na unidade do Senac em Três Lagoas ou pelo site oficial.

Durante o Mês do Consumidor, quem pretende investir em qualificação profissional em Três Lagoas pode aproveitar descontos de até 35% nas matrículas dos cursos ofertados pelo Senac. O benefício é válido até o dia 27 de março e contempla cursos livres, o primeiro módulo dos cursos técnicos e a primeira mensalidade da graduação.

A programação reúne capacitações em áreas estratégicas do mercado de trabalho, com opções como desenvolvimento de lideranças, Excel completo, inteligência emocional, lógica de programação, produção e edição de vídeo, além de técnicas de administração de injetáveis e o curso técnico em logística.

As turmas têm início entre abril e junho, e alguns cursos possuem idade mínima a partir de 14 anos. Os interessados devem ficar atentos aos pré-requisitos específicos de cada formação.

As inscrições podem ser feitas presencialmente na unidade do Senac em Três Lagoas ou pelo site oficial. Informações sobre valores, carga horária, horários das aulas e demais condições também estão disponíveis no endereço eletrônico: https://ms.senac.br/escolas/tres-lagoas.

O Sistema Comércio MS é composto por Fecomércio MS, Sesc MS, Senac MS, IPF e sindicatos empresariais. A entidade é presidida por Edison Araújo e administrada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

Pesquisa aponta que 40% dos jovens em MS iniciaram vida sexual até os 13 anos

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Mato Grosso do Sul aparece entre os estados brasileiros com maior incidência de início precoce da vida sexual entre adolescentes. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (25/3), colocam o Estado na 10ª posição no ranking nacional.

De acordo com o levantamento, 40% dos estudantes sul-mato-grossenses entre 13 e 17 anos afirmaram ter iniciado a vida sexual aos 13 anos ou menos. O índice é mais elevado entre os meninos, com 44%, enquanto entre as meninas o percentual chega a 34%.

Na Capital, Campo Grande, o cenário apresenta números ligeiramente menores, com 33,8% dos adolescentes relatando início precoce da vida sexual.

Além da antecipação da vida sexual, a pesquisa também traz dados sobre o uso de preservativos entre os jovens. Em Mato Grosso do Sul, apenas 53,6% dos adolescentes disseram ter utilizado camisinha na última relação sexual — percentual abaixo da média nacional (57,2%) e também inferior à média da região (57,1%). Com isso, o Estado ocupa a 22ª colocação nesse indicador.

Quando analisado o uso de preservativo na primeira relação sexual, o índice sobe para 60,2% no Estado, posicionando Mato Grosso do Sul na 18ª posição no ranking nacional. Nesse recorte, as meninas apresentam maior adesão ao método de proteção, com 66,1%, enquanto entre os meninos o percentual é de 56,3%.

A pesquisa também aponta diferenças relacionadas ao tipo de ensino. Estudantes da rede privada apresentam maior índice de uso de preservativo na primeira relação sexual, com 66,1%, em comparação aos 59,7% registrados entre alunos da rede pública.

No cenário nacional, o Rio Grande do Sul lidera o ranking de uso de preservativo na primeira relação, com 73%. Já o Ceará apresenta o menor índice, com 55,4%.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à educação sexual e à prevenção, especialmente entre os adolescentes, grupo considerado mais vulnerável a infecções sexualmente transmissíveis e gravidez precoce.

Fonte: Ponta Porã News (por Luiz Guilherme)

Rapidez no transporte aéreo de órgãos dá esperança a pacientes em MS

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Para ajudar a garantir um recomeço aos pacientes que aguardam por transplantes de órgãos em Mato Grosso do Sul, cada minuto é importante. Por isso, para a captação e transporte dos órgãos de doadores, o Governo do Estado, por meio da CTA (Coordenadoria de Transporte Aéreo), da Casa Militar, e da Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica) – mantém disponibilidade para atuar em todo o Brasil.

O transporte aéreo das equipes que fazem a captação dos órgãos do doador e também a cirurgia de transplante no paciente é possível devido ao trabalho de pilotos disponíveis e preparados, que atuam na CTA.

Ontem (24), a equipe realizou a décima captação deste ano – desta vez fígado e rins –, com apoio do transporte aéreo do Governo do Estado. Desde de 2023 já foram 39 missões – 19 delas realizadas no ano passado. Desta vez a captação foi realizada de um doador de Dourados, mas este ano também houveram doadores de Goiânia (GO), Uruaçu (GO) e Três Lagoas.

Desde 2023, a captação também já foi realizada em Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Sorocaba (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Rondônia (RO), Anápolis (GO), Rio Verde (GO) e Maringá (PR).

“É um convênio, que funciona muito bem, já salvamos várias vidas transportando as equipes que fazem os transplantes. Fazemos este trabalho sempre que estamos disponíveis, quando o órgão é compatível com o paciente, entre outros fatores. E isso é realizado em qualquer dia da semana e horário”, disse o coronel Marcos Paulo Gimenez, Chefe da Casa Militar e responsável pelo CTA.

O médico cirurgião Gustavo Rapassi, responsável do programa de transplante de fígado, rins e pâncreas no Estado, destacou que a colaboração é essencial para garantir que mais pacientes recebam transplantes.

“Os órgãos disponíveis em toda a região Centro-Oeste e Norte, quando não são compatíveis com receptores, eles são ofertados para outras regiões. Por conta das grandes distâncias, a gente só consegue captar com o apoio do transporte aéreo, realizado na maioria das vezes pela Casa Militar. E isso aumenta a chance dos receptores, dos nossos pacientes nossos que estão em fila para receber um órgão”, afirmou o médico.

Enquanto a equipe médica se prepara para fazer o trabalho de captação e transplante, os pilotos envolvidos no transporte atuam para garantir um voo seguro e rápido. O tenente da Polícia Militar, Avyner Falcão e o delegado da Polícia Civil, Enilton Zalla, ambos pilotos da CTA, pontuam que a organização é essencial para atuar nas missões, que pode ter início em média uma hora após o acionamento.

“Podemos ser chamados a qualquer momento. Todos nós somos preparados para estar no lugar em no máximo uma hora para atender esse tipo de demanda. E aí existe toda uma coordenação interna da parte de operações e dos pilotos, onde a gente analisa a possibilidade do voo, verifica se é possível e dá o start da missão, é um voo diferenciado. Exige de nós pilotos uma habilidade para fazer sempre da forma mais rápida e atender essa demanda de entrega do órgão”, disse Zalla.

Além das questões técnicas, ambos sabem da importância da atuação e ajudam a salvar vidas. “Eu cheguei mais recentemente, mas tive a grata oportunidade de fazer alguns voos relacionados ao transporte das equipes para captação de órgãos. E é algo diferente, muito gratificante”, disse o tenente Avyner.

Com atuação há sete anos em missões deste tipo, Zalla observa a importância da doação de órgãos. “Nós trabalhamos dentro de um sistema de transporte de órgãos que ajuda muitas pessoas. Então quem tiver acesso a esta mensagem, eu peço que estimule o seu familiar a ser um doador de órgãos. Eu sei que é um momento muito triste, a perda de um familiar. Mas que possamos pensar que alguém está precisando. Assim mais pessoas poderão ter suas vidas salvas”.

A mensagem carregada de significado também encontra lembranças de vitórias. “Eu lembro de um caso, de um paciente que já tinha tentando 12 vezes fazer o transplante, e por vários motivos não tinha dado certo. E só na 13ª vez ele conseguiu, isso foi há um ano. Esse paciente agradeceu muito por termos ajudado a salvar a vida dele”, disse Zalla.

Para o médico responsável pela captação e transplantes, toda a colaboração é essencial para salvar vidas. “O transporte facilita bastante, porque o tempo de deslocamento dos órgãos é curto, e melhora resultado do transplante. Os pacientes que aguardam, estão numa situação de vida ou morte, e quando um órgão vem e ele perde por falta de transporte, a gente não sabe se aquele paciente vai receber uma segunda chance. Então, por isso que a disponibilidade da Casa Militar em nos ajudar é essencial”, afirmou o cirurgião Gustavo Rapassi.

(*) Ponta Porã News

Saneamento avança e ajuda a proteger rios que sustentam o Pantanal

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Lontra em rio do Pantanal revela a qualidade da água e o equilíbrio do ecossistema. (Foto: divulgação)

Tratamento de esgoto reduz poluição, preserva biodiversidade e fortalece rotas de espécies migratórias

O caminho que liga as cidades de Mato Grosso do Sul ao Pantanal passa, inevitavelmente, pelos rios. E é justamente na origem — dentro dos centros urbanos — que começa uma das estratégias mais silenciosas e eficazes de proteção da biodiversidade: o saneamento básico.

A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, associada à redução da poluição hídrica, tem impacto direto sobre ecossistemas estratégicos do Estado, especialmente aqueles conectados à Bacia do Alto Paraguai. Essa rede de rios, córregos e áreas úmidas sustenta o Pantanal, um dos biomas mais ricos do planeta e habitat de espécies como a onça-pintada, o tuiuiú, a ariranha e o jacaré-do-pantanal.

Para o gerente de Meio Ambiente da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal, Fernando Garayo, o elo entre cidade e natureza é mais próximo do que parece.

“O Pantanal não é um espaço isolado do cotidiano urbano; ele depende da qualidade da água e da integridade dos rios que atravessam áreas urbanas e rurais. Tratar o esgoto na origem significa interromper um ciclo de contaminação que pode comprometer habitats importantes”, afirma.

Saneamento como barreira contra a poluição

Na prática, o saneamento funciona como uma barreira que impede que poluentes avancem pelos cursos d’água até áreas ambientalmente sensíveis. Em Campo Grande, duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) já operam, e uma terceira está em fase final de implantação.

Juntas, elas garantem o tratamento médio de 92,6 milhões de litros de esgoto por dia — volume que, ao longo de um ano, equivale a cerca de 16,5 mil piscinas olímpicas. Esse processo reduz significativamente a carga de poluentes lançada nos rios e contribui para o equilíbrio do ciclo hidrológico.

Além da estrutura, programas como o Córrego Limpo monitoram a qualidade da água em diversos pontos da cidade e atuam na prevenção de ligações irregulares de esgoto — um dos principais fatores de contaminação urbana.

No interior do Estado, o avanço também é expressivo. A Ambiental MS Pantanal trata atualmente cerca de 33,6 milhões de metros cúbicos de esgoto por ano. A projeção é ampliar essa capacidade em 8,7%, com a implantação de sete novas ETEs e o acréscimo de 8 milhões de litros por dia ao sistema.

Só nos dois primeiros meses de 2026, foram realizados 948 serviços de limpeza preventiva de rede, medida que evita extravasamentos e protege diretamente os cursos d’água.

“Mais do que números, esses dados representam a redução da carga poluidora em sistemas hídricos que estão conectados a áreas ambientalmente sensíveis”, reforça Garayo.

Impacto direto na fauna e nas rotas migratórias

A melhoria da qualidade da água não beneficia apenas o abastecimento humano. Ela sustenta cadeias ecológicas inteiras.

Espécies aquáticas, como os peixes migratórios — caso do pintado e do dourado — dependem de rios limpos e conectados para completar seus ciclos de vida. O mesmo ocorre com aves migratórias, que utilizam áreas alagáveis como pontos de descanso e alimentação.

Quando a água chega poluída, esse equilíbrio é rompido. Ao contrário, quando o saneamento avança, há um efeito cascata positivo: melhora a qualidade dos habitats, aumenta a disponibilidade de alimento e fortalece a biodiversidade.

Recuperação de áreas e proteção de nascentes

O impacto ambiental vai além do tratamento de esgoto. As concessionárias também investem na recuperação de áreas degradadas e na recomposição vegetal.

Um dos destaques é o Viveiro Isaac de Oliveira, que já produziu e doou mais de 650 mil mudas nativas, com capacidade anual de até 80 mil. O plantio contribui para proteger o solo, preservar nascentes e recuperar áreas sensíveis.

Na Capital, ações se concentram na Área de Proteção Ambiental (APA) Guariroba, responsável por parte do abastecimento de água, além do monitoramento contínuo das bacias hidrográficas.

No interior, iniciativas como o reflorestamento na Serra da Bodoquena reforçam a proteção de matas ciliares e Áreas de Preservação Permanente (APPs). Em 2025, cerca de 4.800 mudas foram destinadas ao Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), fortalecendo a conservação em regiões estratégicas.

Um ciclo que começa na cidade e chega ao Pantanal

A lógica é direta: quanto menos poluição sai das cidades, mais preservados chegam os rios às áreas naturais. Em um estado onde a água conecta tudo — da torneira ao Pantanal — o saneamento deixa de ser apenas infraestrutura e passa a ser política ambiental.

“Estamos diante de um dos maiores programas de conservação de bacias hidrográficas do Brasil, e isso tem tudo a ver com biodiversidade”, conclui Garayo.

No fim das contas, cada litro de esgoto tratado representa menos pressão sobre rios, mais vida nas águas e mais chances de sobrevivência para espécies que dependem desse equilíbrio — muitas delas símbolos do próprio Mato Grosso do Sul.

Fonte: Campo Grande News (por José Cândido)

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