No último domingo (8), data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul reafirmou seu compromisso com a proteção feminina ao realizar a prisão de um homem por descumprimento de medida protetiva e agressão.
A equipe da Rádio Patrulha (RP-1) foi acionada para atender uma ocorrência na Rua Rui Barbosa. No local, as vítimas relataram que o autor, ignorando uma ordem judicial de afastamento, invadiu a residência, danificou móveis e ateou fogo em documentos pessoais da família.
Durante o episódio de violência, o autor agrediu a companheira com golpes no braço. Ao tentar defender a mãe, o filho da vítima, de apenas 11 anos, também foi agredido pelo autor com um ventilador, sofrendo golpes na cabeça e ameaças de morte.
De posse das características do suspeito, os policiais iniciaram diligências imediatas, localizando o agressor na Rua Major Heliodoro Rodrigues. O homem foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foi autuado por lesão corporal, dano, ameaça e descumprimento de Medida Protetiva de Urgência.
A ação faz parte da “Operação Thémis”, que intensifica o policiamento e a fiscalização de medidas protetivas em todo o Estado.
A situação reacende preocupação com custo de produção agrícola e expõe abandono da fábrica da UFN3 em Três Lagoas, que segue parada; Quando concluída, será a maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina
Por: Nathália Santos
A escalada da guerra envolvendo o Irã no Oriente Médio já começa a provocar reflexos diretos no agronegócio global e brasileiro. Um dos sinais mais claros desse impacto é a disparada nos preços da ureia, fertilizante essencial para a produção agrícola, e a redução nas negociações no mercado internacional.
Dados recentes do mercado mostram que a ureia granulada passou a ser negociada entre US$ 500 e US$ 550 por tonelada, acima do patamar de US$ 475 a US$ 485 registrado poucos dias antes, refletindo o aumento das tensões geopolíticas e o risco de interrupções nas rotas marítimas de exportação.
O aumento ocorre em meio às incertezas sobre o fluxo de mercadorias na região do Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia e fertilizantes. Caso o conflito se prolongue e as rotas comerciais sejam afetadas, especialistas alertam que o impacto pode ir além do custo dos combustíveis e atingir também os preços dos alimentos.
FERTILIZANTES NO CENTRO DA CRISE
A ureia é um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados na agricultura moderna. O produto é aplicado em diversas culturas importantes para o Brasil, como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão.
Grande parte da produção mundial desse insumo está concentrada justamente no Oriente Médio, região que hoje enfrenta tensões militares. O temor de interrupções no transporte marítimo e nas exportações tem levado compradores e vendedores a reduzir negociações enquanto aguardam maior clareza sobre o cenário internacional.
No caso brasileiro, o impacto tende a ser ainda mais sensível. O país depende fortemente da importação de fertilizantes, o que o deixa vulnerável a oscilações geopolíticas e logísticas. Uma crise prolongada pode elevar os custos de produção no campo e, consequentemente, pressionar o preço final dos alimentos ao consumidor.
DEPENDÊNCIA EXTERNA EXPÕE GARGALO NO BRASIL
Abandono da fábrica da UFN3 em Três Lagoas, que segue parada há mais de 10 anos (Foto: Perfil News)
A situação reacende o debate sobre a dependência brasileira de fertilizantes importados. Um exemplo simbólico dessa fragilidade é a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3, a UFN-3, localizada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
A obra da fábrica foi iniciada em 2011 e acabou paralisada em 2014. Desde então, o projeto permanece incompleto há mais de uma década.
Quando concluída, a planta terá capacidade para produzir cerca de 1,2 milhão de toneladas de ureia por ano, além de aproximadamente 70 mil toneladas de amônia, matéria-prima usada na fabricação de fertilizantes nitrogenados.
A unidade é considerada estratégica porque poderia reduzir parte da dependência brasileira de importações. O Brasil consome milhões de toneladas de ureia por ano e uma parcela significativa desse volume vem do exterior.
RETOMADA DA OBRA VOLTA AO DEBATE
Nos últimos meses voltaram a circular informações sobre a possibilidade de retomada das obras da UFN-3 ainda no primeiro semestre deste ano. Caso o projeto avance, a fábrica poderá ajudar a ampliar a produção nacional de fertilizantes nitrogenados.
Em abril de 2024, o então presidente da Petrobras, Jean Paul Prattes, visitou a planta e informou que serão necessários R$ 5 bilhões em investimentos para concluir a obra, com expectativa de início de operação em 2028.
O modelo atual prevê a produção de 3,6 mil toneladas diárias de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia, consumindo 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Quando concluída, será a maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina.
No âmbito da “Operação Thémis”, que visa o combate rigoroso à violência doméstica e familiar contra grupos vulneráveis, o 13º Batalhão de Polícia Militar (13º BPM) realizou importantes intervenções na última sexta-feira (6), resultando no encaminhamento de envolvidos à Delegacia de Polícia Civil por descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência (MPU).
No início da tarde, uma equipe da Rádio Patrulha (RP-2) foi acionada via COPOM para atender um descumprimento de MPU na Rua Geraldo R. de Brito. A ordem judicial determinava o afastamento de um indivíduo em relação a uma pessoa idosa. Ao chegarem ao local, os policiais localizaram o autor nas proximidades da residência da vítima. O homem foi abordado e detido em flagrante, sendo conduzido ao Distrito Policial para o devido registro e providências da autoridade policial.
Em outra ação, na manhã do mesmo dia, a equipe de Rádio Patrulha (RP-1) atendeu uma ocorrência complexa envolvendo agressões físicas e descumprimento de MPU na Rua Maria Cândida de Freitas. A Polícia Militar foi acionada após o Corpo de Bombeiros encaminhar uma mulher à Santa Casa com ferimentos na região da cabeça e membros.
A ocorrência apresentou versões conflitantes entre as partes, envolvendo denúncias de invasão de domicílio e agressões mútuas com uso de objetos metálicos. Diante da vigência de medidas protetivas e das lesões apresentadas por todos os envolvidos, a Polícia Militar realizou a condução dos autores à Delegacia, onde foram apresentados para que os fatos sejam esclarecidos através do inquérito policial e análise de câmeras de monitoramento.
A “Operação Thémis” segue com patrulhamento reforçado e fiscalização ativa em Paranaíba. O Comando do 13º BPM reitera que a Polícia Militar está atenta e vigilante no cumprimento das ordens judiciais, garantindo que as vítimas de violência doméstica tenham sua integridade protegida e que os infratores sejam responsabilizados conforme o rigor da lei.
(*) Assessoria de Comunicação Social do 13º BPM / CPA-2
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da equipe da Seção de Investigações Gerais (SIG) de Nova Andradina, prendeu novamente dois homens — pai e filho, de 60 e 34 anos — suspeitos de envolvimento no crime de receptação de animais provenientes de abigeato.
Os autores haviam sido presos em flagrante no dia 5 de março, após diligências realizadas na zona rural do município que resultaram na localização de bovinos de origem ilícita em propriedade rural vinculada aos investigados.
No dia 6 de março, sobreveio decisão do Juiz de Garantias colocando os investigados em liberdade, mediante imposição de medidas cautelares, dentre elas o monitoramento eletrônico.
Entretanto, no sábado, dia 7, a equipe da SIG de Nova Andradina, com apoio de fiscais da IAGRO, voltou a realizar diligências na região do Assentamento Teijin, ocasião em que os suspeitos foram novamente presos em flagrante, sendo encontrados ocultando animais provenientes de crime em área rural ligada à família.
Durante a fiscalização realizada nas propriedades, foram constatadas irregularidades nas marcas dos bovinos, sendo identificada sobreposição e adulteração de marcação, prática utilizada para dificultar a identificação da origem dos animais e ocultar sua procedência ilícita.
Fotos: PCMS
As investigações apontam que os autores atuavam de forma estruturada no esquema criminoso. Conforme apurado, eles abordavam funcionários de fazendas da região, que eram aliciados para realizar o furto de animais diretamente dos rebanhos. Após a separação do gado furtado nas propriedades rurais, os próprios investigados realizavam o embarque dos animais e os transportavam até lotes localizados no Assentamento Teijin.
No local, os bovinos tinham suas marcas de origem borradas por meio da aplicação de uma marca não registrada junto à IAGRO, sendo posteriormente realizada nova marcação com marca pertencente à família, com o objetivo de dificultar a identificação da procedência dos animais.
A Polícia Civil continua realizando diligências e já localizou outros animais receptados pelos investigados. As apurações indicam que os autores podem ter receptado mais de 70 bovinos provenientes de furtos na região.
Os investigados já respondiam a outros inquéritos policiais relacionados a crimes semelhantes e vinham sendo investigados pela Polícia Civil.
A autoridade policial novamente representou pela prisão preventiva dos autores, que permanecem custodiados na Delegacia de Polícia à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por intermédio do Grupo de Operações e Investigações (GOI), esclareceu em poucas horas um homicídio ocorrido na manhã do último domingo (8), na Rua Dona Carlota, bairro Vila Piratininga, em Campo Grande.
Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe do GOI deslocou-se imediatamente ao local e iniciou diligências investigativas para identificar os responsáveis pela morte de Isaac Ferreira da Silva, de 41 anos, encontrado sem vida após sofrer violentas agressões em via pública.
Com base em levantamentos realizados no local, análise de imagens de câmeras de segurança e coleta de informações com testemunhas, os investigadores conseguiram identificar e qualificar rapidamente os autores do crime, que haviam se envolvido em uma discussão com a vítima momentos antes das agressões. Os policiais civis localizaram e prenderam em flagrante L.R.J. (21), apontado como um dos envolvidos nas agressões que culminaram na morte da vítima.
Os outros dois envolvidos também foram devidamente identificados e qualificados pela equipe policial e as equipes permanecem em busca para localiza-los e prendê-los. De acordo com as investigações preliminares, a vítima passou a ser agredida pelo grupo com objetos contundentes, como pedaços de madeira, pedras e garrafas, sofrendo diversos golpes, especialmente na região da cabeça.
A rápida atuação do GOI permitiu a identificação dos autores, a prisão em flagrante de um dos envolvidos e o esclarecimento do homicídio poucas horas após sua ocorrência, demonstrando a pronta resposta da Polícia Civil no combate a crimes violentos.
Além de entrevistas a empresa fará uma exposição de maquinários na praça do município de 11 a 13 de março
A MS Florestal, empresa sul-mato-grossense do Grupo RGE, anuncia a abertura de um novo ciclo de contratações voltado para a formação de profissionais no município de Água Clara. As vagas são para Operador Trainee e Mecânico e o programa é direcionado a candidatos que possam residir em Água Clara. Como parte das ações de mobilização, a empresa promoverá uma exposição presencial de máquinas Harvester nos dias 11, 12 e 13 de março na praça do município, facilitando o acesso da comunidade às informações e aproximando a comunidade à realidade da silvicultura.
Para participar do processo seletivo, os interessados devem possuir ensino fundamental completo, CNH categoria B (podendo ser a provisória) e disponibilidade para trabalhar em turnos, escalas e viagens. Para as vagas de mecânico, são valorizadas noções básicas em manutenção diesel, máquinas pesadas ou curso técnico na área, enquanto para a operação, é desejável, mas não obrigatório, experiência prévia com máquinas como tratores de pneus ou esteiras.
Os candidatos aprovados serão contratados como Trainee pela MS Florestal e deverão ter disponibilidade integral para participar do programa de capacitação.
Com um quadro superior a 2,3 mil colaboradores diretos no estado, a MS Florestal oferece um dos pacotes de benefícios mais competitivos do setor, incluindo planos médico e odontológico, auxílio farmácia, seguro de vida, cartão alimentação, refeição no local, participação nos lucros (PLR) e suporte ao bem-estar via programas como o Wellhub e o Levemente.
Auxiliar de Serviços Gerais em Viveiro
Além das oportunidades de formação técnica, a MS Florestal está com um processo seletivo aberto para o cargo de Auxiliar de Serviços Gerais no viveiro, também em Água Clara. Para essa vaga, os interessados devem comparecer para entrevistas presenciais no dia 10 de março de 2026, das 08h às 11h, no escritório da empresa localizado na Rua Gabriel Ferreira Domingues, 355.
Para a vaga de Auxiliar de Serviços Gerais no viveiro, enviar currículo no WhatsApp: (67) 99963-5230
Sobre a MS Florestal
A MS Florestal é uma empresa sul-mato-grossense que fortalece as atividades de operação florestal do Grupo RGE no Brasil, um conglomerado global com foco na manufatura sustentável de recursos naturais. Especializada na formação de florestas plantadas e na preservação ambiental, além do desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua, a MS Florestal participa de todas as etapas, desde o plantio do eucalipto até a manutenção da floresta. Para mais informações, acesse: www.msflorestal.com.
Criada na zona rural e acostumada desde cedo ao trabalho duro, Mônica Catânia venceu desafios, investiu nos estudos e, após 18 anos no setor de celulose, chegou à chefia de um importante setor da Suzano, em Três Lagoas, tornando-se exemplo de ascensão profissional e inspiração para novas gerações
A trajetória de Mônica Catânia, atual gerente de Recursos Humanos da unidade da Suzano em Três Lagoas, é daquelas histórias que mostram que o ponto de partida não determina o destino de ninguém. Criada em uma família simples, acostumada desde cedo ao trabalho duro na zona rural, ela transformou desafios em oportunidades e, após quase duas décadas de dedicação ao setor de celulose, tornou-se exemplo de ascensão profissional e inspiração para muitas pessoas.
Natural de Três Lagoas, Mônica cresceu acompanhando de perto o esforço dos pais, que trabalhavam em uma olaria, moldando tijolos sob o sol forte para garantir o sustento da família. A infância também foi marcada pelas estradas de terra e pelas fazendas onde viveu parte da vida, cenário que ajudou a construir o espírito de responsabilidade, perseverança e coragem que hoje define sua trajetória.
Filha de trabalhadores simples, ela estudou toda a vida em escolas públicas. Desde cedo compreendeu que o conhecimento seria a principal ferramenta para mudar sua realidade. Com dedicação e disciplina, conquistou uma vaga na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde se formou em Administração — o primeiro grande passo rumo a uma carreira que viria a ser construída degrau por degrau.
Uma carreira construída passo a passo
A entrada no setor de celulose aconteceu há 18 anos, quando Mônica iniciou sua trajetória como estagiária na antiga International Paper. Ali começou um processo de aprendizado contínuo que moldaria sua carreira.
Com dedicação e vontade de crescer, ela passou por diversas etapas profissionais: assistente, analista júnior, analista pleno, analista sênior e consultora, até chegar ao cargo de liderança que ocupa atualmente na Suzano, uma das maiores empresas do setor de celulose do mundo.
Para ela, a origem humilde nunca foi um obstáculo, mas sim um combustível.
“Eu sou uma menininha matutinha, criada na zona rural. Se eu deixasse o meio em que vivi me limitar, não estaria aqui hoje. É você quem diz onde quer chegar, não o seu ponto de partida”
Um reencontro emocionante com as próprias raízes
Um dos momentos mais marcantes de sua carreira aconteceu durante uma visita técnica às áreas florestais da Suzano. Ao chegar em duas fazendas da região, Mônica percebeu que estava pisando exatamente nas terras onde havia vivido parte da infância.
A emoção foi imediata. “Passou um filme na cabeça. Eu me emocionei, chorei. Foi ali que construí parte da minha história.”
Aquele momento simbolizou um ciclo completo: o mesmo campo que antes representava o trabalho árduo da família agora fazia parte de sua trajetória profissional em uma posição de liderança.
O setor que transformou uma família inteira
A história de Mônica também demonstra como o setor de celulose se tornou um motor de transformação social em Três Lagoas e em todo o Mato Grosso do Sul. Inspirados por sua trajetória, praticamente toda a família acabou ingressando no segmento.
Hoje, o pai trabalha como motorista de tri-trem, a mãe atua em viveiros de mudas, a irmã segue carreira na área de logística e o irmão atua no setor florestal.
Segundo ela, a celulose trouxe estabilidade, dignidade e novas perspectivas para todos. “A celulose me proporcionou muitas coisas: minha casa, meu carro, estabilidade financeira. Mas, mais do que isso, me deu oportunidade de crescer.”
Mônica é casada e, por enquanto, não tem filhos, dedicando-se intensamente à carreira e à gestão de pessoas em uma operação que envolve milhares de trabalhadores.
A força da mulher que rompe barreiras
A trajetória de Mônica também representa a força da mulher que, mesmo vindo de um contexto simples e de um setor historicamente masculino, conquistou espaço e respeito por meio da competência.
Ela conta que, no início da carreira, havia menos mulheres no ambiente industrial, mas isso nunca foi um fator limitante.
“Talvez eu não visse tantas mulheres ao redor no começo, mas nunca me senti impedida de crescer. Sempre procurei fazer bem o meu trabalho e ser um exemplo para que outras mulheres também ocupem esses espaços.”
Sua história mostra que a determinação feminina pode romper barreiras e abrir caminhos para novas gerações.
Suzano e a valorização das pessoas
Para Mônica, parte importante de sua trajetória também se deve ao ambiente corporativo que encontrou ao longo da carreira. A Suzano, empresa onde atua atualmente, é reconhecida pela valorização de seus colaboradores e pela criação de oportunidades reais de crescimento.
Na unidade de Três Lagoas, mais de 80% das posições são preenchidas por profissionais que já fazem parte da própria organização, o que demonstra a força da valorização interna.
Além disso, a empresa investe constantemente na qualificação de trabalhadores por meio de parcerias com instituições como SESI e SENAI, ampliando o acesso à formação técnica e profissional.
Hoje, Mônica participa diretamente da gestão de pessoas de uma força de trabalho que reúne milhares de colaboradores diretos e terceiros, contribuindo para o desenvolvimento de talentos locais.
Três Lagoas e a transformação econômica
Ao longo de sua vida, Mônica acompanhou de perto a transformação econômica de Três Lagoas com a chegada das grandes indústrias de celulose. O município, que antes tinha uma economia mais restrita, tornou-se um dos principais polos mundiais do setor.
“O sentimento que eu tenho hoje é de muito orgulho. O setor trouxe uma transformação enorme para a cidade e continua gerando oportunidades.”
Segundo ela, a evolução da mão de obra local também é evidente, impulsionada por programas de qualificação e pela presença de instituições de ensino técnico e superior.
Fé, coragem e protagonismo
Pessoa de fé, Mônica acredita que sua história é resultado da combinação entre esforço pessoal, oportunidades e espiritualidade.
“Eu acredito que Deus tem uma história para cada um de nós. Mas também acredito que precisamos fazer a nossa parte.”
Para quem está desanimado ou acredita que não há espaço para crescer, ela deixa um conselho direto e inspirador: “Não deixe que o meio onde você vive limite quem você pode ser.”
Segundo ela, três pilares são fundamentais para construir uma carreira sólida:
protagonismo
qualificação
coragem para aproveitar oportunidades
“Não adianta esperar cair do céu. Precisa buscar.”
Uma história que inspira
Da menina criada entre o barro das olarias e as estradas de terra da zona rural à gerente de Recursos Humanos de uma das maiores empresas do setor de celulose do mundo, Mônica Catânia representa muito mais do que uma trajetória profissional de sucesso.
Ela simboliza a força da mulher brasileira, a importância da educação, o valor da determinação e as oportunidades que surgem quando empresas e trabalhadores caminham juntos.
Sua história mostra que, com preparo, coragem e responsabilidade, é possível subir — degrau por degrau — e transformar sonhos em realidade. E que o setor de celulose, especialmente em cidades como Três Lagoas, continua sendo uma porta aberta para quem deseja construir um futuro melhor.
Em dois anos, MS ultrapassa 50 mil atendimentos em Práticas Integrativas e Complementares na rede pública
Mato Grosso do Sul registrou mais de 52 mil atendimentos em PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde) no SUS (Sistema Único de Saúde) entre janeiro de 2024 e novembro de 2025. Entre os serviços ofertados na rede pública estão práticas como acupuntura, auriculoterapia, aromaterapia e outras terapias integrativas. Os dados são da SAPS/MS (Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde), extraídos do SISAB (Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica).
No período analisado, foram contabilizados 20.831 procedimentos entre janeiro e novembro de 2024 e 31.874 atendimentos no mesmo intervalo de 2025, totalizando 52.705 registros no sistema nacional de monitoramento da Atenção Primária.
Com o avanço na oferta e no registro desses atendimentos, o Estado de Mato Grosso do Sul ocupa atualmente o 3º lugar no ranking nacional da taxa de atendimentos cadastrados na APS (Atenção Primária à Saúde).
Entre as práticas mais registradas no Estado, a auriculoterapia lidera o volume de atendimentos. Em 2024, foram contabilizados 14.165 procedimentos, seguida pela acupuntura com inserção (2.810), aromaterapia (1.134), acupuntura com ventosa ou moxa (571) e eletroestimulação (387).
Também foram registrados atendimentos em cromoterapia (296), geoterapia (157), musicoterapia (148), antroposofia aplicada (92), massoterapia (62), constelação familiar (58) e osteopatia (49).
Em 2025, os registros mantiveram tendência de crescimento, com destaque para auriculoterapia (21.742), acupuntura com inserção (4.285), aromaterapia (2.517), MTC – medicina tradicional chinesa (1.051), acupuntura com ventosa ou moxa (627) e yoga (40).
Municípios ampliam oferta
Entre os municípios com maior volume de atendimentos em 2024 estão Campo Grande, Aquidauana, Jateí, Dourados e Corumbá. Já em 2025, além da capital, cidades como Terenos, Rio Brilhante e Três Lagoas ampliaram significativamente a oferta dessas práticas na Atenção Primária.
Somente em Campo Grande foram registrados 7.412 atendimentos em auriculoterapia em 2024. Em 2025, o município contabilizou 10.703 procedimentos na mesma prática, além de 1.372 atendimentos em acupuntura com inserção.
Formação voltada à Atenção Primária
Em Mato Grosso do Sul, as capacitações promovidas pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) são direcionadas exclusivamente a médicos da Atenção Primária, especialmente aqueles vinculados às Unidades de Saúde da Família. A proposta é incorporar a acupuntura como ferramenta de cuidado integral, humanizado e complementar ao tratamento convencional.
A formação é realizada em parceria com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e inclui etapas presenciais e remotas, fortalecendo a qualificação técnica dos profissionais da rede pública.
A responsável pela área técnica das PICS na SES, Patrícia Mecatti, explica que a ampliação da oferta integra uma política estruturada de saúde pública. “O investimento nas Práticas Integrativas tem como foco a redução da dor crônica, a melhoria da qualidade de vida e a desmedicalização dos usuários do SUS. Em Mato Grosso do Sul, trabalhamos para que, até 2027, pelo menos 70% dos municípios ofertem ao menos uma prática integrativa à população”, destaca.
Regulamentação fortalece expansão da prática
A expansão da acupuntura no país ocorre em paralelo à regulamentação nacional da atividade. Em 13 de janeiro de 2026, foi publicada a Lei nº 15.345/2026, que regulamenta o exercício profissional da acupuntura no Brasil, estabelecendo critérios de formação, reconhecimento profissional e exigência de qualificação específica para atuação.
Com a nova legislação federal, a prática passa a contar com regras claras para o exercício profissional, garantindo segurança aos pacientes e respaldo técnico aos profissionais habilitados. A norma reconhece a atuação multiprofissional, exige formação específica ou especialização reconhecida e prevê critérios para validação de diplomas estrangeiros.
A regulamentação também contribui para ampliar o acesso à prática no SUS, fortalecendo a PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares), vigente desde 2006.
Arcibanez Macena Gonçalves, que completaria 48 anos na próxima terça-feira (10), foi identificado como sendo o motociclista que morreu na manhã do último domingo (8) ao se acidentar em uma via de acesso ao Rodoanel de Ponta Porã.
O corpo dele foi encontrado por populares e policiais militares foram até o local e constaram que ele estava morto. Arcibanez apresentava vários ferimentos pelo corpo e apesar de estar de capacete a cabeça também foi atingida na queda e tinha sangramento.
Peritos da Polícia Cientifica e a Polícia Civil foram até o local, fizeram os levantamentos e o corpo dele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã. As causas do acidente são investigadas.
A Prefeitura de Três Lagoas anuncia o retorno do projeto “A Rua é Nossa” em novo formato para a população. A primeira edição do ano acontece no dia 15 de março, na circular da Lagoa Maior, trazendo novidades na programação e no horário.
A partir deste ano, o evento passa a ocorrer das 14h às 19h, ampliando as opções de lazer para as famílias no período da tarde. A proposta continua sendo transformar o espaço público em um ambiente de convivência, cultura, esporte e entretenimento para todas as idades.
Entre as novidades desta edição está a praça de alimentação com Food Trucks, oferecendo diferentes opções gastronômicas para o público. Além disso, o evento contará com palco para apresentações artísticas, incentivando a participação de músicos, grupos culturais e outras manifestações culturais locais.
A tradicional Feira de Artesanato também segue na programação, valorizando o trabalho dos artesãos do município e proporcionando um espaço para exposição e comercialização de produtos.
Outras atividades que já fazem parte do projeto continuam presentes, como brinquedos para as crianças disponibilizados pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEJUVEL), espaço livre para caminhadas, além da utilização do espaço para passeios de bicicleta e atividades ao ar livre.
SERVIÇO
Data: 15 de março de 2026
Horário: das 14h às 19h
Local: Circular da Lagoa Maior (Rua Aldair Rosa de Oliveira)
Na manhã de sexta-feira (6), policiais civis desencadearam a Operação Ponto Cego, com o objetivo de apurar um esquema de furto qualificado ocorrido em um hospital de Dourados, que teria causado prejuízo superior a R$ 6 milhões.
A ação foi conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia de Dourados, que cumpriu mandados de busca e apreensão, além do sequestro judicial de três imóveis localizados em condomínios de alto padrão da cidade, medida voltada à reparação patrimonial das vítimas.
Vídeo: PCMS
Conforme apurado no inquérito policial, o principal investigado, identificado pelas iniciais P.J.P, 39 anos, trabalhou por alguns anos na administração do hospital e, nesse período, teria desviado para si valores que totalizam aproximadamente R$ 6 milhões.
Durante o cumprimento das buscas na residência do suspeito foram apreendidos objetos de alto valor, documentos relevantes para a investigação, além de uma pistola calibre 9mm e uma arma de fogo calibre 12.
Fotos: PCMS
No curso das investigações também está sendo apurada a possível prática do crime de lavagem de capitais, diante de indícios de ocultação e dissimulação de patrimônio, com identificação de bens registrados em nome do investigado, de sua esposa e possivelmente de terceiros.
Os materiais apreendidos serão submetidos à análise e perícia técnica, enquanto a investigação prossegue para identificar outros envolvidos e localizar novos bens possivelmente adquiridos com valores provenientes da atividade criminosa.
O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul, promove nesta segunda-feira (9) o painel “Elas, Protagonistas”, que reúne duas referências nacionais no debate sobre liderança feminina, empreendedorismo e políticas públicas para mulheres: a empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza, e a ex-ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves.
O encontro acontece às 14 horas no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande, e integra a programação especial do Mês da Mulher, dentro da campanha “Todas Diferentes, Todas Importantes”, promovida pela Secretaria de Estado da Cidadania.
Mediado pela secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, o painel “Mulheres que Movem a Economia e Transformam Territórios: Autonomia, Empreendedorismo e Fortalecimento do PROTEGE” é o momento central da programação e será aberto ao público em geral, especialmente mulheres empreendedoras, gestoras públicas, lideranças e representantes da sociedade civil. A proposta é criar um espaço de escuta, troca de experiências e conexões que fortaleçam caminhos para ampliar a autonomia econômica e a participação feminina nos territórios.
Para Viviane Luiza, a presença das duas lideranças nacionais em Mato Grosso do Sul reforça o simbolismo do mês de março como um período de reconhecimento e mobilização em torno das conquistas e dos desafios das mulheres.
“Trazer a Luiza Helena Trajano e a Aparecida Gonçalves para Mato Grosso do Sul durante o Mês da Mulher é uma forma de celebrar trajetórias que inspiram e, ao mesmo tempo, fortalecer o debate sobre autonomia e oportunidades. São mulheres que abriram caminhos em suas áreas e mostram, na prática, que quando ampliamos o acesso a direitos, formação e empreendedorismo, ampliamos também a participação feminina na economia e na tomada de decisões”, destaca a secretária.
Viviane ressalta ainda que iniciativas como o painel contribuem para conectar experiências e estimular novas lideranças. “Mais do que uma conversa, o encontro é um convite para que cada mulher se reconheça como protagonista da própria história e também da transformação dos seus territórios”, completa.
Economia criativa e empreendedorismo feminino
Paralelamente ao painel, o público poderá conhecer iniciativas lideradas por mulheres sul-mato-grossenses no Mercado Criativo Elas Protagonistas, espaço de exposição e comercialização de produtos autorais da economia criativa local.
A ação é realizada em parceria com a Superintendência de Economia Criativa da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura de Mato Grosso do Sul (Setesc) e busca ampliar oportunidades para empreendedoras que atuam em áreas como artesanato, moda, gastronomia, design, literatura e produção cultural.
Para a superintendente estadual de Economia Criativa, Luciana Azambuja, o fortalecimento desse setor também representa uma estratégia de inclusão produtiva e desenvolvimento territorial.
“A economia criativa é um modelo de negócio que transforma criatividade, cultura e conhecimento em valor real. Além de valorizar a cultura e fortalecer a identidade de um povo, também gera empregos e renda, promove a inovação e o empreendedorismo, fomenta o comércio local e impulsiona o turismo. É um mercado que se expande rapidamente e está presente em áreas como artesanato, moda, teatro, design, dança, games, música, tecnologia, literatura, audiovisual, arquitetura, turismo, festas populares e gastronomia”, detalha.
Segundo a superintendente, o empreendedorismo criativo também pode representar um caminho de independência para mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Muitas vezes as mulheres se sentem presas em relacionamentos abusivos devido à falta de recursos financeiros e à dependência econômica e afetiva. É nesse contexto que o empreendedorismo criativo pode se tornar uma porta de saída do ciclo de violências. Empreender com criatividade não apenas gera renda, mas também devolve dignidade e confiança para que a mulher assuma o controle da própria vida”, completa.
O evento é aberto ao público e as inscrições são gratuitas, especialmente voltadas a mulheres empreendedoras, gestoras públicas, lideranças e representantes da sociedade civil interessadas em fortalecer redes, trocar experiências e ampliar a participação feminina nos territórios.
A Prefeitura de Três Lagoas e a Casa do Trabalhador divulgam as oportunidades de empregos disponíveis nesta segunda-feira, 09 de março de 2026. No total, são 201 vagas em diversas áreas e diferentes níveis de escolaridade.
Importante destacar que para a realização de entrevistas, os candidatos deverão comparecer na Casa do Trabalhador, à Rua Dr. Munir Thomé, 86 – Centro, para retirada de carta de encaminhamento.
Para mais informações, o candidato deve comparecer diretamente na sede do órgão ou entrar em contato pelo 67 3929-1936.
Para preservação do Pantanal sul-mato-grossense, a maior planície alagável do mundo, o Governo do Estado já investiu aproximadamente R$ 6,1 milhões como parte do programa PSA Bioma Pantanal. A iniciativa pioneira no Brasil, incentiva a conservação da vegetação nativa, a proteção da fauna silvestre, a restauração ecológica e o fortalecimento das comunidades tradicionais.
O recurso foi destinado para 13 projetos de sete ONGs que desenvolvem ações integradas de desenvolvimento sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades e da população que vive no Pantanal, como parte do programa PSA Brigadas.
O IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) foi uma das Ongs beneficiadas e recebeu mais de R$ 1,4 milhão para executar três projetos que envolvem resgate técnico animal, comunicação integrada, manutenção e ampliação do Sistema Pantera na região da Serra do Amolar, além de fortalecer a brigada Alto Pantanal, que atua na prevenção dos incêndios florestais.
“A iniciativa do governo tem um grande mérito por criar um programa de pagamento de serviços ambientais voltados à proteção do bioma. O programa atende iniciativas como a nossa e de proprietários de fazendas, que tem boas práticas. No nosso caso, conseguimos recursos para fortalecer a nossa brigada, que atua na região da Serra do Amolar”, disse o diretor-presidente do IHP, Ângelo Rabelo.
Entre os projetos beneficiados está o da brigada do Instituto do Homem Pantaneiro, que atua na região da Serra do Amolar (Fotos: IHP)
O programa abrange toda a porção sul-mato-grossense do Bioma Pantanal, estruturado nos subprogramas PSA Conservação e valorização da Biodiversidade (PSA Conservação) e PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).
“O PSA Bioma Pantanal tem um programa que é voltado para a prevenção e combate a incêndios, que o ‘Brigadas’, para as Ongs, e ainda tem o ‘Conservação’, voltado para proprietários rurais com propriedades no Pantanal que tenham área descendente de vegetação nativa. A princípio, todos os contratos do PSA Brigadas e PSA Conservação finalizam em dezembro de 2026. A previsão é que em 2027 sejam lançados novos editais”, disse a coordenadora do programa PSA da Semadesc, Letícia Walter.
O PSA Brigadas tem como objetivo apoiar financeiramente projetos destinado a comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil, brigadas voluntárias, comunitárias ou particulares, e propriedades rurais com ações para prevenção, combate inicial e resgate de fauna.
O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 inscrições, sendo 17 projetos classificados com valores de até R$ 500 mil – e 13 já contemplados –, recursos do Fundo Clima Pantanal, destinados as ações de prevenção e combate a incêndios florestais dentro dos limites do bioma Pantanal, fortalecendo brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de subsidiar ações de educação ambiental em comunidades para conscientização do uso do fogo.
Os projetos estão distribuídos nas regiões da Nhecolândia, Nabileque, Serra do Amolar, Porto Esperança, Porto Rolon, Curva do Leque e Salobra, abrangendo ações em terras indígenas, unidades de conservação e comunidades tradicionais. O termo de fomento foi formalizado também pela SOS Pantanal, FUNAR, UCDB, Instituto Tamanduá, ICAs e Associação Onçafari.
“É uma iniciativa de vanguarda, através do Fundo Clima do Pantanal, e que a gente está compromissado em transformar essa oportunidade em algo que efetivamente contribua de maneira expressiva para a proteção do bioma, especialmente na região da Serra do Amolar, e que contempla inúmeras comunidades”, disse Rabelo.
Em dezembro de 2025, o Governo de MS consolidou a preservação de 126 mil hectares no Pantanal. A iniciativa, executada com recursos do Fundo Clima Pantanal, valoriza financeiramente produtores rurais que mantêm excedentes de vegetação nativa preservados, além das áreas obrigatórias por lei.
Na primeira chamada, foram recebidas 71 inscrições de imóveis rurais localizados no Pantanal. Após análise, 45 propriedades foram classificadas com base no Índice de Serviços Ambientais (ISA), instrumento que considera critérios como conservação da vegetação, conectividade de habitats e relevância ambiental das áreas.
A segunda chamada do subprograma Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação) foi publicada esta semana, para seleção de projetos que contribuam para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco na proteção do Pantanal sul-mato-grossense.
A inscrição para participação na segunda chamada do “PSA Conservação” deve ser feita por meio de preenchimento de formulário disponibilizado aqui, até o dia 6 de abril de 2026. As propostas serão avaliadas com base em critérios como relevância ambiental, impacto positivo para o Pantanal, viabilidade técnica e alinhamento com as políticas públicas estaduais.
Rosa participou de homenagem para a 1ª turma da Polícia Civil. (Foto: Arquivo Pessoal)
Já aposentada, ela relembra com orgulho da carreira feita em uma época em que a inclusão era pouco discutida
Identificar cadáveres em necrotério de cemitério, participar de barreiras policiais e atuar na linha de frente. Essa foi a rotina de trabalho de Rosa Maria Batista Santos, de 65 anos, que entrou para a história como a primeira mulher com deficiência a integrar a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Hoje, já aposentada, Rosa relembra com orgulho da carreira construída em uma época em que a inclusão ainda era pouco discutida dentro das instituições. Nascida com focomelia, uma condição que faz com que os braços sejam mais curtos, ela nunca deixou que a deficiência fosse vista como limite para realizar o sonho de trabalhar na polícia.
Rosa conta que entrou na corporação em 1981, poucos anos após a criação de Mato Grosso do Sul. Na época, o Estado ainda estruturava seus órgãos públicos e o concurso para a área ainda não existia. Quando a seleção foi realizada, em 1986, ela prestou a prova, foi aprovada e passou para a primeira turma da Academia de Polícia.
Formada como papiloscopista policial, função responsável pela identificação de pessoas pelas impressões digitais, Rosa começou a carreira no Instituto Médico Legal em Campo Grande. Depois foi transferida para Bataguassu, onde enfrentou algumas das experiências mais marcantes da profissão.
Naquele período, a cidade ainda não tinha estrutura do IML (Instituto Médico Legal) e a identificação de corpos era feita no necrotério do cemitério. Segundo ela, o trabalho exigia esforço físico e improviso. “Era no chão do necrotério. Eu precisava abaixar e chegar bem perto do cadáver para fazer a identificação”, lembra.
Mesmo diante das dificuldades, Rosa nunca evitou as tarefas consideradas mais difíceis. Pelo contrário, fazia questão de participar. “Eu fazia com a maior felicidade do mundo, porque a gente passa a ter amor pela profissão”, afirma.
Durante a carreira, ela também trabalhou na Diretoria-Geral da Polícia Civil, no 1º Distrito Policial de Campo Grande, na Delegacia da Mulher e em postos de identificação. Em várias ocasiões participou de barreiras policiais, ajudando na verificação de documentos e na identificação de veículos roubados ou irregulares.
Apesar de ter iniciado a trajetória de trabalho em um período com menos políticas de inclusão, Rosa afirma que sempre recebeu apoio dentro da corporação. “Eu só tenho a agradecer. As chefias sempre me ajudaram e eu nunca sofri discriminação”, destaca. Com dedicação ao trabalho, ela também alcançou a classe especial da carreira, o nível mais alto da função.
Imagens do período do curso de formação na polícia. (Foto: Arquivo Pessoal)
Em 1997, Rosa conta que a vida apresentou um novo desafio. Durante a gravidez da filha Sarah, Rosa descobriu que a menina tinha um grave problema cardíaco e precisaria de transplante. Para acompanhar o tratamento, ela decidiu deixar a carreira policial e se mudar para o Paraná.
Foram cerca de 12 anos dedicados à saúde da filha, que passou por nove cirurgias cardíacas. Com o tempo, o transplante acabou não sendo necessário. Anos depois, já com a situação estabilizada, Rosa voltou a trabalhar quando foi inaugurada a Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande.
Somando o tempo de serviço anterior com os anos de atuação no novo posto, ela se aposentou em 2021 e deixou aberto o caminho para outras pessoas com deficiência. Hoje, longe da rotina policial, ela aproveita a tranquilidade da aposentadoria, mas admite sentir saudade da profissão que marcou grande parte da sua história.
Para ela, a própria história prova que limitações não precisam definir o destino de ninguém. “Minha deficiência não me impediu em nada de trabalhar e fazer um serviço bem feito por muitos anos. Quando a gente quer, a gente mostra que consegue”, finaliza.
Curso inédito qualifica policiais para atuação em áreas turísticas e eventos internacionais, reforçando a segurança e a hospitalidade do Estado
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul concluiu, sexta-feira (6), a primeira turma do Curso de Policiamento Turístico do Estado, uma capacitação inédita que prepara o efetivo para atuar em áreas de grande fluxo de visitantes e em eventos internacionais. A formação inicial de 20 policiais militares marca um avanço estratégico na qualificação da segurança pública diante do crescimento do turismo e da realização da COP15, conferência ambiental internacional que ocorrerá em Campo Grande entre os dias 23 e 29 de março de 2026.
A solenidade de encerramento reuniu autoridades da segurança pública e do Governo do Estado. O curso foi concebido para capacitar policiais com conhecimentos específicos voltados ao atendimento ao visitante, à mediação de conflitos, aos protocolos de segurança em eventos internacionais e à interação com turistas estrangeiros.
Fotos: PMMS
Durante a cerimônia, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou o caráter histórico da formação e o papel da Polícia Militar na construção de um ambiente seguro e acolhedor para visitantes de diferentes países.
“Quero parabenizar cada policial militar, homem e mulher, que concluiu esse curso. Aprender uma segunda língua, ampliar a capacidade de atendimento e acolher bem quem chega ao nosso Estado são elementos fundamentais para que a nossa Polícia Militar continue sendo referência. Quando um visitante encontra um militar de Mato Grosso do Sul, ele encontra segurança, profissionalismo e o orgulho que temos de proteger aquilo que mais prezamos: a vida”, afirmou.
Fotos: PMMS
O secretário-adjunto de Estado de Justiça e Segurança Pública, coronel Ary Carlos Barbosa, ressaltou que a iniciativa fortalece a imagem institucional do Estado e acompanha o crescimento do turismo como vetor de desenvolvimento econômico.
“Iniciativas como essa demonstram que desenvolvimento turístico e preservação da natureza podem caminhar juntos. Mato Grosso do Sul tem se consolidado como um grande destino turístico graças aos investimentos realizados em infraestrutura, promoção de destinos naturais e políticas públicas voltadas ao turismo sustentável. Esse tipo de capacitação é essencial para um Estado com forte potencial turístico e garante que nossos policiais estejam preparados para orientar visitantes, mediar conflitos e representar bem a cultura e as características do nosso território”, destacou.
Fotos: PMMS
A criação do curso também dialoga diretamente com a expansão do turismo em Mato Grosso do Sul. O Estado tem registrado crescimento contínuo no fluxo de visitantes, especialmente em destinos consolidados como Bonito, Pantanal, Serra da Bodoquena e Corumbá. Dados recentes indicam que o turismo vem se consolidando como um dos setores relevantes da economia estadual, com impacto direto na geração de empregos e na dinamização de cadeias produtivas ligadas à hotelaria, gastronomia, transporte e serviços.
Em janeiro de 2025, o estado registrou 14.593 turistas internacionais, número 12% superior ao mesmo período de 2024, reforçando a atratividade de MS no cenário internacional. Segundo o diretor de Operações da Polícia Militar, coronel Wellington Klimpel, a qualificação do efetivo representa um passo importante para alinhar segurança pública e hospitalidade no atendimento ao turista.
Fotos: PMMS
“O policiamento turístico exige preparo específico. Não se trata apenas de segurança, mas também de acolhimento, orientação e integração com a dinâmica do turismo. Preparamos nossos policiais para atuar em situações que demandem interação direta com visitantes de diferentes culturas, fortalecendo a imagem de Mato Grosso do Sul como destino seguro e bem estruturado.”
A realização da COP15 em Campo Grande reforça ainda mais essa necessidade de preparação. A conferência integra a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), tratado ambiental global estabelecido sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e deve reunir cerca de dois mil participantes entre autoridades governamentais, pesquisadores, representantes de organismos internacionais e organizações da sociedade civil.
A escolha de Mato Grosso do Sul como sede do encontro projeta o Estado no cenário diplomático e ambiental global, especialmente pela importância do Pantanal, considerado a maior planície alagável do planeta e um dos biomas estratégicos para a conservação da biodiversidade mundial.
Fotos: PMMS
Com a conclusão da formação, os 20 policiais passam a integrar um núcleo especializado da Polícia Militar voltado ao policiamento turístico, ampliando a capacidade do Estado de atuar em áreas de grande fluxo de visitantes, unidades de conservação ambiental, regiões de fronteira e eventos internacionais.
A iniciativa consolida a integração entre segurança pública e políticas de desenvolvimento econômico, reforçando que turismo, sustentabilidade e estabilidade institucional caminham de forma conjunta na estratégia de crescimento de Mato Grosso do Sul.
Pensão alimentícia e estupro lideram ranking de ordens judiciais executadas durante Operação Alerta Lilás
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumpriu 302 mandados de prisão em aberto por violência contra as mulheres entre os dias 9 de fevereiro e 5 de março, durante a Operação Alerta Lilás, realizada, nesta segunda fase, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje (8). A maioria das prisões foi por não pagamento de pensão alimentícia (215), estupro (37), sendo 27 contra vulneráveis, e descumprimento de medida protetiva (16). Já os estados com mais mandados executados foram Rio Grande do Sul (26), Goiás (22) e Minas Gerais (18). Durante os 24 dias da operação, que começou no Carnaval, a média foi de 12 prisões por dia. Na edição de 2025, 83 mandados foram cumpridos.
Instituído pela PRF em 2025 em memória ao Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher (10/10), o Alerta Lilás consiste na ativação de avisos no sistema de consulta criminal da corporação, que funciona interligado ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A partir da inclusão do alerta na difusão interna da PRF, policiais rodoviários federais de todo o país podem orientar a fiscalização para o cumprimento dos mandados tanto nas unidades da corporação, durante fiscalização de rotina, quanto em pontos estratégicos, como pontos de descanso, postos de abastecimento e praças de pedágio, entre outros.
Violência contra a mulher
Mesmo com o endurecimento da legislação, com a aprovação da Lei Maria da Penha pelo Congresso Nacional, e a ampliação da rede de proteção, o Brasil ainda apresenta números preocupantes quando o assunto é violência contra a mulher. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), plataforma do Governo Federal que gerencia os números de criminalidade no Brasil, em 2025 o país registrou 1.559 feminicídios e mais de 83 mil casos de estupro, 59 mil deles contra vulneráveis, a maioria crianças e adolescentes.
Com o objetivo de pôr um freio à violência contra as mulheres, em fevereiro, os chefes dos três Poderes da República assinaram o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que propõe fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o Brasil, acelerar o cumprimento das medidas protetivas, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade.
“O Brasil aparece globalmente como o quinto país mais arriscado para as mulheres, onde o sentimento, que compartilho, é de terror. A gente se preocupa com a roupa que veste, com o horário da rua onde anda, se está iluminada, se a gente está sozinha”, afirma a Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres do Ministério das Mulheres, Estela Bezerra. “O Brasil não vai admitir esse ranking. Vamos mudar essa trajetória, mudar essa história do Brasil em relação à vida das mulheres. Queremos as mulheres vivas”, defende a secretária.
Segundo Estela Bezerra, o estupro de vulnerável foi o crime que mais aumentou no ano passado. “Esse aumento, de 42%, está correlacionado ao sentimento de impunidade. Então a operação da PRF é fantástica no sentido em que ela coloca os mecanismos de Segurança Pública alinhados a uma mensagem para a sociedade, de que a violência contra a mulher é crime, e que quem cometê-la, vai ser punido”, defende.
Estela também chama atenção para o fato de que 71% dos mandados cumpridos foram por não pagamento de pensão alimentícia. “Esse número mostra gravidade não só da violência contra mulher, mas a violência contra crianças e adolescentes. É preciso combater essa cultura, dos homens que se sentem desobrigados de nutrir, de manter a família economicamente”, defende.
“O Pacto contra o Feminicídio é levado a sério na Polícia Rodoviária Federal. Os agressores precisam estar reprimidos pela lei, pela polícia, pelo sistema de segurança, mas, sobretudo, precisam estar rejeitados pela sociedade”, defende o Diretor-Geral da PRF, Fernando Oliveira. “O assassino de mulheres, o abusador, o sujeito que não custeia o sustento dos filhos, podendo fazê-lo, e que busca na imensidão das estradas brasileiras uma rota de fuga para escapar do braço da Justiça, a PRF tem um aviso: com o Alerta Lilás, essa porta foi fechada”, conclui Fernando.
Na Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, mulheres participam de diferentes etapas da atividade pericial, desde o atendimento em locais de crime até análises laboratoriais, exames médico-legais e papiloscopia. Atualmente, elas representam cerca de 40% do efetivo da instituição.
Antes que um exame médico seja realizado ou uma identificação seja confirmada, o trabalho técnico começa no local do fato. É ali que vestígios são identificados, registrados e preservados para subsidiar as investigações e orientar os exames que serão realizados posteriormente.
Vestígios e dinâmica do crime
A perita criminal Karla Gonçalves da Cruz, que ingressou na instituição em 2014 e atualmente trabalha no Núcleo de Perícias Externas, no setor de Crimes Contra a Vida, na Capital, explica que a preservação do local é a primeira preocupação da equipe.
“Minha primeira preocupação é identificar a área onde se encontram os vestígios e verificar se essa região está devidamente isolada e preservada. Isso é fundamental para garantir que os elementos presentes no local sejam mantidos íntegros.”
Com mais de 11 anos de atuação, Karla já trabalhou no Núcleo Regional de Criminalística de Corumbá e no Departamento de Apoio às Unidades Regionais antes de integrar a equipe responsável pelos atendimentos em Campo Grande.
Segundo ela, o trabalho no local exige atenção a todos os elementos presentes na cena, já que nem sempre é possível identificar de imediato quais terão relevância para a investigação.
“Em muitos casos há grande quantidade de elementos no local e naquele momento ainda não é possível identificar completamente o que é relevante. Por isso é essencial realizar um levantamento detalhado e minucioso”, explicou.
Perita criminal Karla Gonçalves da Cruz. (Fotos: Comunicação PCi-MS)
Parte do material coletado em locais de crime segue posteriormente para análises especializadas em diferentes áreas da perícia, como DNA, documentoscopia, balística e outras disciplinas técnicas realizadas em laboratórios da Polícia Científica por outras peritas e peritos criminais.
Exames médico-legais
Na medicina legal, os exames contribuem para esclarecer circunstâncias de diferentes ocorrências.
A perita médica-legista Taís Cristina Zottis Barsaglini, que exerce atividades há três anos no Instituto de Medicina e Odontologia Legal e na Casa da Mulher Brasileira, destaca a importância da área na produção da prova técnica.
“O exame médico-legal traz clareza e materialidade sobre os fatos. Ele pode documentar casos de violência física, sexual ou ainda esclarecer a causa de óbitos violentos, como acidentes de trânsito ou homicídios.”
As conclusões são registradas em laudos técnicos elaborados a partir de evidências científicas.
“Um laudo tecnicamente fundamentado reúne todas as conclusões com base em evidências e respeitando o passo a passo pericial para que seja confiável”, afirmou.
Mesmo diante de situações difíceis, ela afirma que o foco permanece no rigor técnico.
“Quando comecei a trabalhar nessa área percebi que é impossível não se sentir incomodada com algumas situações de violência e vulnerabilidade humana. Mas tento me manter focada nas evidências e nos fatos concretos.”
Perita médica-legista Taís Cristina Zottis Barsaglini.(Fotos: Comunicação PCi-MS)
Digitais que revelam identidades
A papiloscopia também integra a produção da prova técnica. A perita papiloscopista Juliana Cardozo da Silva, que ingressou na instituição em 2015 e já atuou em plantões de local de crime em Dourados e em Campo Grande, explica que o trabalho vai além da emissão de documentos de identidade.
“Ele garante a existência civil da pessoa, assegura direitos e a situa perante a sociedade. É por meio dele que alguém passa a ter nome, registro, acesso a serviços e reconhecimento legal.”
No contexto criminal, a atuação também inclui o levantamento de impressões digitais em locais de crime, etapa que pode contribuir para a identificação de pessoas envolvidas nas ocorrências.
“Confirmar uma identidade pode inocentar alguém, esclarecer um crime ou permitir que uma família encerre um ciclo de dor. Por trás de cada impressão digital existe uma história”, afirmou.
De acordo com Juliana, a análise exige atenção rigorosa aos detalhes. Muitas vezes, os peritos trabalham com fragmentos muito pequenos de impressões digitais que precisam ser comparados com precisão.
“Observamos linhas, pontos característicos e pequenas bifurcações que são únicas em cada pessoa. É um trabalho que não permite pressa.”
Perita papiloscopista Juliana Cardozo da Silva.(Fotos: Comunicação PCi-MS)
Assim como ocorre em outras perícias de local de crime, os vestígios coletados podem gerar desdobramentos para análises complementares em diferentes núcleos especializados de identificação.
Bastidores dos exames necroscópicos
Parte da atividade ocorre nos bastidores. A agente de Polícia Científica Romilda Fleitas, que atua há dez anos nos exames necroscópicos, acompanha diferentes etapas do procedimento.
“Quando o corpo chega aqui, a gente faz toda a recepção, confere a requisição, a cadeia de custódia e verifica se houve atendimento anterior em unidade de saúde ou pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Depois auxiliamos o médico-legista durante o exame e também ficamos responsáveis pela liberação do corpo para a funerária, sempre com autorização da família”, relatou.
Segundo ela, a rotina também envolve o contato com familiares em momentos delicados.
“Às vezes a família chega aqui em uma situação muito difícil e precisa entender que alguns exames são necessários. É um trabalho que exige responsabilidade e respeito com cada caso que chega até nós.”
Agente de Polícia Científica Romilda Fleitas.(Fotos: Comunicação PCi-MS)
Romilda afirma que cada função dentro do instituto contribui para o resultado final do trabalho técnico.
“Eu me vejo como uma peça dentro de uma engrenagem. Cada um faz a sua parte para que tudo funcione.”
Do levantamento de vestígios no local de crime às análises laboratoriais, passando pela identificação e pelos exames médico-legais, essas profissionais participam de diferentes etapas da atividade pericial que contribui para o esclarecimento de fatos e para a produção de provas utilizadas pela Justiça.
SES reforça vigilância, vacinação e organização da assistência antes da chegada dos meses mais frios
Com a aproximação do período de sazonalidade dos vírus respiratórios, especialmente entre abril e julho, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) orienta os municípios a intensificarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede assistencial para enfrentar um possível aumento de casos de SG (Síndrome Gripal) e SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).
Historicamente, os meses mais frios registram maior circulação de vírus como Influenza, VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e Rinovírus. Embora o coronavírus responsável pela pandemia de COVID-19 não siga um padrão sazonal tão definido quanto outros vírus respiratórios, sua elevada transmissibilidade, associada à circulação intensa de pessoas, pode favorecer aumentos no número de casos ao longo do ano, inclusive em períodos que não coincidem com os meses mais frios.
Vigilância ativa e preparação antecipada
A SES recomenda que os gestores municipais organizem, de forma antecipada, os fluxos de identificação, coleta de amostras e notificação oportuna dos casos de SG e SRAG, conforme as Notas Técnicas Estaduais e o Guia de Vigilância Integrada da COVID-19, Influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública.
A articulação entre vigilância epidemiológica e equipes assistenciais também é considerada essencial para garantir atendimento e tratamento oportunos, independentemente do resultado laboratorial.
Para o secretário de Saúde do Estado, Maurício Simões, o planejamento é a principal ferramenta para reduzir impactos na rede. “Nosso foco é agir antes do aumento expressivo de casos. Estamos orientando os municípios a revisarem fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado. A prevenção começa com planejamento e resposta rápida”.
Vacinação como principal estratégia de proteção
A vacinação contra Influenza e COVID-19 permanece como a medida mais eficaz para evitar complicações, hospitalizações e óbitos, além de contribuir para reduzir a circulação viral na comunidade, protegendo especialmente os grupos mais vulneráveis.
Para a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, ampliar a cobertura vacinal é fundamental neste momento. “A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir casos graves. Precisamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta atualizada, principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades”.
Monitoramento e tratamento oportuno
Devido à capacidade de rápida disseminação global da Influenza, inclusive com a possibilidade de surgimento de novos subtipos virais, e às características evolutivas dos vírus respiratórios, o monitoramento contínuo é indispensável.
A detecção dos agentes etiológicos permite avaliar como os vírus estão circulando na comunidade e quais perfis populacionais estão sendo mais afetados, subsidiando estratégias de prevenção e controle.
Para a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, o tratamento precoce é decisivo para evitar agravamentos. “Todos os casos de SRAG e os casos de síndrome gripal associados a fatores de risco devem iniciar o antiviral o mais rápido possível, conforme os protocolos vigentes. Não se deve aguardar confirmação laboratorial quando há indicação clínica, pois o tempo é determinante para evitar casos graves e óbitos”.
Atuação preventiva
Mesmo sem registros expressivos neste momento, a SES reforça que a estratégia é preventiva. A experiência dos últimos anos demonstra que a organização antecipada da rede reduz impactos assistenciais e protege a população.
A orientação é que municípios mantenham vigilância ativa, notificação oportuna e integração entre atenção primária, urgência e hospitais, garantindo resposta coordenada diante de eventual aumento de casos durante a sazonalidade de vírus respiratórios.
O município de Inocência passa a integrar um novo eixo de infraestrutura e logística no leste de Mato Grosso do Sul. Neste sábado (7), o governador Eduardo Riedel participou da assinatura de ordens de início de serviço para um conjunto de obras que somam mais de R$ 150 milhões em investimentos.
A agenda marcou a autorização formal para execução de projetos que envolvem pavimentação rodoviária, melhorias no aeródromo municipal, recapeamento urbano e reordenamento do trânsito, ampliando a capacidade logística e a mobilidade na cidade.
O principal investimento é a implantação e pavimentação da rodovia MS-316, no trecho que liga o município à região de Pouso Alto. A obra prevê 38,05 quilômetros de asfalto novo, com investimento de R$ 143,3 milhões, além da implantação de obras de arte especiais, como pontes e estruturas de drenagem.
Fotos: Bruno Rezende/Secom
A pavimentação da MS-316 é um marco histórico para Inocência e região. O trecho três contemplado começa na ponte sobre o Rio Indaiá Grande, no limite entre Inocência e Chapadão do Sul, seguindo até o início da área urbana do município.
Segundo Riedel, o modelo de parceria entre o governo estadual e os municípios vem sendo consolidado ao longo dos últimos anos e tem sido fundamental para viabilizar obras e políticas públicas em diferentes regiões.
“Essa parceria com os municípios foi construída ao longo do tempo, ouvindo prefeitos, vereadores e a Assembleia Legislativa. Ninguém realiza nada sozinho. Assim como os prefeitos dependem da Câmara, o Governo do Estado também depende da Assembleia e da bancada federal para fazer os projetos acontecerem”, disse.
Fotos: Bruno Rezende/Secom
O governador também detalhou parte dos investimentos autorizados durante a agenda no município, que incluem obras de infraestrutura urbana e melhorias logísticas.
“Assinamos aqui o recapeamento de vias da cidade, com R$ 2,4 milhões, além de cerca de R$ 700 mil em sinalização urbana. Também teremos iluminação no aeródromo para operação noturna e outros investimentos importantes para a estrutura da cidade”, explicou.
Riedel ressaltou ainda que o crescimento econômico do Estado é resultado de planejamento e de uma equipe técnica dedicada à execução das políticas públicas.
“Mato Grosso do Sul está há quase uma década crescendo acima da média nacional, sem cair abaixo de 4% ao ano. Isso é fruto de planejamento, de uma equipe técnica preparada e de políticas que dão segurança para quem quer investir no Estado”, pontuou.
Fotos: Bruno Rezende/Secom
Ao mencionar a pavimentação da rodovia MS-316, o governador afirmou que a obra representa uma demanda histórica da região e que deve ampliar a competitividade econômica local. “A MS-316 é um sonho antigo de toda essa região. Essa estrada significa segurança para as famílias, conforto no deslocamento e mais competitividade para quem produz aqui”, afirmou.
A pavimentação da rodovia é considerada estratégica para atender à demanda logística gerada pela instalação da fábrica de celulose da empresa Arauco em Inocência. A obra deverá facilitar o escoamento da produção, reduzir custos de transporte e melhorar as condições de tráfego para moradores, produtores rurais e empresas que utilizam a via.
Além do impacto econômico, o projeto deve trazer benefícios diretos à população, como mais segurança viária, redução do tempo de deslocamento e maior integração regional, fortalecendo a cadeia produtiva ligada ao setor florestal e industrial, movimento que vem consolidando a região como parte do chamado Vale da Celulose.
Fotos: Bruno Rezende/Secom
Outro investimento autorizado é a implantação do balizamento noturno no Aeródromo Municipal, com recursos de R$ 2,8 milhões. O sistema permitirá operações aéreas noturnas ou em condições de baixa visibilidade, conforme normas da Agência Nacional de Aviação Civil e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.
O projeto inclui também a instalação do PAPI (Precision Approach Path Indicator), equipamento visual que orienta os pilotos sobre o ângulo correto de descida durante a aproximação para pouso.
A iniciativa integra o Plano Logístico Aeroviário de Mato Grosso do Sul, que prevê R$ 250 milhões em investimentos, dos quais R$ 140 milhões já foram aplicados entre 2023 e 2025 na modernização de aeródromos e equipamentos de segurança no Estado.
Fotos: Bruno Rezende/Secom
No perímetro urbano, também foram autorizadas obras de recapeamento em vias estratégicas da cidade, com investimento de R$ 2,4 milhões, dentro do programa MS Ativo – Municipalismo I, com recursos provenientes de emendas parlamentares. Serão beneficiadas a Avenida Pantanal, a Rua João Barbosa e a Avenida Albertina Garcia Dias.
O prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos, destacou que o município também vai ampliar os investimentos em infraestrutura urbana com recursos próprios e parcerias com o Governo do Estado.
Segundo ele, a prefeitura prevê aplicar R$ 3 milhões do próprio orçamento para obras de pavimentação, o que permitirá completar a urbanização de um dos bairros da cidade. “O município vai investir com recurso próprio mais R$ 3 milhões. Com isso, esse bairro fica totalmente asfaltado”, afirmou.
Fotos: Bruno Rezende/Secom
O prefeito também citou outro projeto de pavimentação em fase avançada de planejamento, voltado ao bairro José Dias da Silva. De acordo com ele, a proposta já está estruturada em parceria com o governo estadual.
“O projeto já está pronto, está com o doutor Guilherme. São mais R$ 8 milhões para fazer o asfalto do bairro José Dias da Silva, um compromisso com a Câmara de Vereadores e com a administração municipal, dentro do MS Ativo”.
Durante o discurso, o prefeito também relacionou a expansão dos investimentos públicos ao novo ciclo econômico vivido pelo município com a chegada da indústria de celulose. Ele afirmou que o empreendimento tem ampliado a capacidade de investimento local e viabilizado novos projetos urbanos e habitacionais.
Fotos: Bruno Rezende/Secom
“Se hoje podemos construir casas, fazer pavimentação com recurso próprio e estabelecer parcerias com o Governo do Estado, isso acontece porque a vinda da Arauco para Inocência foi uma grande bênção. Temos desafios, sim. Tudo chega ao mesmo tempo para uma cidade pequena, mas estamos trabalhando muito”, concluiu.
O pacote para Inocência inclui ainda obras de sinalização viária e reordenamento do tráfego, que serão executadas pelo Detran-MS, com investimento de R$ 717,5 mil. As intervenções contemplam implantação de mão única em algumas vias, reforço da sinalização vertical e horizontal e melhorias na rotatória localizada no cruzamento da Rua Benevenuto Garcia Dias com a Avenida Juraci Luís Castro.
Fotos: Bruno Rezende/Secom
O projeto prevê 1.148 m² de sinalização horizontal, instalação de 170 placas e construção de travessias elevadas nas avenidas Alexandre Batista Garcia, Três Lagoas e na Rua Duca Valadão. A agenda também contou com a participação do senador Nelsinho Trad, do deputado federal Dagoberto Nogueira, do presidente da Alems, Gerson Claro e do deputado estadual Paulo Corrêa.
Também acompanharam as atividades o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, e o secretário da SEILOG (Secretaria de Infraestrutura e Logística), Guilherme Alcântara, além de vereadores e prefeitos da região do Vale da Celulose.