Professora do curso de Nutrição da Estácio explica como proteger os alimentos da deterioração e evitar riscos à saúde durante o verão
Com a chegada das altas temperaturas, a conservação adequada dos alimentos se torna uma questão crucial para evitar a contaminação e preservar a saúde. A professora do curso de Nutrição da Estácio, Camila Pazello, destaca que o calor favorece a proliferação de microrganismos, como bactérias e fungos, que podem causar intoxicações alimentares graves. Segundo ela, adotar medidas simples, mas essenciais, é fundamental para manter os alimentos seguros e garantir sua qualidade.
“Temperaturas acima de 5°C já são suficientes para acelerar a multiplicação de bactérias em alimentos perecíveis. Por isso, é indispensável que alimentos como carnes, laticínios, ovos e frutas cortadas sejam mantidos na geladeira e consumidos rapidamente”, explica a nutricionista. Ela ressalta que, em dias quentes, o tempo máximo para deixar alimentos preparados fora da refrigeração é de duas horas e, quando a temperatura ultrapassa os 32°C, esse período deve ser reduzido para apenas uma hora.
Outro ponto destacado pela especialista é a importância de preservar a cadeia de frio no transporte e armazenamento de alimentos perecíveis, principalmente durante deslocamentos para praias, piqueniques ou churrascos. “O uso de bolsas térmicas com gelo ou geladeiras portáteis é essencial para manter os alimentos em condições seguras até o momento do consumo”, orienta. Quanto à organização dentro da geladeira, Camila recomenda: “Manteiga deve ser armazenada na prateleira superior ou em compartimentos específicos para laticínios. Requeijão e queijos cremosos na parte central, onde a temperatura é mais estável, enquanto queijos mais duros podem ser mantidos na parte inferior, sempre em embalagens herméticas.”
A nutricionista também esclarece dúvidas comuns sobre o armazenamento de frutas e verduras no verão. “Nem todas as frutas e verduras precisam ser armazenadas na geladeira. Algumas frutas, como bananas, abacates e tomates, ficam melhores fora da geladeira até amadurecerem. No entanto, verduras, em geral, devem ser armazenadas na geladeira para manter sua frescura e evitar a perda de nutrientes.” Além disso, ela reforça que frutas inteiras podem ser mantidas fora da geladeira, mas, uma vez cortadas, devem ser guardadas na geladeira em recipientes fechados para evitar a oxidação e a contaminação. “Isso ajuda a preservar o sabor e a textura”, complementa. Para os legumes, assim como para as frutas, a dica é armazená-los em locais frescos e bem ventilados. “Utilizar sacos plásticos perfurados ou recipientes que permitam a circulação de ar ajuda a preservar os nutrientes e prolongar a vida útil desses alimentos”, orienta.
Para quem não tem acesso constante à refrigeração, Camila recomenda investir em alimentos não perecíveis, como grãos, leguminosas secas e frutas de maior durabilidade, como batatas e cebolas. Além disso, ela sugere métodos de conservação tradicionais, como a fermentação e o uso de potes herméticos, que também auxiliam para prolongar a durabilidade dos alimentos em regiões mais quentes.
A nutricionista também alerta para os riscos de contaminação cruzada durante o preparo de refeições, principalmente quando se manipulam alimentos crus e cozidos sem a devida separação. “Lavar bem as mãos e utensílios, além de usar recipientes adequados, são práticas indispensáveis para evitar a contaminação e garantir a segurança dos alimentos”, completa. Outro ponto fundamental, destacado por ela, é a correta temperatura da geladeira: “A temperatura da geladeira deve estar entre 1°C e 5°C. Temperaturas muito baixas podem congelar alguns alimentos e afetar sua textura e sabor”. Camila ainda ressalta que não é adequado armazenar produtos como açúcar, arroz e feijão na geladeira, pois a umidade pode comprometer sua qualidade: “Esses alimentos devem ser guardados em locais secos e frescos, longe da umidade.”
Pessoas interessadas podem se inscrever no processo seletivo para a qualificação profissional até o dia 8 de janeiro deste ano
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, em parceria com o SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) de Três Lagoas estão com inscrições abertas para a terceira turma do Programa Escola de Motoristas Profissionais. Com gratificação de R$ 1,4 mil aos aprovados(as) no final do curso, a iniciativa visa a qualificação de pessoas interessadas em ingressar no setor de logística florestal e conta com 24 vagas disponíveis.
Para participar da seleção, candidatos(as) devem atender alguns pré-requisitos. Entre eles, ter idade mínima de 21 anos (completos na data de inscrição), possuir Cadastro de Pessoa Física (CPF); possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na categoria “D” ou “E” e que esteja em situação válida; não ter cometido infração grave ou gravíssima ou ser reincidente em infrações médias nos últimos 12 meses e residir em Três Lagoas (MS). As inscrições para o processo seletivo seguem abertas até o dia 8 de janeiro e devem ser feitas presencialmente, na sede do SEST SENAT (avenida Júlio Ferreira Xavier, 2640 ao lado da Faculdade AEMS – Jardim Alvorada, Três Lagoas – MS, 79610-320), em horário comercial.
“As inscrições para esta nova turma estão abertas a todas as pessoas interessadas, desde que atendam aos pré-requisitos do programa. Vale destacar que, como nosso objetivo é promover a igualdade e equidade de oportunidades, as vagas para essa e as próximas turmas continuam sendo preferencialmente para mulheres, mas não são exclusivas. Homens que também queiram ingressar no setor de logística florestal podem se inscrever no processo seletivo do programa”, destaca Gustavo Henning, Gerente de Logística Florestal da Unidade Três Lagoas da Suzano.
Após a inscrição, candidatos(as) passarão por processo de seleção que inclui análise de documentação apresentada e do histórico no trânsito. Por isso, é importante, no momento da inscrição, estar munido de CNH; CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social (caso seja trabalhador(a) com vínculo empregatício); histórico de pontuação do Detran e comprovante de residência em nome do aluno. Os documentos deverão ser entregues pessoalmente, no momento da inscrição. Não serão aceitos documentos enviados por terceiros ou via postal.
Formação profissional
Iniciado em julho deste ano, o Programa Escola de Motoristas visa colaborar com o desenvolvimento socioeconômico de Três Lagoas por meio da qualificação da mão de obra local e igualdade de oportunidades. Somente neste ano, foram cerca de 36 pessoas formadas pelo programa, sendo 23 delas mulheres. A expectativa é que, até o fim do primeiro semestre de 2025, o programa tenha qualificado cerca de 150 profissionais para atuarem na área.
A formação tem duração média de um mês e meio, dividida entre aulas teóricas, simuladas e práticas. Nesse período, os profissionais terão acesso a temas como: comportamento, segurança, relacionamento interpessoal, legislação, noções de primeiros socorros, respeito ao meio ambiente e prevenção de incêndios e movimentação de cargas. O curso também prevê aulas utilizando simulador de direção e aulas práticas de direção segura. Só poderão participar do Módulo Especializado para Condutores de Veículos de Transporte de Cargas Indivisíveis (50h) alunos(as) com CNH de Mato Grosso do Sul para a devida homologação Detran/MS.
Serviços
Mais informações sobre o programa podem ser obtidas na sede do SEST SENAT de Três Lagoas, pelo telefone (67) 2105-5302 ou pelo link: https://forms.office.com/r/NyZYZ48C5G
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, líder no segmento de papel higiênico no Brasil e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras a partir de matéria-prima de fonte renovável. Nossos produtos e soluções estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, abastecem mais de 100 países e incluem celulose; papéis para imprimir e escrever; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis sanitários e produtos absorventes; além de novos bioprodutos desenvolvidos para atender a demanda global. A inovação e a sustentabilidade orientam nosso propósito de “Renovar a vida a partir da árvore” e nosso trabalho no enfrentamento dos desafios da sociedade e do planeta. Com 100 anos de história, temos ações nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais na páginawww.suzano.com.br
Na noite da última quarta-feira (25), um motociclista que descia pela Rua Brasil, em Chapadão do Sul, não respeitou o sinal de parada obrigatória no cruzamento com a Avenida Rio Grande do Norte.
Conforme o site Jovem Sul News, o resultado foi uma colisão violenta contra a lateral de um Chevrolet Celta que seguia pela avenida, em frente à Feira do Produtor. O impacto da batida fez com que o carro rodasse sobre a pista, colidisse com o meio-fio e interditasse o acesso ao viaduto no sentido bairro/centro.
O motociclista chegou a perder os sentidos. O Corpo de Bombeiros foi acionado, prestou os primeiros socorros no local e encaminhou a vítima ao PAM do Hospital Municipal.
A condutora do Chevrolet Celta, uma mulher, saiu ilesa do acidente, mas ficou bastante abalada emocionalmente. Após ser acalmada por familiares, não precisou de atendimento médico.
A Polícia Militar esteve no local, colheu depoimentos e realizou os procedimentos de praxe para esclarecer as circunstâncias do acidente.
Policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) prenderam um homem suspeito de furtar equipamentos eletrônicos de uma empresa em Ribas do Rio Pardo.
Conforme o site Midiamax, a prisão ocorreu na quinta-feira (26), dois dias depois de duas pessoas terem sido identificadas como receptadoras dos itens furtados, sendo encontrados cinco notebooks.
Durante as investigações, os policiais identificaram o suspeito, um homem de 34 anos e funcionário da empresa, como o responsável pelos furtos. Ele teria aproveitado sua posição de confiança para subtrair diversos equipamentos eletrônicos de forma sistemática.
Na tarde de quinta-feira (26), o suspeito foi abordado no bairro Nova Campo Grande, em Campo Grande. Com ele, foram encontrados um dos notebooks furtados e outros itens eletrônicos, todos da mesma empresa.
O homem foi preso em flagrante por furto qualificado, por abuso de confiança.
Mato Grosso do Sul já registrou 19.473 casos prováveis de Dengue, sendo 16.207 casos confirmados, em 2024. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 51ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta sexta-feira (27). Segundo o documento, 32 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 17 estão em investigação.
Nos últimos 14 dias, Amambai, Laguna Carapã, Inocência, Miranda, Aquidauana, Itaquiraí, Bataguassu, Chapadão do Sul, Três Lagoas e Dourados registraram incidência baixa de casos confirmados para doença. Já os óbitos registrados ocorreram nos municípios de Maracaju, Chapadão do Sul, Coronel Sapucaia, Dourados, Laguna Carapã, Naviraí, Sete Quedas, Amambai, Paranhos, Ponta Porã, Iguatemi, Itaquiraí, Aparecida do Taboado, Mundo Novo, Campo Grande, Bonito, Três Lagoas e Japorã. Entre as vítimas, 15 delas possuíam algum tipo de comorbidade.
Vacinação
Ainda conforme o boletim, 120.267 doses do imunizante já foram aplicadas para idade permitida na bula na população. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 189.910 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.
A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.
Chikungunya
Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 2.757 casos prováveis, sendo 919 confirmados. Não há óbitos registrados. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município.
Um incêndio em uma caçamba de entulho mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar na noite da última quinta-feira (26), na região central de Nova Andradina. Conforme o site Midiamax, felizmente, ninguém ficou ferido.
Os militares realizaram o combate às chamas nos resíduos contidos na caçamba e procederam com o rescaldo para evitar uma possível reignição do fogo.
De acordo com informações do site Nova News, o incidente ocorreu no mesmo endereço onde os bombeiros combateram um princípio de incêndio em uma residência na última segunda-feira (23).
Um casal, ainda não identificado, foi socorrido após o condutor perder o controle do veículo Voyage, que capotou às margens da BR-163 na manhã desta sexta-feira (27). Conforme o site Campo Grande News, o acidente ocorreu no km 379, no trecho entre Nova Alvorada do Sul e Campo Grande.
De acordo com informações do portal Alvorada Informa, o carro seguia em direção a Nova Alvorada do Sul quando, por razões ainda desconhecidas, saiu da pista. O veículo, com placas de Campo Grande, parou tombado próximo a uma árvore e ficou bastante danificado.
Equipes da CCR MSVia prestaram atendimento no local, e o casal foi encaminhado para o Hospital Francisco Ortega, situado a 116 quilômetros de Campo Grande. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde das vítimas nem sobre a possível presença de outros passageiros no automóvel.
Funcionários da concessionária responsável pela rodovia destombaram o veículo e realizaram sua remoção com o auxílio de um guincho.
Um homem identificado como José Junior de Oliveira, de 57 anos, morreu após quatro dias vítima de um grave acidente de trânsito ocorrido no último dia 23 na BR-376, próximo à entrada do bairro Escolinha, em Nova Andradina.
De acordo com o site Da Hora Bataguassu, José Junior, morador de Taquarussu, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar no dia do acidente e transportado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Ele faleceu na madrugada desta sexta-feira (27) no Hospital Regional.
O acidente envolveu um VW/Gol, onde José Junior era ocupante, e um Honda/HR-V. O Gol trafegava no sentido Nova Andradina a Ivinhema quando, ao realizar uma conversão à esquerda para acessar o bairro Escolinha, colidiu de frente com o outro veículo, que seguia na direção oposta.
Com o impacto, José Junior sofreu ferimentos graves e foi prontamente encaminhado ao Hospital Regional de Nova Andradina. Apesar dos esforços da equipe médica, ele veio a óbito na madrugada desta sexta-feira.
As autoridades competentes investigam as causas do acidente para determinar as responsabilidades. Familiares e amigos lamentam profundamente a perda de José Junior, que era conhecido por sua dedicação e amizade na comunidade de Taquarussu.
Uma moradora denunciou, nesta sexta-feira (27), a limpeza da área próxima à ponte da Rua Joaquim Balduíno de Souza, que liga o centro à região do Laranjeiras, em Cassilândia. De acordo com o site Cassilândia Urgente, a moradora cobra da prefeitura da cidade que tome providência sobre o local abandonado pelo poder público.
Segundo relato da moradora, a falta de manutenção no local representa um risco à segurança de pedestres e trabalhadores que transitam pela região durante a madrugada. “O meu marido tem que esperar o ônibus às 3h da madrugada para ir trabalhar no frigorífico do Aporé e está correndo risco, pois os ladrões podem se esconder naquele mato e fazer algum mal a ele”, afirmou.
A equipe de reportagem esteve no local e registrou a situação. A expectativa é de que a Prefeitura de Cassilândia tome as devidas providências para garantir a segurança e o bem-estar dos moradores que utilizam o trajeto diariamente.
MP cobrava a destinação de verba recebida de empresa de celulose Eldorado Brasil para ações ambientais
Por: Por Maristela Brunetto
O desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) Nélio Stábile atendeu pedido do Imasul (Instituto de Meio Ambiente do Estado) e suspendeu determinação da Justiça de Três Lagoas para o órgão destinar cerca de R$ 46 milhões para ações em Três Lagoas. O valor foi apontado em uma ação civil pública do Ministério Público, através do promotor, Antonio Carlos Garcia de Oliveira, titular da pasta do Meio Ambiente, que reivindicou a aplicação na cidade de toda a verba recebida da empresa Eldorado Brasil Celulose S/A a título de compensação ambiental.
Em entrevista ao Perfil News, o representante do Ministério Público, Antonio Carlos Garcia de Oliveira, disse que o Imasul usou o dinheiro no Aquário Pantanal e não na unidade de conservação local, em contrariedade a lei federal.
“A aplicação dos recursos deve ser no local do impacto ambiental direto e indireto, como por exemplo, em unidade de conservação como o Parque do Pombo. Agora onde será que o Imasul vai aplicar as verbas de compensação da fábrica da Suzano de Ribas do Rio Pardo e da Arauco, que está sendo construída em Inocência? Além disso, o recursos que deveria ser aplicado em Três Lagoas, o Imasul usou o dinheiro no Aquário Pantanal e não e unidade de conservação local, em contrariedade a lei federal.”
De acordo com o Campo Grande News, a decisão do TJMS foi publicada já na reta final antes do recesso do Judiciário. A PGE (Procuradoria do Estado) ingressou no começo do mês com uma ação rescisória após não conseguir reduzir o valor cobrado no juízo local. A demanda começou a ser discutida em 2015, quando o MP apontou que foram depositados pela empresa de celulose R$ 24.589.068,07 a título de compensação ambiental por impactos previsto com a instalação de uma nova linha de produção, que acabou sendo adiada e até hoje não implantada. O recurso foi destinado a um fundo especial e a Câmara de Compensação Ambiental do Imasul acabou permitindo a aplicação dos valores fora de Três Lagoas. O argumento do Ministério Público, acolhido pela Justiça no ano seguinte, em 2016, foi que verba de compensação ambiental deve ser aplicado onde ocorreu o impacto.
O Estado chegou a destinar recursos para as obras do Bioparque Pantanal, parques em Campo Grande, como o Prosa, do Taquari e riso cênicos, sem priorizar o meio ambiente em Três Lagoas, segundo o MP. Na sentença proferida à época, a Justiça determinou que em seis meses o valor deveria ser destinado a ações na cidade. Uma apelação do órgão ambiental foi em parte acolhida no TJMS, mas somente para estender o prazo para a aplicação da verba, para um ano.
O assunto foi alvo de outros recursos e somente neste ano o MPMS pediu o cumprimento da obrigação, apontando que o valor corrigido chegava a R$ 79,3 milhões. O Imasul tentou reduzir a cobrança e teve reconhecida a alegação de que havia supervalorização na correção, com R$ 30,1 milhões a mais. Mas a Justiça em Três Lagoas rejeitou pedido para abater alguns investimentos que foram feitos na área ambiental, como R$ 12 milhões para as obras do Bioparque e R$ 15,8 milhões para o Parque do Pombo, localizado em Três Lagoas. A juíza Ana Beatriz de Oliveira Lacerda reconheceu somente a destinação de valor para a Unidade de Conservação Parque Natural das Capivaras (R$ 3,5 milhões) e manteve a cobrança de R$ 45,6 milhões, valor atualizado até maio, em decisão proferida em outubro.
AÇÃO RESCISÓRIA
Obrigado a comprovar a aplicação no prazo de 12 meses, o Estado obteve a decisão favorável, suspendendo a cobrança até o julgamento final da rescisória. O desembargador Stábile entendeu que “há possibilidade de que seja desconstituído o título executivo transitado em julgado” e a prudência exigia uma análise mais aprofundada.
O Imasul, via PGE, tem um argumento forte para tentar anular a sentença referente à verba que recebeu da Eldorado, obrigando-o a aplicar os recursos em Três Lagoas. Uma ação civil pública foi movida para questionar a destinação de recursos de compensação ambiental em locais diferentes de onde ocorreu o dano com algum empreendimento. O motivo da ação foi questionar lei aprovada em 2014 que permitiu a destinação de recursos de várias compensações para as obras de conclusão do Bioparque e uso em outras cidades que não aquela onde o empreendimento que causou impacto ambiental depositou verba compensatória. Nesta ação, foi reconhecida a discricionariedade do órgão ambiental em destinar valores depositados no Fundo de Compensação Ambiental.
A PGE aponta nos autos que não ingressou com a ação rescisória anteriormente porque a decisão nesta ação civil pública que válida a autonomia do Imasul em destinar os recursos somente se tornou definitiva este ano.
A indústria de papel e celulose no Brasil vive, nos últimos anos, um ciclo esfuziante com projeções indicando forte crescimento até o final desta década. As companhias brasileiras e grupos estrangeiros que já atuam no País anunciaram novos projetos e investimentos em programas de expansão. O setor conta com companhias centenárias (Suzano e Klabin), controladas por grupos familiares locais, bem como grupos do exterior, caso das chilenas Arauco e CMPC e da indonésia Bracell.
RECEITA BRUTA
Em 2023, o setor teve receita bruta de R$ 260 bilhões, conforme números da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa os produtores no País. O valor significou 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Segundo a reportagem publicada pelo Estadão Conteúdo, a produção de celulose atingiu 24,3 milhões de toneladas, sendo 21,3 milhões de fibra curta (vem do eucalipto), 2,5 milhões de fibra longa (vem do Pinus) e 500 mil toneladas de pasta de alto rendimento. As exportações somaram US$ 12,7 bilhões, no patamar de 18 milhões de toneladas embarcadas. A área plantada para fins industriais é de 10,2 milhões de hectares.
VANTAGENS
O Brasil tem vantagens nessa indústria comparado a outros países, principalmente os do Hemisfério Norte: clima, solo e água que permitem desenvolver florestas de eucaliptos em menos de sete anos, bem mais competitivas. E disponibilidade de terras, geralmente pastagens ou áreas degradadas. Isso tornou o País um atrativo a grandes grupos mundiais. Além disso, na produção de celulose, o País é tecnologicamente um dos mais avançados. Mato Grosso do Sul acaba de ganhar a nova unidade industrial da Suzano, em Ribas do Rio Pardo – maior linha produtora do mundo.
Os empreendimentos de celulose e papel estão espalhados em vários Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Maranhão. A nova fronteira de projetos é Mato Grosso do Sul, onde há incentivos locais e vastas áreas disponíveis para plantios de florestas.
Ainda segundo o Estadão Conteúdo, em recente levantamento, a Ibá listou investimentos de R$ 105,6 bilhões em novos projetos e expansões deste ano a 2028. Os destaques são o projeto Cerrado, da Suzano, que entrou em operação em julho (R$ 22,85 bilhões); Sucuriú, da Arauco (R$ 25 bilhões); Barra do Ribeiro, da CMPC (R$ 24 bilhões); e a duplicação da Eldorado, em Três Lagoas (R$ 25 bilhões).
CONHEÇA AS DEZ MAIORES EMPRESAS:
Suzano
A unidade da Suzano de Três Lagoas possui duas linhas de celulose (Foto: Divulgação)
Maior fabricante mundial de celulose de fibra curta de eucalipto, a companhia Suzano foi fundada há 100 anos pelo imigrante ucraniano Leon Feffer, a partir de uma firma individual de comércio de papéis, que em 1929 se transformou numa pequena fábrica de sacos de papel. Max Feffer, filho de Leon, em 1952, liderou pesquisas para produzir celulose no Brasil e testou o eucalipto. Em Suzano (SP), em 1955 adquiriu e instalou a planta piloto para produção de celulose de eucalipto. A produção começou em 1956 e, segundo informações da empresa, isso revolucionou a indústria de celulose no Brasil e no mundo.
Hoje, a companhia conta com capacidade instalada para fazer 13,4 milhões de toneladas por ano de celulose, em nove fábricas situadas nos Estados de São Paulo (3), Mato Grosso do Sul (2), Espírito Santo (1), Bahia (2, incluindo a jo int venture Veracel) e Maranhão (1). Em 2001, com a morte de Max Feffer, a terceira geração da família assumiu o comando, sob a direção de David Feffer.
Em 2003, o empresário profissionaliza a gestão da companhia, que nos últimos anos tem avançado num plano de diversificação de negócios e também geográfica – está na Finlândia e nos EUA. Desde 2017, a empresa é listada no Novo Mercado na B3. O segundo grande negócio da empresa é a fabricação de papéis (1,7 milhão de toneladas) e de itens de higiene (papéis tissue), com 280 mil toneladas. No ano passado, Suzano teve receita líquida de R$ 39,75 bilhões.
KLABIN
Foto: Divulgação/Klabim
Fundada e controlada pelas famílias Klabin e Lafer Piva, a história da empresa, companhia líder nacional na produção de embalagens de papelão e papel-cartão, além de celulose, remonta a 1889. São 135 anos de história. Tudo começou com a chegada do imigrante lituano Maurício Freeman Klabin ao Brasil, que se estabeleceu na cidade de São Paulo, onde passou a vender cigarros para empórios e albergues, importando papel e tabaco para fabricação.
Conforme o Estadão Conteúdo, passados dez anos, com os irmãos Salomão e Hessel e com o primo Miguel Lafer, fundou a Klabin Irmãos e Cia, a KIC. Em 1901, iniciou a produção de papel com arrendamento de uma fábrica em Itú. Em 1934, comprou a Fazenda Monte Alegre, no Paraná, para instalação da Indústria Klabin do Parana, primeira fábrica integrada de produção de papel. Sete anos depois foi constituída a primeira empresa sociedade anônima do grupo, a Indústria Klabin de Papel e Celulose.
Desde então, a companhia teve uma trajetória de expansão e diversificação: em 1947 passou a suprir o mercado de papel de imprensa e alguns anos depois iniciou a produção de papelão ondulado, para fabricar embalagens. A partir dos anos 60 entrou numa fase de crescimento acelerado, com abertura de mercados, movimento de aquisições e de investimentos em países vizinhos.
Neste milênio, em 2001, foi criada a Klabin S.A., com a saída de alguns negócios, focando em embalagens. Conclusão da expansão da fábrica de Monte Alegre (PR) em 2008, ficando entre as dez maiores de papel do mundo e a empresa entre os seis maiores fabricantes globais de cartões de fibras virgens.
O salto seguinte ocorreu em 2016, com a unidade de Puma, no Paraná, para fazer 1,5 milhão de toneladas de celulose, tornando a Klabin a primeira no País a fornecer, ao mesmo tempo, celulose de fibra curta (eucalipto) e de fibra longa e fluff (pinus). Em 2019 é lançado o Puma II, em Ortigueira (PR), com duas máquinas de papel para embalagens em produção de celulose integrada. A companhia teve receita líquida R$ 18 bilhões em 2023.
CMPC
Foto: CMPC/Divulgação/JC
Fundada em 1920 e controlada pela família Matte, a chilena CMPC opera 44 plantas industriais em oito países da América Latina, incluindo o Brasil, produzindo madeira, celulose, papel, embalagens e produtos de tissue. No País, é dona de uma fábrica de celulose no município gaúcho de Guaíba, região metropolitana de Porto Alegre.
Com um programa de expansão e modernização, a fábrica passou a fazer 2,4 milhões de tonelada por ano. A empresa confirmou recentemente novo projeto, em Barra do Ribeiro (RS), onde prevê produzir 2,5 milhões de toneladas, dobrando o tamanho da empresa. O “Projeto Natureza” tem investimento estimado em US$ 4,6 bilhões (quase R$ 28 bilhões).
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A companhia prevê o licenciamento e aprovação do conselho no decorrer de 2026 e início de produção em meados de 2029 . No Chile, com três fábricas de celulose, pode fazer 2,2 milhões de toneladas ao ano. No Brasil, é dona também da Softys, que faz papéis tissue (higiênicos e sanitários), fruto da aquisição, em 2009, da antiga Melhoramentos Papéis, e em 2019, da Sepac. No ano passado, a CMPC gerou receita de US$ 8,1 bilhões.
ARAUCO
O grupo chileno, segundo maior fabricante de celulose de fibra curta do mundo, atrás da Suzano, anunciou neste ano a aprovação pelo conselho administrativo para a construção de sua primeira fábrica de celulose no Brasil, no município de Inocência, região nordeste de Mato Grosso do Sul.
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no País, com investimento de US$ 4,6 bilhões (R$ 27,6 bilhões ao câmbio atual). A fábrica, com duas linhas de produção, terá capacidade de produzir 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de eucalipto por ano a partir do início de 2028. A empresa está iniciando a fase de terraplenagem do terno.
Uma gigante de celulose e produtos de madeira (painéis), a Arauco foi fundada em 1979 por Anacleto Angelini. Atualmente tem cinco fábricas no Chile, uma na Argentina e uma no Uruguai. Com produção de 3,8 milhões de toneladas de celulose e 9,5 milhões de metros cúbicos de madeira e painéis, em 2023 a companhia registrou receita de US$ 6 bilhões. A Arauco é controlada pela holding AntarChile, que tem outros negócios.
BRACELL
Foto: Divulgação
O grupo indonésio RGE (Royal Golden Eagle), controlado pela família do bilionário Sukanato Tanoto, também dona da gigante de celulose e papel April, iniciou atividades no Brasil em 2003, por meio da Bracell. A subsidiária adquiriu a BSC (Bahia Specialty Cellulose), produtora de celulose solúvel, e a Copener Florestal, no Estado da Bahia.
Em agosto de 2018, fez um novo movimento de compra de ativos locais, assumindo o controle da Lwarcel Celulose, em Lençóis Paulista SP). A Bracell é uma das líderes mundiais na produção de celulose solúvel – somente na unidade da Bahia são 500 mil toneladas. Com a Lwarcel, a Bracell lançou o “Projeto Star”, saltando a capacidade de 250 mil toneladas ao ano celulose de eucalipto tipo kraft para até 3 milhões de toneladas, podendo desse volume gerar 1,5 milhão de toneladas do tipo solúvel.
A celulose kraft é aplicada na fabricação de papéis de impressão, sanitários (higiênico e toalha), embalagens e de aplicações especiais. A solúvel vai para tecidos, fibras de viscose, modal e liocel, lenços umedecidos, máscaras cosméticas, celofane, entre outras.
Neste ano, a Bracell inaugurou ao lado do site paulista o que informa ser a maior fábrica de papel tissue (itens sanitários) da América Latina, com investimentos de R$ 2,5 bilhões e capacidade de produção de 240 mil toneladas por ano. Neste ano, comprou a OL Papéis para reforçar a entrada no mercado tissue, com operação concentrada na região Nordeste.
ELDORADO BRASIL
Foto: Ricardo Ojeda
A Eldorado Brasil Celulose, que iniciou produção em 2012, é controlada pela família Batista, dona do grupo J&F Investimentos e pela gigante de proteínas JBS. Com 50,59% do capital da Eldorado, a J&F tem como sócio, desde 2017, o grupo indonésio Paper Excellence, do empresário Jackson Wijaya, com 49,41% das ações.
Com fábrica em Três Lagoas (MS), erguida a partir de 2010, a Eldorado nasceu com capacidade de produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose ao ano. Ao longo dos anos teve ganhos marginais nas linhas de produção e atualmente faz 1,8 milhão de toneladas.
Como outras fabricantes de apenas fibra curta de eucalipto, a empresa exporta cerca de 90% da produção, principalmente para o mercado chinês. Os despachos são feitos pelo terminal próprio no Porto de Santos. A fábrica se abastece de 285 mil hectares de florestas de eucaliptos plantadas em Mato Grosso do Sul, sendo 98% arrendadas de cultivadores locais. Em 2023, a Eldorado obteve receita líquida de R$ 5,75 bilhões ao vender 1,86 milhão de toneladas.
Desde julho de 2018, a Eldorado vive sob uma disputa judicial entre os dois acionistas envolvendo o controle total da companhia, que teve 100% do capital vendido à Paper em setembro de 2017. Porém, a J&F passou a argumentar que a sócia não cumpriu os requisitos legais para efetivar a aquisição da sua participação e busca desfazer o negócio em instâncias na Justiça.
CENIBRA
Foto: Assessoria
Desde 2001, a Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) é integralmente controlada pelo grupo japonês Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development (JBP), cujo acionista principal é Oji Holdings Corporation. Naquele ano, por decisão estratégica, a então Cia. Vale do Rio Doce, hoje Vale, decidiu sair do capital da companhia.
Fundada em 1973, a empresa tem fábrica em Belo Oriente, região leste de Minas Gerais, com capacidade de produzir 1,2 milhão de toneladas por ano de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto. A produção do ano passado foi de 1,13 milhão de toneladas.
A Cenibra tem terras em 54 municípios do Estado e maneja área total de 254 mil hectares, sendo 52% de eucalipto para suas operações e mais de 40% de áreas nativas, legais e preservação permanente. Das vendas, mais de 90% vai para Japão, EUA, Europa, América Latina e Ásia, com embarques pelo terminal portuário dedicado Portocel, no Espírito Santo, do qual é dona de 49%. Gerou receita líquida de R$ 3,34 bilhões em 2023.
LD CELULOSE
Foto: Assessoria
Concebida em 2019 e construída entre 2020 e 2022, a LD Celulose é especializada na produção de celulose solúvel. Seus investidores são a Dexco, controlada pelas famílias Setúbal e Villela (donas da holding Itaúsa) e Seibel, e o grupo austríaco Lenzing, líder mundial em fibras de celulose. A Dexco, maior produtora de painéis de madeira industrializada do Hemisfério Sul, ficou com 49% da sociedade e a companhia austríaca, 51%.
Considerada uma das maiores fábricas de celulose solúvel do mundo, a LD está situada no Triângulo Mineiro, entre os municípios de Indianópolis (localização da fábrica) e Araguari. Tem capacidade de produzir 500 mil toneladas por ano de fibras especiais de celulose, utilizadas na indústria têxtil, e gera 144 MW de energia a partir da biomassa da madeira.
O empreendimento teve investimento de US$ 1,38 bilhão (R$ 8,3 bilhões ao câmbio atual). A empresa conta com mais de 40 mil hectares de florestas de eucalipto no entorno de sua fábrica, que está ao lado de uma ferrovia por onde despacha a celulose. Em 2023, a LD teve receita líquida de R$ 2,42 bilhões e lucro líquido de R$ 540 milhões.
SYLVAMO
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Uma cisão da americana International Paper (IP), que desmembrou seu negócio global de papel e embalagens, a Sylvamo tornou-se uma empresa independente de capital aberto em outubro de 2021. Com sede em Memphis, Tennessee, EUA, a companhia herdou o negócio de papel de imprimir e escrever, com fábricas na Europa, América Latina, e América do Norte.
No Brasil, tem operações em três sites: Mogi Guaçu e Luiz Antônio (SP) e Três Lagoas (MS). A empresa faz papéis de imprimir e de escrever com as marcas Chamex, Chamequinho e Chambril com a celulose obtida da madeira de florestas próprias de eucaliptos, que ficam no entorno das duas fábricas paulistas.
São 100 mil hectares, sendo 25% de reservas nativas preservadas. As unidades fabris da Sylvamo produzem mais de 1 milhão de toneladas de papel não revestido por ano. Globalmente, a companhia gerou receita de US$ 3,72 bilhões no ano passado.
VERACEL
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Associação entre a Suzano e o grupo sueco-finlandês Stora Enso, com 50% do capital de cada sócia, a Veracel Celulose foi fundada em 1991 pelo grupo Odebrecht, na época com o nome Veracruz Celulose. Em 1997, a sueca Stora assume participação na companhia e em 2002 a Odebrecht deixa a sociedade, que passa a ser dividida com a Aracruz Celulose.
A Suzano entrou no capital ao comprar a Fibria em 2018 do grupo Votorantim, que havia adquirido a Aracruz dez anos antes. Atualmente, a empresa tem operações em 11 municípios da chamada Costa do Descobrimento, no extremo sul da Bahia. A unidade fabril está no município de Eunápolis e os plantios florestais atingem também o norte de Minas Gerais (até o Vale do Jequitinhonha). A Stora Enso, resultado de uma fusão, é uma gigante global na indústria papeleira.
A Veracel tem um terminal marítimo a 60 km de sua fábrica, em Belmonte (BA), que recebe 1,1 milhão de toneladas por ano por meio de caminhões. Dalí, é transportada em barcaças até o terminal Portocel, no Espírito Santo, de onde é despachada para clientes no exterior.
A partir de 2025, cães e gatos em todo o Brasil contarão com uma Carteira de Identidade Nacional. A medida visa promover um controle mais eficiente de zoonoses, facilitar a localização de tutores de animais perdidos e reforçar a segurança nas transações de compra e venda.
Além disso, o Cadastro Nacional de Animais representa um avanço significativo no combate aos maus-tratos contra animais.
Como Funcionará o Cadastro Nacional?
A criação do Cadastro Nacional de Animais Domésticos já foi sancionada como lei e está em fase final de desenvolvimento. Previsto para lançamento em janeiro de 2025, o sistema atribuirá um número de identidade único e intransferível para cães e gatos.
O cadastro será acessível pelo sistema Gov.BR e exigirá as seguintes informações:
Dados do tutor: nome, CPF, endereço;
Dados do animal: nome, idade, raça;
Histórico de doenças e vacinas.
Após o registro, será gerada uma carteirinha com a foto do animal e um QR Code, que poderá ser impresso e anexado à coleira. ONGs e administrações municipais poderão realizar os cadastros, e o processo será totalmente gratuito.
Microchips como Opção Complementar
Embora o Cadastro Nacional seja obrigatório, a inserção de microchips em animais será opcional. Esses dispositivos armazenam informações como raça, idade, histórico de saúde e dados do tutor.
O custo do microchip pode chegar a R$ 300. Caso o animal já possua o dispositivo, seus dados poderão ser vinculados ao novo cadastro nacional.
Benefícios do Cadastro para a Sociedade
O Cadastro Nacional de Animais Domésticos promete trazer benefícios significativos, como:
Localização de Animais Perdidos: Mais chances de reencontro entre tutores e pets;
Planejamento de Políticas Públicas: Melhor conhecimento sobre a população animal no Brasil;
Combate aos Maus-Tratos: Maior controle e responsabilização de tutores;
Segurança em Transações Comerciais: Registros confiáveis para compra e venda de animais.
A nova medida reforça o compromisso do país com a proteção e bem-estar dos animais domésticos, promovendo segurança e eficiência no controle de dados e políticas voltadas para os pets.
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alerta a população sobre uma notícia falsa que tem circulado nos grupos de WhatsApp e outras redes sociais. A mensagem afirma que um paciente internado na UTI com HIV estaria realizando hemodiálise com materiais reutilizados, o que não procede.
Segundo a notícia falsa, os materiais utilizados no procedimento não estariam sendo descartados corretamente, e a máquina de hemodiálise estaria sendo utilizada por outros pacientes da UTI. A mensagem ainda acusa o hospital de negligência, alegando que o diagnóstico de HIV e sífilis do paciente foi descoberto apenas após a admissão, o que também é falso.
OS PROCEDIMENTOS
A SMS esclarece que as máquinas exclusivas para pacientes com sorologia positiva se referem apenas às hepatites virais do tipo B e tipo C. Para pacientes com HIV, não é obrigatório o uso de máquina exclusiva, pois as máquinas podem ser utilizadas por outros pacientes após a desinfecção completa química (hipoclorito, calor) e a limpeza da máquina externa e poltrona, conforme rotina preconizada pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). A máquina não tem contato direto com o sangue do paciente; apenas os filtros que são utilizados e descartados após cada uso, garantindo segurança total.
A mensagem enganosa traz também que o Hospital havia descoberto a sorologia positiva para HIV do paciente após um colaborador ter se perfurado com uma agulha contaminada. Neste caso, é obrigatório o envio do colaborador ao esquema antirretroviral, o que não foi solicitado, desmentindo a alegação de negligência.
VERIFIQUE E DENÚNCIE
A Prefeitura e a SMS reforçam a importância de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las. Quem visualizar novamente esta notícia falsa é incentivado a utilizar as ferramentas de denúncia de fake news das redes sociais para impedir sua circulação.
A disseminação de notícias falsas não só gera pânico desnecessário, como também desinforma a população e é crime, prejudicando o bom funcionamento dos serviços de saúde e a segurança pública.
A elevação dos juros e o aumento do preço do dólar têm sido uma pedra no sapato nos planos do governo do Estado de Mato Grosso do Sul para conceder à iniciativa privada o conjunto de rodovias formado majoritariamente pela BR-262, MS-040, MS-338 e MS-393, além da BR-267, chamado de Rota da Celulose.
No início deste mês de dezembro, após as demonstrações dos grandes players do setor de logística de que ninguém estava interessado em investir pelo menos R$ 9 bilhões nestas rodovias de Mato Grosso do Sul ao longo dos próximos 30 anos, o governo de Mato Grosso do Sul retirou o edital e pretende enviar à B3, no primeiro semestre de 2025, um novo edital para tentar leiloar estas rodovias à iniciativa privada.
O fator preponderante para a falta de interessados foi a concorrência desleal com a Taxa Selic, a taxa de juros do Banco Central do Brasil (BC), que subiu 1% neste mês, para 12,75%, e tem viés de alta de mais um ponto percentual nas duas próximas reuniões do Conselho Nacional de Política Monetária (Copom), chegando a 14,75% ao ano até o mês de março.
O conjunto de rodovias que o governo de Mato Grosso do Sul pretende leiloar estava oferecendo às empresas interessadas uma Taxa Interna de Retorno do Investimento (TIR) de 10,37% ao ano. A taxa foi calculada em abril de 2024, quando o horizonte no médio prazo para os juros da economia brasileira era bem mais otimista, com a possibilidade de a Taxa Selic voltar a ser de apenas um dígito (menos de 10%) já em 2026.
Agora, esta expectativa de redução na curva dos juros no médio e longo prazos foi prorrogada por pelo menos mais um ano, com perspectiva de início de queda para menos de um dígito em 2027, conforme indica o Boletim Focus mais recente do Banco Central. Certamente o governo de Mato Grosso do Sul terá de aumentar a TIR para competir em pé de igualdade com a Selic.
ESTRATÉGIAS
Uma das estratégias que serão adotadas pelo governo de Eduardo Riedel (PSDB) é a de alongar o encargo dos investimentos a serem realizados.
O edital da Rota da Celulose prevê investimentos diretos – chamados de Capex, no “idioma” do mercado – de R$ 6 bilhões durante a concessão de 30 anos, sendo que mais da metade deste valor seria despendida nos primeiros três anos de concessão.
A ideia é esticar as exigências, como implantação de terceiras faixas e duplicação de Campo Grande a Ribas do Rio Pardo pela BR-262.
Um servidor de alto escalão da administração estadual disse ao Correio do Estado, neste mês, que há apenas duas formas de aumentar o interesse pelo conjunto de rodovias neste cenário de juros altos e aumento dos custos (alta do dólar): redução do Capex ou aumento na tarifa de pedágio.
Claramente, Eduardo Riedel (PSDB) deu mostras de que vai optar pela flexibilização das operações. “Sem mexer em preço de pedágio e sem mexer no projeto original, mas deslocando algumas ações”, disse o governador de Mato Grosso do Sul durante evento na Federação da Indústria de Mato Grosso do Sul (Fiems) na sexta-feira (20).
Riedel pretende alongar os investimentos. Obras que estavam previstas para os primeiros anos de contrato serão empurradas também para o médio prazo. O edital que foi a leilão e não teve interessados previa a concentração dos investimentos da ampliação da capacidade até 2028, ano em que eles bateriam R$ 400 milhões. A ideia é diluir esses valores, que somam R$ 1,8 bilhão, em um período maior.
Conforme o Correio do Estado, esse R$ 1,8 bilhão está incluído nos aproximadamente R$ 6 bilhões em investimentos em melhorias (Capex). Também existem mais R$ 3 bilhões de investimentos em custo fixo de manutenção (Opex). O governo não deve mexer neste valor, apesar de existir certa flexibilidade.
Somente para garantir todos os investimentos necessários no Capex, seria necessário o levantamento de R$ 1,895 bilhão por meio de financiamentos em bancos, praticamente todo o valor da ampliação da capacidade. A receita com pedágio não daria conta desse investimento.
A alta da Selic, além de reduzir a atratividade para a remuneração do investidor, ainda deixou o custo do dinheiro para reformar as rodovias maior.
O governo também prevê uma outorga – o valor que o concessionário paga ao poder concedente pela concessão – de R$ 74 milhões de entrada e mais R$ 297 milhões de outorga variável, que será pago ao longo dos 30 anos de concessão. Esses valores estão incluídos nas “despesas operacionais”, o chapado “Opex”.
Os recursos da outorga variável serão usados para financiar a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agems), a Polícia Rodoviária Estadual, entre outras instituições.
TARIFA DE PEDÁGIO
A modelagem econômico-financeira da Rota da Celulose prevê a instalação de 12 praças de pedágio, sendo que a praça de Bataguassu, na BR-262, teria o valor mais barato: R$ 4,70, enquanto a praça de Ribas do Rio Pardo, na BR-262, teria o valor maior: R$ 15,20.
As praças de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, na MS-040, seriam as segundas mais caras: R$ 13,70.
Na manhã desta sexta-feira, 27 de dezembro, o prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, acompanhado pelo prefeito eleito, Cassiano Maia, reuniu secretários da atual e da nova gestão, bem como diretores, em frente à Feira Central Turística. O encontro teve como objetivo a prestação de contas da frota municipal, que está estacionada no local, além de abordar questões relacionadas à manutenção dos veículos e à transição de governo.
Durante o evento, ambos os gestores destacaram que a troca de administração será muito mais tranquila e bem encaminhada em diversos setores da administração pública, como obras, saúde e educação devido a atuação, não somente do Prefeito Angelo Guerreiro, mas de todos os servidores.
Inclusive, essa situação é contrastante com a experiência de 2016 para 2017, quando Guerreiro assumiu uma prefeitura com poucos recursos em caixa, sem obras em andamento e com uma frota sucateada.
No estacionamento da Feira Central, estão expostos os veículos que estão fora de serviço durante o período de recesso, enquanto outros permanecem em uso, principalmente os da Secretaria de Saúde, que não pode interromper suas atividades. Além disso, parte da frota está em manutenção para garantir sua funcionalidade e diversos maquinários, como patrolas, pá-carregadeiras, estão no pátio do Departamento de Serviços Públicos (DSP).
Em sua fala, Angelo Guerreiro agradeceu aos servidores municipais pelo empenho e ressaltou a importância do trabalho coletivo para o desenvolvimento de Três Lagoas. “O sucesso da nossa gestão é resultado do esforço de cada servidor. Juntos, conseguimos avançar em áreas fundamentais e entregar uma administração mais estruturada para o futuro”, afirmou.
Cassiano Maia também agradeceu ao prefeito Angelo Guerreiro pela gestão que está sendo entregue e destacou as diferenças de personalidade entre ambos. Contudo, enfatizou que compartilham o mesmo objetivo: desenvolver ainda mais Três Lagoas, ser bons gestores, respeitar o orçamento público e atender à população com responsabilidade. “Temos estilos diferentes, mas somos movidos pelo mesmo propósito. Meu compromisso é continuar esse trabalho e garantir que Três Lagoas siga no caminho do progresso”, declarou.
Paranaíba registrou mais uma vítima entre as centenas que negociam veículos anunciados no Facebook. Conforme o site Jornal Tribuna Livre divulgou nesta sexta-feira (27), desta vez, a vítima negociou com um estelionatário, encontrou o verdadeiro dono do veículo e ambos foram enganados, perdendo dinheiro por falta de cuidado.
A vítima, após ver um anúncio de uma moto Honda FUN 125 preta no Marketplace do Facebook, ligou para o telefone informado e, após negociação pelo valor de R$ 4.000,00, foi até o endereço do verdadeiro proprietário.
Antes disso, o estelionatário já havia entrado em contato com o dono e o ludibriou para que mostrasse a moto para a vítima.
Após a vítima verificar os documentos com o verdadeiro dono, ela fez um PIX para o estelionatário no valor de R$ 3.800,00. Toda a negociação foi feita via WhatsApp e a vítima perdeu seu dinheiro.
A CTG Brasil completou neste mês a soltura de 550 mil peixes das espécies pacu guaçu, curimbatá, piapara e piracanjuba. Conforme o site Ilha de Notícias divulgou nesta última quinta-feira (26), a ação foi realizada nos reservatórios das Usinas Hidrelétricas Ilha Solteira e Jupiá, operadas pela empresa no rio Paraná, entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
A soltura foi dividida em quatro locais, com início no último dia 2 e a liberação de 100 a 150 mil peixes em cada ponto de soltura. As ações ocorreram na ponte do rio São José, Paranaíba, Vila dos Operadores e Santa Clara.
“Essa foi a segunda ação do ciclo 2025. Com ela, atingimos a marca de 1,3 milhão de peixes soltos na bacia do rio Paraná”, afirma Norberto Castro Vianna, especialista de Meio Ambiente da CTG Brasil. “A soltura de peixes de espécies nativas é fundamental para assegurar a reprodução e fortalecer o estoque pesqueiro, contribuindo ao equilíbrio e desenvolvimento desses ecossistemas”, complementa Vianna.
Sobre o Programa
O Programa de Manejo e Conservação da Ictiofauna, promovido pela CTG Brasil, conta com a autorização do Ibama. A realização deste programa é uma medida de mitigação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, das hidrelétricas operadas pela CTG Brasil. Seu objetivo é repovoar e garantir a diversidade de peixes por meio da produção e soltura de espécies nativas.
Os peixes utilizados no programa de repovoamento são produzidos na estação de piscicultura da CTG Brasil, em Salto Grande (SP), que passou por uma ampla reforma e foi reinaugurada recentemente. No laboratório, além da produção de peixes, são desenvolvidas pesquisas em parceria com universidades.
Desde 2016, quando a empresa assumiu a gestão do programa, foram soltos cerca de 25 milhões de peixes nas bacias dos rios Paraná e Paranapanema.
Processo seletivo será constituído de uma única etapa
As inscrições para a edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025 começarão no dia 17 de janeiro e poderão ser feitas exclusivamente pela internet, no endereço https://acessounico.mec.gov.br/sisu até as 23 horas e 59 minutos do dia 21 de janeiro.
De acordo com o edital publicado pelo Ministério da Educação, o processo seletivo será constituído de uma única etapa. Os candidatos poderão se inscrever em até duas opções de vagas. O resultado da chamada regular será divulgado dia 26 de janeiro, no Portal Único de Acesso.
Estão aptos a participar da seleção os estudantes que tenham completado o ensino médio, participado da edição de 2024 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não tenham zerado a prova de redação. Aqueles selecionados dentro do número de vagas disponíveis, na chamada regular ou por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula na universidade no período indicado no edital.
As vagas serão preenchidas pelas instituições segundo a ordem de classificação dos candidatos, de acordo com as notas obtidas no Enem. Não será permitido ao estudante selecionado optar pelo ingresso no primeiro ou no segundo semestre.
Cotas
Segundo informações do MEC, a classificação dos estudantes se dará, primeiramente, na modalidade ampla concorrência. A reserva de vagas ofertadas pela Lei de Cotas ocorrerá na sequência, com o “objetivo de beneficiar, sem distorções, os candidatos realmente demandantes de política compensatória para acesso ao ensino superior”.
Confira o cronograma:
Inscrições
17 a 21 de janeiro
Chamada regular
26 de janeiro
Matricula ou registro acadêmico junto à instituição
Mais uma vez, governadores se insurgem contra a iniciativa do governo Lula (PT) de se apropriar de prerrogativas dos Estados, como no recente decreto que fixa regras sobre o “uso da força” e enfraquece as polícias no combate ao crime.
Governadores como Ibaneis Rocha (DF), Cláudio Castro (RJ) e Ronaldo Caiado (GO) estão indignados com o desrespeito à Constituição, que dá aos Estados o comando da segurança pública.
Conforme o site Diário do Poder divulgou nesta sexta-feira (27), a expectativa é que o Congresso anule o decreto, assim como fez na tentativa de Lula de ressuscitar o DPVAT, extinto pelo Congresso na semana passada.
Os governadores recusaram a regra de cobrar o “novo DPVAT” em troca de uma pequena “comissão”. Os Estados recusaram esse papel.
O decreto dá plenos poderes ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, de baixar normas à revelia do Poder Legislativo. O texto de Lewandowski, apoiado por Lula, é apenas um compilado de leis e protocolos, semelhante a um decreto assinado por Lula em 2010.
Logo após a publicação do decreto, policiais rodoviários federais subordinados a Lewandowski metralharam uma família a caminho da ceia de Natal.
O aniversário de Cristo, mais do que uma data comemorativa, é um convite à transformação e ao resgate de valores esquecidos.
Uma reflexão sobre o verdadeiro significado do Natal e a eterna lição de amor e humildade.
Por Enrico Pierro
de mãos tão pequeninas você nasceu. chorou como qualquer criança chora quando tem contato com o ar pela primeira vez. se aconchegou no peito da sua mãe. dizem que você tinha uma luz, desde o nascimento. algo muito difícil de se explicar.
você passou por todas as nossas fases. engatinhou, disse as primeiras palavras, aprendeu a andar. foi instruído e brincou como todas as crianças da sua época. aprendeu a brincar com a madeira e lhe dar formas. era o seu novo ofício, mas não a sua missão.
as suas mãos cresceram e entre os calos do trabalho e do estudo, coisas começaram a acontecer. através delas, ou por meio delas. diziam que você era a salvação. talvez você ainda seja, até hoje. a luz continua a brilhar, mesmo sem a sua presença física.
você andou pela terra e pela água. você fez o impossível acontecer. a terra árida se tornou verde. o doente se curou. o paralítico andou. a água virou vinho. mas você dizia que nada daquilo era mérito seu. muito pelo contrário. você nos ensinou a humildade e o amor.
e mesmo nos ensinando tanto sobre o amor, nós só soubemos te ensinar dor e sofrimento. e ainda assim você nos amou até o último suspiro. porque a teus olhos, nós merecíamos. e ainda merecemos. e então eu te pergunto: o que você merece?
hoje é natal, o seu aniversário. e o que isso se tornou? só uma data para dar presentes uns aos outros? discutir com os parentes por causa de política ou de piadas ruins? reclamar dos preços e da vida? veja, dois mil anos se passaram e será que aprendemos a lição? ela era fácil: amar a deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. e parece que estamos longe demais disso.
eu espero que você não esteja tão decepcionado como, talvez, eu mesmo esteja. porque eu sei que você não desistiu, com todo esse tempo. e espero que você, que esteja lendo, também não desista. natal não é só uma data comercial, não é só uma desculpa para reunir família e ir ao shopping. é o aniversário dele. é o dia para lembrarmos de tudo o que ele fez e ainda faz. de tudo o que ele nos ensinou e que não devemos nos esquecer.
irmão, obrigado por tudo. desculpa por tudo. feliz aniversário. te amo.
Obs: Os textos do autor são sempre escritos em caixa baixa, pois é como ele idealiza expressar suas ideias e pensamentos, trazendo uma leveza visual.